Tyler Thompson é um daqueles clientes que não se contentam em fazer uma reclamação sem dar uma solução para o problema.
Um dia ele estava no aeroporto, entediado esperando o horário do vôo, quando resolveu procurar algo para ler. Acabou pegando seu cartão de embarque da Delta Airlines.
“Eu olhei para o cartão por uns instantes. Depois esfreguei os olhos e olhei mais um pouco.”

É, Tyler, não adianta esfregar os olhos não.
Inconformado com toda aquela falta de hierarquia do bilhete, Tyler pegou seu moleskine e começou a rabiscar algumas soluções para o problema. “Primeiro eu preciso saber o número do vôo, depois o portão de embarque, depois o meu assento.”

Poucas horas depois, Tyler já tinha publicado em seu blog a sua própria releitura do cartão de embarque. Um pouco de cor para reforçar o visual da marca e ajudar a identificar de primeira a que companhia pertencia o vôo. O resultado?
Uma interface totalmente nova para o cartão de embarque.
“Interface” é o meio capaz de promover a comunicação entre dois grupos ou indivíduos. Em qualquer meio.
Exemplos como esse só fazem lembrar que já passou da hora de removermos o “User” antes de Experience Design e pararmos de pensar apenas nos ambientes digitais ou na web. A experiência é uma só, afinal. Da compra da passagem, ao check-in, ao cartão de embarque. A barreira está cada vez mais invisível.
Outro dia tentei explicar para o meu primo de 17 anos a diferença entre o Facebook web e o Facebook mobile. Ele não entendeu, claro. Para ele é tudo uma coisa só.
E o consumidor está cada vez mais exigente, não é mesmo? Nosso amigo Tyler que o diga.
