1 ano de Google Glass. E daí?

Google Glass

O futuro imaginado pelo cinema sempre nos traz algo diferente em relação à interação. Na maioria desses “exercícios de imaginar o futuro”, controlar os sistemas por voz é sempre visto como algo natural e livre de qualquer obstáculo.

Como muitos de vocês já leram por aí (ou por aqui), o Google Glass tem justamente essa proposta. A maioria das interações acontece por voz, e somente em alguns casos você precisa levar seu dedo indicador até a haste dos óculos para usar a interface sensível a toque.

O problema é que o futuro que chegou não agradou tanto quando achavam que iria agradar.

Um vídeo feito pelo The Verge mostra bem como funciona o sistema e dá algumas impressões dos usuários sobre qual a sensação de utilizar o brinquedinho. Mostra coisas como setups, interação com o celular e outros aspectos do produto. Um dos melhores vídeos que vi por aí.

Os funcionários do Business Insider também fizeram um vídeo onde eles relatam a experiência inicial em utilizar o treco. E em um de seus artigos eles dizem, com todas as letras: Nobody Likes Google Glass.

Google Glass 2

Como era de se esperar, começam a surgir as piadinhas (como essa aí acima) a respeito da loucura que é incorporar o Google Glass no dia-a-dia. Várias piadas. Sátira no Saturday Night Live e tudo. Tem até um tumblr bizarro sobre Homens brancos usando Google Glass - e talvez “bizarro” seja uma palavra bem apropriada nesse caso.

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Um checklist de usabilidade (para detectar problemas antes mesmo do teste com usuários)

Checklist_Forms

Algumas pessoas vão achar esse link um crime, outras uma mão na roda.

A Userium (uma empresa de pesquisa em experiência do usuário) criou um checklist de problemas de usabilidade mais comuns que os produtos digitais enfrentam e disponibilizou tudo em seu site. Tem várias categorias: formulários, conteúdo, layout, links, busca, navegação, acessibilidade e “homepage”.

Um novo conceito para as abas do seu navegador

Já faz alguns anos que a metáfora das abas é usada nos principais navegadores web para representar as páginas que estão abertas no momento. Mas segundo o designer Ishac Bertran, elas ainda apresentam alguns problemas de usabilidade.

  • A forma pela qual as abas são organizadas é uma combinação de tempo (novas abas são abertas sempre à direita das anteriores) e origem (abas abertas a partir de uma página específica são posicionadas próximas à aba original).
  • A combinação desses dois fatores com a representacão visual das abas não ajuda muito na hora de navegar entre elas, especialmente se você tem muitas abas abertas e o título das páginas fica muito curto e pouco inteligível.
  • Abas foram desenhadas para o método de navegação “point and click”. Para usuários mais avançados, esse método pode acabar sendo pouco produtivo (você perde cerca de 1,5 segundo fazendo esse gesto). É por isso que muitos usuários avançados acabam usando atalhos do teclado para navegar entre as abas.

Foi então que Ishac criou um novo tipo de experiência para navegação web, mostrada em detalhes no vídeo abaixo:

Conselhos para a #simplicidade

Nest, o termostato

Muito se fala sobre simplicidade e sobre como o próximo desafio dos UX Designers, agora que nós já enchemos nossos produtos com funcionalidades fantásticas, é remover tudo que for possível e deixar somente o que for necessário para o produto existir.

Esse artigo aqui da UXMag dá alguns conselhos legais para buscar essa tal simplicidade.

