Jovens e as redes sociais: pesquisa e estatísticas

Redes Sociais preferidas entre os jovens

Compartilhando uma apresentação interessante sobre os jovens e o uso das redes sociais. Redes como Facebook, Tumblr e MySpace ainda figuram entre as primeiras posições, mas não estão entre as mais “amadas” por eles. Novas redes como Snapchat e Vine conseguiram subir para o topo da lista em poucos meses de existência.

O Facebook, por exemplo, é visto como uma rede “muito cheia”. Pais, mães e avós estão no Facebook, o que faz com que os adolescentes se auto-censurem quando fazem posts por lá. Afinal, provavelmente as melhores festas da sua juventude não foram aquelas nas quais os pais do anfitrião estavam presentes na casa :)

(Se você estiver lendo este post por email ou RSS e a apresentação cima não abrir, veja-a no blog)

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Monday, 10.03.14

#1

Aplicativos estão nos transformando em sociopatas
BroApp, é o braço-direito inteligente para relacionamentos, que envia “mensagens de texto automáticas diariamente” para o seu par. Ele oferece a promessa de maximizar uma conexão romântica através de uma terceirização do relacionamento. Evan Selinger conversou com os fundadores desse aplicativo pela Wired, mas não ficou claro se esse app não seria mais uma paródia. De qualquer forma, não deixa de captar uma tendência atual de aplicativos automatizados que otimizam sua performance.

Segundo seus fundadores, BroApp é bom para a sociedade porque faz as pessoas felizes sem consequências adversas. Imagine um rapaz que configura o app para enviar mensagens ao meio-dia para sua namorada. E depois passa a observar que isso a deixa mais feliz. Ele não precisa ficar preocupado para arrumar tempo para enviar mensagens a ela, ela fica mais feliz porque acha que o namorado está mais envolvido no relacionamento. Um pequeno passo para o futuro imaginado no filme “Ela”.

Se uma peça barata e inteligente de tecnologia pode tirar um pequeno peso dos nossos ombros, não é irracional evitar aceitar uma ajuda que nos permite dormir, comer, trabalhar e até amar melhor? É claro que há uma série de coisas em que somos ruins e não queremos fazer, e aplicativos e algoritmos podem ajudar. Contarmos com algum tipo de terceirização tecnológica é algo provável e útil. Mas extrema dependência é um problema a se levar em consideração. E a linha separando uma assistência benéfica de uma comprometedora nem sempre é clara.

#2

Redesenhando as tabelas de nutrição
A tabela nutricional americana é um dos designs mais reproduzidos desde o século XX e está presente em mais de 700,000 produtos nos EUA. Kevin Grady, designer da IDEO e diretor criativo da revista LEMON, foi o responsável por repensar o design criado há quase 20 anos.

Grady se aventurou além das normas do design, e explodiu o tamanho da fonte do número de calorias, de 8 para 24, tornando-o maior que o texto de “Informações Nutricionais.” Ele diz ter se inspirado em situações da vida real como “uma mãe com um bebê chorando, ou uma pessoa mais velha, ou quem sabe uma pessoa com diabetes com problemas de visão.”

Apesar de trabalhar em campanhas para marcas como GAP, VH1 e Fage, o designer já colaborava com a FDA (Food and Drug Administration) e sobre o novo projeto, ele comenta: “Foi a última coisa que eu esperava. Foi definitivamente um prospect excitante. Era menos uma concorrência criativa e mais uma concorrência para fazer algo que vai afetar a vida das pessoas.”

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Monday, 24.02.14

#1

A 1a versão de Google, Facebook e YouTube (e o que eles nos ensinam sobre começar pequeno)
É fácil olhar para um produto finalizado do trabalho duro de alguém e esquecer de todo o tempo que deve ter levado para chegar aquele ponto. Como o Joel Gascoigne, CEO do Buffer, diz: “É difícil entender como o processo evolutivo de produtos e marcas contribui e é vital para formar o que são hoje.” Para mostrar isso, esse post viaja um pouco no tempo e lembra como era as grandes companhias digitais quando começaram.

Google — “Faça uma coisa bem”
Quando Sergey e eu fundamos o Google, nós ansiávamos, mas não esperávamos, que ele chegaria ao tamanho e influência atuais. Nosso intenso e duradouro interesse era ajudar as pessoas a encontrar a informação de forma eficiente.” – Larry Page 1998

1998

O design do Google permaneceu escasso ao longo dos anos, mesmo com a expansão da empresa e adição de mais serviços como Maps, YouTube, Gmail e Drive. Quando você tecla Google.com hoje, ainda fica claro qual a “uma coisa” em que o Google está focado.

