De Arquiteto a Detetive da Informação

Apresentação divertida e interessante da Ana Paula Batista e Luciana Terceiro, contando como elas e o time de produtos do(a) UOL incorporaram pesquisas com usuários no processo de desenvolvimento de produtos.

O caminho não é simples, mas totalmente possível. Ao migrarem os processos de pesquisa de empresas terceiras para dentro do próprio time, elas notaram que a preocupacão com UX se tornou muito mais presente na rotina de trabalho.

Abaixo os slides:

(Se você estiver lendo este post por RSS ou email e a apresentação não abrir, veja-a no blog)

Monday Readings

Monday Readings

Mais uma edição do Monday Readings: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados :)

Monday, 16.12.13

#1

A guerra da Netflix contra a cultura de massa
A TV não morreu e continua sendo a mídia número 1 nos EUA. Na média, os americanos assistem 5 horas de TV por dia, um número que vem crescendo desde os anos 1990 e as horas somadas ultrapassam o tempo que um francês média passa trabalhando. É por isso que o que a Netflix está tentando fazer é tão audacioso. Nos últimos dois anos, a companhia vem investindo em programação original, mas mais ambicioso que isso é a tentativa de substituir o modelo tradicional de TV por um ditado pelos comportamento e valores de geração da Internet.

Ao invés de alimentar uma identidade coletiva com amplo conteúdo atrativo, os “streamers” imaginam uma cultura unida por gostos compartilhados ao invés de intervalos de tempo arbitrários. Perseguindo uma estratégia que vai de encontro a muitas hierarquias e normas estabelecidas de Hollywood, Netflix busca nada menos do que reprogramar os americanos. O que acontecerá com nossa cultura de massa se ela tiver sucesso?

#2

Emoção > Informação
Quem não lembra do anúncio da Cadbury em que um gorila toca bateria ao som de Phil Collins. Ninguém previa o sucesso que faria, em pesquisas anteriores a veiculação, o filme se saiu mal, com notas baixas em “visibilidade” e “apelo de marca”. No entanto, o retorno sobre o investimento foi 3 vezes a média das campanhas do segmento.

A inspiração por trás dessa campanha veio de Daniel Kahneman, um psicólogo vencedor do Nobel de 2002, por ter mostrar que as pessoas não os agentes racionais que os economistas achavam que fossem. No livro “Thinking, Fast and Slow”, ele argumenta que a mente incorpora dois sistemas: um intuitivo “sistema um”, que faz as decisões automaticamente, e um calculado, porém preguiçoso, “sistema dois” que racionaliza as ideias do sistema um e as vezes, o governa. Para Kahneman, a disciplina da publicidade, é acima de tudo, uma maneira de preparar o sistema um, para empurrar os consumidores para uma compra.

É um tipo de pensamento que valoriza emoção sobre informação e presta mais atenção ao propósito da marca do que seus produtos. Isso demanda não apenas uma nova maneira de fazer anúncios, mas também novos métodos para avaliar se eles irão funcionar. Pesquisadores deverão buscar maneiras de mensurar emoção quase como uma métrica única.

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Monday, 09.12.13

#1

30 pessoas abaixo de 30 que estão mudando o mundo
Lista da Time de alguns jovens que estão tocando projetos que estão ajudando a melhorar um pouco o mundo. Inspiração para sua lista de metas para 2014 ;-)

James Beshara e Khaled Hussein: criadores do Crowdtilt, uma espécie de Kickstarter que dá às pessoas a possibilidade de financiar qualquer coisa, de causas de justiça social a desenvolvimento de pequenos projetos pessoais.

Kristen Titus: diretora do Girls Who Code, um projeto que busca introduzir adolescentes ao mundo da ciência da computação e ajudar a tornar a indústria da tecnologia mais equilibrada em termos de gênero.

Brandon Stanton: fotógrafo é criador de um dos blogs mais legais da Internet “Humans of New York.” Com fotos tiradas nas ruas de Nova York, ele ajuda a contar as histórias das pessoas que passeiam por uma das cidades mais fascinantes do mundo.

#2

Tendências 2014
Quer saber mais o que 2014 reserva? Segue um compilado de reports e estudos que indicam as tendências em tecnologia, ciência, publicidade e whatever.

sparks & honey 2013 trends snapshot

The Face of Google in 2014

trendwatching.com’s 7 CONSUMER TRENDS TO RUN WITH IN 2014

JWT: 10 Trends for 2014 – Executive Summary

Digital Trends for 2014

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Como crianças fazem pesquisas na web #ISA13

Nativos Digitais

Mais um ótimo trabalho da Elisa Volpato, apresentado no Interaction South America 2013. O artigo foi escrito com base na monografia de conclusão do curso de pós-graduação em Pesquisa de Mercado que ela fez na Escola de Comunicações e Artes da USP.