Four Ways to a Simpler You

Se sua organização está sofrendo para conseguir atingir a simplicidade no que faz, aqui vão algumas dicas para ajudar você a eliminar os excessos:

  • Comece com o tráfego do seu site. Olhar com atenção para as métricas é provavelmente o jeito mais rápido de entender o que os seus consumidores valorizam mais e o que eles podem passar muito bem sem. Quais dos seus conteúdos/funcionalidades estão chamando mais atenção? Quais estão sendo ignorados? Quais são os caminhos mais recorrentes feitos pelos consumidores? Qual conteúdo é mais buscado? Você possivelmente vai se deparar com a regra dos 80/20, onde uma pequena seção do seu site fica com a maioria dos acessos.
  • Experimente o tal Mobile First. A prática emergente de desenhar primeiro para celular, onde as empresas primeiro organizam seu business com os dispositivos móveis sendo seu principal canal, está ganhando proeminência (até o Google se declarou uma empresa mobile first em 2010). Independente do que você pensa do mobile first como prática de negócios, experimentá-la pode te ajudar a filtrar melhor tudo o que oferece e encontrar o que é realmente indispensável para seu consumidor.
  • Seja mais objetivo. Designers, desenvolvedores e até os executivos da empresa frequentemente estão próximos demais das iniciativas online da empresa. É muito cômodo se apegar às funcionalidades e querer manter o status quo. Tenha sempre um decisor que não esteja tão envolvido com as tarefas cotidianas, mas que ainda assim entenda bastante do negócio e dos consumidores da empresa. Essa pessoa vai ter a objetividade necessária para fazer as perguntas mais difíceis e, quando for preciso, sacrificar partes do produto para o bem maior da simplicidade.
  • Teste, teste, teste. Não tem nada tão proveitoso quando o feedback de usuários reais que quebram todos os paradigmas internos da empresa e clarificam muitos pontos sobre o que eles realmente querem naquele produto que estão usando. Se tempo e verba são preocupações, teste informalmente com amigos para, ainda assim, produzir insights valiosos. Não tem desculpa.

Leia também: 5 estratégias de UX que não funcionam sozinhas

A complexidade do simples

Ai você sai da reunião e dizem: “parece ser um projeto simples”.

Tá, e daí? O que “simples” realmente significa?

As pessoas podem dizer quando algo é simples, descomplicado, elegante, sem excesso de trabalho, ou uma série de outros quase-sinônimos, mas raramente pode articular porque algo é simples. Porque a simplicidade é inerentemente, subjetiva e alcançar este nirvana pode ser bastante complicado.

Felizmente, a disciplina de UX surgiu como uma forma de ajudar o mundo digital a perceber a importância da simplicidade e busca o que for preciso para alcançá-lo.

Nessa vibe, abaixo estão reunidos alguns princípios úteis quando se tenta garantir a simplicidade visual e prática de um projeto digital.

1. Atender às expectativas

Se alguém vai para o seu site é  por um motivo. Tenha certeza de que você sabe a razão da visita e que o usuário pode perceber que está no lugar certo, instantaneamente.

Isto parece obvio demais porém não é. As vezes queremos ser tão simples, que esquecemos de deixar o fundamental às claras.

Lembre-se: o usuário veio pela informação, portanto por mais belo que esteja, se não estiver autoexplicativo não cumprirá seu papel.

Telly - homepage

2. Não sobrecarregar as pessoas

Os seres humanos podem (conscientemente) processar apenas pequenas quantidades de informação de cada vez, por isso, se você não captar rapidamente sua atenção ele se distrai e se desvia do foco.

Se a informação é complexa ou extensa busque revelar gradativamente. É uma maneira elegante de descrever mostrando apenas um pouquinho de informação de cada vez e as pessoas não ficam sobrecarregadas ou confusas.

 

3. Uma escolha de cada vez

Isto está diretamente relacionado ao 2º principio.

Estudos mostram que se você dá às pessoas muitas opções , elas farão qualquer escolha.

Muitas vezes é melhor remover recursos, em vez de adicioná-los. “Mas Iris não tem como!!!”  Então colega, Use seu lado Jack the Ripper (para o bem!) e corte em partes para exibir a informação ;)

4. Seja simpático

Converse com pessoas.

Não seja imperativo ou monossilábico, principalmente em coisas chatas como formulários.

