1 ano de Google Glass. E daí?

Google Glass

O futuro imaginado pelo cinema sempre nos traz algo diferente em relação à interação. Na maioria desses “exercícios de imaginar o futuro”, controlar os sistemas por voz é sempre visto como algo natural e livre de qualquer obstáculo.

Como muitos de vocês já leram por aí (ou por aqui), o Google Glass tem justamente essa proposta. A maioria das interações acontece por voz, e somente em alguns casos você precisa levar seu dedo indicador até a haste dos óculos para usar a interface sensível a toque.

O problema é que o futuro que chegou não agradou tanto quando achavam que iria agradar.

Um vídeo feito pelo The Verge mostra bem como funciona o sistema e dá algumas impressões dos usuários sobre qual a sensação de utilizar o brinquedinho. Mostra coisas como setups, interação com o celular e outros aspectos do produto. Um dos melhores vídeos que vi por aí.

Os funcionários do Business Insider também fizeram um vídeo onde eles relatam a experiência inicial em utilizar o treco. E em um de seus artigos eles dizem, com todas as letras: Nobody Likes Google Glass.

Google Glass 2

Como era de se esperar, começam a surgir as piadinhas (como essa aí acima) a respeito da loucura que é incorporar o Google Glass no dia-a-dia. Várias piadas. Sátira no Saturday Night Live e tudo. Tem até um tumblr bizarro sobre Homens brancos usando Google Glass - e talvez “bizarro” seja uma palavra bem apropriada nesse caso.

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O usuário está bêbado

Usuário Bêbado

A quantidade de coisas vergonhosas que são enviadas por usuários bêbados no chat do Facebook quer dizer uma coisa: que a interface do chat é tão boa, que até quem está bêbado consegue usar.

Essa é a proposta do Will Dayble no vídeo abaixo.

Desenhe sua interface para usuários que estão bêbados.

Sabe como você lida com um amigo que bebeu mais do que deveria na balada? Você pacientemente acompanha o seu amigo até a saída. Você fala: “agora pegue sua comanda”. “Agora pegue seu cartão e pague”. “Agora venha aqui pra fora”. “Agora entre no taxi”. E por aí vai.

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Crapcha: acabe com o dia dos seus usuários

Craptcha

Oi?

Crapcha” (crap + captcha) é um tipo diferente de captcha que mostra caracteres propositalmente indecifráveis para o usuário.

Um ótimo jeito de acabar com o dia da pessoa.

O mais legal é que ele grava as tentativas fracassadas de decifrar o código e exibe tudo em uma galeria pública, para deleite do seu espírito de porco:

Crapcha - Galeria

Leia também: E se os fluxos de compra online fossem usados em lojas físicas?

Um dia na vida de um UX Designer

Uma tirinha que mostra, hora por hora, um dos dias de trabalho de Matthew Magain do UX Mastery.

Se alguém quiser fazer uma tirinha do seu próprio “Day in the life”, já sabe: é só mandar que eu publico aqui :)

day-in-the-life-of-a-UX Designer

E aqui as anotações sobre cada quadro da tirinha:

  • 6.00am: Às vezes acordo cedo assim sozinho; com mais frequência do que eu gostaria eu sou acordado pela minha filha de 2 anos quando ela sobe na minha cama procurando um cafuné.
  • 7.00am: Eu sou mal-acostumado com um café de primeira qualidade em casa, graças a uma super máquina de café que minha esposa ganhou em um programa de TV alguns anos atrás.
  • 8.00am: Adoro combinar meu trajeto até o trabalho com exercício físico. No entanto, preciso confessar que esse desenho não é 100% preciso – normalmente eu uso um colete amarelo-brilhante enquanto pedalo. Você sabe, por segurança.
  • 9.00am: Eu acho as stand-up meetings excelentes, mas sei que nem toda empresa criou o hábito de fazê-las.
  • 10.00am: Eu nem sempre estou com essa cara sorridente e confiante nas reuniões com stakeholders. Depende do stakeholder e de quão sênior ele é.
  • 11.00am: Sério, o quão incrível é o Google Analytics? E de graça! Isso me surpreende com frequência.
  • 12.00pm: Escrevi um artigo introdutório sobre a criação de personas para o Festival de Design que pode ser útil.
  • 1.00pm: Um dos meus clientes está situado em frente a um lago, então sim, outro dia eu realmente comi meu sanduíche na grama, de frente para a água, olhando para barcos e sem os sapatos.
  • 2.00pm: Eu franzo a testa para me concentrar. Tenho certeza que você também o faz.
  • 3.00pm: Adoro storyboarding. Ser pago para desenhar quadrinhos é fantástico!
  • 4.00pm: Balsamiq Mockups é a minha atual ferramenta de wireframing, caso você esteja se perguntando.
  • 5.00pm: Às vezes eu uso uma empresa de pesquisa para recrutar candidatos para testes, mas em empresas grandes eu normalmente faço sozinho o trabalho de recrutamento de participantes.
  • 6.00pm: Ir e voltar de bicicleta é muito legal. Quando não chove.
  • 7.00pm: Minhas filhas normalmente não ficam tão comportadas assim na mesa de jantar.
  • 8.00pm: Minhas filhas normalmente são assim agitadas no banho. Já me conformei com isso.
  • 9.00pm: Sim, nossa TV é realmente grande. Sabe aquele programa de TV que eu mencionei? Então, minha esposa também ganhou um projetor de cinema lá. Minha esposa é incrível. Não pense que você consegue ganhar dela em trivia.
  • 10.00pm: Essa é a hora do dia em que eu trabalho em projetos pessoais.
  • 11.00pm: Ok, isso é um pouco mais cedo que o habitual. Eu fico acordado até tarde quando tem um bom livro pra ler.

