Testes A/B, para quem não conhece, são aqueles que direcionam parte da audiência de um site/app para uma solução de interface, e parte da audiência para outra. Depois de alguns dias (ou semanas), compara-se as métricas de cada uma das interfaces para ver qual delas teve melhores resultados.
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Acontece que testes A/B não servem apenas para averiguar o desempenho de uma interface em relação à sua usabilidade e simplicidade de uso.
Uma empresa que vende aparelhos para exercícios abdominais (aquela, que promete uma barriga-tanquinho em apenas 2 meses) resolveu fazer um teste A/B um pouco diferente:

Ao clicar no banner acima, as pessoas eram direcionadas para um carrinho de compras onde o tal Six Pack Abs já estava adicionado – assim eles poderiam concluir a compra e fazer o pagamento do produto.
Só que para metade das pessoas o produto custava US$19,95. E para a outra metade, US$29,95.
Bom, nós sabemos que quanto mais alto o preço de um produto, maior a taxa de desistência de compra. Isso já é um processo normal em nossos cérebros de consumidores. Mas será que essa relação de “quanto mais caro, menos compradores” é proporcional?
O resultado foi esse abaixo:

Dentre o grupo que viu o produto mais barato, 1,1% das pessoas chegou até o fim do processo de compra e finalizou o pagamento do produto.
Dentre o grupo que viu o produto mais caro, 1% das pessoas fez o mesmo.
A conclusão? Estatisticamente, a taxa de conversão foi a mesma nos dois cenários. Os consumidores não sentem a diferença entre US$19,95 e US$29,95. Depois do teste A/B, os lucros dele aumentaram 61%, obviamente.
No fim das contas, ao invés disso aqui:

O que aconteceu foi isso aqui:

Interessante pensar no modelo de Testes A/B direcionado não apenas para soluções de interface, mas também para testar a mensagem que a interface passa, o preço de um produto, o peso de uma imagem, entre outras coisas.









