Os sites das empresas malignas do cinema

O finlandês Mikko Vartio imaginou como seriam os websites das empresas malignas dos filmes de ficção científica.

“What would the evil corps look like as modern websites with slight resemblance of modern evil corporations?”

Veja alguns resultados abaixo:

“OCP é a desagradável corporação de Robocop, mas a Apple manda muito melhor no caminho da maldade. Minha visão do site da OCP tem certa semelhança com o site da Apple, mas é pura coincidência.”

“Skynet anda enviando robôs do futuro desde os bons tempos de Terminator. Todo mundo diz que o Google é a Skynet da vida real, mas eu acho que o furtivo motor de busca da Microsoft é o verdadeiro agente do mal (mesmo porque o logo da Skynet com as cores do Google seria óbvio demais).”

“Se há Skynet, há também Cyberdyne. Será que a Microsoft é a Cyberdyne? Bom, é o que parece.”

Veja mais layouts e mais comentários sarcásticos aqui.

via

Audience Games no cinema

Antes de mais nada: Audience Games são jogos cujas decisões são tomadas com base em ações coletivas.

O vídeo abaixo mostra um Audience Game da Volvo, que apresentou resultados excelentes nas 12 salas de cinema britânicas em que foi veiculado:

Alguns resultados da ação:

  • 84% participaram do jogo
  • 68% querem mais jogos no cinema
  • 74% preferem um jogo a um anúncio
  • 21% melhoraram a imagem que tinham da Volvo
  • 37% estão mais dispostos a comprar um Volvo

Algumas anotações aleatórias (sintam-se à vontade para costurar alguma relação entre elas):

  • A idéia é genial. Power to the audience + branded entertainment de qualidade. A predisposição dos espectadores em participar da brincadeira é altíssima, já que todos: 1. estão ociosos aguardando o início do filme, 2. estão em um momento de descontração, 3. são culturalmente aptos a entender rapidamente a mecânica do jogo e 4. estão presenciando uma experiência tecnologicamente inovadora e estão empolgados em fazer parte dela. O contexto é o mesmo que permitiu que a ação do cinema interativo – desenvolvido pela AgênciaClick para o Fiat Idea Adventure – tivesse a aceitação que teve.
  • A câmera capta o movimento coletivo. Por mais que um indivíduo esteja apontando para a direção errada, o movimento da sala, como um todo, estará correto. Isso me lembrou a afirmação de James Surowiecki (em A Sabedoria das Multidões), que a inteligência coletiva é sempre mais rica do que a inteligência individual. Transportando isso para a sala de cinema: o movimento coletivo captado pela câmera será sempre melhor que o movimento realizado por um jogador médio daquela sala – aumentando bastante as chances de vitória no game.
  • A produção é cuidadosa. Há um trecho (0:22) onde o apresentador chama a atenção da audiência para o início do game. A linguagem usada nesse trecho (câmera “caseira”, conversa informal, o ator batendo palmas e dizendo “c’mon”) parece ter sido pensada para ser a mais diferente possível da linguagem utilizada normalmente em comerciais. Isso para que os usuários percebessem que aquilo ali não seria apenas um simples anúncio, e sim uma ação interativa, de mão dupla.

    Alguém sabe de outra ação similar que tenha sido feita no Brasil?

    Via Brand Experience Lab

    Mais sobre Audience Games:
    Experience Manifesto: Audience Games
    Monzy: Audience Interaction