Dados atualizados sobre Android versus iOS

Android-versus-iOS

O Android é o sistema operacional móvel mais utilizado no mundo. Ainda assim, o nível de engajamento dos usuários é muito mais baixo do que no iOS.

  • Em 2013, 71% dos smartphones e tablets vendidos no mundo rodam Android, enquanto apenas 21% rodam iOS. Em 2012 o Android tinha uma fatia maior do mercado: 75%.
  • No feriado de Thanksgiving desse ano aqui nos EUA, houve um recorde de vendas online. Usuários de iOS geraram 543 milhões de dólares em vendas online, enquanto usuários de Android geraram 148 milhões – mesmo o Android estando presente na maioria esmagadora dos dispositivos móveis do país.
  • A cada 1 dólar de lucro obtido pelos desenvolvedores na venda de aplicativos para iOS, os mesmos aplicativos de Android geraram apenas 19 centavos.
  • Usuários de iOS gastam em média 19 centavos por aplicativo baixado (considerando os gratuitos e os pagos), enquanto entre os usuários de Android essa média fica na casa dos 6 centavos.

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Dados sobre o caminho mobile até a compra

Interessante pesquisa publicada pelo Google sobre como os consumidores utilizam o smartphone antes da compra.

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Entre os principais resultados:

  1. Consumers spend time researching on mobile. Consumers spend 15+ hours per week researching on their smartphone and on average visit mobile websites 6 times.
  2. Mobile research starts with search. More smartphone users start researching about products or services on a search engine vs. a branded mobile site or app.
  3. Location proximity matters to mobile consumers. 69% of consumers expect businesses to be within 5 miles or less of their location.
  4. Purchase immediacy is key. Over half of consumers want to make a purchase within an hour of conducting research on their smartphone.
  5. Mobile influences purchases across channels. 93% of people who use mobile to research go on to complete a purchase of a product or service. Most purchases happen in physical stores.

A apresentação completa você confere no site do Think Insights with Google.

Resultados da pesquisa sobre freelas de UX no Brasil #ISA13

Freelas de UX

Há alguns meses divulgamos aqui no blog a pesquisa que a Elisa Volpato organizou sobre freelas de UX no Brasil.

Pensando na própria experiência ao largar seu emprego fixo e trabalhar como profissional independente de UX, a Elisa resolveu investigar melhor o assunto e conhecer outras pessoas de UX que também procuraram formas alternativas de trabalho. A pesquisa usou métodos quantitativos e qualitativos para tentar entender como anda o mercado de freelancers no Brasil.

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Onde e como as pessoas vão usar o seu produto?

The Underground Library

Há pouco tempo fizemos a pergunta aqui no blog o que as pessoas deixarão de fazer para usarem o seu produto?

Hoje, continuamos essa conversa com uma nova pergunta.

Onde e como as pessoas vão usar o seu produto?

A história do modo de consumo é também a história da própria transformação do modo de consumir. Existe todo um movimento em torno da produção e na maneira de se entregar e oferecer produtos e serviços: espera-se que estejam integrados e atualizados aos novos hábitos e rotinas das pessoas.

Home Plus, uma rede de supermercados da Coreia do Sul – então a segunda maior do país – queria se tornar a primeira colocada sem ter que construir mais lojas. Foi então que eles pensaram “Let the store come to the people”, e levaram as prateleiras para espaços públicos (como o metrô) onde as pessoas poderiam comprar através do smartphone.

Essa semana, o Tiago Murakami do Bibliotecários sem Fronteiras compartilhou esse projeto de estudantes da Miami Ad School: The Underground Library – uma proposta onde a biblioteca vai até o metrô.

Numa mecânica parecida com a da Home Plus, as pessoas podem escolher um livro, ler uma parte dele e depois, se quiserem, obter as direções para ir até a biblioteca e pegar emprestado o exemplar físico. Interessante que no projeto eles pensaram numa tecnologia – o NFC – que usa a radiofrequência para transferir dados entre dispositivos. É exatamente nesse momento “não conectado na internet” que o cidadão pode, quem sabe, começar uma nova leitura.

Já falamos aqui no blog sobre a tendência do uso de smartphones para iniciar atividades online. Mais do que o serviço oferecido em si, o que propomos é pensar nesses espaços públicos e físicos onde as pessoas vão todos os dias como espaços onde podemos nos comunicar com nossos usuários. O uso pode ir além de site, aplicativo e vídeo no youtube.

Aliás, essa combinação de smartphone + espaços físicos pode trazer insights interessantes para novas experiências de uso.

Dados e estatísticas de UX em dispositivos móveis

Uso de tablets e smartphones

Ótima lista postada no MeasuringUsability.

É claro que são dados dos US e UK, mas de uma realidade que em pouco tempo deve chegar em terras tupiniquins.

