Peek: um aperitivo de como funcionam os testes de usabilidade online

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Há algumas semanas o usertesting.com lançou uma versão Trial do seu principal produto: a habilidade de assistir a um usuário navegando em seu site ou app.

Na versão gratuita não é possível segmentar a audiência nem passar tarefas específicas para os usuários, mas a mera sensação de ver as pessoas comentando em voz alta o que estão pensando ao utilizarem seu produto, já é um ótimo incentivo para que mais e mais pessoas utilizem a ferramenta.

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Por que UX? – por Carla Martins

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O urso está de volta com a série Por Que UX. Trata-se de uma série de breves entrevistas com profissionais do mercado para investigar o motivo deles trabalharem com User Experience. Para quem está chegando no mercado agora, um pouco de inspiração. Para quem já trabalha com UX há um tempo, uma boa oportunidade de conhecer gente nova.

A entrevistada dessa semana foi a Carla Martins.

Tenho 32 anos e, quando comecei a trabalhar com UX, se alguém me falasse que um dia eu teria uma empresa e trabalharia de casa eu jamais teria acreditado. Comecei a pensar nas pessoas que usam ambientes digitais bem antes de saber o que era Arquitetura de Informação.

Passei por algumas empresas e, em 2010, a ideia de Trinca Digital se tornou realidade. Além de um plano de carreira, o principal motivo de ser empresária e trabalhar home office era ter um filho e poder me dedicar realmente a ele, vendo-o crescer perto de mim. E assim foi. Hoje Arthur tem quase 3 anos e tenho cada vez mais certeza de que fiz a escolha certa. Tanto que já começo a pensar em um irmão para ele. :)

Como começou a trabalhar na área?

Em 2002, ainda morando em Santos, eu era assessora de imprensa (sou formada em jornalismo e pós graduada em Comunicação Empresarial) de alguns sindicatos e também era responsável por pensar na estrutura de conteúdo e hierarquia para os novos sites dessas entidades. Assim, eu já desenhava rabiscoframes sem saber o que eram, colocava-me no lugar de quem iria usar e pensava no conteúdo e na estrutura mais amigáveis para essas pessoas.

Mais ou menos em 2005 comecei a ler e estudar sobre o assunto por pura curiosidade e também por conta do conselho do meu marido, que é Diretor de Arte e vivia falando que eu levava jeito para AI (na época, nem se falava no termo UX). Mudei para São Paulo e fui trabalhar como redatora na Player Digital (hoje Naked).

No meu primeiro dia, a AI de lá pediu demissão e o diretor da empresa perguntou aos funcionários quem já tinha ouvido falar e estudado alguma coisa sobre AI. Fui a única que me manifestei. Ganhei o cargo e um curso para aprender um pouco mais. Fazia wireframes em PPT e ia aprendendo na prática, aos trancos e barrancos.

De lá pra cá, respiro UX e nunca mais pensei em voltar para o jornalismo.

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Trabalhando como designer em Startups e MVPs

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Esse é o primeiro post da série sobre designers em startups e MPVs (Mininum Viable Products). A proposta é ao longo das próximas semanas discutir processos, métodos, ferramentas e relações de trabalho em ambientes em que a maioria de nós, designers, temos pavor: onde não há tempo para aplicarmos

Um dos grandes problemas no design, ao meu ver, são as certezas. Existem tantos absolutos que eventualmente somos pegos de surpresa em uma encruzilhada, sem a capacidade de decidir entre direita e esquerda, obcecados com a ideia de permanecer em linha reta.

É com essa pequena crítica que inicio essa série sobre Design, Startups e MVPs. Deixo claro que nada do que for escrito é uma verdade absoluta e nem pretende ser, mas fruto de minhas experiências pessoais e pesquisas. Existem muitos tipos de startups e MVPs, e eu não poderia abraçar todas as possibilidades de lidar com eles em um único post ou série deles. O principal objetivo aqui é a reflexão, o debate e, se for o caso, repensar a forma que trabalhamos. Ou no mínimo gerar algumas dúvidas e colocar algumas pulgas atrás de orelhas. No entanto, é uma jornada que convido a fazermos juntos.

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Origens de User Experience

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Um dos fantasmas de User Experience é o mito de que não há ciência por trás, que é uma prática firmada quase no “senso comum”. Mas a verdade é que esta é uma área que vem se desenvolvendo de linhas de estudo diversas e conta com mais de 30 anos de pesquisas envolvidas.

Já falamos aqui no blog sobre as várias disciplinas (indisciplinas) e funções envolvidas em UX, e também já contamos de onde veio o ‘arquiteto‘ de arquitetura de informação.

UX tem uma herança científica profunda: é o estudo do uso que as pessoas fazem de artefatos por meio de atividades guiadas, essa base vem das ciências de comportamento, especificamente ergonomia, psicologia e ‘human factors’.

Com a revolução industrial fez se necessário e rentável a estruturação dos estudos sobre como criar ferramentas com as quais os trabalhadores das fábricas pudessem realizar suas atividades de forma mais eficiente; com o desenvolvimento dessas metodologias, surgiu a Ergonomia, termo cunhado por Wojciech Jastzerbowski em 1957.

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Dados atualizados sobre Android versus iOS

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O Android é o sistema operacional móvel mais utilizado no mundo. Ainda assim, o nível de engajamento dos usuários é muito mais baixo do que no iOS.

