
Assim fica fácil explicar né? :)
:)

“O motivo pelo qual muitos desktop websites não são usáveis em aparelhos celulares é justamente porque esses desktop websites não são usáveis nem mesmo em um desktop. Dizem que os gastos de um indivíduo aumentam à medida em que aumenta seu salário, e que a quantidade de bugigangas que ele possui em casa aumenta cada vez que ele muda para uma casa maior. Da mesma forma, já faz um tempo que designers provam que não conseguem manter o foco em seus desktop websites simplesmente porque eles têm bastante espaço.”
Leia também: Mobile First

Dieter Rams é um industrial designer alemão da escola Funcionalista de desenho industrial. Alguns o consideram o maior de todos os tempos.
No livro “As Little Design as Possible: The Work of Dieter Rams“, a autora Sophie Lovell lista os 10 princípios de design citados por Rams:
Sempre que me deparo com listas criadas por pessoas que admiro, leio algumas vezes e depois salvo para mais tarde. Em outro dia, em um outro contexto, leio novamente a mesma lista e tento pensar se ela se aplica à minha rotina, e como.
Experimente olhar para os projetos de Design dos quais você já participou e ver quais desses itens você já aplica e quais deles ainda precisa melhorar. Daria para passar horas :)

David Crandall montou uma apresentação dos principais insights que colheu este ano no SXSW. Minha preferida é essa aí em cima :)

O número 48 foi proposto pela EARL (Emotion Annotation and Representation Language), uma empresa de robótica que tenta entender o comportamento humano para replicá-lo em robôs e máquinas.
O mapeamento foi feito pelo americano Robert Plutchik, que detectou 8 emoções básicas, mais 8 avançadas e que resultam em 8 sentimentos. Misturando isso tudo, o ser humano é capaz de sentir 48 emoções diferentes.
O desenho foi um achado do Wagner Brenner e, como ele mesmo disse, daria para passar uns bons minutos nessa mapa tentando entender melhor a regra do jogo.
Para você, caro amigo UX, que passa o dia desenhando experiências para pessoas e tentando despertar nelas emoções que caso contrário elas não teriam – o mapa acima, dependendo do uso que você fizer dele, pode ser bem valioso.

Você certamente já ouviu falar que o Facebook comprou o Instagram.
Há dois anos o Instagram nada mais era do que uma ideia. Oito meses depois, foi finalmente publicado na App Store e começou a ganhar adeptos ao redor do mundo. E há poucos dias, a quase inacreditável notícia: 17 meses depois do lançamento do aplicativo, o Facebook comprou a empresa por nada menos do que 1 bilhão de dólares.
Olhe de novo para os números do parágrafo anterior.
Há algumas semanas o Instagram saiu na capa da Veja. Após o anúncio da compra pelo Facebook, ganhou a capa do New York Times e do Wall Street Journal.
Estrategicamente, andam dizendo que a compra foi um importante passo do Facebook em direção ao celular. Mais especificamente: ao compartilhamento de fotos pelo dispositivo. Apesar de o upload de fotos pela versão mobile do Facebook já apresentar números grandiosos, há tempos não mostrava nenhuma inovação significativa.
A ideia de um bilhão de dólares? Adicionar filtros pré-fabricados às suas fotos e facilitar sua publicação no próprio celular.
Abaixo você confere um infográfico contando um pouco da história da empresa.

Os números e o “infogram” acima (ahn, ahn?) vieram desse excelente post do RWW.
Em tempos onde é relativamente fácil ter uma ideia, relativamente difícil executa-la, e dificílimo faze-la cair no gosto popular, a história do Instagram pode ensinar muitas coisas ao mercado das pessoas-que-vivem-de-ter-ideias.
Para mim, a maior lição é que entre 1. ter uma idea inovadora, 2. executa-la com maestria e 3. garantir que ela seja relevante no contexto cultural e social das pessoas que a utilizam, não dá para se dar ao luxo de escolher menos que os 3.