Quem tem medo da tecnologia, apps querem dominar sua tela de bloqueio e projetos paralelos estúpidos

Monday Readings

Mais uma edição do Monday Readings: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados :)

Monday, 21.07.14

#1

Quem tem medo da tecnologia?
Mês passado, taxistas londrinos entraram em greve contra o Uber, uma espécie de EasyTaxi americano. Eles protestaram contra o licenciamento dos taxis Uber na cidade – querem que as mesmas taxas sejam aplicadas a eles. No fundo, é um protesto contra algo que já foi garantido (o modelo de negócios dos taxis) sendo interrompido por um mundo em movimento, e como os taxistas não estão no controle de suas vidas.

Mas ao invés de temer a tecnologia, não deveríamos abraça-la? E mais do que isso, desafiá-la, juntos. Vamos discutir o porquê do Facebook fazer experimentos com nossas emoções não parece correto. Ou como nos sentimos ameaçados pelas multi-telas e dispositivos no nosso dia-a-dia. Vamos discutir o porquê das crianças ficarem mais tempo online do que offline. E claro, o que a tecnologia mobile representa para a indústria de transporte como um todo, e taxistas em particular. O que descobriremos no final é que a tecnologia menos nos separará do que nos unirá. Nós encontraremos mais jeitos de compartilhar, conectar, aprender e crescer através da tecnologia no futuro.

#2

Aplicativos que querem dominar sua tela de bloqueio
Para um grupo de start-ups, a tela inicial não é suficiente. Eles estão se concentrando em reivindicar o espaço na tela de bloqueio, a área em que você digita uma senha antes de ter acesso ao resto dos seus menus. O objetivo é fazer com que o retorno para um determinado aplicativo o mais frequente e mais fácil possível.

Essa é a estratégia do Wut, um app de troca de mensagens, onde a maior parte das interações ocorre na tela de bloqueio. Novas mensagem aparecem inteiras como notificações, o que significa que você não precisa desbloquear seu celular para ver o que seus amigos estão dizendo.

“A tela inicial já está preenchida com os aplicativos primordiais como o Twitter, Facebook, Instagram. Em muitos casos, aplicativos como Wut são feitos de forma que você quase nunca tem que abri-lo.”

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Sua personalidade definida pela internet, design-magia e o futuro da música em streaming

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Monday, 16.06.14

#1

Sua personalidade, definida pela Internet
O que você digita pode ajudar a Internet a entender a sua personalidade. Empresas como Facebook, Google e Twitter olham para as consultas, observações e atualizações que fazemos em seus serviços, e tentam descobrir quais anúncios podem ter o efeito mais persuasivo sobre nós. Uma empresa chamada Five acaba de lançar uma ferramenta que pode ajudar a visualizar o que essas empresas veem quando nos analisam.

A partir das suas mensagens no Facebook, Five analisa a linguagem em que escrevemos, e determina a nossa afiliação em relação a cinco atributos de personalidade: abertura, extroversão, afabilidade, consciência e neuroticismo. Em seguida, mostra comparações com pessoas famosas (com base em seus escritos e declarações públicas), assim como seus amigos do Facebook.

Segundo seu fundador, o ponto principal do exercício não é sua precisão, mas dar as pessoas o senso do que empresas de redes sociais estão fazendo conosco, provavelmente, com muito mais sofisticação.

#2

Se você não está criando para redes, você não entendeu o essencial
Quando o Google comprou o Waze 5 anos após a sua fundação, por 966.000 mil dólares, ele justificou a aquisição pelos usuários, não pela tecnologia.

Isso é algo especial das coisas digitais, elas não se desgastam com o uso. Ao contrário. Podemos ler o mesmo artigo do Wikipedia juntos, ver o mesmo filme online no Netflix, ouvir a mesma música no Spotify, simultaneamente e sem conflitos. Isso torna as coisas digitais particularmente favoráveis aos efeitos da rede, quando o valor de um produto aumenta à medida que mais pessoas o utilizam. Em quase todo site popular você pode nomear os benefícios de efeitos de rede de alguma forma.

Se você é criador de um produto ou serviço digital, você não pode deixar essa oportunidade passar despercebida. Descobrir como os usuários podem criar valor uns para os outros é um aspecto fundamental e crítico da construção de produtos de sucesso para um mundo digital.

