Mais um post brilhante de Whitney Hess em seu blog. Dessa vez, sobre os pontos que ela costuma observar na hora de contratar um profissional de UX.

Essa é uma dúvida bastante comum em nosso mercado, especialmente porque é difícil avaliar o trabalho do profissional de User Experience quando você vê um videocase de um projeto que já está pronto. Diferente dos Visual Designers e dos Redatores, cujo trabalho você consegue enxergar com mais nitidez ao olhar para o produto. Ou mesmo dos Planejadores, quando o videocase conta um pouco da estratégia tomada ao criar aquilo que está sendo mostrado.

Fiz um resumo de 5 pontos que Whitney conta em seu blog. Espero que isso ajude em sua próxima entrevista – independente do lado da mesa em que você esteja.

O processo é mais importante que o portfolio.

Um bom UX Designer (aquele que você está procurando para sua empresa), não tentará te impressionar com uma coleção de trabalhos já finalizados. Um bom UX Designer sabe que é o processo que se destaca, muito mais do que o produto final. As escolhas que eles fazem na hora de desenhar uma experiência relevante para seus consumidores lhe dará muito mais visibilidade sobre a forma como esse profissional opera dentro da empresa e sobre aquilo que eles valorizam ou não. Saber perceber os percalços do caminho e as decisões que foram tomadas durante a construção do produto é muito mais interessante do que olhar layouts que foram nitidamente criados para deixar o trabalho bonito.

Inteligência é mais importante que instinto.

Bons UX Designers sabem que precisam coletar o máximo possível de informações sobre sua audiência antes de começarem a tomar decisões de design. Eles não gostam de tomar decisões baseadas apenas em seu instinto. Muito pelo contrário: eles sabem que existem diferentes respostas para a mesma pergunta, e tomam a decisão sobre qual é a melhor resposta baseados em vários inputs que eles recebem – de stakeholders, dos planejadores, dos usuários e de outros designers. Inteligência na tomada de decisão é mais importante que instinto – o que não significa que lógica é mais importante que emoção. Significa, sim, que eles valorizam as emoções dos usuários muito mais do que eles valorizam suas próprias emoções. Como eles reagem em determinada situação é muito menos importante do que como seus usuários reagem – e bons UX Designers farão de tudo para descobrir isso e evitar uma decisão por impulso.

Princípios são mais importantes que regras.

Alguns UX Designers têm orgulho de conhecer todas as regras e boas práticas de desenhar interfaces – e adoram aquelas listas de DOs and DON’Ts. Mas as regras existem para serem quebradas, porque regras normalmente falham. Nosso trabalho é tão cheio de nuances que seria ingenuidade achar que uma única regra pode ser usada para todas as situações. Por isso mesmo, princípios são mais importantes que regras. O que te leva a tomar uma decisão (se o menu será horizontal ou vertical, por exemplo) é muito mais importante do que a decisão em si (“vamos usar menu horizontal”). Contexto é tudo, e os princípios permitem que o designer tome decisões consistentes em diferentes contextos. Algo que as regras-de-cartilha tendem a ignorar.

Flexibilidade é mais importante que formalidade.

Quando regras apitam mais alto do que princípios, elas acabam levando a decisões improdutivas. Da mesma forma, quando as regras tomam uma importância muito grande na cabeça de um UX Designer, as convenções se tornam mais importante do que a eficácia. Um bom UX Designer não faz aquilo que as outras pessoas esperam que seja certo, especialmente quando você trabalha com inovação e quando “o que é certo” é algo difícil de enxergar.

Nenhum processo na metodologia de um UXer deve ser considerado inevitável. Nem wireframes. Qualquer pessoa que insista que as coisas devam ser feitas de determinada maneira, não é alguém que você queira em seu time. Formalidade cria uma impressão falsa de precisão – e não torna as coisas nem um pouco mais verdadeiras. Um bom UX Designer consegue flexionar seu processo sem quebrá-lo.

Empatia é mais importante que ego.

Bons UX Designers gostam de entender como as pessoas pensam. Sua paixão em se conectar com outras pessoas e entendê-las acaba se tornando uma obsessão. Mudar a vida das pessoas e mudar o mundo é o que normalmente motiva um bom UX Designer – e não porque isso o tornará alguém famoso, rico ou poderoso.