A experiência do usuário e a resistência a mudanças

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“O novo não é o contrário do velho, mas o oposto das prisões que nos impomos.”
– Arthur da Távola

Basta o Facebook anunciar qualquer mudança nas páginas de perfil ou no newsfeed e você já sabe o que vem a seguir: posts de vários de seus amigos (inclusive os que não trabalham com nada relacionado a UX) reclamando das tais mudanças.

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“Pô, agora que eu estava me acostumando, veio o Mark Zuckerberg e mudou tudo”.

Acontece que a resistência a mudanças não é novidade nenhuma na natureza humana. E no Design Digital ela se acentua a cada vez que uma nova versão de um produto é lançada.

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Quem tem medo da tecnologia, apps querem dominar sua tela de bloqueio e projetos paralelos estúpidos

Monday Readings

Mais uma edição do Monday Readings: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados :)

Monday, 21.07.14

#1

Quem tem medo da tecnologia?
Mês passado, taxistas londrinos entraram em greve contra o Uber, uma espécie de EasyTaxi americano. Eles protestaram contra o licenciamento dos taxis Uber na cidade – querem que as mesmas taxas sejam aplicadas a eles. No fundo, é um protesto contra algo que já foi garantido (o modelo de negócios dos taxis) sendo interrompido por um mundo em movimento, e como os taxistas não estão no controle de suas vidas.

Mas ao invés de temer a tecnologia, não deveríamos abraça-la? E mais do que isso, desafiá-la, juntos. Vamos discutir o porquê do Facebook fazer experimentos com nossas emoções não parece correto. Ou como nos sentimos ameaçados pelas multi-telas e dispositivos no nosso dia-a-dia. Vamos discutir o porquê das crianças ficarem mais tempo online do que offline. E claro, o que a tecnologia mobile representa para a indústria de transporte como um todo, e taxistas em particular. O que descobriremos no final é que a tecnologia menos nos separará do que nos unirá. Nós encontraremos mais jeitos de compartilhar, conectar, aprender e crescer através da tecnologia no futuro.

#2

Aplicativos que querem dominar sua tela de bloqueio
Para um grupo de start-ups, a tela inicial não é suficiente. Eles estão se concentrando em reivindicar o espaço na tela de bloqueio, a área em que você digita uma senha antes de ter acesso ao resto dos seus menus. O objetivo é fazer com que o retorno para um determinado aplicativo o mais frequente e mais fácil possível.

Essa é a estratégia do Wut, um app de troca de mensagens, onde a maior parte das interações ocorre na tela de bloqueio. Novas mensagem aparecem inteiras como notificações, o que significa que você não precisa desbloquear seu celular para ver o que seus amigos estão dizendo.

“A tela inicial já está preenchida com os aplicativos primordiais como o Twitter, Facebook, Instagram. Em muitos casos, aplicativos como Wut são feitos de forma que você quase nunca tem que abri-lo.”

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O processo de design do Google Glass

A designer Isabelle Olson conta, no vídeo abaixo, sobre o processo de simplificação do design do Google Glass: do pesado e desengonçado protótipo que ela recebeu dos engenheiros, até chegar à solução final de design dos óculos.

Um dos primeiros protótipos do Google Glass

Um dos primeiros protótipos do Google Glass

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Bingo de UX

A boa e velha piada do Bingo de UX: imprima a cartela abaixo e, quando você ouvir uma das frases em uma reunião, você bota o feijãozinho lá.

Cartela cheia vale um mês de (merecidas) férias.

Bingo de UX

Checklist de UX: projetando experiências Simples, Acionáveis, Inteligentes, Agradáveis e Relevantes

Há alguns dias publiquei meu primeiro livro sobre UX, que o Caio já mencionou aqui no blog. Trata-se de um guia mais prático para quem está começando na área ou para quem deseja aprender o básico antes de decidir se aprofundar na disciplina.

Em um dos capítulos, montei uma espécie de Checklist com algumas perguntas que podem te ajudar a chegar às respostas que você procura quando estiver projetando experiências para outras pessoas. User Experience não é uma disciplina binária (onde existe o “certo” e o “errado”), mas existem algumas boas práticas que podem ser úteis para os UX Designers e outros membros do time – e que valem a pena ser compartilhadas quando possível.

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O link para o checklist é esse aqui: http://fabricio.nu/checklist

Um framework para definir as métricas de UX do seu produto

Desenvolvido em parceria entre a Digital Telepathy e o Google Ventures, o framework abaixo pode ajudar Product Owners ou profissionais de UX a definirem quais os números que indicarão se o produto está atingindo o sucesso esperado ou não.

Definir as métricas de UX é um pouco mais difícil e subjetivo do que definir as métricas de negócios (número de produtos vendidos, número de leads gerados etc.). Mas o framework pode ajudar.

