Nova identidade visual do canal More4

More4 - nova identidade visual

Esse post vai para quem aprecia bons trabalhos de redesign. Sou leigo no assunto, mas fiquei impressionado quando vi a nova identidade visual que o estúdio Man vs. Machine criou para o canal britânico More4. Muito bom gosto e muito cuidado na escolha de cores e formas.

The re-brand is centred round a bold, flexible logo that morphs through a series of flips, folds and reveals. The colour palette reflects the vibrant nature of interiors, food culture, fashion and other contemporary lifestyle programming.

Confira parte do resultado no vídeo abaixo:

More4 - nova identidade visual

O trabalho não ficou apenas no ambiente digital: o estúdio criou também uma instalação artística com o mesmo conceito da nova identidade visual. A instalação conta com mais de 400 “flippers” (os mesmos que aparecem no logo) e foi colocada em locais públicos para divulgar o projeto.

Vi algumas pessoas comentando em fóruns que a leitura do logo ficou “4 more”, e não “more 4″ – que é o nome do canal. Mas imagino que para quem já conhece o canal isso não deve ser um problema.

Via, dica do Rafael Bessa.

Um buscador dentro de uma caixa

Pessoas usando o Question Box

A gente já se acostumou a um mundo onde qualquer resposta para qualquer pergunta está sempre a um ou dois cliques de distância – ou até mesmo na tela do nosso celular. Mas às vezes a gente acaba esquecendo que esse padrão de vida “conectada” é possível apenas em  algumas cidades do mundo. E que não é em todo lugar do mundo que as pessoas sabem ler, escrever ou usar computadores.

Eis que em cidades remotas do Haiti, Índia, África do Sul, Serra Leão e outras regiões da África e Oriente Médio foram instaladas caixas chamadas de Question Box.

Question Box

Basta uma cobertura normal de celular para o Question Box funcionar: as pessoas apertam um botão e fazem sua pergunta, que é transmitida para um operador em um lugar remoto que tem acesso à internet e que fala tanto inglês quanto a língua da região.

A próxima geração desse tipo de equipamento contará também com painéis solares que o recarregarão automaticamente ao longo do dia. A ação é custeada pela Grameen Foundation e pela Bill and Melinda Gates Foundation.

Design is about risk

Some people say design is about solving problems. Obviously designers do solve problems, but then so do dentists. Design is about cultural invention. There are some people who want to reduce the domain of design to listable, knowable stuff, so it’s easy to talk about. Design is a glamorous, glittering world and this means they can engage without having to actually risk themselves on the outcome of their work. This is damaging. It turns design into something terrified of invention. Design is about risk.

Jack Schulze

Resoluções de ano novo para Designers

1. Choose better problems to solve
2. Stop stealing crap
3. Stop trying to save bad work
4. Stop being your own obstacle
5. Blame yourself first
6. Stay curious
7. Learn to make mistakes faster
8. Stop using your mom as an example of a stupid person
9. Learn to write better
10. Get comfortable arguing

via

E aí, você adicionaria algum item a essa lista?

Most Contagious e os rumos do Design de Interação

Most Contageous

A Most Contagious é uma publicação anual da Contagious Magazine que elege e agrupa as melhores iniciativas do ano em relação a Branding, Tecnologia e Cultura Popular. Uma das melhores curadorias do mercado publicitário, na minha opinião.

Interessante o que a presença de categorias como “projects not campaigns”, “social business” e “service design” diz sobre o caminho que as marcas estão seguindo.

É só ler um pouco sobre as campanhas selecionadas para perceber que existem alguns movimentos acontecendo simultaneamente nesse mercado:

  • Marcas querendo desenvolver mais produtos a longo prazo, e menos campanhas a curto prazo.
  • O grande diferencial dos produtos oferecidos pelas marcas sendo cada vez menos o produto físico em si, palpável, e cada vez mais o serviço que vem embutido nesse produto.
  • As “Redes Sociais” já invisíveis, obrigatórias, requisito mínimo de qualquer produto ou campanha online ou offline – e não um termo/budget/departamento à parte.
  • O Service Design ajudando fortemente na materialização dessas iniciativas, por ser uma das disciplinas que mais entende de criação de produtos digitais verdadeiramente relevantes.
  • As marcas tentando agir como transformadores da cultura popular, tentando promover conversas de bar, tentando resolver tensões culturais que existiam há anos ou tentando criar novas dessas tensões.
  • As marcas querendo ter a credibilidade natural das pessoas e as pessoas querendo ter a credibilidade formal das marcas.
  • A tecnologia como conexão inevitável de todos esses pontos.

