Solidifique o conceito primeiro, adicione fidelidade depois

O conceito de “fidelidade” em um documento produzido por designers diz respeito ao nível de detalhamento que tal documento possui em relação à interface que está sendo produzida.

Um sketch feito rapidamente à mão, por exemplo, é o que chamamos de protótipo de baixa fidelidade.

Um layout montado no photoshop e com riqueza de detalhes é o que chamamos de protótipo de alta fidelidade.

Acontece que existem momentos distintos dentro do processo de design. Cada etapa do projeto demanda um nível de detalhamento (fidelidade) diferente.

Ross Popoff-Walker escreveu uma frase em seu blog que fez bastante sentido, tendo em vista tendências que tenho observado nos últimos projetos em que trabalhei.

Solidifique o conceito primeiro, adicione fidelidade depois.

Segundo ele, esse processo de detalhar como funciona a interface pode ser feito em um segundo momento.

O mais importante, no início do projeto, é definir um conceito que funcione bem e um fluxo de interação que faça sentido para o usuário. Feito isso, existe um segundo momento em que o UX Designer e o Visual Designer podem trabalhar juntos para adicionar fidelidade ao documento – seja ele um wireframe detalhado ou um layout com arte final em Photoshop.

O processo, segundo sua teoria, fica mais ou menos assim:

UX Fidelity

Mais importante do que Lean UX, metodologia ágil ou metodologia em cascata, é saber a hora certa de entrar em detalhes.

Gostei da maneira como foi colocado no artigo. Se quiser entender melhor, sugiro que leia o artigo completo.

Veja também: Entregue um cupcake ao invés de um bolo-com-recheio-e-cobertura

Guia rápido sobre Service Design e sua importância para o pessoal de #UX

Service Design e UX Design

O Service Design (ou Design de Serviços) e o User Experience Design são disciplinas diferentes, mas que compartilham de muitos processos, métodos e formas de pensar o Design. Talvez essa intersecção aumente mais ainda nos próximos anos, já que a criação de serviços digitais é uma tendência sem o menor indício de desaceleração.

A apresentação abaixo mostra um pouco de como essas duas áreas conversam e sinaliza como você, que trabalha com UX Design, pode se aproveitar do Service Design para melhorar a experiência do usuário nos projetos em que participa.

(Se você estiver lendo este post por RSS e a apresentação acima não abrir, veja-a no blog)

Leia também: O que é Service Design?

Quais as 5 coisas que você busca em um profissional de UX?

Aqui nos EUA existem recrutadores especializados em contratar UX Designers. Eles trabalham em agências, estúdios e produtoras e têm um papel fundamental na hora de buscar esses profissionais que são tão raros de serem encontrados.

UX Designers são os dodos do século XXI

Na semana passada, em um evento de UX aqui, tive a oportunidade de conversar com 2 recrutadores desse tipo e perguntei para cada um deles “Quais as 5 coisas que você busca em um bom profissional de UX na hora de recrutá-los?“.

Veja as respostas abaixo.

Recrutador A:

  1. Alguém com quem eu gostaria de sair para tomar uma cerveja e conversar.
  2. Alguém cujo portifólio e cujos assuntos preferidos não incluam apenas UX, Arquitetura de Informação e Usabilidade.
  3. Alguém que não use termos complicados na hora de falar sobre seu trabalho.
  4. Alguém que seja organizado e escreva impecavelmente.
  5. Alguém bem-humorado. É essencial para trabalhar nesse mercado.

Recrutador B:

  1. Alguém que entenda muito sobre tecnologia e goste do assunto.
  2. Alguém com algum tipo de bagagem em Ciências Sociais, Psicologia ou comportamento do consumidor.
  3. Alguém que seja organizado e com facilidade de concentração.
  4. Alguém que não leia apenas livros sobre User Experience Design.
  5. Alguém com quem eu queira sair para tomar uma cerveja.

É claro que uma conversa rápida com 2 recrutadores não configura uma amostragem científica válida, mas mesmo assim resolvi compartilhar por aqui.

Leia também: O salário do Arquiteto de Informação

Nota: os dois recrutadores trabalham em empresas diferentes e não se conhecem. Interessante como alguns dos requisitos coincidem mesmo assim. Já estão dizendo por aí que o segredo do bom UX Designer é a cerveja :)

As disciplinas do User Experience Design

Quem participa da famosa “Lista de AI” sabe que volta e meia aparecem discussões sobre quais são as disciplinas envolvidas no User Experience Design, qual a diferença entre a “Grande AI” e a “Pequena AI”, ou até mesmo sobre os limites de atuação dos profissionais da área (onde é que termina meu job description e começa o do coleguinha).

Dan Saffer, designer de interação e autor de alguns livros sobre o assunto, construiu um diagrama que define bem as intersecções e nomenclaturas da disciplina. Isso foi há alguns anos.

Recentemente Jamie Christie construiu uma versão digital desse diagrama, com links para aprender mais sobre cada um dos círculos ali presentes. Uma ótima referência para quem está querendo aprender mais sobre o assunto, ou para quem quer decidir em que área pretende se aprofundar.

Link: The disciplines of user experience

UX Design na era Google

(Se estiver lendo este post por RSS e o vídeo não aparecer, assista-o no blog)

Kelley McDonald, diretor de Arquitetura de Informação da Navigation Arts, fala sobre algumas técnicas usadas para engajar os visitantes de um site em diferentes níveis de navegação.

Alguns pontos interessantes da entrevista:
• O profissional de User Experience deve estar envolvido em todas as etapas do projeto. É o famoso “pau-para-toda-obra”. Na etapa inicial, está mais focado em pesquisa e em entender quais são as reais necessidades e motivações dos usuários, além de contribuir para o pensamento da estratégia de negócios do projeto.
• É raro que um site corporativo tenha mais do que 15% de audiência na homepage. Isso significa que o restante da audiência está indo para algum lugar, possivelmente para as páginas internas de conteúdo que são referenciadas em blogs ou em resultados de busca do Google. Por isso ele defende que o sistema deva ser projetado de dentro para fora, e não na forma hierárquica convencional que vai da página inicial para as páginas internas. Quando você negligencia as páginas internas, está negligenciando três quartos das portas de entrada para o seu site.
• Sempre ter em mente: de onde os visitantes estão vindo, e para onde? Como aquele conteúdo que está sendo visualizado responde à pergunta inicial do usuário? Como tirar proveito disso para oferecer outras opções relevantes de conteúdo e navegação? Como reter esses usuários que aterrissaram em uma página específica do seu site?

O vídeo no YouTube tem legendas em inglês.

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