2014

#2

#Homescreen2014 – O que 1000 capturas de telas podem nos dizer sobre a forma como as pessoas usam seus smartphones
Para entender um pouco mais a forma como as pessoas usam seus smartphones, a betaworks utilizou de dados que estão disponíveis para todos: as capturas de tela dos celulares que as pessoas compartilham nas redes sociais. Se você buscar no Twiter por #homescreen2014, verá um fluxo de imagens de telas iniciais das pessoas – a primeira tela do smartphone com todos os aplicativos que elas escolhem para manter lá. É fascinante navegar pelas imagens, mas analisá-las se torna ainda mais interessante.

A betaworks capturou 1000 imagens dessas do Twitter, cortou as imagens e tabulou os aplicativos nas telas iniciais vs. os aplicativos em pastas. Claro que é apenas um ‘gambiarra’, e a amostra é enviesada: entre todos os usuários de smartphones, polarizaram apenas as pessoas que usam o Twitter, e entre os usuários do Twitter, selecionaram o tipo de pessoa que está disposta a compartilhar uma imagem de tela inicial. Mas, ressalvas à parte, os dados são fascinantes.

87% dos homescreens compartilhados na amostra foram iOS e 12% eram Android (apenas 1% Windows). 14% sequer consideram seu smartphone um telefone: é um device de computação. E telefonia é um aplicativo que nem sequer aparece na tela inicial. Como alternativa, aplicativos de mensagem não-Apple tem aparecido nas telas iniciais dos usuários (Facebook 14%, Whatsapp 12%, Snapchat 11%, Path 5%, entre outros).

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Monday, 17.02.14

#1

#1
A Internet é boa ou má?
Belo artigo escrito por Zeynep Tufekci, cujo trechos seguem abaixo, caso você não tenha 22 minutos para leitura:

“… a missão da NSA inclui a coleta de ‘sinais de inteligência’, mas a escala de vigilância foi chocante. E só foi possível por que empresas de Internet e telecomunicações vem acumulando o máximo de dados possível dos seus clientes há anos. Snowden não apenas revelou detalhes do que a NSA está fazendo, ele também expôs uma aliança de vigilância composta de governos e empresas de Internet.

A aliança permite monitorar quase todo clique e frequentemente o faz. (Na verdade, não-cliques também são analisados: o Facebook rastreia atualizações de status que as pessoas começam e depois apagam, de forma a entender melhor por que eles decidem não postar). Esses cliques são cada vez mais ligados aos registros de nossas vidas offline. Bases de dados de eleitores se gabam de saber o IP, ou protocolo de Internet, endereço de quase todos os eleitores norte-americanos. Eles podem pegar os dados associados a este endereço e conectá-los com registros de votação, finanças, compras, registos criminais, registros de salários, e outras informações.

E por que nós os damos nossos dados? Pela mesma razão que levou os manifestantes a sacarem seus celulares em meio a um redemoinho de gás lacrimogêneo: canais digitais são uma das maneiras mais fáceis temos de falar uns com os outros, e às vezes o único caminho. Há poucas coisas mais poderosas e gratificantes do que se comunicar com outra pessoa. Não é uma coincidência que uma das mais severas punições legais nos Estados modernos é a solitária. Os seres humanos são animais sociais, a interação social é a nossa essência.

No entanto, quanto mais nos conectamos uns com os outros on-line, mais as nossas ações se tornam visíveis para governos e corporações. Parece uma perda de independência. (…) Resistência e vigilância: a concepção de ferramentas digitais de hoje faz dos dois inseparáveis. E a forma de pensar sobre isso é um verdadeiro desafio.”

#2

Por que o Twitter precisa de um redesign?
O Twitter pode ser uma das mídias mais inteligentes que surgiram na década, mas a sua interface é horrível. E nenhum dos seus heavy users vai admitir isso por uma razão muito simples: ele é ótimo para disseminar informação, mas péssimo para consumi-la. E aqui reside a distorção: a maioria dos disseminadores dissemina tuítes tanto quanto os lê. Mas aqueles que raramente tuítam mas usam o serviço como um feed de notícias permanente e personalizado são simplesmente ignorados.

Muitas coisas estão erradas na interface do Twitter e é hora de admitir isso. Como sugere Frederic Filloux, isso é o que torna muitas empresas de tecnologia vulneráveis​​: elas continuam se repetindo em seus produtos, ao invés de induzir uma ruptura.