Não dá pra olhar para todos esses movimentos e para todos os cases selecionados no Most Contagious e não ficar animado com a importância que o Design de Interação tem e continuará tendo nesse processo. Great times are coming :)

Link: Most Contagious 2011

O que é Responsive Web Design?

Responsive Web Design

Com o crescimento da variedade de dispositivos onde os websites são visualizados (laptops, tablets, netbooks, celulares, desktops com tela pequena, iMacs com telas gigantescas, segundo monitor etc.), seria enlouquecedor desenhar múltiplas versões de um mesmo site que suprissem cada uma dessas variações de tamanho de tela e cada uma das resoluções de tela disponíveis no mercado.

O Responsive Web Design é uma das soluções técnicas para esse problema: programar um site de forma que os elementos que o compõem se adaptem automaticamente à largura de tela do dispositivo no qual ele está sendo visualizado.

Um design responsivo inclui:

  • Adaptar o layout da página de acordo com a resolução em que está sendo visualizada.
  • Redimensionar as imagens automaticamente para que caibam na tela e para que não sobrecarreguem a transferência de dados em um celular, por exemplo.
  • Simplificar elementos da tela para dispositivos móveis, onde o usuário normalmente tem menos tempo e menos atenção durante a navegação.
  • Ocultar elementos desnecessários nos dispositivos menores.
  • Adaptar tamanho de botões e links para interfaces touch onde o ponteiro do mouse é substituído pelo dedo do usuário.
  • Utilizar de forma inteligente recursos mobile como geolocalização e mudança na orientação do aparelho (horizontal ou vertical).

Uma variação do “Responsive Web Design” é o “Adaptive Web Design”, uma versão um pouco simplificada da primeira. A diferença, no segundo caso, é que o layout se adapta para três ou quatro larguras de tela específicas – e não pixel a pixel, como no primeiro caso.

Esses dias dei de cara com essa apresentação que resume de forma muito simples o que é Responsive Web Design:

(Se você estiver lendo este post por RSS e a apresentação acima não abrir, veja-a no blog)

É claro que essa é a explicação resumida de como o Responsive Design funciona – existem muitos outros “poréns” envolvidos. Na dúvida, consulte o desenvolvedor mais próximo :)

Leia também:

Simplicidade é sempre a melhor solução?

Calma, o título do post é só uma pergunta.

Apesar de sempre buscarmos simplicidade em nosso dia-a-dia, nossas ações algumas vezes dizem o contrário. As pessoas às vezes preferem, sim, produtos mais complexos.

Pasquale

Pausa do professor Pasquale: complexo ≠ complicado.

Em algumas culturas e em alguns mercados, produtos mais complexos são mais atrativos do que produtos que parecem simples. Na Coréia do Sul, por exemplo, refrigeradores são desenhados para parecerem mais complexos do que os refrigeradores não-coreanos – mesmo que as especificações técnicas e o preço sejam muito parecidos. Isso porque, na cultura do país, complexidade significa sofisticação – que é muitas vezes associada a prosperidade.

Liquidificadores: qual parece mais completo?

Quando as pessoas vão escolher um liquidificador, por exemplo, elas costumam olhar para as características técnicas do produto. Qual dos dois liquidificadores acima elas pensam que faz mais coisas?

Simplicidade faz o produto parecer mais fácil de usar, mas ao mesmo tempo pode fazer o produto parecer menos completo.

Saber balancear esses dois fatores muitas vezes é tão (ou mais) importante quanto saber simplificar ao extremo o produto que você está desenhando.

Daqui