As 4 camadas práticas do design de interação

Texto escrito por Rogério Pereira.

UX Design

As 4 camadas práticas do Design de Interação que vou falar neste texto vem da forma como aprendi a trabalhar ao longo dos últimos anos e um pouco da visão de como algumas agências digitais estruturam uma das etapas de User Experience Design.

Dividi a parte prática (mão na massa) do designer de interação nas seguintes camadas: framework de navegação, arquitetura de informação detalhada, mapeamento do conteúdo e comportamentos dos elementos de navegação. Abaixo, falo um pouco mais detalhamente de cada momento. Claro que essa lista não é uma regra e pode sofrer adaptações de acordo com o tamanho e características do time.

Framework de navegação

Sempre começamos um projeto pensando em como a experiência do usuário vai acontecer. Neste momento definimos como as pessoas vão navegar pelo site ou aplicativo. Essa etapa é um dos momentos mais importantes de um projeto, pois estamos trabalhando em como o produto final vai se comportar de forma geral. É hora de saber qual será a navegação global e secundária. Todos os itens criados devem ser questionados se fazem sentido na primeira camada de navegação. O framework será a base para o desenho de todas as telas restantes.

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O que avaliar em uma entrevista de emprego para UX Design

Office

Já falei por aqui há alguns anos sobre as 5 coisas que os recrutadores buscam em profissionais de UX. Na ocasião citei alguns pontos mais gerais sobre o que eles buscam na hora de contratar um UX Designer, mas acredito que esses critérios mudam muito dependendo do nível da vaga (Junior, Pleno, Senior), da empresa (agência, portal, cliente), do local (Brasil ou EUA) e até do tipo de especialização para determinada vaga.

Penso que um erro comum dos contratadores/entrevistadores é pensar que vai encontrar um único profissional para resolver todos os problemas de UX da empresa. User Experience é uma área um tanto ampla, e é importante que a empresa defina qual perfil de profissional está procurando.

  • Alguém que faça arquitetura de informação com facilidade?
  • Alguém que manja muito de entrevistas e testes com usuários?
  • Alguém que seja criativo na hora de desenhar interações?
  • Alguém que tenha um bom pensamento sistemático para desenhar a estratégia digital da marca junto com um planejador?

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Monday Readings

Monday Readings

Mais uma edição do Monday Readings: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados :)

Monday, 07.04.14

#1

A Internet está matando a maioria das línguas
Estamos em plena era de extinção de línguas, e a culpa é toda da Internet. De acordo com um artigo que acaba de ser publicado na revista PLoS One, menos de 5% das 7.000 línguas faladas hoje vai para o reino digital. É verdade que os idiomas morrem desde que são falados, mas o projeto de Línguas Ameaçadas reporta que “o ritmo em que as línguas estão desaparecendo hoje não tem precedentes e é alarmante.”

“Uma língua desaparece quando seus falantes desaparecem ou quando eles mudam para uma nova língua, frequentemente uma língua usada por um grupo mais poderoso. Línguas são ameaçadas por forças externas, como militar, a subjugação econômica, religiosa, cultural ou educacional, ou por forças internas, como atitude negativa de uma comunidade para com a sua própria língua “. Ambas as forças são exacerbadas pela internet.

#2

Hackeando cidades
“Design, se é para ser ecologicamente responsável e socialmente responsivo, deve ser revolucionário e radical no sentido mais verdadeiro. Deve dedicar-se (…) à máxima diversidade com estoque mínimo (…) ou fazer o máximo com o mínimo. ” É o que acredita Victor Papanek, um dos designes por trás do projeto Rotten Apple, que procura manter o ambientalismo de ficar estagnado nas cidades, incentivando a criatividade com eficiência.

São mais de 23 hacks urbanos que de maneira inteligente e simples alternam o seu entorno, trazendo pequenas mudanças em lugares banais da cidade, que permitem utiliza-los de mais de uma maneira. Um exemplo é a central elétrica que esconde uma tomada interna que pode ser usada para carregar o seu celular na rua, e um tabuleiro de xadrez pode ser fixado a um hidrante para sediar uma agradável partida de xadrez enquanto não estiver em uso.

