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Redes Sociais

Aplicativos nos transformando em sociopatas, novas tabelas de nutrição e a guerra dos apps de mensagens
8 months ago

Aplicativos nos transformando em sociopatas, novas tabelas de nutrição e a guerra dos apps de mensagens

Monday Readings

Mais uma edição do Monday Readings: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados :)

Monday, 10.03.14

#1

Aplicativos estão nos transformando em sociopatas
BroApp, é o braço-direito inteligente para relacionamentos, que envia “mensagens de texto automáticas diariamente” para o seu par. Ele oferece a promessa de maximizar uma conexão romântica através de uma terceirização do relacionamento. Evan Selinger conversou com os fundadores desse aplicativo pela Wired, mas não ficou claro se esse app não seria mais uma paródia. De qualquer forma, não deixa de captar uma tendência atual de aplicativos automatizados que otimizam sua performance.

Segundo seus fundadores, BroApp é bom para a sociedade porque faz as pessoas felizes sem consequências adversas. Imagine um rapaz que configura o app para enviar mensagens ao meio-dia para sua namorada. E depois passa a observar que isso a deixa mais feliz. Ele não precisa ficar preocupado para arrumar tempo para enviar mensagens a ela, ela fica mais feliz porque acha que o namorado está mais envolvido no relacionamento. Um pequeno passo para o futuro imaginado no filme “Ela”.

Se uma peça barata e inteligente de tecnologia pode tirar um pequeno peso dos nossos ombros, não é irracional evitar aceitar uma ajuda que nos permite dormir, comer, trabalhar e até amar melhor? É claro que há uma série de coisas em que somos ruins e não queremos fazer, e aplicativos e algoritmos podem ajudar. Contarmos com algum tipo de terceirização tecnológica é algo provável e útil. Mas extrema dependência é um problema a se levar em consideração. E a linha separando uma assistência benéfica de uma comprometedora nem sempre é clara.

#2

Redesenhando as tabelas de nutrição
A tabela nutricional americana é um dos designs mais reproduzidos desde o século XX e está presente em mais de 700,000 produtos nos EUA. Kevin Grady, designer da IDEO e diretor criativo da revista LEMON, foi o responsável por repensar o design criado há quase 20 anos.

Grady se aventurou além das normas do design, e explodiu o tamanho da fonte do número de calorias, de 8 para 24, tornando-o maior que o texto de “Informações Nutricionais.” Ele diz ter se inspirado em situações da vida real como “uma mãe com um bebê chorando, ou uma pessoa mais velha, ou quem sabe uma pessoa com diabetes com problemas de visão.”

Apesar de trabalhar em campanhas para marcas como GAP, VH1 e Fage, o designer já colaborava com a FDA (Food and Drug Administration) e sobre o novo projeto, ele comenta: “Foi a última coisa que eu esperava. Foi definitivamente um prospect excitante. Era menos uma concorrência criativa e mais uma concorrência para fazer algo que vai afetar a vida das pessoas.”

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#Homescreen2014, a aposta do Facebook, e a história da Internet
8 months ago

#Homescreen2014, a aposta do Facebook, e a história da Internet

Monday Readings

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Monday, 24.02.14

#1

A 1a versão de Google, Facebook e YouTube (e o que eles nos ensinam sobre começar pequeno)
É fácil olhar para um produto finalizado do trabalho duro de alguém e esquecer de todo o tempo que deve ter levado para chegar aquele ponto. Como o Joel Gascoigne, CEO do Buffer, diz: “É difícil entender como o processo evolutivo de produtos e marcas contribui e é vital para formar o que são hoje.” Para mostrar isso, esse post viaja um pouco no tempo e lembra como era as grandes companhias digitais quando começaram.

Google — “Faça uma coisa bem”
Quando Sergey e eu fundamos o Google, nós ansiávamos, mas não esperávamos, que ele chegaria ao tamanho e influência atuais. Nosso intenso e duradouro interesse era ajudar as pessoas a encontrar a informação de forma eficiente.” – Larry Page 1998

1998

O design do Google permaneceu escasso ao longo dos anos, mesmo com a expansão da empresa e adição de mais serviços como Maps, YouTube, Gmail e Drive. Quando você tecla Google.com hoje, ainda fica claro qual a “uma coisa” em que o Google está focado.

2014

#2

#Homescreen2014 – O que 1000 capturas de telas podem nos dizer sobre a forma como as pessoas usam seus smartphones
Para entender um pouco mais a forma como as pessoas usam seus smartphones, a betaworks utilizou de dados que estão disponíveis para todos: as capturas de tela dos celulares que as pessoas compartilham nas redes sociais. Se você buscar no Twiter por #homescreen2014, verá um fluxo de imagens de telas iniciais das pessoas – a primeira tela do smartphone com todos os aplicativos que elas escolhem para manter lá. É fascinante navegar pelas imagens, mas analisá-las se torna ainda mais interessante.