  • Cerca de metade dos celulares nos EUA e 62% dos celulares no Reino Unido são smartphones.
  • Cerca de 20% da população dos EUA acima dos 18 anos possui um tablet. Eles estão distribuídos meio-a-meio entre Androids e iPads.
  • Usuários de tablet são mais engajados e visitam quase a mesma quantidade de páginas web que os usuários desktop. E esse número é quatro vezes maior do que o número de páginas visualizadas por usuários de smartphones.
  • As pessoas preferem tablets maiores quando estão em casa à noite. A maior concentração de uso está em casa, no sofá, entre as 19h e as 22h.
  • A maior parte dos usuários tem mais que 20 aplicativos instalados (sendo que 5 deles ou mais foram pagos).
  • A maioria das pessoas esquece dos aplicativos que baixa e instala.
  • Cerca de metade dos usuários de smartphones dos EUA usam o celular para comparar preços enquanto estão dentro de uma loja física. A porcentagem é um pouco menor na Europa.
  • A maior parte dos donos de tablets possuem também um computador desktop ou laptop e, apesar do alto uso de tablet, ela ainda não é considerada o computador principal da pessoa.
  • A maioria dos usuários de smartphone nunca escaneou um QR Code. Quando o fez, foi para descobrir mais informações de um produto ou para obter descontos.
  • Consumidores que possuem tanto um smartphone quanto um tablet estão mais propensos (63%) a gastar mais pelos dispositivos do que pessoas que possuem apenas um smartphone (29%). Tela maior e teclado maior são citados como as principais razões para uma experiência melhor de compra nos dispositivos.

Design de informação: informando dados para torná-los mais eficientes e atrativos

O texto abaixo foi enviado pelo Heller de Paula e faz parte da série de colaborações que o Blog de AI está recebendo. Envie o seu também.

Organizar e apresentar informações de forma atrativa e eficaz não é tarefa das mais simples. Fazer isso engloba o domínio de muitas disciplinas diferentes para poder aperfeiçoar a exposição dos dados, deixando-os mais atrativos e simples para as pessoas.

Em minha carreira como designer de informação exploro conhecimentos diferentes para projetar um espaço-informação que facilite a realização dos objetivos do interator, sejam eles encontrar uma receita de bolo ou mesmo alimentar um site corporativo por meio de uma área administrativa específica.

O filósofo Vilém Flusser apresentou o ato de informar como a imposição de formas claras e específicas à matéria amorfa, ou seja, in+formar a matéria bruta, ou os dados brutos, é conceder-lhes uma forma que seja representativa para nós: seres humanos.

A função do designer de informação é a de criar formas de fácil percepção e leitura aos dados brutos, com o intuito de conceder-lhes uma estrutura mais identificável para a mente humana.

Aliados a diversas disciplinas, desenvolvemos projetos para tornar os dados menos pesados cognitivamente e mais atrativos para o interator. Quer uns exemplos do dia-a-dia de um designer de informação?

  • Organizar dados por categoria
  • Facilitar a filtragem das informações
  • Diminuir a quantidade de elementos exibidos por bloco
  • Utilizar imagens aliadas a textos para tornar a apresentação mais leve

Parece familiar para você?

O mais interessante é que isso acontece em meio a uma sociedade que produz cada vez mais dados, ou seja, mais trabalho para o designer de informação.

Um bom exemplo dessa ação são os gráficos desenvolvidos a partir de dados estatísticos, que podemos compreender como a informalização de dados brutos em uma apresentação mais clara e fácil de ser absorvida.

Um exemplo prático:

Gráficos como informalização de dados brutos

A partir de dados de Alberto Cairo desenvolvi a tabela 1, vista a seguir, com dez cidades aleatórias da Espanha, demonstrando a quantidade de casos de gripe por 1.000 habitantes (dados do ano de 2012).

Tabela 1: Casos de Gripe

Item

Região

Número de Casos

01

A Corufia

48

02

Alava

05

03

Asturias

09

04

Avila

12

05

Baleares

41

06

Burgos

16

07

Cáceres

18

08

Castellón

24

09

Córdoba

28

10

Cuenca

30

Ordenada alfabeticamente, já podemos, depois de certa análise, até saber qual cidade entre as dez primeiras possui a maior quantidade de casos de gripe. Porém, para construir em nossa mente uma lista hierárquica dos casos, nós teríamos mais trabalho.

Mesmo que eu altere a ordenação para demonstrar a cidade com o menor número de casos seguindo até a com maior número, observada na tabela 2, ainda teríamos problemas para, por exemplo, encontrar uma cidade específica, mesmo que eu mantenha a ordem numérica dos itens associados à ordenação alfabética.

Tabela 2: Casos de Gripe – Hierarquia por número de casos

Item

Região

Número de Casos

02

Alava

05

03

Asturias

09

04

Avila

12

06

Burgos

16

07

Cáceres

18

08

Castellón

24

09

Córdoba

28

10

Cuenca

30

05

Baleares

41

01

A Corufia

48

Se com dez itens ainda não fica clara a dificuldade dessa interpretação, imagine, então, que fossem cinquenta cidades. A quantidade de dados seria muito maior, dificultando bastante a leitura desses dados e a extração de algum significado.