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Por que o Facebook está se transformando no Google+, o efeito da novidade e as mudanças na busca

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Monday, 09.06.14

#1

O efeito da novidade
Considere a curva de adoção de uma nova ferramenta de alta tecnologia:
1) Descoberta de uma nova peça intrigante de software, hardware ou serviço social.
2) Ele oferece alguma nova habilidade, uma nova maneira curiosa de se comunicar ou realizar o trabalho, por isso damos uma chance a ele.
3) O novo comportamento é incrível! Usamos o tempo todo, e o amamos. Então …
4) … em algum momento, talvez semanas ou meses ou mesmo anos mais tarde, de repente nos afastamos. Cada vez menos o escolhemos, até eventualmente pararmos por completo. E o aplicativo ou bugiganga fica empoeirada com o desuso, até o excluirmos.

Nosso comportamento é governado por aquilo que os psicólogos chamam de “o efeito da novidade” – o impulso de curto prazo no desempenho que vem em mudar o ambiente ao seu redor. A parte divertida é que você pode usá-lo ativamente para tornar a sua vida melhor.

“Temporariamente” é chave. A mudança no nosso ambiente pode nos revigorar, mudando o mobiliário intelectual da nossa vida cotidiana. Mas assim que nos habituamos ao novo, a melhora se desvanece. O ponto é: O efeito de novidade não é uma farsa. Não é uma ilusão. Nós realmente experimentamos uma genuína explosão de criatividade ou produtividade ao experimentar uma nova ferramenta. Mas essa explosão não se sustenta, porque a novidade não consegue se sustentar.

#2

A regra do encantamento em 15 segundos
Empresas focadas no consumidor já sabem disso há muito tempo, e já satisfazem a necessidade de gratificação imediata: iPhones vêm prontos para usar fora da caixa: sem necessidade de software para download, sem manual de instruções para ler e video games fazem jogadores serem imersos em um outro mundo no segundo em que o console é ligado.

Devemos estender a mesma expectativa de satisfação instantânea de tecnologia da empresa, e pensar os nossos usuários como consumidores individuais, e não as instituições. Jack Levirne, da Yesware, escreve sobre a regra do “encantamento em 15 segundos”, que desafia a equipe de desenvolvimento: o produto deve fornecer aos usuários essa alegria logo nos primeiros 15 segundos de uso. Isso pode parecer difícil, mas entre a cultura “solução rápida” e uso generalizado do modelo freemium, as empresas de tecnologia da empresa não tem dias, horas ou mesmo minutos para provar que é o melhor no mercado – eles têm segundos.

A regra exige uma mudança no projeto de tecnologia da empresa. E o artigo traz algumas maneiras de fazer isso:
1- Começar imediatamente: a contagem regressiva dos 15 segundos começa assim que o usuário clica em “instalar agora.” Uma inicialização lenta pode diminuir drasticamente a satisfação geral do usuário, por isso é crucial manter esta parte da experiência do usuário o mais curta possível.
2- Minimizar (ou melhor ainda, eliminar) os processos de criação de conta: Processos de criação de conta longos podem facilmente levar 15 segundos ou mais, por isso utilize logins sociais do Facebook, LinkedIn e Twitter para acelerar o processo. De fato, as taxas de registro aumentam em 50 por cento quando você oferece logins sociais como uma opção.
3- Integrar no fluxo de trabalho: Entregue a experiência de produto, onde os usuários já trabalham. Quando um produto é integrado ao fluxo de trabalho do usuário, é muito mais provável que o usuário irá experimentar a alegria nos primeiros 15 segundos de uso.
4- Demonstrar uma grande melhoria, rápido: Sem fornecer uma rápida melhora, facilmente visível no dia de trabalho de um indivíduo, os usuários têm pouco ou nenhum incentivo para escolher o seu produto. Na verdade, para que os usuários adotem uma nova solução, a pesquisa mostra que se deve fornecer melhoria de 10x sobre uma situação existente.

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Leis da robótica, lições de inovação do NY Times e os limites do touchscreen

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Monday, 19.05.14

#1

Precisamos das leis de Asimov?
Em 1942, o autor de ficção científica Isaac Asimov publicou em um livro o que ficou conhecida como as leis da robótica:
1. Um robô não pode ferir um ser humano ou, por inação, permitir que um ser humano sofra algum mal.
2. Um robô deve obedecer às ordens dadas por seres humanos, exceto quando essas ordens entrarem em conflito com a Primeira Lei.
3. Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a Primeira ou a Segunda Lei.
Mais tarde, ele introduziu uma quarta ou lei zero que se destacou das outras:
0. Um robô não pode prejudicar a humanidade ou, por inação, permitir que a humanidade sofra algum mal.