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Monday, 10.02.14

#1

Como a Nintendo pode se salvar
O Nintendo Wii foi um enorme sucesso, mas sua sequência lançada ano passado, o Wii U, foi um fracasso. Agora a Nintendo está vazando dinheiro e arcando com enormes prejuízos. Investidores nervosos e especialistas da área perguntam ao presidente da Nintendo, Satoru Iwata, se a Nintendo não está perdendo espaço na sala de estar, ao mesmo tempo que está entregando sua participação de mercado do seu Nintendo DS mobile para os smartphones. Por que não lançar suas icônicas franquias como Super Mario Bros, Zelda, Star Fox para iOS?

Mas Iwata prefere não seguir esta alternativa. A Nintendo não vai lançar seus jogos, antigos ou novos, pequenos ou grandes, para smartphones. Apesar disso, ele admite que a companhia precisa encontrar um jeito de interagir com o mercado mobile. Assim como a Apple, a Nintendo pode esttar correta em seguir a estratégia de proteger seus produtos e maximizar seus lucros, ao criar combinações populares de hardware e software. Um Nintendo 3DS ou um Wii U são os únicos locais em que você pode jogar Mario ou Zelda, assim como MacBook e iMac são os únicos locais que rodam OSX ou Aperture. Disponibilizando o Mario para o iPhone, de um dia para o outro, a Nintendo entregaria toda a sua plataforma exclusiva de vantagens que mantem seu hardware lucrativo tão atraente para os consumidores.

Então quais são as alternativas? A Nintendo não deveria focar em jogos mobile; mas sim em experiências mobile. Sim, um termo bastante efêmero, mas relevante para a empresa em 2014. É a experiência que sempre fez a Nintendo divertida, seja explodindo patos do céu com o Zapper, seja jogando boliche que o Wii. Coloque essas lentes de experiência e aplique para smartphones e tables. Que experiência Nintendo poderia promover que não fosse um game? Ela poderia elevar a incrível conectividade com mensagens de texto, ligações, GPS e internet 4G. Os vestíveis também representam uma oportunidade para a Nintendo. Considere o espaço de mercado que hoje só é preenchido por devices de esporte e bem-estar como Nike+. Em 5 anos, a Nintendo poderá ser uma empresa de software ou terá lançado mais uma experiência de sucesso que a gente simplesmente precisa ter. Seja qual for a inovação, terá que incluir o mesmo casamento entre software e hardware que fez a Nintendo tão amada.

#2

Agora que todo mundo tem um smartphone, precisamos de aplicativos que sirvam a grupos de baixa renda
Existem mais de um milhão de aplicativos na loja da Apple. Eles cumprem todos os tipos de necessidades, reais e imaginários. Mas e se o dono do smartphone precisa de vale-refeição, ou quer acessar a “oferta do dia” que oferece entradas grátis em museus para famílias de baixa renda? Claro, não há um aplicativo para isso.

Embora a posse de smartphone tenha quase dobrado em famílias de baixa renda nos últimos dois anos (dados EUA), ainda não existe um forte mercado de aplicativos que ofereça serviços locais a população. Mas a medida que mais iniciativas se interessam em desenvolver estes aplicativos, a pergunta sobre como desenhar a experiência de usuário persiste. Para Parker Mitchell, que desenvolve projetos com a Blue Ridge Foundation: “Você tem todos esses sites de marketing e de cupom que visam um público de alta renda. Nós vamos ter que ver o que funciona de grupos como o Groupon, e o que precisa ser novo e único. Como as pessoas respondem a diferentes tipos de estímulos?”

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Monday, 13.01.14

#1

Você é o seu celular
‘Sempre houve a discussão entre o que você usa para formar sua identidade digital e o que você usa para manter e expressar essa identidade. Essa diferença – utilidade e formação essencialmente – é o que se busca na hora de pensar em tudo o que será “social” em um programa. O Facebook se beneficiou disso e é o que consolidou seu papel no cenário digital.

Agora que o Facebook parece estar perdendo audiência, pelo menos entre os adolescentes, a pergunta não é mais: “você está no Facebook” e sim “você ainda usa o Facebook”? Esta é uma grande mudança na medida em que a rede social passa de um lugar em que se está, para algo que você apenas usa. Uma mudança atrelada a ascensão dos smartphones. As pessoas são seus telefones, e elas estão em seus telefones. Ele é a raiz da identidade. O armazenamento de informações, o gráfico social, a personalidade representada pelas fotos e vídeos. E o Facebook sucumbiu a isso. Ele não mais a raiz dele, o telefone é. É apenas uma peça dele, e sem dúvida, não é tão bom quanto os outros aplicativos em termos de qualidade. As pessoas já não veem a rede social como universal para representar cada faceta da sua expressão pessoal.’

