Por que UX? – por Silvia Melo

Silvia Melo

O urso está de volta com a série Por Que UX, que começamos em 2012 aqui. Trata-se de uma série de breves entrevistas com profissionais do mercado para investigar o motivo deles trabalharem com User Experience. Para quem está chegando no mercado agora, um pouco de inspiração. Para quem já trabalha com UX há um tempo, uma boa oportunidade de conhecer gente nova.

A entrevistada dessa semana foi a Silvia Melo. 

Eu era uma adolescente curiosa que se formou em Jornalismo que virou arquiteta de informação e que acabou se tornando diretora de criação. Só no digital são quase 15 anos de profissão.

Atualmente estou na Isobar Brasil (antiga AgênciaClick), onde tive a oportunidade de trabalhar com grandes marcas e desenvolver plataformas que são usadas diariamente por milhares de pessoas, como os sites da Fiat, Sadia, Cielo e SKY, só para citar os mais recentes.

Apesar de fazer o mesmo trajeto e chegar no mesmo horário todos os dias adoro a falta de rotina e a multidisciplinaridade que o trabalho em UX proporciona. Cada projeto é uma nova história que pode ser feita e contada de uma forma totalmente diferente.

Como começou a trabalhar na área?

Quando a internet chegou pra valer ao Brasil foi através dos provedores AOL, UOL e Compuserve Brasil. Eu comecei nesse último, em 1997. Era jornalista e ia escrever um especial sobre a missão Marte Pathfinder.

Não demorou a descobrir que o mundo digital tinha tanto para ser explorado quanto o planeta vermelho. Gostei do desafio de tornar o ciberespaço um lugar habitável e finquei minha bandeira.

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As implicações do campo de busca na experiência do usuário

O campo de busca é um desses elementos que muita gente considera indispensáveis em qualquer site que possua conteúdo dinâmico – em especial os ecommerces. As boas práticas de usabilidade pregam que a busca deve estar sempre acessível, sempre visível no header do site e claramente identificado com o label correto (‘buscar”, “busque”, “encontre um produto” etc.).

Mas isso é só no front-end do site. Arrisco dizer que o grande problema de 8 a cada 10 mecanismos de busca é o que acontece depois que o usuário digita o termo desejado. Não adianta nada a busca estar acessível, visível e bem identificada se o back-end não está preparado para receber os termos que o usuário digita no campo. Quando isso acontece, a ferramenta que deveria contribuir para que o usuário se localize no site, acaba criando uma experiência extremamente frustrante e muitas vezes cíclica para os usuários, que precisam brincar de adivinhação até encontrar o “jeito certo” de buscar determinado conteúdo.

O problema é que o “jeito certo” não existe. O “jeito certo” é o jeito que as pessoas buscam, não o jeito que o sistema entende.

Quão grave é o problema

Um estudo recente divulgado pela Baymard mostra que o problema dos mecanismos de busca dentro dos sites (“in-site search”) é bem maior do que imaginamos.

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Os cases vencedores dos leões de Mobile em Cannes 2014

Cannes Mobile Winners 2014

Um apanhado de video-cases para você ver (e se lembrar) de para onde as coisas estão rumando.

Nivea Protection Ad (Brazil)

Alvio (USA)

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Xplus – Metodologia ágil adaptada para UX

É comum em equipes de desenvolvimento que utilizam metodologias ágeis sentirem alguns ruídos, dificuldades e até atritos quando buscam introduzir UX design nos projetos. Muitas são as soluções propostas por diversos profissionais que utilizaram adaptações de frameworks de gerenciamento de equipe para incluir processos dos designers de experiência de usuário nas iterações de desenvolvimento. Porém, como sempre vale ressaltar, cada equipe e/ou empresa deve encontrar as soluções que melhor atendem às necessidades de suas equipes e às suas culturas empresariais.

Um dos modelos que me chamou bastante a atenção foi o Xplus, uma variação do XP (eXtreme Programming) que introduz versões reduzidas de alguns processos de UX.

O XP é uma metodologia que usa iterações de desenvolvimento com foco no escopo e incentiva o alto controle de qualidade. O Xplus propõe que nas iterações padrões do XP sejam inclusos: prototipação, avaliação heurística, padronização de design de interfaces, testes de aceitação e testes de usabilidade.

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A experiência do usuário e a resistência a mudanças

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“O novo não é o contrário do velho, mas o oposto das prisões que nos impomos.”
– Arthur da Távola

Basta o Facebook anunciar qualquer mudança nas páginas de perfil ou no newsfeed e você já sabe o que vem a seguir: posts de vários de seus amigos (inclusive os que não trabalham com nada relacionado a UX) reclamando das tais mudanças.

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“Pô, agora que eu estava me acostumando, veio o Mark Zuckerberg e mudou tudo”.