Nos últimos anos, especialistas em robótica têm feito rápidos avanços nas tecnologias que estão trazendo para a realidade os tipos de robôs avançados que Asimov previu. E isso levanta uma questão interessante: precisamos de um conjunto de leis semelhantes as de Asimov para governar o comportamento de robôs com eles se tornando cada vez mais avançados?

#2

Lições de inovação do New York Times
Um relatório de inovação, encomendado por Jill Abramson, editor executivo do New York Times, vazou recentemente e mostrou as recomendações e passos que a organização precisa seguir para sobreviver digitalmente. Aqui um resumo:

- Esqueça a homepage: “Apenas um terça dos nossos leitores a visitam. E aqueles que visitam gastam menos tempo: page views e minutos gastos por leitor caíram uma porcentagem de 2 dígitos no último ano.”

- Re-embalar e redirecionar o conteúdo antigo: “Podemos ser tanto um boletim diário quanto uma biblioteca – oferecendo notícias todos os dias, assim como o contexto, a relevância e as obras atemporais de jornalismo … afundamentos cerca de 15 anos atrás tentando descobrir como criar um banco de dados útil de receitas.”

- Diversificar o conteúdo em outras oportunidades comerciais: “Não há razão para o espaço preenchido pelas TED Talks, com ingressos que custam 7500 dólares, não ser preenchido pelo Times. Uma das nossas maiores preocupações é que alguém como The Times comece um programa de conferências real ‘, disse um executivo do TED.”

- Arranje tempo: Dar aos times de desenvolvimento espaço fora da rotina diária para realmente inovar e pensar sobre o futuro – “Isso ajuda a explicar por que um grupo fora do fluxo diário de redação – o NYT Now – para essencialmente repensar nossa apresentação mobile

- Desista do passado: “Isso significa questionar agressivamente muitas das nossas tradições da época impressa e suas demandas em nosso tempo, e determinar o que pode ser abandonado para liberar recursos para o trabalho digital … Por exemplo, a grande maioria do nosso conteúdo ainda é publicado no final da noite, mas nosso tráfego digital é mais movimentado no início da manhã.”

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Os perigos do conhecimento em toda parte, Tumblr versus Facebook e os devices que sabem o que sentimos

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Monday, 12.05.14

#1

Os perigos do conhecimento em toda parte
Graças aos avanços na tecnologia, em breve poderemos reexaminar uma questão levantada há quatro séculos: há coisas que devemos tentar não saber? Isso porque a coleta de dados está aumentando, em escala e tipo, a uma taxa fenomenal.

A IBM estima que 2,5 quintilhões de bytes de dados são criados a cada dia. Esse é um número tanto inimaginável e quanto um pouco inútil para a compreensão real. Não é apenas a enorme escala da informação, afinal, são os novos tipos de dados (fotografias ocasionais armazenadas na nuvem, por exemplo, ou nas solicitações ao Google para instruções de direção) que os governos, empresas e indivíduos tem acesso para todos os tipos de finalidades.

Há tanto para conhecer, e o negócio de conhecer novos padrões pode ser feito por tantas pessoas, de tantos lados diferentes. Isso muda as coisas. Para alguns críticos, estamos entrando em uma era em que indivíduos podem ser tão poderosos quanto instituições. Aquele celular dá ao Big Brother uma porção de dados, mas também acesso aos seus próprios algoritmos de busca padrão, e pode publicar essas conclusões para o mundo. “Não é uma via de mão única, existem novas formas de reagir contra as estruturas de poder também”

#2

Tumblr declara guerra contra a crise de identidade da Internet
Para o fundador do Tumblr, David Karp, as páginas brancas e austeras do Facebook são restritivas demais. O que sempre o atraiu a internet era a ideia de que era um espaço onde você podia criar uma expressão de si mesmo – uma identidade da qual você realmente tinha orgulho. Karp viu sites como o LiveJournal, Blogger, e GeoCities desaparecendo a cada dia. Redes sociais onde cada nome de usuário era impresso na mesma fonte, foram vencendo.