Geradores de Lorem Ipsum para todos os gostos

Para quem não conhece, “Lorem Ipsum” ou “dummy text” é um texto utilizado para preencher o espaço de texto em publicações (jornais, revistas, e websites), com a finalidade de verificar o layout, tipografia e formatação antes de utilizar conteúdo real.

No nosso caso, é muito usado em wireframes e sketches para preencher algum bloco de texto em que o conteúdo final não tenha muita importância para aquilo que queremos demonstrar. O lorem ipsum simula com razoável fidelidade um texto real, por possuir palavras de diversos tamanhos e sinais de pontuação, permitindo testar também a forma como o texto flui nas caixas e campos de formatação.

Com o passar do tempo foram surgindo várias ferramentas online que geram esses blocos de textos automaticamente. Isso facilita bastante a vida dos Designers, que só precisam copiar e colar esse texto no wireframe/layout que está sendo criado.

Como não podia deixar de ser, também apareceram várias versões bem humoradas desses geradores de lorem ipsum, como você vê na lista abaixo.

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13 resoluções de UX para 2013

Promessas para o ano que acabou de começar. Ainda dá tempo.

  1. Ouvir mais os meus usuários. Se você costuma coletar feedback dos seus usuários anualmente, mude para trimestralmente. Se já faz trimestralmente, mude para mensalmente. Se já faz mensalmente, tente coletar feedback mais rico, mais completo, e sempre que possível complemente suas entrevistas com observação direta de como as pessoas usam o sistema.
  2. Receber feedback dos meus colegas de trabalho. Independente de você ser um UX Sênior ou o mais Júnior do time, receber feedback sobre o seu trabalho pode parecer intimidador, mas na verdade não precisa ser. Organize mais sessões de feedback e chegue até elas com a cabeça aberta – você ficará surpreso com os aprendizados.
  3. Tirar mais meus fones de ouvido. É importante focar na tarefa que você tem que realizar, mas também é importante saber o que mais está acontecendo no escritório em volta de você. Não perca a oportunidade de participar de conversas importantes só porque você está com o fone de ouvido, fazendo cara de ocupado e compenetrado.
  4. Sair mais do escritório. É difícil criar empatia com seus usuários sentado em sua mesa, dentro da empresa. Faça o esforço de sair mais do escritório, encontrar com pessoas em uma cafeteria, ver mais o mundo lá fora. Você voltará à sua mesa renovado.
  5. Encontrar um novo mentor (ou aprendiz). A maioria das resoluções de ano novo são sobre se tornar uma pessoa melhor, então encontrar um mentor que pode te ajudar a atingir o próximo nível pode ser muito válido em 2013. Não se preocupe em encontrar uma pessoa da mesma área que você – ela pode ser encontrada em outros negócios, em outras áreas e fora da sua empresa.
  6. Envolver-me mais na comunidade local de UX. A comunidade pode ser uma grande fonte de aprendizado e inspiração. Você encontrará pessoas que pensam mais ou menos como você, e pode fazer amizades incríveis no meio do caminho. Se você não tem uma comunidade local de UX na sua região, comece uma.
  7. Dar mais feedback. Como Designer, você sabe o quão bacana é receber feedback sobre seu produto ou serviço para deixá-lo melhor. Da mesma forma, você pode, como consumidor, fornecer feedback às empresas e serviços que você usa. Não se limite a dar feedback negativo (reclamações) – feedback positivo também é muito legal de ouvir.
  8. Participar de experiências não-digitais. Nós estamos sempre fazendo o download do mais recente app no nosso smartphone, mas há muito o que aprender com a forma como as experiências são desenhadas no mundo não-digital também. Ouça com atenção as experiências que os seus amigos contam, passe por elas você também e tente entender o que as faz serem tão interessantes (ou tão terríveis).
  9. Experimentar uma nova técnica de UX. Sempre quis fazer um diário de uso continuado? Que tal um workshop colaborativo de design? Escolha uma técnica que você sempre quis testar, entenda como ela funciona e ponha a mão na massa em 2013.
  10. Aprender uma nova ferramenta. Parece que todo mês alguma nova ferramenta de UX é lançada. Você ficará surpreso ao notar o quão renovador é começar a usar novas ferramentas e ao notar o quão rápido você consegue virar um expert nela. Aqui tem uma lista de novas ferramentas de UX para você testar.
  11. Pensar além da interface. É uma armadilha comum. A User Interface é a parte mais “sexy” da experiência do usuário e é onde grande parte dos stakeholders querem dar sua opinião. Mas se você tiver tempo para pensar em outros aspectos da experiência que não apenas a interface, os seus usuários agradecem.
  12. Participar mais de discussões estratégicas. Descubra quem são os pensadores estratégicos na sua empresa e convide-se para a discussão. É claro que você precisará se preparar antes e compartilhar o que sabe sobre as necessidades dos usuários, mas você será recompensado com a oportunidade de ajudar a decidir os caminhos que o produto irá tomar.
  13. Desenhar algo que eu tenha orgulho de ter desenhado. Não há nada pior do que olhar para os seus trabalhos recentes e perceber que não tem nada que você tenha orgulho de ter feito. Esse ano, reserve um tempo para documentar as pequenas e grandes vitórias que você conquistou no caminho. Você ficará supreso com a quantidade de coisas que você consegue alcançar no período de um ano.

