Multi-touch, real time, atendimento remoto e suecos

Minority Report é aqui

A companhia telefônica sueca “3 Sweden” criou uma interface audiovisual de atendimento ao consumidor, complementada por informações gerenciadas remotamente pelo atendente em uma tela multi-touch, em tempo real.

Parece complicado? Assista ao vídeo abaixo para entender como funciona.

(Se estiver lendo este post por RSS e o vídeo acima não abrir, assista-o no blog)

Duas ou três coisas sobre o iPad

Porque vídeos de crianças usando iPhones e iPads já estão fora de moda, não é mesmo?

Logo que o iPad foi lançado vi gente falando que era apenas um iPhone em fullscreen. Até cheguei a acreditar nisso, no início. Mas poxa vida, não dá para avaliar o valor de um livro se suas páginas ainda estão em branco. Somente depois do surgimento dos primeiros aplicativos é que o iPad começou a tomar forma e eu realizei que o hardware não significa nada sem o uso que as pessoas fazem dele. Abaixo dois belos exemplos – e no entanto bem simples – de coisas que não teriam a mesma graça no iPhone.

1.

2.

Ponto e vírgula;

Arquitetura de informação ao vivo

Esses são 2 minutos dos 813 que durou a prova do líder do BBB10, realizada em meados de março. Foram mais de 7 milhões de votos, uma estrutura de servidores digna do livro dos récordes e muita gente morrendo de sono nos bastidores – tentando aguentar o pique dos participantes do reality show.

3:15 a.m. Equipe da AgênciaClick de plantão na agência

A prova, que teve a maior audiência da história de provas do líder do programa, reuniu dois ingredientes importantes para tanto engajamento do público: toneladas de interatividade com uma pitada de sadismo.

Mas passados a euforia e o sono, uma coisa chamou bastante atenção quando parei para pensar sobre a arquitetura de informação da prova. Ela segue por trilhas bastante diferentes da Arquitetura de Informação clássica, aparecendo desconstruída em sua forma e em seu processo. Suas preocupações são muito diferentes da AI à qual estamos habituados, e por isso resolvi compartilhar por aqui.

Listei abaixo algumas das excentricidades da AI desse projeto:

  • Seis interfaces diferentes
    Site do grupo Azul, site do grupo Laranja, interfaces que ficavam dentro das caixas, uma interface de monitoramento dos votos e uma interface administrativa. A prova que parece simples – ouvimos gente dizendo que era “só uma enquete” – acabou se desdobrando em seis sistemas diferentes que precisavam estar impecavelmente sincronizados entre si.

  • Um site em pop-up
    O espaço de interface que tínhamos era bem limitado. Isso porque o usuário precisava votar na enquete e assistir ao vídeo da prova ao mesmo tempo, em sites diferentes. A solução foi criar um site-pop-up, que abrisse ao lado do streaming de vídeo. Assim o usuário podia votar na próxima surpresinha ao mesmo tempo em que via os Brothers sofrerem as consequências dos votos – e esse “what you vote is what you get” acabou aumentando ainda mais a quantidade de interações.

  • Outras resoluções
    Esqueça o 1024x 768, ou qualquer outro número que você tenha aprendido até hoje. Cada uma das 6 interfaces rodou em uma resolução diferente: pop-up, netbook, TV widescreen e até a resolução da mesa de edição da Rede Globo. Em poucos dias aprendemos tudo sobre PAL-M e NTSC – ou muito mais do que ambiciona qualquer um que trabalhe com web.

  • Contraste resistente a fumaça
    Esqueça as preocupações de contraste que normalmente temos com os monitores de tubo e os de LCD. Isso é fichinha. O contraste da interface da prova precisava ser nítido o suficiente para resistir à fumaça fria que perambulava dentro das caixas, aos pingos de chuva que passavam em frente à câmera e às mudanças de luminosidade do local. E confesso: dependendo do ângulo e da câmera, algumas cenas não ficavam tão nítidas assim.

  • A arquitetura dos cubos
    A arte que estampava a parede dos cubos também precisou ser pensada. Era preciso garantir que, independente de qual câmera estivesse filmando e de quantas pessoas aparecessem na cena, a cor da parede sempre identificasse qual era o grupo que estava sendo filmado: Azul ou Laranja. Arquitetura tridimensional, pra valer; planta alta.