O Tumblr sempre foi mais do que o conteúdo enchendo o seu blog – era sobre a criação do seu próprio quarto digital, enfeitado com cartazes de todas as suas coisas favoritas. Ele se tornou famoso por fazer blogs na web personalizável, e agora está finalmente se aproximando do mundo que se tornou mobile. O Tumblr está lançando seu novo aplicativo móvel para iOS e Android, com uma variedade de novas ferramentas de edição para personalizar seu blog no seu smartphone pela primeira vez.

As novas ferramentas estão longe de ser revolucionárias, mas em um mundo preenchido com redes sociais que forçam os usuários a se adaptarem as suas caixinhas brancas, elas nos fazem lembram de uma época mais charmosa e bagunçada em que era fácil se expressar online usando o modo que você escolheu. As interfaces podiam não fazer sentido, mas eram mais pessoais. Esses dias, tendemos a assumir que quanto mais clean e minimalista o design, melhor, mas Karp espera convencer do contrário. E para ele, não somos apenas a soma dos amigos que fizemos, e das fotos que tiramos. Nós somos a moldura que escolhemos para colocá-los dentro.

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Onívoros digitais, a divisão do Foursquare e a ciência por trás do newsfeed

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Monday, 05.05.14

#1

Onívoros digitais
O novo relatório da Deloitte traz o apelido que rotula os usuários multi-plataforma de “onívoros digitais.” A Deloitte usa esse termo, desde a sua última pesquisa “Digital Democracy” do ano passado, e descreve os consumidores que possuem e usam o trio de tablet, smartphone e PC para trabalhar, entreter-se, fazer compras e se socializar.

Segundo o último relatório, o número de onívoros digitais está crescendo rapidamente. Mais de um terço dos consumidores americanos (37%) estão dentro desse grupo. Um crescimento de 42% comparado com o ano passado.

“Junto com o aumento do multitasking e ao fato de que a viabilidade dos serviços de 2a tela ainda não foi provada, os consumidores estão impulsionando uma mudança fundamental em práticas da indústria. Mesmo com tanta fragmentação no mercado, há uma enorme oportunidade para capitalizar sobre esses comportamentos e criar ofertas que envolvam os consumidores de maneiras novas e significativas.”

#2

Por dentro da ciência que produz os assustadoramente inteligentes feeds do Facebook e do Twitter
Em artigo para a revista Wired, o jornalista Steven Levy explica a inteligência por trás do que chamada de “a arte do design de feeds”, o fluxo de conteúdo do Twitter e Facebook.

No Twitter, além do feed principal na home, três recursos funcionam como fluxos paralelos: Descobrir (onde tweets aleatórios são sugeridos), Atividade (destaque para os tweets de seus contatos), além do campo de buscas (que tem uma ordem própria de prioridades).

No Facebook, o fluxo de conteúdo é como a televisão: “um fluxo atraente que satisfaz, e que não faz exigências sobre você”, e ao contrário da TV, a programação de cada um é única. Novas técnicas de programação são testadas constantemente, tanto métricas quantitativas quanto sistemas qualitativos são levados em considerações para a organização das atividades no feed.

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A era da pós-internet, retorno de investimento sobre design e o volume de mensagens do Whatsapp

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Monday, 28.04.14

#1

A era da pós-Internet
Um dia, a Internet foi o paradigma de uma comunicação descentralizada, anônima, baseada nos cidadãos e segura. Agora, as redes mesh estão sendo festejadas por terem esse papel.

As redes mesh são, trocas de comunicação independentes e pequenas que dependem de telefones (ou outros dispositivos) falando diretamente um com o outro, com a sua gama, por vezes amplificada por extensores. Estas redes de área hiper-local podem ter um link para a Internet externa, mas nem sempre elas precisam disso para alcançar seus objetivos centrais: comunicações locais, a despeito de catástrofe natural ou supressão política.

A tecnologia ainda está em desenvolvimento, com relatos de latência, amplitude, estabilidade e outras questões técnicas que impedem a sua utilidade. Mas, ironicamente, o governo americano se tornou um grande financiador dessas redes por causa de sua utilidade para os movimentos democráticos em outros países – mesmo como a adoção de redes mesh nos EUA está sendo impulsionada em parte pelo desejo de evitar espiões de outra parte do governo dos EUA, a Agência de Segurança Nacional (NSA).

(Dica da @Paula Macedo. Tks!)

#2

Quem tem medo do Google?
Muitos têm, mas poucos admitem. E quem fez isso recentemente foi Mathias Döpfner, chefe da maior editora da Alemanha, a Axel Springer. que afirmou que o gigante da Internet criou um modelo de negócio que nos círculos menos honrosos seria chamado de extorsão.

