Resenhando os mictórios para encorajar os homens a lavarem as mãos após o ato

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O problema: Aproximadamente 1/3 dos norte-americanos não lavam as mãos depois de saírem de um banheiro público, um problema mais frequente entre homens do que entre mulheres. Então o designer Kaspars Jursons resolveu propor uma solução para isso.

Mictórios-torneira 2

A solução: Um mictório com uma pia acoplada no topo dele. Isso reduz a “distância” entre o mictório e a pia, que em banheiros públicos normalmente fica a alguns passos de distância. Ok, esses poucos passos não justificam o fato de eles não lavarem as mãos, mas ao colocar a solução na cara da pessoa, ele percebeu que os índices de inadimplência higiênica diminuíam bastante. A torneira ainda conta com sensores a ativam automaticamente, assim que o mictório percebe que o usuário terminou o serviço.

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Peek: um aperitivo de como funcionam os testes de usabilidade online

Peek_User_Testing

Há algumas semanas o usertesting.com lançou uma versão Trial do seu principal produto: a habilidade de assistir a um usuário navegando em seu site ou app.

Na versão gratuita não é possível segmentar a audiência nem passar tarefas específicas para os usuários, mas a mera sensação de ver as pessoas comentando em voz alta o que estão pensando ao utilizarem seu produto, já é um ótimo incentivo para que mais e mais pessoas utilizem a ferramenta.

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Um board no Pinterest com o pior do Design

Pinterest

O Update or Die criou um board no Pinterest para coletar os piores exemplos de Design em um único lugar. De calçadas de pedestres não acessíveis a torneiras complicadas de se usar, passando por cadeiras e (obviamente) painéis de elevador.

Nos moldes do nosso álbum #usabilidade #fail do Facebook, mas focado não apenas em interfaces digitais.

Link: Bad Design on Pinterest >

UX Critique

UX Critique

A barra de volume do iOS7 parece ser arrastável. Mas você adivinharia que a linha vermelha na barra de progresso da música é arrastável também?

O UX Critique é um blog que coleciona críticas (quase sempre) bem embasadas sobre interfaces digitais. Aprender com erros, não só com acertos.

Link: UX Critique >

Design centrado na estratégia

Leio muito por aí sobre design centrado no usuário. É uma metodologia linda, que nasceu para tornar o mundo um lugar melhor. Designers colocando a funcionalidade acima da estética. Programadores valorizando a experiência em troca da agilidade na codificação. Empresários preferindo cultivar fãs em vez de lucro. Bacana, né? Mas será que um projeto 100% focado no usuário é realmente viável e sustentável?

Nos últimos anos venho trabalhando bastante com startups. E uma das principais dificuldades que enfrento é aliar a experiência dos usuários à estratégia da empresa. Seja por questão de posicionamento no mercado, seja por modelo de monetização. Muitas vezes o time chega em uma grande feature, que passa bem por testes com usuários, mas que se implementada poderia ser um equívoco estratégico enorme.

Faz alguns meses estava envolvido com um projeto de e-commerce. Apresentamos um protótipo ao cliente e uma das primeiras questões que ele levantou foi: “Por que vocês colocaram uma foto tão grande do produto?” Depois de toda uma argumentação de como os usuários ficariam mais seguros ao poder analisar o produto em detalhes antes da compra, o cliente nos derruba com uma simples frase:

“Mas meu produto tem um acabamento pior que o do concorrente, não quero que os clientes percebam isso”.

O que fazer? Insistimos em mostrar cada detalhe do produto gerando a melhor experiência possível? E se as pessoas repararem como o produto realmente não é tão bom e deixarem de comprar? Então um investimento em melhoria de usabilidade acaba resultando em uma queda brusca de receita. Outra opção poderia ser convencer o cliente a investir em um acabamento melhor para o produto. Mas talvez um processo desse aumentasse o valor final para o consumidor, e a loja poderia acabar saindo de sua faixa de mercado e precisando competir com muitas outras empresas.