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O valor ($) do Design

The Value of Design

Animação feita pelo Design Council sobre o valor do Design e como cada centavo investido em transformar as ferramentas do dia-a-dia se converte em renda, lucro e robozinhos felizes:

Um checklist de Design de Interação

IxD Checklist

Meio arriscado o excesso de quantificação e tabulação do Design, dada a inexatidão da disciplina e o excesso de variáveis intrínsecas ao processo de tomada de decisão. Mas sabendo usar (mais como lembrete e menos como checklist), vale dar uma espiada.

IxD Checklist - 2

Link: http://ixdchecklist.com/

Uma startup dentro de uma agência de publicidade

Bruno Oyama

O nosso querido urso Bruno Oyama deu uma entrevista para o excelente Chocoladesign sobre sua transição do modelo de trabalho da AgênciaClick para um modelo de Startup dentro da JWT, ambas em São Paulo.

Entre os assuntos abordados pelo Bruno e pela Andrea Pacheco (entrevistadora), estão o modelo ágil que eles adotam lá dentro, o papel híbrido de UX e UI Designer, o framework de Design de Serviços utilizados por eles e a parceria muito próxima entre designers e desenvolvedores (que já virou até motivo de post aqui).

Manda o play aí:

Cultura de desenvolvimento no Spotify

Interessante esse vídeo do pessoal do Spotify, onde eles mostram como é a cultura de desenvolvimento por lá.

Alguns destaques:

  • Atualizações pequenas e frequentes
  • Atualizações não atreladas a outras
  • Alinhamento gera autonomia
  • Open-source interno
  • Crie uma comunidade ao invés de uma estrutura

Não tive oportunidade de conhecer lugares que trabalham dessa forma aqui no Brasil. Você trabalha em algum lugar assim? Conta pra gente ;)

Monday Readings

Monday Readings

Mais uma edição do Monday Readings: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados :)

Monday, 31.03.14

#1

Como o nosso cérebro decide qual conteúdo é compartilhável
Usando a famosa roda das emoções de Robert Plutchik, esse artigo busca demonstrar como as emoções se formam no cérebro e como elas podem nos motivar a ações surpreendentes.

Felicidade nos faz querer compartilhar: além de nos fazer felizes, a alegria também pode ser um motor de ação. A alegria aumenta quando é compartilhada.

Tristeza nos ajuda a conectar e criar empatia: participantes de um estudo, quando estimulados com uma história triste de um menino com câncer, produziram cortisol, conhecido como o hormônio do stress, e oxitocina, um hormônio que promove a conexão e empatia. Mais tarde, aqueles que produziram o maior número de oxitocina foram os mais propensos a doar dinheiro para os outros.

Medo / surpresa nos faz desesperados por algo a se apegar: quando estamos com medo, temos que compartilhar a experiência com outros – e se ninguém está por perto, até mesmo uma marca não-humana funciona.

Raiva / repulsa nos deixa mais teimosos: a negatividade tem um efeito real e duradouro – e é evidente na forma como o conteúdo é compartilhado, também. A pesquisa mencionada no artigo mostra como algumas emoções negativas estão associadas positivamente com a viralidade – mais especificamente, a raiva.

É importante entender o apelo emocional e as principais razões por trás da descoberta e criação do conteúdo. Na linguagem da web visual, quando compartilhamos um vídeo ou uma imagem, não estamos apenas compartilhando o objeto, mas a resposta emocional que ele cria.

#2

HTML, uma DST
Tecnologia tem um léxico próprio, necessário para se comunicar com as pessoas. Mas o quanto as pessoas realmente entendem de tecnologia? O site de cupons Vouchercloud pesquisou 2,392 americanos com mais de 18 anos para saber o quanto eles conheciam da terminologia básica de tecnologia:

- 11% achavam que HTML era uma doença sexualmente transmissível, não o código usado para desenvolver sites;
- 77% não sabia o que SEO (search engine optimization) significava;
- Blu-ray era um animal marinho para 18% dos entrevistados;
- 15% achava que software era um vestuário confortável.

Um pequeno aprendizado desse estudo: se você fizer um produto com alguma tecnologia diferente, por favor, pare de falar em siglas e jargões. Se não, você vai descobrir que alguém comprou seu software pensando que irá aquecê-lo no inverno.

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