#2

O léxico instantâneo
Urban Dictionary, é um dicionário online a crowdsourced, que permite que qualquer um contribua com palavras e definições, e tem se tornado uma espécie de antropologista da Internet, capturando momentos culturais em tempo real. “Twerk” é apenas uma das mais de sete milhões de palavras, acrônimos e frases listadas no site, e mais de 2,000 são adicionadas diariamente. Submissões são aprovadas e avaliadas por voluntários e visitantes do site, um diferencial importante com relação aos outros dicionários tradicionais.

“As pessoas sempre foram inventivas com a linguagem.” Segundo Katherine Connor Martin, head de Dicionários na Oxford University Press, no século 19, se os jovens usavam gírias entre eles, elas tinham que estar bastante enraizadas antes de entrarem no uso popular. Hoje em dia, se alguém inventa uma nova palavra no Twitter, ela pode se tornar viral.
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Monday, 04.11.13

#1

Os smartphones estão nos matando – e destruindo nossa vida pública
O uso do smartphone, como toda a tecnologia, pode ser benéfico ou não, dependendo do seu uso. Bem utilizado, ele pode ajudar um cidadão a se envolver mais com a sua cidade, descobrir novos cantos e denunciar eventuais problemas como um buraco na calçada. Mas ficou famoso o caso que ocorreu em setembro, em um trem em São Francisco, quando um homem sacou um revólver da sua jaqueta e atirou em estudante, sem que os outros passageiros notassem. Estavam todos com os olhos cravados no celular.

Um exemplo contundente de como os espaços públicos sofreram com a era da computação portátil. Outros exemplos de histórias menos trágicas ocorrem todos os dias, mas que somadas nos alertam para um novo entendimento do ambiente público. “A distração nunca teve essa capacidade de ser total”, diz o teórico urbano Malcolm McCullough. Enclausurados em carros, em fones de ouvido, raramente em locais que oferecem a chance do encontro, rejeitando encontros cara-a-cara. O desafio agora é reconectar.

#2

TED redesenha seu site para o futuro do vídeo online
TED.com foi criado em 2006, apenas um ano depois do YouTube, quando a maioria das pessoas ainda não sabia como funcionava um player de vídeo online. E naquela época, nem se imaginava que palestras geek sobre tecnologia, entretenimento e design teriam uma audiência global. De lá pra cá foi um longo caminho, e já estava na hora do TED repensar sua plataforma, e para isso contou com mais de 90,000 e-mails de feedbacks dos usuários.

Mas a mais profunda motivação por trás do redesign foi filosófica. Chris Anderson, curador do TED, provocou os designers com a questão: “Como criamos um arquivo vivo para ideias merecedor do futuro? Algo que sobreviva à prova do tempo?” A resposta a isso foi um pouco prosaica. Uma das melhorias, por exemplo, envolveu as transcrições, otimizadas para torná-las mais “encontráveis” e consequentemente mais úteis. Tornar o TED.com o lugar ideal para experenciar as palestras do TED de um jeito personalizado, conectado e multi-plataforma, também o permite receber conversas que ele está interessado em iniciar, e tirar o oxigênio de conversas que ele não quer ter. O objetivo do TED é promover o engajamento contínuo com o seu conteúdo, independente da forma como seus usuários escolherão consumi-los no futuro.

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Monday, 28.10.13

#1

O declínio da Wikipedia
O Wikipedia é o 6o maior site do mundo e está entre os 10 mais visitados do Brasil, todos os meses, 10 bilhões de páginas são visualizadas apenas na sua versão inglesa. Diferente dos outros sites, é operado por uma grupo de voluntários sem líderes que geralmente trabalham sob pseudônimos e costumam brigar entre si. Quando ocorre um mega evento, o Wikipedia é atualizado em questão de minutos. E por não haver outra fonte gratuita como ela, é tida como fonte oficial de muitos sites.

Mas a ambição do Wikipedia de compilar todo o conhecimento do mundo está em risco, o número de voluntários já diminuiu um terço desde 2007. E o site ainda tem que lutar contra vandalismo, embustes e manipulações. Muitas vezes, assemelhando-se a um ambiente de colégio em que os veteranos intimidam os novatos que poderiam ajudar a aumentar a cobertura do Wikipedia. Para conter esse movimento decadente, a Fundação Wikipedia e Jimmy Wales planejam fazer mudanças estruturais na plataforma para atualizar a enciclopédia que foi símbolo da mudança trazida pela Internet no início dos anos 2000. Esse longo artigo da MIT Technology Review relembra toda a trajetória do Wikipedia dos anos áureos até a atual fase que alguns acham que pode ser a derradeira.

