Google e a granularidade do design

Já faz um tempo que o Google começou internamente o tal do Projeto Kennedy. Na prática, o projeto consistia em redesenhar e unificar a linguagem visual de todos os produtos da empresa, para que a experiência do usuário fosse mais uniforme em todos os lugares/contextos/devices/interfaces em que ela acontecia.

Começou com o redesenho do Gmail e do Google Reader (saudade), que deixaram de ter aquele azul todo e passaram a valorizar mais os espaços em branco e os tons de cinza. O vermelho também apareceu com mais força, em vários “calls-to-action” distribuídos pela interface. Depois de uma pequena pausa e de movimentações na liderança da empresa, o projeto voltou e amadureceu bastante. Em junho de 2012, quando o Google Now foi anunciado, as pessoas começaram a reparar em uma novidade nessa nova linha visual que o Google passava a adotar: os cards.

Google Now Card

Google Now Card - Birthday

Os cards são simplesmente cartões, brancos, digitais, que replicam a aparência de cartões físicos reais. São extremamente clean, usam o espaço em branco com bastante inteligência, possuem uma tipografia marcante e imagens sem bordas, estouradas na altura ou largura do card. Eles contêm informações variadas: de previsão do tempo a condições de trânsito, de lembretes de aniversários dos amigos a informações sobre sua caixa de entrada de emails – e por aí vai.

Há alguns meses o Google começou a mostrar mais detalhes sobre a interface do Google Glass.

No Google I/O, semana passada, o Google anunciou o redesign do Google Plus.

O que todos esses produtos têm em comum?

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Bolos, faróis e o óculos que todo mundo quer ter

Glass_model

O projeto Google Glass sempre me incomodou e eu nunca soube exatamente dizer o porquê. Não era apenas o fato de achar um atentado contra a privacidade alheia, um Big Brother conectado ao seu rosto, monitorando todas as suas atividades e interações sociais a sua volta. Era algo além.

Pois esse artigo do Jan Chipchase, diretor criativo da Frog, e esse vídeo do físico e cientista social Nicholas A. Christakis, me deram a resposta que eu vou tentar explicar nesse post.

Christakis explica no vídeo a ciência por trás das redes sociais. Não as redes como o Facebook ou Twitter, mas aquelas redes de pessoas que existem desde que o mundo é mundo. A conexão entre familiares, amigos, colegas de trabalho etc.

Ao procurar entender o fenômeno da obesidade por meio de redes sociais, ele identificou certo padrão de disseminação da epidemia analisando os pontos de contatos dessas redes. Algo coletivo estava contribuindo para o aumento do peso individual. Pessoas obesas tendiam a possuir alguma ligação com outros indivíduos com obesidade, e com o passar dos anos, essa tendência ia se intensificando.

Observando a imagem abaixo, nota-se como houve um contágio social com o passar dos anos. Os pontos amarelos representam pessoas com obesidade, e sua presença se intensifica conforme os elos sociais desses indivíduos.

Fato é que desde a tendência à obesidade até o hábito de fumar e desde as nossas escolhas alimentares até as escolhas políticas, nossos desejos são afetados e determinados pelos outros ao nosso redor, pelas nossas redes sociais. No fundo, temos menos vontade própria do que achamos que temos.

When people are free to do as they please, they usually imitate each other” – Eric Hoffer

Indivíduos são afetados por toda a rede social em que estão inseridos.

E se esse poder de contágio pudesse ser usado para o bem?

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1 ano de Google Glass. E daí?

Google Glass

O futuro imaginado pelo cinema sempre nos traz algo diferente em relação à interação. Na maioria desses “exercícios de imaginar o futuro”, controlar os sistemas por voz é sempre visto como algo natural e livre de qualquer obstáculo.

Como muitos de vocês já leram por aí (ou por aqui), o Google Glass tem justamente essa proposta. A maioria das interações acontece por voz, e somente em alguns casos você precisa levar seu dedo indicador até a haste dos óculos para usar a interface sensível a toque.

O problema é que o futuro que chegou não agradou tanto quando achavam que iria agradar.

Um vídeo feito pelo The Verge mostra bem como funciona o sistema e dá algumas impressões dos usuários sobre qual a sensação de utilizar o brinquedinho. Mostra coisas como setups, interação com o celular e outros aspectos do produto. Um dos melhores vídeos que vi por aí.

Os funcionários do Business Insider também fizeram um vídeo onde eles relatam a experiência inicial em utilizar o treco. E em um de seus artigos eles dizem, com todas as letras: Nobody Likes Google Glass.

Google Glass 2

Como era de se esperar, começam a surgir as piadinhas (como essa aí acima) a respeito da loucura que é incorporar o Google Glass no dia-a-dia. Várias piadas. Sátira no Saturday Night Live e tudo. Tem até um tumblr bizarro sobre Homens brancos usando Google Glass - e talvez “bizarro” seja uma palavra bem apropriada nesse caso.

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Uma UI que muda de forma

Obake

Obake, criada no MIT Media Lab e carinhosamente chamada de “uma interface de duas dimensões e meia”.

Essencialmente: um touchpad elástico com um display projetado em sua superfície. À medida em que você aperta ou puxa a interface, uma câmera captura o movimento e responde apropriadamente, modificando o conteúdo exibido.

 

Como desenhar interações para o Google Glass

Google Glass

Bom, a essa altura você já ouviu falar muitas vezes do Google Glass e não vê a hora de desenhar algum aplicativo para ele.

Depois do primeiro round de óculos distribuídos pelo Google para alguns desenvolvedores parceiros, já tem bastante gente desenhando aplicativos para o Glass – tanto em startups quanto em agências digitais.

Então reuni aqui algumas informações e links que foram bastante úteis para começar a entender como o sistema funciona, antes mesmo de botar o óculos no rosto e testar as interações no próprio dispositivo.

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Nova versão do sensor do Kinect tem um décimo do tamanho do anterior

Capri - Kinect

Os criadores da tecnologia embutida no Kinect (que reconhece os movimentos do usuário com precisão e os transforma em controles) anunciaram há alguns dias uma nova versão do sensor.

O sensor, chamado de Capri, tem 10% do tamanho da versão anterior e é pequeno o suficiente para caber em um smartphone, laptop, espelho, chaveiro – e onde mais a criatividade permitir.

O vídeo abaixo, feito por quem entende muito de tecnologia e pouco de fazer vídeos que soem naturais, dá alguns exemplos de como essa tecnologia pode ser aplicada no dia-a-dia:

Leia também:

SpaceTop e a interface 3D que você pode “tocar”

SpaceTop

Um display transparente, algumas câmeras, um trackpad e voilà: um jeito diferente de interagir com o seu computador pessoal.

“I don’t believe 3-D is the future. It just opens up new possibilities, allows you to do new things with a computer”, diz um dos criadores.

Quebrando o paradigma de que a tela precisa ser mantida à certa distância do usuário, e quebrando mais uns dez ou doze paradigmas de interação com realidade aumentada :)

Mycestro, um mouse que você usa no dedo

Mycestro

Na onda dos novos controladores que estão surgindo por aí (aqui o Leap Motion, aqui o Google Glass, aqui o Myo), surge o Mycestro, pleiteando financeamento no Kickstarter.

Trata-se de uma espécie de mouse que você coloca no seu dedo, como se fosse um longo anel, e passa a controlar a interface fazendo gestos no ar e usando o movimento do dedo.

O vídeo abaixo dá mais detalhes sobre como ele funciona:

Link: Mycestro >