  • Em 2013, 71% dos smartphones e tablets vendidos no mundo rodam Android, enquanto apenas 21% rodam iOS. Em 2012 o Android tinha uma fatia maior do mercado: 75%.
  • No feriado de Thanksgiving desse ano aqui nos EUA, houve um recorde de vendas online. Usuários de iOS geraram 543 milhões de dólares em vendas online, enquanto usuários de Android geraram 148 milhões – mesmo o Android estando presente na maioria esmagadora dos dispositivos móveis do país.
  • A cada 1 dólar de lucro obtido pelos desenvolvedores na venda de aplicativos para iOS, os mesmos aplicativos de Android geraram apenas 19 centavos.
  • Usuários de iOS gastam em média 19 centavos por aplicativo baixado (considerando os gratuitos e os pagos), enquanto entre os usuários de Android essa média fica na casa dos 6 centavos.

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O que é uma boa UX?

“Imagine que você está com fome e, ao invés de cozinhar, você prefere sair para jantar. Como escolher o restaurante certo? Bom, você pergunta para alguns amigos para recomendarem um bom sushi. Então seus amigos mandam a recomendação deles e logo você chega até o site do tal restaurante. Parece legal. Você checa o menu do restaurante no próprio site e liga para eles para reservar a mesa. Que voz amigável do outro lado da linha! Depois de dois minutos você consegue reservar a mesa mais bem localizada do lugar, com uma vista ótima do terraço. Foi tudo rápido e o cara do outro lado da linha fez você sorrir com seu charmoso sotaque japonês. Parece que eles realmente celebram uma cultura tradicional de culinária japonesa lá.

Você chega no restaurante na hora certa. Você vê o logo de longe, brilhando na parede, que te guia até a entrada principal – então você pega o elevador até o terraço. O interior é fantástico, uma mistura de elementos tradicionais com decoração moderna. Você imediatamente começa a pensar que a comida deve ser excelente ali. O cara não prometeu muito no telefone, e a vista da sua mesa é melhor do que você imaginava. Você olha as opções no menu, perfeitamente organizadas em um papel natural de boa qualidade e com uma tipografia moderna e de fácil leitura. Você pede um dos três pratos principais que parecem ser apetitosos. Eles te servem sushi fresco em pratos grandes e brancos com decorações de muito bom gosto em volta da comida. Sem mencionar que você é servido no timing perfeito entre um prato e outro.

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Por que UX? – por Silvia Melo

Silvia Melo

O urso está de volta com a série Por Que UX, que começamos em 2012 aqui. Trata-se de uma série de breves entrevistas com profissionais do mercado para investigar o motivo deles trabalharem com User Experience. Para quem está chegando no mercado agora, um pouco de inspiração. Para quem já trabalha com UX há um tempo, uma boa oportunidade de conhecer gente nova.

A entrevistada dessa semana foi a Silvia Melo. 

Eu era uma adolescente curiosa que se formou em Jornalismo que virou arquiteta de informação e que acabou se tornando diretora de criação. Só no digital são quase 15 anos de profissão.

Atualmente estou na Isobar Brasil (antiga AgênciaClick), onde tive a oportunidade de trabalhar com grandes marcas e desenvolver plataformas que são usadas diariamente por milhares de pessoas, como os sites da Fiat, Sadia, Cielo e SKY, só para citar os mais recentes.

Apesar de fazer o mesmo trajeto e chegar no mesmo horário todos os dias adoro a falta de rotina e a multidisciplinaridade que o trabalho em UX proporciona. Cada projeto é uma nova história que pode ser feita e contada de uma forma totalmente diferente.

Como começou a trabalhar na área?

Quando a internet chegou pra valer ao Brasil foi através dos provedores AOL, UOL e Compuserve Brasil. Eu comecei nesse último, em 1997. Era jornalista e ia escrever um especial sobre a missão Marte Pathfinder.

Não demorou a descobrir que o mundo digital tinha tanto para ser explorado quanto o planeta vermelho. Gostei do desafio de tornar o ciberespaço um lugar habitável e finquei minha bandeira.

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As implicações do campo de busca na experiência do usuário

O campo de busca é um desses elementos que muita gente considera indispensáveis em qualquer site que possua conteúdo dinâmico – em especial os ecommerces. As boas práticas de usabilidade pregam que a busca deve estar sempre acessível, sempre visível no header do site e claramente identificado com o label correto (‘buscar”, “busque”, “encontre um produto” etc.).

Mas isso é só no front-end do site. Arrisco dizer que o grande problema de 8 a cada 10 mecanismos de busca é o que acontece depois que o usuário digita o termo desejado. Não adianta nada a busca estar acessível, visível e bem identificada se o back-end não está preparado para receber os termos que o usuário digita no campo. Quando isso acontece, a ferramenta que deveria contribuir para que o usuário se localize no site, acaba criando uma experiência extremamente frustrante e muitas vezes cíclica para os usuários, que precisam brincar de adivinhação até encontrar o “jeito certo” de buscar determinado conteúdo.

O problema é que o “jeito certo” não existe. O “jeito certo” é o jeito que as pessoas buscam, não o jeito que o sistema entende.

Quão grave é o problema

Um estudo recente divulgado pela Baymard mostra que o problema dos mecanismos de busca dentro dos sites (“in-site search”) é bem maior do que imaginamos.

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