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Estudo de caso: criando uma interface visual para os serviços de atendimento telefônico

IVR por Teehan+Lax

Não seria legal se quando você liga para o seu banco e precisa passar longos minutos ouvindo todas as opções do sistema de atendimento ao consumidor, você pudesse visualizar quais são as opções na própria tela do seu smartphone?

Essa foi a ideia do projeto conceito criado pela Teehan+Lax, chamado MovieFone.

As opções que são anunciadas no áudio do IVR também são visualizadas na tela do aparelho, permitindo que você navegue pelo menu como se estivesse navegando por um aplicativo qualquer.

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Facebook pretende medir o comportamento do seu cursor no site

Medindo o comportamento dos usuários

É natural que uma empresa do porte do Facebook, com tantos produtos, utilizados em larga escala por milhões de pessoas todos os dias e acessado em tantos países diferentes confie nas métricas de uso como um dos mais importantes indicadores do comportamento dos usuários. Impressões, cliques, likes, comentários, tempo de navegação e frequência de acesso, só para citar algumas delas.

Acontece que essa lista de métricas ganhará um novo membro nos próximos meses, de acordo com The Wall Street Journal. Um novo membro não: uns novos membros.

Os planos do Facebook incluem começar a monitorar o comportamento do cursor dos usuários enquanto navegam no site. Você passou o mouse sobre um anúncio na coluna da direita mas não clicou? O cursor ficou alguns segundos a mais sobre o botão de Like antes de clicar? Em um futuro breve esses momentos de hesitação dos usuários se transformarão em métricas que irão ajudar o time de produtos do Facebook e os anunciantes da rede social a obterem informações mais precisas sobre o comportamento das pessoas no site e sobre como elas interagem com o conteúdo.

Intrusivo? Ético? Sagaz?

Do not reply: eu quero falar com você, mas não quero te ouvir

lalalala

Sabe quando criança tapa os ouvidos com as mãos e canta “la-la-la-la, não estou te ouvindo“?

É isso que as marcas fazem quando mandam emails para você e escrevem “não responda a este email”. Para completar, normalmente o endereço de email do remetente é algo do tipo “do-no-reply@marca.com”.

Eu quero falar o que eu quiser pra você. Quero te contas as últimas novidades sobre a minha marca, quero te contar das promoções do meu ecommerce, quero te convencer a visitar meu site – mas ai de você se você quiser me falar alguma coisa. Vou tapar os meus ouvidos e vou fingir que não estou escutando. Afinal, comunicação é essa via de mão única, não é mesmo?

Daí que como existe Tumblr para tudo nesse mundo, existe um deles que resolveu colecionar exemplos bizarros de marcas que ainda adotam essa prática.

Abaixo algumas preciosidades, com legendas do autor do blog:

Xing Do Not Reply

“Your feedback means a lot to us. Contact us if there’s something wrong. Oh, btw, don’t answer this email.”

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Kit de primeiros socorros redesenhado

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Documentando animações e transições de tela

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Um dos grandes desafios na hora de documentar como determinada tela se comportará é a parte das animações e transições de tela.

Quando você está desenhando uma interação convencional (exemplo: um menu em acordeom), entender seu funcionamento é um processo relativamente simples. Você documenta o estado inicial do elemento, o estado final, e é preciso pouco poder de abstração para imaginar o que acontece entre um estado e outro – ainda assim, adicionar uma seta no seu wireframe ou sketch pode ajudar. Os próprios nomes que criamos para esses elementos (“acordeom”, “âncora”) ajudam a garantir que todos os profissionais envolvidos no projeto falem a mesma língua e entendam nos mínimos detalhes como aquilo irá funcionar.

O problema é quando você está criando um elemento de interface que se comporta de forma diferente do convencional. É um pouco arriscado, mas eventualmente acontece. Na maioria dos casos, usar uma convenção é mais um ponto forte de usabilidade do que um problema de ausência de inovação – porque aumenta as chances de que as pessoas entendam como devem interagir com aquele módulo da tela.

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