A betaworks capturou 1000 imagens dessas do Twitter, cortou as imagens e tabulou os aplicativos nas telas iniciais vs. os aplicativos em pastas. Claro que é apenas um ‘gambiarra’, e a amostra é enviesada: entre todos os usuários de smartphones, polarizaram apenas as pessoas que usam o Twitter, e entre os usuários do Twitter, selecionaram o tipo de pessoa que está disposta a compartilhar uma imagem de tela inicial. Mas, ressalvas à parte, os dados são fascinantes.

87% dos homescreens compartilhados na amostra foram iOS e 12% eram Android (apenas 1% Windows). 14% sequer consideram seu smartphone um telefone: é um device de computação. E telefonia é um aplicativo que nem sequer aparece na tela inicial. Como alternativa, aplicativos de mensagem não-Apple tem aparecido nas telas iniciais dos usuários (Facebook 14%, Whatsapp 12%, Snapchat 11%, Path 5%, entre outros).

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Por que o Twitter precisa de um redesign, a ascensão do Goodreads, e storytelling visual
8 months ago

Por que o Twitter precisa de um redesign, a ascensão do Goodreads, e storytelling visual

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Monday, 17.02.14

#1

#1
A Internet é boa ou má?
Belo artigo escrito por Zeynep Tufekci, cujo trechos seguem abaixo, caso você não tenha 22 minutos para leitura:

“… a missão da NSA inclui a coleta de ‘sinais de inteligência’, mas a escala de vigilância foi chocante. E só foi possível por que empresas de Internet e telecomunicações vem acumulando o máximo de dados possível dos seus clientes há anos. Snowden não apenas revelou detalhes do que a NSA está fazendo, ele também expôs uma aliança de vigilância composta de governos e empresas de Internet.

A aliança permite monitorar quase todo clique e frequentemente o faz. (Na verdade, não-cliques também são analisados: o Facebook rastreia atualizações de status que as pessoas começam e depois apagam, de forma a entender melhor por que eles decidem não postar). Esses cliques são cada vez mais ligados aos registros de nossas vidas offline. Bases de dados de eleitores se gabam de saber o IP, ou protocolo de Internet, endereço de quase todos os eleitores norte-americanos. Eles podem pegar os dados associados a este endereço e conectá-los com registros de votação, finanças, compras, registos criminais, registros de salários, e outras informações.

E por que nós os damos nossos dados? Pela mesma razão que levou os manifestantes a sacarem seus celulares em meio a um redemoinho de gás lacrimogêneo: canais digitais são uma das maneiras mais fáceis temos de falar uns com os outros, e às vezes o único caminho. Há poucas coisas mais poderosas e gratificantes do que se comunicar com outra pessoa. Não é uma coincidência que uma das mais severas punições legais nos Estados modernos é a solitária. Os seres humanos são animais sociais, a interação social é a nossa essência.

No entanto, quanto mais nos conectamos uns com os outros on-line, mais as nossas ações se tornam visíveis para governos e corporações. Parece uma perda de independência. (…) Resistência e vigilância: a concepção de ferramentas digitais de hoje faz dos dois inseparáveis. E a forma de pensar sobre isso é um verdadeiro desafio.”

#2

Por que o Twitter precisa de um redesign?
O Twitter pode ser uma das mídias mais inteligentes que surgiram na década, mas a sua interface é horrível. E nenhum dos seus heavy users vai admitir isso por uma razão muito simples: ele é ótimo para disseminar informação, mas péssimo para consumi-la. E aqui reside a distorção: a maioria dos disseminadores dissemina tuítes tanto quanto os lê. Mas aqueles que raramente tuítam mas usam o serviço como um feed de notícias permanente e personalizado são simplesmente ignorados.

Muitas coisas estão erradas na interface do Twitter e é hora de admitir isso. Como sugere Frederic Filloux, isso é o que torna muitas empresas de tecnologia vulneráveis​​: elas continuam se repetindo em seus produtos, ao invés de induzir uma ruptura.

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Como salvar a Nintendo, aplicativos para grupos de baixa renda, e política da digitalização
9 months ago

Como salvar a Nintendo, aplicativos para grupos de baixa renda, e política da digitalização

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Monday, 10.02.14

#1

Como a Nintendo pode se salvar
O Nintendo Wii foi um enorme sucesso, mas sua sequência lançada ano passado, o Wii U, foi um fracasso. Agora a Nintendo está vazando dinheiro e arcando com enormes prejuízos. Investidores nervosos e especialistas da área perguntam ao presidente da Nintendo, Satoru Iwata, se a Nintendo não está perdendo espaço na sala de estar, ao mesmo tempo que está entregando sua participação de mercado do seu Nintendo DS mobile para os smartphones. Por que não lançar suas icônicas franquias como Super Mario Bros, Zelda, Star Fox para iOS?

