Como os consumidores dão feedback

Nesse relatório do Experience Matters foram publicadas algumas estatísticas sobre os hábitos dos consumidores ao darem feedback sobre determinada experiência, marca ou produto.

Veja alguns resultados:

Confesso que fiquei surpreso com a proporção das pessoas que dão feedback negativo em relação às que dão feedback positivo.

Mais um sinal de que todo cuidado é pouco ao desenhar a experiência ideal para seus consumidores. E claro, mais um indício de que é preciso estar preparado com bons canais de atendimento tanto no site da empresa, no call center ou nas redes sociais (especializadas ou não).

O prazer de receber uma notificação

NotificationComo bem definiu Wagner Brenner no Update or Die:

A boa notícia é que você não é viciado em emails, tweets e posts do Facebook. A má notícia é que você é viciado em saber que essas coisas estão lá te esperando.

No vídeo abaixo, David J. Linden, professor da Universidade Johns Hopkins Medicine, explica que o prazer que o cérebro humano sente ao receber uma notificação de uma rede social é comparável ao prazer de apostar em um jogo de roleta.

O mais excitante é a bolinha girando, e não o momento em que ela para em algum número. Você não tem prazer somente quando ganha, mas também naquele instante de incerteza que precede o resultado.

Transportando o conceito para as ferramentas digitais: o conteúdo do tweet, do post no facebook, do email pode ser bom ou ruim. Mas a antecipação é sempre boa. A ansiedade em ler o conteúdo é o que leva dopamina ao seu cérebro e acaba causando o vício.

Bora lembrar disso no próximo projeto :)

O efeito Kinect

Efeito Kinnect

O vídeo abaixo, produzido pela Microsoft, mostra como as pessoas estão usando o Kinect para reinventar as possibilidades que a tecnologia-chave do console (o reconhecimento de movimentos) permite.

“Começou com um sensor que transformou voz e movimento em mágica. ‘Isso vai ser legal de brincar.’ E foi. Mas algo incrível está acontecendo: o mundo começou a imaginar coisas que nós nunca sequer pensamos a respeito.”

Bonito que só.

Interessante como a Microsoft tem feito um esforço orquestrado em se apropriar (e ser o top of mind) da tecnologia de reconhecimento de movimento.

Como o Google afeta nossa memória?

Que o Google já virou um hábito em nossas vidas, isso a gente já sabe. A parte boa é que conseguimos acessar qualquer informação em poucos segundos. O problema é que ter as informações sempre disponíveis a um clique de distância acaba deixando nosso cérebro mais preguiçoso para algumas funções.

Confira no infográfico abaixo:

O quanto as pessoas mudam as configurações?

A nova homepage do Facebook, mais uma vez, causou polêmica no fascinante-mundo-dos-arquitetos-de-informação-que-gostam-de-polêmicas. Uns odiaram, uns amaram.

Segundo Noel Franus, um dos Experience Directors daqui, a homepage só tem um problema: assumir que os usuários querem mudar suas configurações o tempo todo.

Por um lado é verdade. Será que as pessoas gostam de ficar alterando configurações?

  • “Quero que histórias desse tipo apareçam mais vezes na home”
  • “Quero receber menos atualizações dessa pessoa”
  • “Quero que esse post seja público, quero que o post seguinte seja privado”

Será que as pessoas sequer mudam as configurações?

Conta Jared Spool em seu blog que uma vez ele e seu time fizeram um teste para entender o quanto as pessoas mudavam as configurações de um determinado software ou aplicativo.

Na época o Microsoft Word gravava todas as customizações que os usuários haviam feito no software em um arquivo chamado config.ini, que ficava salvo no disco rígido do computador. Eles então pediram para que as pessoas localizassem o arquivo no disco rígido e o enviassem por email para eles. Depois de centenas de emails recebidos, eles criaram um robô que lia os arquivos e compilava os resultados em um relatório.

A surpresa: menos de 5% dos usuários haviam alterado alguma coisa nas configurações – uma opção sequer. Mais de 95% usavam o software do jeito que ele havia sido instalado.

