Whitney Hess, em seu primeiro post para o Mashable, lista dez pontos que normalmente as pessoas confundem ao tentar definir o papel do UX Designer dentro do processo de criação de websites.

Segundo Hess, UX Design não é…

  • …User Interface Design.
    A expressão é parecida, mas pode confundir. O desenho da interface é apenas um dos componentes, enquanto o UX Design diz respeito à experiência do usuário como um todo.
  • …somente um passo no processo.
    UX Design é o processo em si. O trabalho de ouvir o usuário e entender o que ele precisa deve ser uma constante em todo o projeto, e não apenas uma etapa. “User Experience Design não é um checkbox”, diz a UXD independente Liz Danzico.
  • …sobre tecnologia.
    UX Design fala sobre como as pessoas vivem, se comportam e interagem com o mundo. Não deve ser limitado ao computador, nem às telas em que ele muitas vezes se materializa. A disciplina trata da interação das pessoas com produtos, objetos e sistemas.
  • …somente usabilidade.
    A boa usabilidade é apenas uma das metas do UX Designer / Arquiteto de Informação. Nem tudo precisa ser absurdamente fácil de usar, desde que o uso seja fácil de aprender. Facebook que o diga.
  • …um culto ao usuário.
    O usuário não é o único que precisa ficar satisfeito com o produto. Existem vários objetivos de negócios que precisam ser atingidos também. Uma das tarefas do UX Designer / Arquiteto de Informação é justamente encontrar esse meio termo entre as necessidades do usuário e as necessidades do negócio.
  • …caro.
    Você não precisa perder nem dinheiro e nem tempo. É preciso ponderar se uma metodologia completa de user centered design cabe no projeto que você está desenvolvendo ou não. “Mas é totalmente possível fazer pequenas melhorias no projeto e no produto utilizando algumas técnicas de UX Design”, afirma o diretor da Meld Consulting, Steve Baty.
  • …fácil.
    Não é porque você domina alguns métodos e entende as regras de negócio que você não terá dificuldades. Isso porque, na maioria das vezes, você não é o usuário final do sistema. Esse entendimento de quem ele é e do que deseja, por si só, já é uma tarefa e tanto.
  • …papel de uma pessoa ou departamento.
    Não. Segundo a autora, departamentalizar a UX é sintoma de uma organização que não tem essa visão enraizada em sua cultura e onde não são todos os colaboradores que miram no mesmo objetivo.
  • …uma disciplina só.
    O próprio Rosenfeld argumenta que UX  sequer seja uma disciplina. “Talvez ainda não seja nem uma comunidade”, argumenta. Títulos não faltam: arquiteto de informação, user experience architect, designer de interação, engenheiro de usabilidade e por aí vai. São especializações diferentes para cada etapa do processo. “Mas não espere que seu cardiologista resolva seu problema no pé”, exemplifica a autora.
  • …uma escolha.
    É claro que é mais natural pensar que seu produto não tem falhas e que você não precisa de um UX Designer. Afinal, ter falhas não é o objetivo de nenhum produto ou produtor. Ainda assim, muitas empresas ainda pensam que uma boa experiência é apenas um diferencial, e não uma necessidade básica.

Gostei e resolvi referenciar aqui. É o tipo de checklist que os AIs e UXDs deveriam compartilhar na empresa onde trabalham :)