Aliando isso ao atual momento da nossa sociedade, que vive uma sensação de urgência e sobrecarga informacional, podemos supor que dificilmente alguém leria e montaria relatórios por si mesmo a partir desses dados brutos, a menos que fosse sua função profissional.

Observe, a seguir, esses dados apresentados em forma de gráfico (informalizado como gráfico), na figura 1, e perceba como fica mais fácil e interessante ler, relacionar os dados e fazer suposições a partir deles.

Inseri também uma linha representando a média de casos para essas dez cidades, ampliando as possibilidades de interpretações por parte do interator.


Figura 1: Dados em forma de gráfico

Utilizando recursos digitais eu poderia ainda, por exemplo, apresentar esse gráfico de forma interativa e, desse modo, ampliar ainda mais o conhecimento do interator.

Imagine que, quando o cursor do mouse estiver sobre uma barra, o sistema mostre mais detalhes sobre a cidade, como visto na figura 2.

É importante pensarmos que em um primeiro momento essa informação não seria exibida, isso deixaria o gráfico com menos peso informacional à primeira vista, motivando o leitor a ler a informação do gráfico e, posteriormente, ele poderia se aprofundar interagindo com as barras.

Figura 2: Dados em forma de gráfico interativo

O ato de informar (conceder uma forma específica a algo) realmente é a base do trabalho do designer de informação, que projeta as melhores formas para os dados brutos de acordo com seu público e com a plataforma onde esses dados serão exibidos.

Esse foi apenas um exemplo prático. Quem trabalha com Design de Informação e UX Design é constantemente desafiado a criar soluções como essa que aliviem o peso cognitivo da leitura de dados – seja em uma interface de leitura de e-mails ou nas complicadas telas de extrato de um internet banking.

Realmente não é uma tarefa simples, mas não posso imaginar tarefa mais interessante, prazerosa e necessária nesse mundo cada vez mais caótico e com mais dados para serem lidos e interpretados.

Referência Bibliográfica: FLUSSER, Vilém; CARDOSO, Rafael e ABI-SÂMARA, Raquel. Mundo Codificado: Por uma Filosofia do Design e da Comunicação. São Paulo: Cosac & Naify, 2007.

Escrito por Heller de Paula.
Designer de informação apaixonado por organização, processo cognitivo, educação, conhecimento e transmitir informação para as pessoas da forma mais simples e divertida possível.

Agora as resoluções wide-screen (1366×768) já são maioria! #felicidadeplena

Jakob Nielsen postou um alertbox hoje, em seu site, anunciando que os monitores wide acabaram de ultrapassar o bom e velho 1024×768 na guerra entre os tamanhos de tela.

O gráfico mostrado abaixo retrata a evolução das resoluções de tela mais usadas no mundo, desde 1999 até 2012 – tudo baseado em pesquisas encontradas pelo próprio Jakob.

Resoluções de tela de 1999 a 2012

O que é importante lembrar:

  • A adoção de monitores maiores acontece lenta e gradativamente. Não dá para deixar de pensar nos usuários de 1024×768, já que eles ainda representam mais de 20% do total e já que a quantidade de tablets continua aumentando.
  • O que mudou nos últimos quatro ou cinco anos foi apenas a largura dos monitores. A altura mais usada continua sendo 768.
  • A regra de ouro é: desenhar para 1024×768, otimizar para 1440×768.

Segundo Jakob, as resoluções wide que mantêm os 768 de altura são mais adaptadas para o campo de visão humano. E, mantida essa proporção, a tendência é que monitores ainda maiores comecem a surgir nos próximos anos.

Agora mande esse link para o seu time de UX e de Visual Design e anexe um invite de happy-hour para comemorar :)

Cheers

Estatísticas do Facebook no Brasil

Estatísticas saindo do forno sobre o uso do Facebook no Brasil.

Segundo a rede social de Zuckerberg, que recentemente anunciou que fará pedido de oferta pública de ações (IPO), 51% dos visitantes brasileiros retornam ao site diariamente. No período de um mês, 460 milhões de fotos são subidas no site, 716 milhões de mensagens inbox são trocadas e 1,6 bilhão de likes são distribuídos pelo país.

No final do infográfico eles ainda comparam o tempo médio de navegação com outros sites (incluindo o Orkut).

Estatísticas do Facebook no Brasil

A internet de 15 anos atrás

Esses dias encontrei um infográfico bastante estiloso comparando algumas características da internet de 1996 com a internet de 2011, com dados bem assustadores/animadores.

  • Tempo médio de acesso em 1996: 30 minutos por mês.
  • Tempo médio de acesso em 2011: 27 horas por mês.
  • Tempo médio de carregamento de uma página em 1996: 30 segundos.
  • Tempo médio de carregamento de uma página em 2011: 6 segundos.

Confira mais detalhes na imagem abaixo:

Infográfico: carreiras de UX

Encontrei o infográfico abaixo no excelente blog do Web Librarian. O gráfico mostra um breve panorama das principais carreiras envolvidas no User Experience Design (ou UX Design) e sua atual situação nos Estados Unidos.

Clique na imagem para ampliar.

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