Por exemplo, em vez de apenas rotular um form de “E-mail” com o titulo de “E-mail”, que tal fazer algo um pouco mais pessoal?

Wufoo faz um ótimo trabalho com seus rótulos de formulários : “Digite o seu endereço de e-mail, para que possamos ter seu contato. Não se preocupe, esta informação é sagrada para nós e nunca venderemos e nem abusaremos dela…”.

Formulário de criação de conta no Wufoo

5. Considere que seus usuários têm diferentes níveis de habilidade

Dra. Jennifer Romano-Bergstrom fez algumas pesquisas interessantes sobre as diferenças de desempenho de uso de sites com usabilidade, baseados em idades dos usuários.

Uma coisa  interessante é que os usuários mais velhos tendem a ignorar o conteúdo que está localizado na periferia de um site.

Leve em conta essas diferenças na hora de projetar a experiência do projeto.

6. Clareza visual

Clareza na concepção visual é fundamental para a simplicidade. Usuários avaliam a credibilidade de algo rapidamente, por isso, se não há uma hierarquia visual clara, as pessoas ficam confusas e em consequência a credibilidade é prejudicada.

Mas lembre-se, só porque algo parece simples, não significa que ele é simples.

Manos - homepage

7. Entenda o problema

Entenda o que você tem que resolver.

Acima de tudo, o que precisa ser feito deve estar na ponta da língua pois o como será feito fica mais fácil de se enxergar.

Se você não entender o problema que está tentando resolver, então você não pode resolvê-lo.

8. Teste

Se alguém não quer testar alguma coisa, essa pessoa provavelmente está com medo de admitir erros, com preguiça, ou tem elefantíase no ego (arrogância?).

E não vale colocar a culpa no orçamento do projeto. Criação e objetividade normalmente não andam de mãos dadas. Você tem que testar com os usuários.

9. Contexto

A forma de se utilizar alguma coisa tem inúmeras facetas. Depende da hora, dia, local, cultura, temperamento e por aí vai.

Por exemplo, tente pensar como alguém poderia usar o seu produto, rapidamente, em um smartphone, ver e compartilhar com um amigo.

Leve em consideração a possibilidade de que podem usá-lo de forma completamente diferente na segunda vez.

Não esqueça que o tempo de repetição, dia, nuances culturais, localização e toda a movimentação do contexto de como o produto será usado também são importantes de serem entendidos.

10. Experiência

Só porque alguém pode completar uma tarefa, não quer dizer que foi uma experiência agradável ou fácil.

Tenha cuidado para não colocar muita ênfase na conclusão da tarefa à custa de uma boa experiência.

Como podemos partir para Simplicidade?

Todo mundo quer coisas simples de usar, mas o termo “simplicidade” em si, pode ser muito evasivo.

Para encontrar formas de racionalizar e simplificar vale dar uma olhada no quadro geral do projeto. E lembrar que controlar as expectativas e processos faz atingir o resultado desejado mais facilmente.

A Dra. Susan Weinschenk, em seu video O ROI de Experiência do Usuário,  destaca três causas para o fracasso de um projeto:

Comunicação

A falta de comunicação ou com ruídos confunde a todos. Procure deixar todas as partes da equipe e clientes atualizados, nem que para isso acontecer, a tarefa tenha que ser exercitada por um único responsável por alinhar a comunicação.

Visualizar o sucesso

Procure sempre responder a estas perguntas durante todas as etapas do projeto que o ajudarão a manter o caminho e relembrar dos objetivos pontuados no início da empreitada:

  1. Qual é o objetivo de negócio que estamos tentando alcançar?
  2. Quem é o usuário, e quais são seus objetivos?
  3. O que o produto realmente fazer e não fazer?