A discussão sobre o poder do Google não tem nada a ver com a teoria da conspiração propagada por pessoas atoladas no passado. A própria Springer tem mais de 62% da sua fatia de lucros vindo dos negócios digitais. Mas ele comparou as relações da Springer de David contra o Golias do Google, que ele passou a acusar de ter ilusões de dominar o mundo. O Google controla tantos dados, tornando-se o equivalente global do que a Deutsche Post já foi para o correio ou Deutsche Telekom para fazer chamadas de telefone na Alemanha, e é por isso que é tão importante que o gigante americano seja transparente e justo

“Sempre acreditei que o Google tinha aprendido com as experiências de IBM, Microsoft e acima de tudo Rockefeller. Eu pensei que eles iriam se controlar e não querem tudo em todos os campos, a fim de evitar certos debates sobre concentração e de afastar o perigo de ser quebrada. Talvez este debate ajude a alcançar uma certa auto-limitação. Todo mundo se beneficiaria com isso.”

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A web da atenção, os mitos dos millennials e o risco por trás do Netflix

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Monday, 14.04.14

#1

O que eu aprendi assistindo 150 horas de TED talks
Carmine Gallo assistiu o equivalente a 150 horas das apresentações de maior sucesso do TED e compartilhou o que aprendeu no livro Talk Like TED: The 9 Public Speaking Secrets of the World’s Top Minds. Nesse artigo da Harvard Business School, ele faz alguns destaques:

Emoção: histórias que provocam emoção são as que melhor informam, inspiram e movem as pessoas à ação. A maioria das conversas no trabalho todos os dias é pesada em dados e escassa em histórias, ainda assim, você precisa do último para reforçar seu argumento. Então comece a incorporar mais anedotas – a partir de sua própria experiência ou aqueles sobre as outras pessoas, histórias e marcas (sucessos e fracassos) – em suas concorrências e apresentações.

Seja original: todos nós gostamos de ouvir algo novo. Uma diretriz que o TED dá a seus apresentadores é fornecer informações que sejam únicas, surpreendentes, inesperadas ou originais.

Enfatize o visual: pesquisas mostram que a maioria de nós aprende mais quando a informação é apresentada em imagens e texto, ao invés de apenas texto. Quando as ideias são entregues verbalmente, sem imagens, o ouvinte retém cerca de 10% do conteúdo. Adicione uma imagem e retenção sobe para 65%.

#2

O que você acha que sabe sobre a Web está errado
Pancada da Times:
“Se você é um leitor médio, eu tenho a sua atenção por 15 segundos, então aqui vai: estamos tirando muitas conclusões erradas sobre a web nos dias de hoje. Nós confundimos o que as pessoas clicam pelo que elas leem. Confundimos compartilhamento com leitura. Corremos em direção a novas tendências como publicidade nativa sem consertar o que estava errado com as coisas antigas e cometemos os mesmos erros novamente.
(…)
Aqui é onde nós começamos a fazer errado: em 1994, um comerciante de mala direta chamado Ken McCarthy surgiu com o clicktrough como a medida de desempenho do anúncio na web. A partir desse momento, o clique se tornou a ação que define a publicidade na web. O domínio natural do clique construiu grandes empresas como Google e prometeu um mundo totalmente novo para a publicidade, onde os anúncios podiam ser diretamente ligados à ação do consumidor.

No entanto, o clique teve alguns efeitos colaterais ruins. Ele inundou a web com o spam, linkbait, design doloroso e truques em que os usuários eram tratados como ratos de laboratório. Onde TV pediu sua atenção, a web não se importava, desde que você clicasse, clicasse, clicasse.
(…)
Estimulado pelas novas tecnologias e queda das taxas de clickthrough, o que acontece entre os cliques está se tornando cada vez mais importante e o mundo da mídia está lutando para se adaptar. Sites como o New York Times estão se redesenhando de forma que a colocar menos ênfase no todo-poderoso clique. Novas empresas iniciantes como Medium e Upworthy estão evitando pageviews e cliques em favor do desenvolvimento de suas próprias métricas com foco em atenção. Publicidade Nativa, a publicidade projetado para manter sua atenção em vez de simplesmente ter uma ideia, está crescendo num ritmo incrível.

Eles não querem mais apenas o seus cliques, mas também seu tempo e atenção. Bem-vindo à Web da Atenção.”