Acontece que a resistência a mudanças não é novidade nenhuma na natureza humana. E no Design Digital ela se acentua a cada vez que uma nova versão de um produto é lançada.

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O lado negro dos wireframes: criando profissionais de um método só

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Já falamos por aqui sobre os vários métodos de UX e a função de cada um deles dentro do projeto. Alguns são relacionados a pesquisa com usuário, outros mais dirigidos a estratégia e planejamento de produto, outros mais focados em design – e assim por diante, um para cada etapa do projeto.

Ainda assim, UX Designers são lembrados primariamente pelos bons e velhos wireframes. Não adianta. É a marca registrada do UX Designer e, no fim das contas, é o bottomline do que a gente faz: a forma mais reduzida e tangível de materializar tudo aquilo que aprendemos à medida em que estudamos o usuário ou definimos a estratégia do produto.

Mas será que estamos aprendendo tudo o que devemos saber antes de colocar a mão na massa e produzir esses tais wireframes?

O mercado viciado em wireframes

Conversando com amigos freelancers, ouço com frequência a mesma história: clientes que só resolvem envolver o profissional de UX na jogada de última hora, quando o prazo está apertado e o diretor de arte precisa começar o layout no dia seguinte.

“Oi, meu nome é Fulana e eu estou tocando um projeto para a agência X. Você faz freelas, né? Você consegue fazer uma estimativa e orçamento e me devolver ainda hoje? O ideal é você entregar os wireframes prontos pra gente até amanhã, porque o Diretor de Arte já está parado esperando pra começar.”

Soa familiar?

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A primeira experiência o usuário nunca esquece

First-Time UX

First-Time UX é um blog que coleciona e analisa exemplos da experiência de onboarding de sites e apps, quando os usuários utilizam o produto pela primeira vez.

A coleção foi criada por Krystal Higgins, que após trabalhar por algum tempo criando produtos mobile, percebeu o quão importante são esses primeiros momentos de contato entre o consumidor e o produto.

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User Experience em Catálogos Online

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Ao voltar para a minha vida acadêmica  e, depois de pouco mais de 4 anos, voltar a usar bibliotecas universitárias notei que os catálogos mudaram bem pouco desde a minha época de graduação. E em mundo de Google, catálogo online de biblioteca é bicho de sete cabeças.

Eu me senti um ser pré histórico por saber realizar uma busca local (CD/ISIS) no computador da biblioteca da ECA, usar os operadores booleanos, colocar sobrenome de autor, combinar a busca, acessar as bases de periódicos científicos, e ter acesso ao mundo que o google não mostra para a gente. Comecei a refletir com a minha turma de Arquitetura de Informação para Bibliotecários, sobre a experiência do usuário em bibliotecas físicas e a busca em catálogos faz parte disso. 

Há reflexões sobre como oferecer o conhecimento ainda disponível na biblioteca aos pesquisadores, já que o Google transformou a maneira como as pessoas buscam conteúdo.

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A questão não é tão simples como facilitar a disposição do conteúdo e virar um Google, pois a biblioteca ainda tem um papel social de preservar a diversidade intelectual e garantir o acesso amplo ao conteúdo, as políticas de filtros são mais complexas e menos centradas em interesses econômicos, o que pega é a pouca cultura de design do pessoal que trabalha e desenvolve essas plataformas e interfaces.

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O problema de (alguns) portfolios de UX

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O problema dos portfolios de UX é tentar simplesmente replicar a estrutura dos (belíssimos) portfolios de Direção de Arte.

Um grid com 12 thumbnails mostrando a interface final do site/app/produto em questão.

Quando você clica na imagem, chega até a página do projeto.

Lá você vê um parágrafo que explica o projeto, o objetivo e a solução proposta. E depois uma série de imagens de wireframes, sitemaps e post-its colados em paredes, intercalados com jpgs da interface final do produto. E você fica pendurado do outro lado da linha, sem saber exatamente o que pensar.

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Formulário longo ou dividido em passos?

Que bom que você perguntou. A resposta: tanto faz.

Luke W videos

No vídeo abaixo, Luke W. conta de alguns testes que fez com formulários de cadastro para saber qual modelo performa melhor. E aí que a diferença de performance entre um formulário longo (em uma página só) e outro com os mesmos campos quebrado em três passos foi relativamente nula.

O teste foi, na verdade, só uma forma de explicar que é preciso pensar de forma mais aprofundada em como otimizar formulários. No decorrer do vídeo ele dá uma série de dicas de outros aspectos dos forms que vale a pena você repensar, caso seu objetivo seja otimizar a conversão de usuários cadastrados.

Aliás, o vídeo faz parte de uma série, patrocinada pela Intel, onde Luke fala de diversos assuntos relacionados a otimização e melhorias na experiência do usuário.

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