UX em outra língua, Parte 5 – Balanço final

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Já escrevi por aqui sobre os vários aspectos de se trabalhar com User Experience em outro país: a barreira do idioma, as diferenças e semelhanças no ambiente de trabalho e nos projetos, além das diferenças culturais e os “perrengues” de se morar em outras terras.

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Mas e aí? No fim das contas vale a pena?

Bom, como tudo nessa vida, trabalhar com UX em outro país tem vantagens e desvantagens.

De forma reduzida:

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Abertas as inscrições de palestrantes para o Interaction South America 2014

Interaction South America

“Interaction South America 2014 es el evento de Diseño de Interacción y Experiencia de Usuario más importante de la región. Tendrá lugar en la Universidad Católica Argentina, con una duración de cuatro días, donde especialistas nacionales e internacionales darán charlas a los interesados en poner las tecnologías al servicio de las personas.”

Para quem acompanhou aqui no blog ano passado, o Interaction South America é um dos maiores eventos de UX da América Latina. Depois de algumas edições no Brasil, chegou a hora da garotada esperta de UX do Brasil dar um pulo em Buenos Aires em novembro para conferir quatro dias de palestras, workshops, networking e happy hours com profissionais de UX de vários países.

Se você tem um assunto sobre o qual gostaria de falar, dá uma passada lá no site e envie seu tema: http://isa.ixda.org/2014/

Trabalhando as cores em UX

Quando se fala do uso de cores em design, marketing e outras áreas da comunicação, talvez a primeira coisa que você pense é no significado das cores. Exemplos clássicos são: azul significa segurança, laranja significa comunicação, amarelo significa alegria, vermelho significa perigo, ou urgência. Existem inúmeros sites, livros, cursos e palestras que nos ensinam supostos significados que podemos atribuir às cores, e muitos profissionais baseiam seus trabalhos nesses “dicionários de cores”. Alguns até mesmo tentam explicar psicologicamente o motivo desses significados existirem.

Bem… esqueça toda essa história de significados das cores.

Não negarei que existe alguma influência que determina como as pessoas podem reagir ou não a cada cor. Mas essas influências estão longe de se definir como significados, se considerarmos que a palavra “significado” seja algo restrito e exato. Por exemplo, o significado da palavra retumbante é que provoca um ruído muito alto e intenso. Isso é invariável e exato, a menos que usado como metáfora de modo que altere um pouco o sentido. Mas com as cores, não podemos atribuir um significado invariável e exato.

Primeiramente, a mais óbvia e comentada razão disso são as questões culturais. É sabido que temos em nosso consciente coletivo alguns sentidos para determinadas cores. Por exemplo, para muitos países no ocidente, o branco representa paz. Mas na China, o branco está ligado à morte, luto e má sorte. Isso nos leva a pensar que tais significados tidos por nós como “canônicos” e “indiscutíveis”, são na verdade construidos pela sociedade ao longo dos séculos. E tudo o que foi construído, pode ser desconstruído com muito mais facilidade.

Outro motivo para negarmos o significado preciso de uma cor é o contexto. Cores atuam em conjunto com formas, elementos, plataforma, tipografia, textura, iluminação, situações específicas, palavras-chave. Por exemplo, a cor branca em uma bandeira no meio de uma guerra nos países ocidentais, certamente significará paz ou trégua. Mas um vestido branco em uma cerimônia religiosa pode dar a ideia de pureza.

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Redatores ou… UX Designers?

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Durante anos, redatores vem sendo treinados para criar textos e campanhas persuasivas. Com a migração para o digital, uma máxima foi seguida a risca. “Escrever para web é escrever pouco”? Pode até ser. Mas ao que parece, escrever pouco vem sendo traduzido em elaborar conteúdos secos e nem um pouco amigáveis.

Se como UX Designers nosso papel é tornar qualquer interface amigável e fácil de usar, isso quer dizer que também somos responsáveis por todo e qualquer texto escrito em uma tela?

A resposta é sim. Interfaces requerem conteúdo. Labels, call-to-actions, formulários, mensagens de erro. A lista é interminável.

UX Designers como redatores

Esqueça o Lorem Ipsum e use conteúdo de verdade. Ao desenhar wireframes, procure escrever o conteúdo mais próximo ao que será posto no ar. Não se trata de querer cumprir o papel de outro profissional, mas elevar o nível do seu trabalho.