A ideia é simples: todo mundo fala que as crianças nascidas após o ano 2000 são os “nativos digitais”. Elas nasceram em um mundo onde a tecnologia já era uma realidade, diferente dos “imigrantes digitais” (a Elisa, eu, e provavelmente você que está lendo este texto), que tiveram que se adaptar à nova realidade.

O grande questionamento que ela levantou no trabalho foi: o fato de serem nativos digitais significa que as crianças sabem fazer buscas online?

A pesquisa consistiu em entregar tarefas a essas crianças para averiguar a habilidade delas em utilizar os mecanismos de busca e em filtrar e analisar os resultados. A apresentação abaixo conta um pouco do processo e dos resultados encontrados:

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Monday, 25.11.13

#1

52 tendências em tecnologia para 2014
A Wired dá a largada para a lista de tendências para 2014 com o seu especial dividido em grandes áreas: mídia, ciência, medicina, estilo de vida e política.

Um aperitivo:
- Anúncios de TV que te conhecem intimamente: TVs inteligentes e consoles de videogame de última geração estão explodindo com informações de preferências dos usuários. 2014 será o ano em que os anunciantes finalmente se aproveitarão desses dados.
- Bitcoin mais do que dinheiro: a popular “cripto-moeda” está evoluindo, e podemos esperar ver doações, financiamento público e até pagamentos com rastreamento feitos com a moeda.
- Fazer coisas > ter coisas. A economia das experiências continuará indo além. Não é o que você compra, e sim o que você faz (e pra quem você conta).
- Android se torna o novo Linux: em apenas cinco anos, o sistema operacional aberto do Google saiu do nada para dominar o mercado – Games e a Internet das coisas estão no horizonte da empresa.
- Startups vão assumir o governo: parcerias público privadas estão condenadas a ser eclipsadas por soluções inovadoras do mercado para a prestação de serviço vital de startups como Uber, Lyft ou Cabify para serviços públicos.

#2

A invasão dos tutores online
Contratar um tutor tem se tornado cada vez mais fácil com o crescimento vertiginoso de empresas oferecendo cursos online e tutoria sob demanda. Os estudantes podem usar seu cartão de crédito e em menos de um minuto, ter um tutor ao vivo, a disposição 24 horas, sem a necessidade de agendamento ou deslocamento.

Mas o segmento tem um longo caminho para evoluir, além da qualidade desse apoio ser desigual, essa abordagem de usar o recurso que estiver disponível no momento, pode não ser a melhor alternativa para estudantes que precisam de ajuda. Muitas vezes, o barato sai caro. Mas ainda assim, esses tutores online ajudam a preencher uma enorme lacuna, que os pais não conseguem preencher.

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Monday, 28.10.13

#1

O declínio da Wikipedia
O Wikipedia é o 6o maior site do mundo e está entre os 10 mais visitados do Brasil, todos os meses, 10 bilhões de páginas são visualizadas apenas na sua versão inglesa. Diferente dos outros sites, é operado por uma grupo de voluntários sem líderes que geralmente trabalham sob pseudônimos e costumam brigar entre si. Quando ocorre um mega evento, o Wikipedia é atualizado em questão de minutos. E por não haver outra fonte gratuita como ela, é tida como fonte oficial de muitos sites.

Mas a ambição do Wikipedia de compilar todo o conhecimento do mundo está em risco, o número de voluntários já diminuiu um terço desde 2007. E o site ainda tem que lutar contra vandalismo, embustes e manipulações. Muitas vezes, assemelhando-se a um ambiente de colégio em que os veteranos intimidam os novatos que poderiam ajudar a aumentar a cobertura do Wikipedia. Para conter esse movimento decadente, a Fundação Wikipedia e Jimmy Wales planejam fazer mudanças estruturais na plataforma para atualizar a enciclopédia que foi símbolo da mudança trazida pela Internet no início dos anos 2000. Esse longo artigo da MIT Technology Review relembra toda a trajetória do Wikipedia dos anos áureos até a atual fase que alguns acham que pode ser a derradeira.

#2

Minhas selfies e eu
Existe uma necessidade humana primitiva de sairmos de nós mesmos e nos olharmos“, diz Clive Thompson, escritor de tecnologia. Não é a toa que as selfies, um termo genérico em inglês para esses auto-retratos tirados por celulares e câmeras digitais, inundam diariamente as redes sociais. Tirar uma fotografia é uma maneira de entender como as pessoas te veem, quem você é, e para Thompson, não tem nada de errado com isso. De certa forma, também tem nos deixado mais confortáveis em nos encararmos com serviços como Snapchat, Skype e FaceTime.

