Social proof nos e-commerces

“Ah, se você for junto eu até topo.”

Sabe aquele sentimento de que tudo fica mais fácil quando você toma uma decisão confiando em seus amigos? Aquele passeio para um lugar meio chato, mas que você até topa ir se estiver bem acompanhado. Aquela roupa que você está em dúvida se deve comprar ou não, mas o seu melhor amigo falou que fica incrível em você. Ou aquele televisor que você decidiu comprar depois de tanto ler bons reviews na internet.

Pois os e-commerces – já há alguns anos – começaram a usar isso estrategicamente para alavancar vendas.

Social-Proof

Em inglês esse sentimento é conhecido como Social Proof: um fenômeno psicológico que faz as pessoas assumirem que as ações de outras pessoas são as ações “corretas” para determinada situação. O efeito é mais notável em situações onde as pessoas não sabem exatamente como agir ou o que escolher – e acabam aceitando as palavras de outras pessoas como lei.

Veja abaixo algumas táticas de “social proof” usadas por e-commerces famosos e aquilo que eles querem que você pense.

HSN

O que eles mostram:

Social Proof 1
O que querem que você pense: “Muita gente já comprou, então deve ser bom.”

Orbitz

O que eles mostram:

Social Proof 2

O que querem que você pense: “Tem tanta gente comprando que já está acabando o estoque. Eu deveria comprar logo para não ficar sem.”

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Citação para tempos sociais 2

O conteúdo não é rei. Se eu te mandasse para uma ilha deserta e te desse a opção de levar contigo teus amigos ou teus filmes, você escolheria os amigos – se escolhesse os filmes, seria chamado de sociopata. Conversação é rei. Conteúdo é só algo para assuntar.

Daqui

Leia também: Citações para tempos sociais 1

Dados sobre Social Media – setembro de 2011

Essa acabou de sair do forno: dados do Nielsen sobre social media do terceiro trimestre de 2011.

Social media’s popularity continues to grow, connecting people with just about everything they watch and buy. The latest Nielsen insights provide some answers on exactly how powerful this influence is on consumer behavior, both online and off.

Legal. Então ative o fullscreen aí embaixo e deleite-se.

(Se você está lendo este post por RSS e a apresentação acima não abrir, veja-a no blog)

A estratégia de design do Facebook

Li no Design Mind um artigo sobre a estratégia de design do Facebook e sobre como funciona o laboratório criativo dentro da empresa. Em tempos onde só se fala em Google+ e onde se tenta vilanizar o Facebook a todo custo, vale a pena aprender algumas lições com o time de design do site mais acessado do mundo em 2010.

Um dos pontos mais abordados no artigo é a “invisibilidade” do design do site. A principal missão do Facebook é viabilizar as relações humanas, e por isso a empresa quer que elas aconteçam de forma natural, sem barreiras.

Christopher Cox, vice-presidente de produto, compara o design do ambiente virtual com o design de um ambiente real: “Você pode construir um local com janelas incríveis, ou arcadas realmente lindas, mas isso não significa que as pessoas vão querer sentar nesses locais e ficar por lá”. E completa: “O problema ou desafio que enfrentamos ao criar produtos online é que a invisibilidade das tarefas é o que as faz confortáveis para as pessoas“.

A invisibilidade também se reflete nos nomes dos produtos dentro do Facebook:

“In 2005, we decided to create a photo product that we called Photos. Other people at the time were using names like Flickr, Picasa, Photobucket, right? Very niche-y,” diz ele. “Instead, we use common words. We recede into the background. We design a place where there aren’t new objects to trip over. Photos are photos. Chat is chat. Groups are groups. Everything just is.”

Cox ainda cita o botão de “like” (“curtir”) como um bom exemplo dessa filosofia. Segundo ele, o “like” é uma solução tão óbvia e tão elegante que o design é praticamente invisível; ao mesmo tempo é fácil de entender, esteja você usando o Facebook no Cairo, em Madrid ou em San Francisco.

O artigo ainda fala sobre a metodologia usada no dia-a-dia da empresa e na forma como os designers e os tecnólogos trabalham de forma realmente integrada. “Os engenheiros trabalham diretamente conosco [criativos]. Nós não enviamos documentos para eles com as especificações das funcionalidades. Nós todos focamos na experiência do usuário, ao invés de focar na especificação ou no código“.

