Estatísticas (e péssimos exemplos) de uso de QR Codes

Exemplo de QR Code

QR Codes – ou Quick Response Codes – são códigos bidimensionais que armazenam muito mais informação do que os códigos de barra tradicionais. Centenas de vezes mais informação.

Normalmente são usados para codificar URLs de forma que o usuário não precise digitá-las em seu aparelho celular na hora de saber mais informações sobre determinado produto, local ou anúncio publicitário. Ao invés de digitar a URL, basta o usuário tirar uma foto de um QR Code e o celular automaticamente o direciona para uma página web que contém informações complementares sobre aquilo em que ele está interessado.

Na teoria, funciona que é uma beleza. O problema é que para que o QR Code seja decodificado (lido), é preciso utilizar um aplicativo especial: o QR Code Reader.

Que não vem instalado em quase nenhum aparelho celular.

Bom, a não ser no Japão.

Tem gente que é cética; tem gente que está bastante engajada em fazer a tecnologia se popularizar. Mas nada melhor que recorrer a estatísticas para saber se os códigos bidimensionais têm sido usados apenas por geeks ou também por pessoas normais.

Os dados abaixo foram extraídos do blog de LukeW e retratam QR Code nos Estados Unidos:

  • 14 million mobile users in the United States (6.2% of the total mobile audience) scanned a QR or bar code on their mobile device – June 2011.
  • 60.5% of code scanners were male and 53.4% were 18-34 years old.
  • 49.4% scanned QR codes in a printed magazine or newspaper 35.3% scanned product packaging, 27.4% scanned a code from a website on a PC and 23.5% scanned codes from a poster/flyer/kiosk.
  • 58% scanned codes at home, 39.4% in a retail store, 24.5% in a grocery store, 20% at work 12.6% on public transit.
  • QR barcode scanning grew 1200% from July to December 2010.
  • 62% of QR code scanners have scanned more than 1 barcode (in the last 6 months of 2010).
  • Over 50% of scanners have scanned between 2-5 barcodes, making up the bulk of the users.
  • Only 2% of users have scanned more than 5 unique QR codes / month (i.e. 30+ scans) on average.
  • The top reasons to scan barcodes are: price comparisons (81%), product reviews (63%), and to receive special offers (63%).

A porcentagem de usuários é relativamente baixa (apenas 6,2% nos Estados Unidos, imagine no Brasil), mas alguns dos números podem até serem considerados promissores pelos mais otimistas.

Quando a campanha é voltada para um público geek, talvez o uso de QR Codes faça mais sentido – já que é mais provável que esse pessoal tenha um QR Code Reader instalado em seu smartphone. Agora, se a tecnologia irá se popularizar ou não, isso só o tempo dirá.

WTF QR Codes?!?

Mas como não é todo mundo que tem essa noção na hora de decidir se o QR Code faz sentido para uma campanha ou não…

WTF QR Code

Apresento-lhes o mais novo tumblr dos mais novos tumblrs: o WTF QR Code.

O blog coleta exemplos #fail de QR Codes aplicados nos mais diversos canais: mídia exterior, perfis do twitter, impressos e embalagens de produtos.

Abaixo meus favoritos.

WTF QR Code

Todo mundo sabe que é muito mais fácil escanear um QR Code do que clicar em um link.

WTF QR Code

"Estatísticas desse QR Code: 15 scans, 47 mortes."

WTF QR Code

"Afinal, já que apenas 5% das pessoas sabem o que fazer com um QR Code, vamos ter certeza que ele esteja bem escondido."

WTF QR Code

Contraste, quem precisa dele?

Bônus: testando QR codes em uma ação de guerrilha.

Como as pessoas usam o iPhone pela primeira vez

Para a gente lembrar que nem as mais famosas interfaces são totalmente “à prova de usuários”. Quando se testa uma interface com pessoas que não estão habituadas a usá-la, o resultado sempre traz algo de inesperado ou algo que deixamos de perceber no dia-a-dia.

Teste de usabilidade no iPhone

Teste de usabilidade no iPhone

Veja alguns resultados interessantes na apresentação abaixo:

No final o autor ainda lista 8 regras de ouro para desenhar interações no dispositivo:

  1. Take advantage of learned behaviors
  2. Avoid interaction inconsistencies
  3. Provide clear conceptual link across widgets
  4. Put space between action widgets
  5. Plan for accidental overswiping
  6. Don’t rely exclusively on multi-touch
  7. Provide visual feedback for taps
  8. Provide interaction affordances

Totoya Creatures

Totoya Creatures

Seria uma coleção de bonecos de pelúcia como qualquer outra, a não ser pelo compartimento para iPhone e iPad que os bonecos possuem.

Você baixa o aplicativo, coloca seu iPad dentro do corpo do boneco (ele é bem macio e deixa o gadget 100% seguro) e entrega para a criança brincar. O boneco então emite sons e toca músicas dependendo de como a criança interage com ele. E ainda dá para customizar o rosto do bicho.