#2

Minhas selfies e eu
Existe uma necessidade humana primitiva de sairmos de nós mesmos e nos olharmos“, diz Clive Thompson, escritor de tecnologia. Não é a toa que as selfies, um termo genérico em inglês para esses auto-retratos tirados por celulares e câmeras digitais, inundam diariamente as redes sociais. Tirar uma fotografia é uma maneira de entender como as pessoas te veem, quem você é, e para Thompson, não tem nada de errado com isso. De certa forma, também tem nos deixado mais confortáveis em nos encararmos com serviços como Snapchat, Skype e FaceTime.

A selfie não é apenas uma questão estética, mas também emocional, pois não deixa de captar e expressar um sentimento ou emoção através do rosto. Ao invés de rejeitar a selfie e vê-la como efeito colateral da cultura digital ou uma triste forma de exibicionista, talvez devamos vê-la como ela é na sua melhor forma, uma espécie de diário visual, uma maneira de marcar nossa existência e mostrá-la aos outros como prova de que existimos.

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Monday, 14.10.13

#1

O que vem depois de social?
Social Media abriu as portas para muitas pessoas e negócios. Mudou a cara de muitas empresas e continua mudando, forçando muitos a refletirem sobre o que vem depois disso. O início das redes sociais, sob o contexto do marketing, era orgânico por natureza, Facebook e Twitter ainda nem pensavam em monetização e sim em construir uma audiência. Hoje é quase impossível atingir uma audiência sem que algum investimento em mídia seja realizado. Cada vez mais, ter um conteúdo interessante não é suficiente para as marcas se conectarem. As pessoas não compartilham conteúdo, mas histórias que trazem um propósito maior, nos tiram dos trilhos e chamam nossa atenção.

Se antes o segredo da disrupção era digital, seguido das redes sociais e depois por uma injeção mobile, hoje o caminho parece difuso. O que vem depois de social parece mais com um agregado de várias peças vs. uma visão única de uma ou duas coisas que vem dominando o discurso da indústria há anos. Está na hora de elevar o papel do digital, social e mobile como elementos chave de uma máquina ainda maior, integrada e complexa.

#2

Impressões digitais são usernames e não senhas
Usar as impressões digitais como forma de nos identificar pode parecer bastante conveniente e prático, mas como Dustin Kirkland argumenta nesse artigo, a biometria não pode, e absolutamente não deve, ser usada para autenticar uma identidade. Para uma autenticação, você precisa de uma senha ou uma frase secreta, algo que possa ser escolhido ou trocado. Pois uma vez que sua impressão digital é comprometida (e sim, isso é possível), como você fará para trocá-la? Então na próxima vez que vir este tipo de recurso sendo advogado como a solução para os problemas de privacidade, pense duas vezes.

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Monday, 07.10.13

#1

Vida com algoritmos
Molly McHugh seguiu à risca todas as recomendações que os algoritmos lhe enviavam, para avaliar se eles realmente tornavam sua vida mais fácil e eficiente. Dos exercícios físicos matinais ao café da manhã, e até o que vestir, ouvir, ler, assistir e fazer durante o dia, a repórter se baseou apenas nas sugestões dos diversos sites e aplicativos. Embora a experiência tenha lhe permitido sair da zona de conforto e fazer novas descobertas, obviamente usar algoritmos para algumas tarefas prosaicas do dia-a-dia pode gerar frustrações. Mas se estiver precisando de algumas surpresas no seu dia, não deixa de ser uma experiência útil.

#2

A batalha pela 2a tela
Tanto o Facebook quanto o Twitter veem a conversa social em torno da TV como uma maneira de aumentar o consumo dos seus sites e ainda ganhar uma fatia do investimento dos anunciantes. Difícil dizer quem vem ganhando essa briga, já que cada um usa uma métrica diferente – e não um critério neutro para julgar. Independente disso, é inegável dizer que a TV é o principal tópico das conversas nas redes.

E falar sobre um programa acaba gerando mais audiência para a TV e para o Twitter. A Nielsen descobriu, por exemplo, que a audência média para mensagens no Twitter sobre um programa de TV é 50 vezes maior do que o número de pessoas postando sobre o programa. O Twitter é o que ajuda a conversa acontecer e crescer. Para os espectadores, a linha entre o que eles veem na TV e o que veem no smartphone tem se apagado rapidamente. O desafio do Facebook é um pouco maior, por isso vem buscando formas alternativas de interação como o formato de vídeo que pretende lançar nos próximos meses, que permitirá tocar clipes curtos direto no feed, com links para mais informações. Pelo jeito, a única que não vai perder é a TV.

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