Alinhe seus stakeholders

  • Faça questão de tudo.
    É o seu trabalho se preocupar com cada detalhe, porque se você não o fizer quem o fará?
  • Remova o débito técnico.
    Criar um sistema antiquado ou mal construído pode necessitar de futuros (ou breves) esforços para criar soluções simples.
  • Não infle o projeto.
    Se o cliente quer algo desnecessário, que não melhore o entendimento sobre o produto e tenha mais aspecto de “firula”, cuidado! Isto pode ser uma distração negativa, Simplifique!
  • Venda direito o seu peixe.
    Os interessados ​​precisam ser ouvidos; envolvê-los no início do processo é fundamental. Boa comunicação e alinhamento das metas vai garantir um melhor resultado final e consequentemente seu cliente vai virar seu fã.

Complexo é fácil, simples é difícil. Mas com foco intenso, boa comunicação, clareza e coragem, chegaremos lá. Experimente!

via

Boas práticas em páginas de erro

O texto abaixo foi enviado pelo Fernando dos Santos e faz parte da série de colaborações que o Blog de AI está recebendo. Envie o seu também.

Ter uma boa página de erro é provavelmente tão importante quanto ter um bom conteúdo. Sem intenção, um dos visitantes do seu site pode tentar acessar uma URL que não existe e então se deparar com uma mensagem de erro. Se essa mensagem não for adequada, o visitante pode deixar o seu site e nunca mais voltar.

Bom, se for para deixar, que seja em grande estilo.

Veja a seguir algumas soluções criativas para páginas de erros, assim como exemplos de sites que as utilizam.

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5 coisas que um website nunca deveria fazer

Usuário nervoso

A lista foi publicada no blog de Kyle Schaeffer e funciona como um bom checklist para verificar se não estamos esquecendo algumas das regras básicas de usabilidade – tão básicas que às vezes ficam esquecidas, já que raramente são mencionadas.

Listei abaixo meus 5 itens preferidos da lista:

  1. Nunca interferir na habilidade de scrollar. Esse item não precisa de muita explicação, mas resumindo: tenha certeza que todos os scrolls da página funcionam independente do carregamento de javascripts ou outras interações ricas.
  2. Nunca permitir reenvio de formulários. Aqueles alertas que aparecem quando você utiliza os botões Voltar e Avançar do navegador e que perguntam se você deseja enviar as informações novamente. Um usuário comum não faz ideia do que isso significa e, normalmente, clica na opção default: sim. Isso pode ocasionar duplicação de pedidos, informação ou solicitações. Uma possível solução é separar o script que envia a informação do script que a recebe e processa. O post original mostra como fazer isso.
  3. Nunca bloquear o uso do teclado. Algumas pessoas gostam de navegar entre os campos de formulário apertando Tab e Shift+Tab, e confirmar o envio de informações apertando Enter. E não só em formulários: em menus, dropdowns, paginação. Custa muito pouco fazer seu site obedecer a comandos do teclado em determinadas situações.
  4. Nunca esquecer de dar feedback. Não só nas situações mais óbvias, mas também pensando em cenários menos comuns como queda de conexão à internet em interações em Ajax – como exemplifica o post original.
  5. Nunca mover o conteúdo sem uma interação do usuário. E aqui o autor fala tanto de vídeos publicitários que tocam automaticamente, quanto a nova homepage do Facebook que começa a empurrar o conteúdo que você está lendo para baixo quando outras pessoas postam coisas no topo da página.

Um ranking que mede a simplicidade das marcas

Muito se fala sobre a importância da simplicidade na hora das marcas se comunicarem e criarem produtos e serviços para seus consumidores.

O Siegel+Gale Global Brand Simplicity Index é um ranking criado a partir de entrevistas com mais de 6 mil consumidores para descobrir as marcas que eles acham mais simples. “Simples”, nesse caso, vai desde a clareza dos materiais promocionais criados pela marca até a usabilidade dos produtos, sites e ferramentas disponibilizados por ela.

Ranking de Simplicidade das Marcas

Legal observar o quando as marcas mais simples acabam sendo também as mais valiosas – parte pela própria simplicidade e parte pela lembrança que as pessoas têm dela na hora de responder à pesquisa.