Dá uma olhada:

Design de Interação de brinquedos. Taí um nicho divertido para se trabalhar :)

TV customizada, social e controlada pelo celular

Essa dica veio do @tfranco: um aplicativo de celular onde você informa os gêneros de programas de TV que mais gosta e, a partir daí, ele te sugere uma programação customizada para assistir. Além disso, conta com funções sociais para compartilhar com os seus amigos o que você está assistindo.

Gosto da entonação apocalíptica do locutor.

O que é phone stacking?

Phone Stacking

Sabe aquele seu amigo que fica checando o telefone a cada dois minutos quando vocês estão em um restaurante ou um bar? Acho que todo mundo que lê este blog já passou por isso alguma vez.

A pessoa que está falando fica um pouco desconcertada: não sabe se deve continuar falando ou se deve esperar a outra terminar de checar o telefone. E na maioria das vezes a pessoa que é viciada em checar o aparelho nem percebe que está sendo deselegante.

Pois tem uma nova moda nos EUA que foi pensada justamente para resolver esse problema: o phone stacking.

Phone Stacking

É uma espécie de jogo / etiqueta digital / acordo de cavalheiros entre todos que estão sentados na mesma mesa, que funciona da seguinte forma:

  1. No início da refeição, todos colocam o telefone com a tela virada para baixo no centro da mesa – um telefone em cima do outro.
  2. Os push notifications, mensagens e alertas continuarão bipando normalmente ali na pilha de telefones.
  3. O primeiro que não resistir e pegar o telefone para conferir, perde o jogo e paga a conta.

Se ninguém sucumbir à tentação, todos são considerados vencedores, se abraçam e dividem a conta normalmente.

Na verdade o phone stacking começou como uma brincadeira em alguns tumblrs, e agora está se popularizando e ganhando adeptos em vários lugares do mundo. Chega a ser até um pouco triste se pensarmos que as pessoas precisam criar mecanismos desse tipo para distinguirem o que é sensato do que não é.

Mas a história começa a ficar um pouco mais interessante se olharmos para o phone stacking como um sintoma, uma autodefesa das pessoas para mostrarem quem é que manda na tecnologia.

Na hora me vieram na cabeça dois outros posts que tratam mais ou menos do mesmo assunto: “o prazer de receber uma notificação” e “a geração do Sozinhos Juntos“.

Boa sorte no próximo almoço.

O que é Responsive Web Design?

Responsive Web Design

Com o crescimento da variedade de dispositivos onde os websites são visualizados (laptops, tablets, netbooks, celulares, desktops com tela pequena, iMacs com telas gigantescas, segundo monitor etc.), seria enlouquecedor desenhar múltiplas versões de um mesmo site que suprissem cada uma dessas variações de tamanho de tela e cada uma das resoluções de tela disponíveis no mercado.

O Responsive Web Design é uma das soluções técnicas para esse problema: programar um site de forma que os elementos que o compõem se adaptem automaticamente à largura de tela do dispositivo no qual ele está sendo visualizado.

Um design responsivo inclui:

  • Adaptar o layout da página de acordo com a resolução em que está sendo visualizada.
  • Redimensionar as imagens automaticamente para que caibam na tela e para que não sobrecarreguem a transferência de dados em um celular, por exemplo.
  • Simplificar elementos da tela para dispositivos móveis, onde o usuário normalmente tem menos tempo e menos atenção durante a navegação.
  • Ocultar elementos desnecessários nos dispositivos menores.
  • Adaptar tamanho de botões e links para interfaces touch onde o ponteiro do mouse é substituído pelo dedo do usuário.
  • Utilizar de forma inteligente recursos mobile como geolocalização e mudança na orientação do aparelho (horizontal ou vertical).

Uma variação do “Responsive Web Design” é o “Adaptive Web Design”, uma versão um pouco simplificada da primeira. A diferença, no segundo caso, é que o layout se adapta para três ou quatro larguras de tela específicas – e não pixel a pixel, como no primeiro caso.

Esses dias dei de cara com essa apresentação que resume de forma muito simples o que é Responsive Web Design:

(Se você estiver lendo este post por RSS e a apresentação acima não abrir, veja-a no blog)

É claro que essa é a explicação resumida de como o Responsive Design funciona – existem muitos outros “poréns” envolvidos. Na dúvida, consulte o desenvolvedor mais próximo :)

Leia também:

E o SMS continua crescendo

Mais especificamente: cresceu 338% de 2007 a 2011.

Além de estatísticas assustadoras, o infográfico abaixo mostra um pouco da realidade de países como Uganda, Nigéria e Afeganistão em relação ao uso de SMS – locais onde o serviço chega a ter maior penetração do que contas bancárias ou luz elétrica.

Um bom choque de realidade vindo de lugares para os quais a gente nem sempre olha.

Infográfico: Planeta SMS

Falta tempo ou passatempo?

Killing time

How can people simultaneously want to kill time and get angry when their time is wasted? A conundrum to be teased apart. The solution to the puzzle lies in recognizing that even relaxation is purposeful behavior: according to information foraging theory, users seek to maximize their cost/benefit ratio. That is, people want more thrills and less interaction overhead.”

Alertbox sobre Mobile Writing