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A internet está matando idiomas, cidades hackeadas, e o abandono dos wearable devices

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Monday, 07.04.14

#1

A Internet está matando a maioria das línguas
Estamos em plena era de extinção de línguas, e a culpa é toda da Internet. De acordo com um artigo que acaba de ser publicado na revista PLoS One, menos de 5% das 7.000 línguas faladas hoje vai para o reino digital. É verdade que os idiomas morrem desde que são falados, mas o projeto de Línguas Ameaçadas reporta que “o ritmo em que as línguas estão desaparecendo hoje não tem precedentes e é alarmante.”

“Uma língua desaparece quando seus falantes desaparecem ou quando eles mudam para uma nova língua, frequentemente uma língua usada por um grupo mais poderoso. Línguas são ameaçadas por forças externas, como militar, a subjugação econômica, religiosa, cultural ou educacional, ou por forças internas, como atitude negativa de uma comunidade para com a sua própria língua “. Ambas as forças são exacerbadas pela internet.

#2

Hackeando cidades
“Design, se é para ser ecologicamente responsável e socialmente responsivo, deve ser revolucionário e radical no sentido mais verdadeiro. Deve dedicar-se (…) à máxima diversidade com estoque mínimo (…) ou fazer o máximo com o mínimo. ” É o que acredita Victor Papanek, um dos designes por trás do projeto Rotten Apple, que procura manter o ambientalismo de ficar estagnado nas cidades, incentivando a criatividade com eficiência.

São mais de 23 hacks urbanos que de maneira inteligente e simples alternam o seu entorno, trazendo pequenas mudanças em lugares banais da cidade, que permitem utiliza-los de mais de uma maneira. Um exemplo é a central elétrica que esconde uma tomada interna que pode ser usada para carregar o seu celular na rua, e um tabuleiro de xadrez pode ser fixado a um hidrante para sediar uma agradável partida de xadrez enquanto não estiver em uso.

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Por que nosso cérebro compartilha, HTML é sexualmente transmissível, e a volta da leitura dinâmica

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Monday, 31.03.14

#1

Como o nosso cérebro decide qual conteúdo é compartilhável
Usando a famosa roda das emoções de Robert Plutchik, esse artigo busca demonstrar como as emoções se formam no cérebro e como elas podem nos motivar a ações surpreendentes.

Felicidade nos faz querer compartilhar: além de nos fazer felizes, a alegria também pode ser um motor de ação. A alegria aumenta quando é compartilhada.

Tristeza nos ajuda a conectar e criar empatia: participantes de um estudo, quando estimulados com uma história triste de um menino com câncer, produziram cortisol, conhecido como o hormônio do stress, e oxitocina, um hormônio que promove a conexão e empatia. Mais tarde, aqueles que produziram o maior número de oxitocina foram os mais propensos a doar dinheiro para os outros.

Medo / surpresa nos faz desesperados por algo a se apegar: quando estamos com medo, temos que compartilhar a experiência com outros – e se ninguém está por perto, até mesmo uma marca não-humana funciona.

Raiva / repulsa nos deixa mais teimosos: a negatividade tem um efeito real e duradouro – e é evidente na forma como o conteúdo é compartilhado, também. A pesquisa mencionada no artigo mostra como algumas emoções negativas estão associadas positivamente com a viralidade – mais especificamente, a raiva.

É importante entender o apelo emocional e as principais razões por trás da descoberta e criação do conteúdo. Na linguagem da web visual, quando compartilhamos um vídeo ou uma imagem, não estamos apenas compartilhando o objeto, mas a resposta emocional que ele cria.

#2

HTML, uma DST
Tecnologia tem um léxico próprio, necessário para se comunicar com as pessoas. Mas o quanto as pessoas realmente entendem de tecnologia? O site de cupons Vouchercloud pesquisou 2,392 americanos com mais de 18 anos para saber o quanto eles conheciam da terminologia básica de tecnologia:

- 11% achavam que HTML era uma doença sexualmente transmissível, não o código usado para desenvolver sites;
- 77% não sabia o que SEO (search engine optimization) significava;
- Blu-ray era um animal marinho para 18% dos entrevistados;
- 15% achava que software era um vestuário confortável.

Um pequeno aprendizado desse estudo: se você fizer um produto com alguma tecnologia diferente, por favor, pare de falar em siglas e jargões. Se não, você vai descobrir que alguém comprou seu software pensando que irá aquecê-lo no inverno.

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