Quanto às pesquisas, o time utiliza focus groups para entender as questões mais abrangentes da marca e também para entender o hábito dos usuários de diferentes grupos demográficos – como mercados internacionais ou usuários acima de 50 anos. Além, é claro, de analisar as métricas do próprio site. As novas funcionalidades são testadas com usuários do dia-a-dia, que são convidados a irem ao laboratório e darem feedback pessoalmente após testarem protótipos de papel.

Cox dix que hoje em dia o maior desafio das empresas web, e não só do Facebook, é ajudar as pessoas a fazerem o que elas já faziam na vida real, mas agora na tela.

“It’s extraordinarily powerful to help people take something in their heads and instantly give it to the world around them. It’s about focusing on what we do in our real lives and not whether a menu bar will pop up. And that needs to be designed, because it’s a new experience.”

Para saber mais sobre a estratégia de design do Facebook, recomendo a leitura: Facebook’s Design Strategy: A Status Update

Facebook de cabeceira

Aproveitando o gancho do post anterior, aqui vai um vídeo com umas estatísticas um tanto curiosas sobre o Facebook.

(Se você está lendo este post por RSS e o vídeo não abrir, assista-o no blog)

Alguns dados sobre a relação das pessoas com o serviço:

  • O usuário médio do Facebook possui 345 amigos;
  • O cérebro humano é capaz de administrar 150 amizades ao mesmo tempo;
  • As estatísticas do site mostram que o usuário médio mantém interações regulares com… 150 amigos;
  • 57% das pessoas falam mais com os amigos pela internet do que pessoalmente;
  • 48% checam o Facebook assim que acordam;
  • 28% checam o Facebook em seus smartphones antes mesmo de saírem da cama;
Só mais um Like antes de dormir

Só mais um "Like", vai

Não sei onde isso vai parar. Mas está bem interessante :)

Compartilhe, compartilhe, compartilhe

Precisa disso tudo?

Quando o excesso de ícones de redes sociais começa a atrapalhar a interface de seu site, é hora de repensar a vida. Além de poluição visual, muitas vezes acaba distraindo a atenção do usuário daquilo que você tanto quer que ele compartilhe: o conteúdo.

Os ícones de compartilhamento podem até servir como um lembrete, no final de um texto muito extenso, como cita esse artigo.

“The reason behind adding one share widget to the bottom of each article is based on logic and user experience. If a person enjoys your content enough that they read through the entire article, they will be more inclined to share it. So when they get to the very end of the article, what should be there waiting for them to spread information they are interested in? A non-obtrusive share button that does not distract from the rest of your article. You only have a few seconds to grab the reader’s attention, and adding more widgets will create more clutter that users don’t want.”

Tenho a tendência a acreditar que, se o conteúdo é realmente bom, ele será compartilhado mesmo sem nenhum desses botões. Em todo caso, não custa lembrar o usuário que não está acostumado a copiar a colar links da barra de endereços.

Mas será que o The Washington Post não está exagerando?

O promissor casamento do e-commerce com a social media

Pesquisa realizada em março deste ano pela Guidance/Synovate com 1.000 consumidores mostrou que os recursos de social media são um importante diferencial para quem realiza compras online.

Mais de 60% dos entrevistados mencionaram as ferramentas web 2.0 como o provável motivo de seu retorno a uma determinada loja. Veja as principais respostas para a pergunta “O que te faz voltar a uma loja virtual?”:

  • Recomendações de produtos ou serviços (35%)
  • Uma “experiência única” a cada compra (26%)
  • Possibilidade de avaliar produtos ou serviços adquiridos (18%)
  • Boas-vindas (16%)
  • Os consumidores são tratados como membros de uma comunidade (6%)

Lindsay Wong, do Digital Design Blog, destacou três lojas que estão em plena lua-de-mel com a social media. Como você vai notar, nem cara de loja elas têm.

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Vejo que teremos que ter mais cuidado para não cair nas pegadinhas do consumo, cada vez mais divertidas e sofisticadas.