A selfie não é apenas uma questão estética, mas também emocional, pois não deixa de captar e expressar um sentimento ou emoção através do rosto. Ao invés de rejeitar a selfie e vê-la como efeito colateral da cultura digital ou uma triste forma de exibicionista, talvez devamos vê-la como ela é na sua melhor forma, uma espécie de diário visual, uma maneira de marcar nossa existência e mostrá-la aos outros como prova de que existimos.

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TV e Mídia: qual o comportamento do usuário ao assistir vídeos

Consumo de conteúdo

Sabemos que a contemporaneidade é “multi-tela” e que os usuários preferem conteúdos que se adaptam ao contexto em que ele se encontra. Com o passar do tempo, essa busca pela adaptação ao contexto trouxe aquilo que os estudiosos chamaram de internet das coisas: a internet não está mais somente na tela do computador, mas está nos objetos que as pessoas usam. Nem me refiro a ir tão longe quanto internet nos carros, nas roupas, nos espelhos, nas geladeiras e nas privadas (?).

Mas “vamos falar de coisa boa, vamos falar da internet na TV”.

Ok, a piadinha acima serve apenas pra quem já viu aquela marca de câmera+celular+hd+filmadora+cafeteira+gravadora+canivete. E ela só funciona para quem assiste, ou assistiu, a TV tradicional, a chamada “TV linear”.

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Pesquisa sobre freelas de UX no Brasil #ISA13

Update: pesquisa encerrada. Em breve divulgaremos aqui no blog os resultados :)

Você faz freela de madrugada? O dia inteiro? No fim de semana? Ou só de vez em quando, para pagar as compras da Amazon?

Há um ano e meio a Elisa Volpato resolveu largar seu emprego fixo e começou a trabalhar como profissional independente de UX. Montou sua própria empresa de consultoria e hoje trabalha de pijama em casa em modelo home-office.

A propósito, esse aqui é GATO, a cachorra (sim, é fêmea) da Elisa que agradece todos os dias por ela ter tomado essa decisão de trabalhar em home-office.

A propósito, esse aqui é GATO, a cachorra (sim, é fêmea) da Elisa que agradece todos os dias por ela ter tomado essa decisão de trabalhar em casa.

Pensando na própria experiência, a Elisa resolveu investigar melhor o assunto e conhecer outras pessoas de UX que também procuraram formas alternativas de trabalho. Por isso, se juntou ao Blog de AI para criar uma pesquisa quantitativa e entender como anda o mercado de freelancers no Brasil.

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Um desabafo sobre o U do UX nas agências de publicidade

ad-agency

Parece um processo automático.

Você vê que todo mundo está mudando o nome do cargo de Arquiteto de Informação para User Experience Designer (ou ExU), e então você muda também.

Algumas pessoas fazem isso para acompanhar a curva do mercado e não ficar para trás. Outras simplesmente porque esse é o cargo que lhes foi oferecido, então nada mais justo do que alterar a nomenclatura no perfil do Linkedin e na assinatura de email de uma vez só. O nome em inglês é “cool”, não dá pra negar.

Só que se você faz o desenho da experiência do usuário, então quer dizer que você desenha para esse usuário, certo?

Você precisa saber o que esse usuário quer, o que ele precisa, o que ele pensa sobre o seu produto.

Mas eu já trabalhei tempo demais em agências de publicidade para saber o quanto os trabalhos de design são realmente centrados no usuário ou não. Por experiência própria, sei que a porcentagem de projetos que realmente envolvem usuários (ou alguma quantidade mínima de pesquisa e teste) não passa dos 20%.

E eu tive sorte de trabalhar em agências de grande porte, para marcas famosas, cujos projetos possuíam budget relativamente alto se comparado com o restante do mercado. O que pode ser bom ou ruim. Realmente não sei.

Vale um disclaimer aqui: esse post foi originalmente escrito para falar sobre agências de publicidade. Mas se você trabalha em um time de design em qualquer lugar (seja agência, estúdio de design, portal, veículo, consultoria), também se intitula UX Designer e também sente que nessa fórmula tem menos U do que você gostaria, fique à vontade para prosseguir. Digo isso porque também já conversei com muitas pessoas que trabalham nesse tipo de empresa para saber que em alguns lugares a realidade se repete.

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4 técnicas de coletas de dados através de entrevistas

Tipos de entrevista

Simples e direta essa apresentação da Priscila Alcântara (que já escreveu um texto aqui para o Blog de AI) sobre Entrevistas. Ela dá um panorama dos 4 tipos de entrevistas mais comuns e lista as vantagens de cada um deles. Muito útil para quem está começando a entrar no universo de Pesquisa.

(Se você estiver lendo este post por email ou RSS e a apresentação acima não abrir, veja-a no blog)

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