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O framework, chamado de H.E.A.R.T. (Happiness, Engagement, Adoption, Retention, Task Success), nada mais é do que uma série de métricas que você pode aplicar ao produto inteiro ou a uma funcionalidade específica que você pretende lançar.

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As funções responsáveis por projetar a Experiência do Usuário (UX)

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User Experience é uma área bastante abrangente dentro do universo de Design. No fim das contas, produtos são desenhados para serem utilizados por alguma pessoa – o usuário – que terá uma experiência ao interagir com o produto, interface ou sistema.

Dificilmente em um projeto haverá uma única pessoa responsável pela Experiência do Usuário. Além dos fatores subjetivos que influenciam na experiência (o perfil demográfico do usuário, seu background cultural, seu estado emocional etc.), existem vários aspectos da forma como o produto foi criado que afetarão o modo como as pessoas interagem e a percepção que têm dele.

No decorrer dos anos, vários autores e designers tentaram criar modelos para ilustrar essa rede inter-relacionada de disciplinas, especializações, métodos e técnicas que são utilizadas para criar produtos e projetar experiências. Um dos modelos mais famosos foi proposto por Dan Saffer em 2006 (e atualizado por ele mesmo em 2009, na segunda edição de Designing for Interaction):

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Repare como o grande círculo de User Experience Design engloba uma série de outras disciplinas: de Arquitetura de Informação a Design Industrial, passando até por Sound Design. Sim, aquele sonzinho que toca quando você inicia seu PC ou Mac também faz parte da experiência do usuário. E como todo elemento da experiência do usuário, também foi projetado por alguém.

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UX em outra língua, Parte 5 – Balanço final

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Já escrevi por aqui sobre os vários aspectos de se trabalhar com User Experience em outro país: a barreira do idioma, as diferenças e semelhanças no ambiente de trabalho e nos projetos, além das diferenças culturais e os “perrengues” de se morar em outras terras.

Baixar o PDF com a série completa (pay with a tweet).

Mas e aí? No fim das contas vale a pena?

Bom, como tudo nessa vida, trabalhar com UX em outro país tem vantagens e desvantagens.

De forma reduzida:

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Abertas as inscrições de palestrantes para o Interaction South America 2014

Interaction South America

“Interaction South America 2014 es el evento de Diseño de Interacción y Experiencia de Usuario más importante de la región. Tendrá lugar en la Universidad Católica Argentina, con una duración de cuatro días, donde especialistas nacionales e internacionales darán charlas a los interesados en poner las tecnologías al servicio de las personas.”

Para quem acompanhou aqui no blog ano passado, o Interaction South America é um dos maiores eventos de UX da América Latina. Depois de algumas edições no Brasil, chegou a hora da garotada esperta de UX do Brasil dar um pulo em Buenos Aires em novembro para conferir quatro dias de palestras, workshops, networking e happy hours com profissionais de UX de vários países.

Se você tem um assunto sobre o qual gostaria de falar, dá uma passada lá no site e envie seu tema: http://isa.ixda.org/2014/

UX em outra língua, Parte 4 – O país

Já falei por aqui sobre a barreira do idioma, as diferenças no ambiente de trabalho e os tipos de projetos nos quais o UX Designer se envolve quando resolve viver e trabalhar em um outro país. Agora chegou a hora de falar das questões culturais do novo destino.

Baixar o PDF com a série completa (pay with a tweet).

Lar, doce (?) lar

Quem está de fora pode pensar que viver em outro país só tem vantagens e que tudo é muito mais fácil. O sistema de transporte funciona, as ruas são mais seguras, as pessoas mais educadas e os serviços públicos são rápidos e eficientes. Parte disso é verdade, mas existe também um outro lado que pouca gente conhece.

Documentação

O primeiro obstáculo para se morar em outro país é o visto. Mesmo quem já veio aos EUA a passeio sabe de todo o trabalho necessário para tirar um visto de turismo. Com o visto de trabalho é ainda mais complicado. Toda sua documentação precisa estar em ordem e, durante o processo, você precisa comprovar que não está indo para o país para “roubar” o emprego de um cidadão americano – mas sim que o seu perfil profissional é extremamente necessário para a empresa que o está contratando e que não existem profissionais com a mesma qualificação que você por lá.

Desde certificado de alistamento militar, até comprovante de votação nas eleições, até o seu diploma de faculdade. Todos os documentos são exigidos. Um ponto interessante é que a soma de um Bacharelado e de uma Pós-Graduação no Brasil corresponde à universidade americana (Undergrad + Masters). Ou seja, é preciso ter pós-graduação para que seu nível de formação se equipare ao de um jovem americano de 22 anos que acabou de sair da faculdade.

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