via

Lições que os designers podem aprender com os criadores do Lego

Lego design rules

Lista bem bacana postada no lunatractor, baseada em uma conversa com um Designer de Produto da Lego na Dinamarca.

  • Desenhe apenas com bloquinhos brancos. Fazer algo legal usando apenas blocos brancos é bem difícil. O modelo fica uniforme, sem graça e não existem cores para dar destaque a uma coisa ou outra – a forma essencial precisa se sustentar sozinha. Depois que o design estiver funcionando, adicione cor para agregar valor ao que está sendo criado. Alguma semelhança com nosso bom e velho wireframe?
  • Sem blocos novos. É claro que todo designer quer poder contar com a possibilidade de criar novos formatos de blocos quando necessário. Mas o custo de criar esses novos blocos é muito alto. Cada novo bloco precisa ter seu investimento devidamente justificado, além, é claro, do usuário – que precisa aprender a utilizar a nova peça. Bem semelhante às nossas bibliotecas de padrões de interação.
  • Sempre crie opções diferentes para testar. Em um dos modelos criados pela empresa, o time resolveu testar duas opções diferentes: uma altamente caracterizada e levemente maior; e um menor, que usou parte do budget do projeto para adicionar um motor e algumas peças móveis a ele. Foi o público que escolheu a que funcionava melhor (e acabou optando pela segunda). Ao contrário do que os designers pensavam, o modelo de maior tamanho não ganhou.
  • Trabalhe em times. Aqui há uma grande semelhança entre a metodologia de design da Lego e os processos de desenvolvimento ágeis de software. Times multidisciplinares são essenciais para inovação, nos dois casos. Existe um espaço de trabalho público, compartilhado com todo o time, e estações de trabalho individuais. As tais bases de trabalho móveis e coletivas, baseadas nas atividades que precisam ser feitas e não na hierarquia, estão ganhando espaço na arquitetura dos ambientes de trabalho.
  • Marketing e Design sentam juntos, desde o início. A diversidade de perfis acrescenta bastante ao ambiente criativo, e muito tempo é economizado tendo as pessoas do Marketing dentro do time. Ainda existem muitas empresas onde os dois times sentam em andares ou prédios separados.
  • Teste com consumidores reais – as crianças. Existe uma diferença muito grande entre desenhar o que as pessoas gostam e desenhar o que você acha que as pessoas gostam. Em um teste dentro da empresa, os designers acharam que as crianças ficariam fascinadas pelo dragão que era capaz de mover as pernas para andar. “Por que eu vou querer um dragão que anda se esse outro aqui pode voaaaar”, disseram as crianças enquanto moviam o dragão pelo ar para lá e para cá.
  • Tenha orgulho de trabalhar com um budget limitado. Ter esse saldo para ser usado faz com que as pessoas sejam mais conscientes quanto à adição ou subtração de peças em um modelo, pensando duas vezes antes de aumentar o custo do projeto e o preço final para o consumidor. Desenhar modelos com limitação de custo é primordial dentro da Lego, e as pessoas investem bastante energia em criar soluções inovadoras que as crianças vão gostar, sem aumentar os custos.
  • Regras de design são criadas a partir de uma visão aprofundada do comportamento das crianças. Por exemplo, eles não adicionam em um mesmo modelo uma peça vermelha de 1×8 e uma peça vermelha de 1×6. Eles sabem que na hora da criança procurar a peça certa, dentre as duzentas peças que vêm na caixa, é muito provável que elas confundam uma com a outra e acabem errando a construção do modelo.
  • Desenhe com a mão esquerda, ou então vestindo uma luva de jardinagem. É assim que os designers da Lego emulam a habilidade motora de uma criança de 4 anos de idade na hora de manipular as pequenas peças. Nós UX Designers somos todos conectados e entendemos tudo de tecnologia e interfaces, mas será que nós sabemos o que é ser uma pessoa “normal”?
  • Divirta-se. Brincar é um papel fundamental dentro do processo de trabalho dos designers da empresa. “Nós não paramos de brincar porque nos tornamos velhos, nós nos tornamos velhos porque paramos de brincar.”

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