Mesmo recursos simples, como a opção de salvar o arquivo automaticamente para evitar perdas (opção essa que precisava ser voluntariamente ativada nas configurações), nunca foram ativados. Mais de 95% das pessoas usavam o Word com a funcionalidade de autosave desativada.

"Para reflexão, amiguinhos."

Quando perguntados do porquê de não terem ativado o autosave, os usuários respondiam: “O software deve vir assim por algum motivo. A Microsoft deve saber o que está fazendo.”

Será?

Quando perguntaram à Microsoft se o autosave vinha desligado para otimizar a performance, descobriram que não era esse o motivo. Semanas depois foram constatar que ele vinha desligado simplesmente porque um programador decidiu que o arquivo config.ini deveria vir com todas as configurações “zeradas”. E zero, no código binário, significa desativado.

O programador esperava que em algum ponto do desenvolvimento alguém falaria a ele quais features deveriam vir desligadas e quais deveriam vir ligadas. Mas isso nunca aconteceu.

Depois de analisarem a pesquisa novamente – mas dessa vez perguntando às pessoas qual sua profissão -, descobriram um fato interessante. O número de usuários que mudavam alguma configuração no aplicativo continuava abaixo dos 5% em qualquer uma das profissões, com exceção de duas: designers e programadores. Nesse caso, eles mudavam de 40% a 80% das configurações disponíveis no software.

Como diz Spool em seu blog:

“If you’re a programmer or designer, then you’re not like most people. Just because you change your settings in apps you use doesn’t mean that your users will, unless they are also programmers and designers.”

A próxima discussão? A nova “Timeline” do Facebook.

Ainda não usei muito e não consegui formar uma opinião a respeito. No entanto, logo de cara é possível perceber que eles capricharam no design e que conseguiram fazer uma interface realmente leve – que carrega o conteúdo progressivamente à medida em que você navega pela história da sua vida.

Aliás, se você está no Facebook você pode me seguir ou seguir o Blog de AI por lá – e depois nos contar o que achou.

Loja cria um “berçário” para maridos

Foi isso que a Ikea criou em uma de suas lojas na Austrália. As mulheres deixam os maridos em uma área especialmente criada para eles, cheia de jogos eletrônicos, pebolim, pinball, videogames e, é claro, produtos voltados para o público.

Ao deixarem os maridos lá, as mulheres/namoradas recebem um buzzer – uma espécie de alarme de mão que, ao ser acionado, avisa o marido que ela já terminou de fazer as compras e que eles podem se encontrar.

Segundo eles, isso foi feito para evitar discussões entre casais no meio dos corredores da loja e, consequentemente, reduzir o tempo médio da compra.

Tudo para melhorar a UX na loja :)

Confira os detalhes no vídeo abaixo:

(Se você estiver lendo este post via RSS e o vídeo acima não abrir, assista-o no blog)

Leia também:

A geração do excesso de informação

“Uma nova geração, que cresceu com um excedente de informação, está chegando. Para esta coorte não é problema perder um tweet ou dez, excluir um blog do seu Reader ou não retornar um SMS ou mesmo um correio de voz. O novo padrão de resposta automática de férias é: ‘Quando eu voltar, vou apagar todos os e-mails na minha caixa; se for algo importante, por favor, envie novamente na próxima semana.’ É isso que acontece quando algo vai do escasso ao excedente. Primeiro nos banhamos nele, depois desperdiçamos.”

Seth Godin, The Shower of Data.

Já que o assunto é Steve Jobs

A citação mais inspiradora de Steve Jobs, na minha opinião:

“Part of what made the Macintosh great was that the people working on it were musicians, and poets, and artists, and zoologists, and historians who also happened to be the best computer scientists in the world.”

Em uma época onde as pessoas possuem múltiplas capacidades, interesses, paixões, hobbies e até múltiplas carreiras, não dá para ignorar a inspiração que vem dos lugares que a gente menos espera.

Não dá para ser um bom arquiteto de informação lendo livros, blogs e vídeos que só falam sobre Arquitetura de Informação. Não dá para continuar bebendo em uma única fonte.

Arquitetura de informação, design de interação, usabilidade? It’s all about people. :)