Mas Iwata prefere não seguir esta alternativa. A Nintendo não vai lançar seus jogos, antigos ou novos, pequenos ou grandes, para smartphones. Apesar disso, ele admite que a companhia precisa encontrar um jeito de interagir com o mercado mobile. Assim como a Apple, a Nintendo pode esttar correta em seguir a estratégia de proteger seus produtos e maximizar seus lucros, ao criar combinações populares de hardware e software. Um Nintendo 3DS ou um Wii U são os únicos locais em que você pode jogar Mario ou Zelda, assim como MacBook e iMac são os únicos locais que rodam OSX ou Aperture. Disponibilizando o Mario para o iPhone, de um dia para o outro, a Nintendo entregaria toda a sua plataforma exclusiva de vantagens que mantem seu hardware lucrativo tão atraente para os consumidores.

Então quais são as alternativas? A Nintendo não deveria focar em jogos mobile; mas sim em experiências mobile. Sim, um termo bastante efêmero, mas relevante para a empresa em 2014. É a experiência que sempre fez a Nintendo divertida, seja explodindo patos do céu com o Zapper, seja jogando boliche que o Wii. Coloque essas lentes de experiência e aplique para smartphones e tables. Que experiência Nintendo poderia promover que não fosse um game? Ela poderia elevar a incrível conectividade com mensagens de texto, ligações, GPS e internet 4G. Os vestíveis também representam uma oportunidade para a Nintendo. Considere o espaço de mercado que hoje só é preenchido por devices de esporte e bem-estar como Nike+. Em 5 anos, a Nintendo poderá ser uma empresa de software ou terá lançado mais uma experiência de sucesso que a gente simplesmente precisa ter. Seja qual for a inovação, terá que incluir o mesmo casamento entre software e hardware que fez a Nintendo tão amada.

#2

Agora que todo mundo tem um smartphone, precisamos de aplicativos que sirvam a grupos de baixa renda
Existem mais de um milhão de aplicativos na loja da Apple. Eles cumprem todos os tipos de necessidades, reais e imaginários. Mas e se o dono do smartphone precisa de vale-refeição, ou quer acessar a “oferta do dia” que oferece entradas grátis em museus para famílias de baixa renda? Claro, não há um aplicativo para isso.

Embora a posse de smartphone tenha quase dobrado em famílias de baixa renda nos últimos dois anos (dados EUA), ainda não existe um forte mercado de aplicativos que ofereça serviços locais a população. Mas a medida que mais iniciativas se interessam em desenvolver estes aplicativos, a pergunta sobre como desenhar a experiência de usuário persiste. Para Parker Mitchell, que desenvolve projetos com a Blue Ridge Foundation: “Você tem todos esses sites de marketing e de cupom que visam um público de alta renda. Nós vamos ter que ver o que funciona de grupos como o Groupon, e o que precisa ser novo e único. Como as pessoas respondem a diferentes tipos de estímulos?”

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Você é o seu celular, o léxico instantâneo, e o fim da inocência digital
10 months ago

Você é o seu celular, o léxico instantâneo, e o fim da inocência digital

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Monday, 13.01.14

#1

Você é o seu celular
‘Sempre houve a discussão entre o que você usa para formar sua identidade digital e o que você usa para manter e expressar essa identidade. Essa diferença – utilidade e formação essencialmente – é o que se busca na hora de pensar em tudo o que será “social” em um programa. O Facebook se beneficiou disso e é o que consolidou seu papel no cenário digital.

Agora que o Facebook parece estar perdendo audiência, pelo menos entre os adolescentes, a pergunta não é mais: “você está no Facebook” e sim “você ainda usa o Facebook”? Esta é uma grande mudança na medida em que a rede social passa de um lugar em que se está, para algo que você apenas usa. Uma mudança atrelada a ascensão dos smartphones. As pessoas são seus telefones, e elas estão em seus telefones. Ele é a raiz da identidade. O armazenamento de informações, o gráfico social, a personalidade representada pelas fotos e vídeos. E o Facebook sucumbiu a isso. Ele não mais a raiz dele, o telefone é. É apenas uma peça dele, e sem dúvida, não é tão bom quanto os outros aplicativos em termos de qualidade. As pessoas já não veem a rede social como universal para representar cada faceta da sua expressão pessoal.’

#2

O léxico instantâneo
Urban Dictionary, é um dicionário online a crowdsourced, que permite que qualquer um contribua com palavras e definições, e tem se tornado uma espécie de antropologista da Internet, capturando momentos culturais em tempo real. “Twerk” é apenas uma das mais de sete milhões de palavras, acrônimos e frases listadas no site, e mais de 2,000 são adicionadas diariamente. Submissões são aprovadas e avaliadas por voluntários e visitantes do site, um diferencial importante com relação aos outros dicionários tradicionais.

“As pessoas sempre foram inventivas com a linguagem.” Segundo Katherine Connor Martin, head de Dicionários na Oxford University Press, no século 19, se os jovens usavam gírias entre eles, elas tinham que estar bastante enraizadas antes de entrarem no uso popular. Hoje em dia, se alguém inventa uma nova palavra no Twitter, ela pode se tornar viral.
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