  • Uma interface admin à prova de nervosismo
    Além da prova acontecer ao vivo, ela ainda foi anunciada em horário nobre pelo próprio apresentador do programa. Uma falha, um clique errado, ou um nervosismo a mais por parte de quem estava controlando o sistema seriam naturais. Por isso, a interface de administração precisava ter um layout sóbrio, botões auto-explicativos e ainda ocultar qualquer ação que não pudesse ser acionada nem por engano.


  • Servidores, tremei
    Assim que o Bial anunciou a prova, imediatamente milhares de pessoas começaram a votar pelo site. Foram mais de 600 pessoas clicando no mesmo botão a cada segundo. A estrutura de servidores precisava estar preparada para receber e contabilizar todas essas interações, e depois enviar os dados para as outras interfaces, sem falhas. Os servidores aguentaram tudo com  louvor, mas muitas telas de erro precisaram ser desenhadas e guardadas na manga para uma eventualidade.

Essa foi a última de uma série de provas do BBB10 desenvolvidas aqui na agência. Foi uma experiência e tanto. Conhecer a estrutura da Rede Globo, trabalhar nos bastidores do Projac, desenhar e testar cada detalhe, projetar para milhões de usuários e enfrentar desafios para os quais as respostas não estejam catalogadas em patterns e libraries. E o melhor: experimentar a interação em tempo real na televisão, como dito no início do vídeo.

Como li em um blog esses dias: já estão decretando o fim do wireframe.

Provador interativo

Passando rapidamente para postar um vídeo que vi esses dias: uma projeção da Cisco System sobre o futuro da compra de roupas feita através de espelhos interativos.

Clique para ver o vídeo

Navegação gestual, simplificada e intuitiva (e mais uma porção desses adjetivos que vemos aos montes em listas de AI).

Pelo que o YouTube nos mostra, o que não falta é iniciativa brasileira em produzir algo similar.

AgênciaClick e o Open Source Branding

Começa segunda-feira (19 de janeiro) a segunda edição brasileira do Campus Party - um dos maiores encontros de tecnologia e conteúdo digital do mundo.  Realizado há mais de 12 anos na Espanha, o evento chegou ao Brasil no ano passado e surpreendeu pela receptividade e pelo número de participantes. Este ano a expectativa é ainda maior. São mais de quatro mil “campuseiros” acampados no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, participando de uma programação que inclui palestras, oficinas, exposições – e uma conexão Wi-Fi de alta velocidade 24 horas por dia.

Este ano a AgênciaClick aproveita a oportunidade do evento para aplicar um novo conceito em comunicação interativa: o Open Source Branding. A agência acredita que a comunicação de uma marca não deve ficar concentrada nas mãos de poucos representantes, mas sim das pessoas que recebem e interagem com a mensagem.

A onipresença de blogs, comunidades digitais, microblogs, comunicadores instantâneos e tecnologias móveis criou um habitat para a inteligência coletiva, onde imagens, ideias e palavras são continuamente assimiladas, reelaboradas e desenvolvidas pelas pessoas com quem interagem.

Interessante. Há pouco tempo as marcas zelavam fervorosamente pela integridade de sua imagem e tinham receio até de publicar seus logotipos no brandsoftheworld.com. Hoje já existem empresas fazendo campanha para estimular releituras, mashups e afins.

Open Source Branding na prática
Uma das novidades do Campus Party 2009 é o CP Labs, uma área dedicada a empreendedorismo e inovação, onde os próprios participantes do evento apresentam seus projetos e são premiados por isso. A AgênciaClick, em parceria com dois de seus clientes – Credicard Citi e Ale Combustíveis – propõe um experimento de criação coletiva: o laboratório de Open Source Branding. Ali, os campuseiros poderão responder a desafios criativos que envolvem produtos e serviços dessas duas marcas.

No site da AgênciaClick está disponível o Manifesto pelo Open Source Branding, na íntegra.

Nerds, mas com estilo

A Ale Nahra teve uma divertida idéia: registrar o estilo dos arquitetos presentes no Ebai. Tatuagens, cabelos coloridos, piercings, sobreposições e jogos de estampas mostraram que os arquitetos estão a milhas de distância do típico estilo nerd comumente associado à categoria.

Old fashion mesmo só o Túlio da Try, que apareceu em um secular traje de escoteiro. Mas afinal de contas, estamos sempre alertas para a usabilidade, não? rs