Como UX Designers, sabemos exatamente qual a finalidade de um projeto, como ele tem que se comportar, qual o ideal de interação entre o usuário final e a interface, e por isso também devemos saber o tom de linguagem que queremos transmitir.

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UX em outra língua, Parte 4 – O país

Já falei por aqui sobre a barreira do idioma, as diferenças no ambiente de trabalho e os tipos de projetos nos quais o UX Designer se envolve quando resolve viver e trabalhar em um outro país. Agora chegou a hora de falar das questões culturais do novo destino.

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Lar, doce (?) lar

Quem está de fora pode pensar que viver em outro país só tem vantagens e que tudo é muito mais fácil. O sistema de transporte funciona, as ruas são mais seguras, as pessoas mais educadas e os serviços públicos são rápidos e eficientes. Parte disso é verdade, mas existe também um outro lado que pouca gente conhece.

Documentação

O primeiro obstáculo para se morar em outro país é o visto. Mesmo quem já veio aos EUA a passeio sabe de todo o trabalho necessário para tirar um visto de turismo. Com o visto de trabalho é ainda mais complicado. Toda sua documentação precisa estar em ordem e, durante o processo, você precisa comprovar que não está indo para o país para “roubar” o emprego de um cidadão americano – mas sim que o seu perfil profissional é extremamente necessário para a empresa que o está contratando e que não existem profissionais com a mesma qualificação que você por lá.

Desde certificado de alistamento militar, até comprovante de votação nas eleições, até o seu diploma de faculdade. Todos os documentos são exigidos. Um ponto interessante é que a soma de um Bacharelado e de uma Pós-Graduação no Brasil corresponde à universidade americana (Undergrad + Masters). Ou seja, é preciso ter pós-graduação para que seu nível de formação se equipare ao de um jovem americano de 22 anos que acabou de sair da faculdade.

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4 (ótimas) apresentações sobre UX, Métodos e Tecnologia

Um compilado das últimas apresentações que me fizeram parar por alguns minutos nas últimas semanas.

Divirta-se :)

Taxonomy for App Makers Workshop

Workshop apresentado por Andy Fitzgerald semana passada no UX London.

Design Driven & Agile

Princípios de Lean UX para sua startup

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O lado negro dos wireframes: criando profissionais de um método só

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Já falamos por aqui sobre os vários métodos de UX e a função de cada um deles dentro do projeto. Alguns são relacionados a pesquisa com usuário, outros mais dirigidos a estratégia e planejamento de produto, outros mais focados em design – e assim por diante, um para cada etapa do projeto.

Ainda assim, UX Designers são lembrados primariamente pelos bons e velhos wireframes. Não adianta. É a marca registrada do UX Designer e, no fim das contas, é o bottomline do que a gente faz: a forma mais reduzida e tangível de materializar tudo aquilo que aprendemos à medida em que estudamos o usuário ou definimos a estratégia do produto.

Mas será que estamos aprendendo tudo o que devemos saber antes de colocar a mão na massa e produzir esses tais wireframes?

O mercado viciado em wireframes

Conversando com amigos freelancers, ouço com frequência a mesma história: clientes que só resolvem envolver o profissional de UX na jogada de última hora, quando o prazo está apertado e o diretor de arte precisa começar o layout no dia seguinte.

“Oi, meu nome é Fulana e eu estou tocando um projeto para a agência X. Você faz freelas, né? Você consegue fazer uma estimativa e orçamento e me devolver ainda hoje? O ideal é você entregar os wireframes prontos pra gente até amanhã, porque o Diretor de Arte já está parado esperando pra começar.”

Soa familiar?

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O lado humano dos biossensores e wearable technologies

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Temos falado aqui no blog sobre as tecnologias vestíveis (wearable technologies) e sobre o desafio de desenhar interações entre pessoas e interfaces que são usadas em objetos do cotidiano e, muitas vezes, no próprio corpo humano. Uma tendência que tomou força lá em 2012, quando o Nike Fuelband ajudou a popularizar a ideia de “tecnologias de vestir”.

Do outro lado do espectro estão os biossensores: tecnologias que convertem sinais do corpo em informações que sejam “entendíveis” tanto por computadores quanto por humanos.

O slide abaixo, retirado de um relatório da RockHealth sobre o assunto, mostra algumas marcas e produtos que já estão utilizando esses sensores para prover algum serviço aos usuários.

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