As implicações do campo de busca na experiência do usuário

O campo de busca é um desses elementos que muita gente considera indispensáveis em qualquer site que possua conteúdo dinâmico – em especial os ecommerces. As boas práticas de usabilidade pregam que a busca deve estar sempre acessível, sempre visível no header do site e claramente identificado com o label correto (‘buscar”, “busque”, “encontre um produto” etc.).

Mas isso é só no front-end do site. Arrisco dizer que o grande problema de 8 a cada 10 mecanismos de busca é o que acontece depois que o usuário digita o termo desejado. Não adianta nada a busca estar acessível, visível e bem identificada se o back-end não está preparado para receber os termos que o usuário digita no campo. Quando isso acontece, a ferramenta que deveria contribuir para que o usuário se localize no site, acaba criando uma experiência extremamente frustrante e muitas vezes cíclica para os usuários, que precisam brincar de adivinhação até encontrar o “jeito certo” de buscar determinado conteúdo.

O problema é que o “jeito certo” não existe. O “jeito certo” é o jeito que as pessoas buscam, não o jeito que o sistema entende.

Quão grave é o problema

Um estudo recente divulgado pela Baymard mostra que o problema dos mecanismos de busca dentro dos sites (“in-site search”) é bem maior do que imaginamos.

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Os cases vencedores dos leões de Mobile em Cannes 2014

Cannes Mobile Winners 2014

Um apanhado de video-cases para você ver (e se lembrar) de para onde as coisas estão rumando.

Nivea Protection Ad (Brazil)

Alvio (USA)

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A experiência do usuário e a resistência a mudanças

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“O novo não é o contrário do velho, mas o oposto das prisões que nos impomos.”
– Arthur da Távola

Basta o Facebook anunciar qualquer mudança nas páginas de perfil ou no newsfeed e você já sabe o que vem a seguir: posts de vários de seus amigos (inclusive os que não trabalham com nada relacionado a UX) reclamando das tais mudanças.

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“Pô, agora que eu estava me acostumando, veio o Mark Zuckerberg e mudou tudo”.

Acontece que a resistência a mudanças não é novidade nenhuma na natureza humana. E no Design Digital ela se acentua a cada vez que uma nova versão de um produto é lançada.

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Quem tem medo da tecnologia, apps querem dominar sua tela de bloqueio e projetos paralelos estúpidos

Monday Readings

Mais uma edição do Monday Readings: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados :)

Monday, 21.07.14

#1

Quem tem medo da tecnologia?
Mês passado, taxistas londrinos entraram em greve contra o Uber, uma espécie de EasyTaxi americano. Eles protestaram contra o licenciamento dos taxis Uber na cidade – querem que as mesmas taxas sejam aplicadas a eles. No fundo, é um protesto contra algo que já foi garantido (o modelo de negócios dos taxis) sendo interrompido por um mundo em movimento, e como os taxistas não estão no controle de suas vidas.

Mas ao invés de temer a tecnologia, não deveríamos abraça-la? E mais do que isso, desafiá-la, juntos. Vamos discutir o porquê do Facebook fazer experimentos com nossas emoções não parece correto. Ou como nos sentimos ameaçados pelas multi-telas e dispositivos no nosso dia-a-dia. Vamos discutir o porquê das crianças ficarem mais tempo online do que offline. E claro, o que a tecnologia mobile representa para a indústria de transporte como um todo, e taxistas em particular. O que descobriremos no final é que a tecnologia menos nos separará do que nos unirá. Nós encontraremos mais jeitos de compartilhar, conectar, aprender e crescer através da tecnologia no futuro.

#2

Aplicativos que querem dominar sua tela de bloqueio
Para um grupo de start-ups, a tela inicial não é suficiente. Eles estão se concentrando em reivindicar o espaço na tela de bloqueio, a área em que você digita uma senha antes de ter acesso ao resto dos seus menus. O objetivo é fazer com que o retorno para um determinado aplicativo o mais frequente e mais fácil possível.

Essa é a estratégia do Wut, um app de troca de mensagens, onde a maior parte das interações ocorre na tela de bloqueio. Novas mensagem aparecem inteiras como notificações, o que significa que você não precisa desbloquear seu celular para ver o que seus amigos estão dizendo.

“A tela inicial já está preenchida com os aplicativos primordiais como o Twitter, Facebook, Instagram. Em muitos casos, aplicativos como Wut são feitos de forma que você quase nunca tem que abri-lo.”

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O processo de design do Google Glass

A designer Isabelle Olson conta, no vídeo abaixo, sobre o processo de simplificação do design do Google Glass: do pesado e desengonçado protótipo que ela recebeu dos engenheiros, até chegar à solução final de design dos óculos.

Um dos primeiros protótipos do Google Glass

Um dos primeiros protótipos do Google Glass

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Bingo de UX

A boa e velha piada do Bingo de UX: imprima a cartela abaixo e, quando você ouvir uma das frases em uma reunião, você bota o feijãozinho lá.

Cartela cheia vale um mês de (merecidas) férias.

Bingo de UX

Checklist de UX: projetando experiências Simples, Acionáveis, Inteligentes, Agradáveis e Relevantes

Há alguns dias publiquei meu primeiro livro sobre UX, que o Caio já mencionou aqui no blog. Trata-se de um guia mais prático para quem está começando na área ou para quem deseja aprender o básico antes de decidir se aprofundar na disciplina.

Em um dos capítulos, montei uma espécie de Checklist com algumas perguntas que podem te ajudar a chegar às respostas que você procura quando estiver projetando experiências para outras pessoas. User Experience não é uma disciplina binária (onde existe o “certo” e o “errado”), mas existem algumas boas práticas que podem ser úteis para os UX Designers e outros membros do time – e que valem a pena ser compartilhadas quando possível.

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O link para o checklist é esse aqui: http://fabricio.nu/checklist

Um framework para definir as métricas de UX do seu produto

Desenvolvido em parceria entre a Digital Telepathy e o Google Ventures, o framework abaixo pode ajudar Product Owners ou profissionais de UX a definirem quais os números que indicarão se o produto está atingindo o sucesso esperado ou não.

Definir as métricas de UX é um pouco mais difícil e subjetivo do que definir as métricas de negócios (número de produtos vendidos, número de leads gerados etc.). Mas o framework pode ajudar.

HEART framework

O framework, chamado de H.E.A.R.T. (Happiness, Engagement, Adoption, Retention, Task Success), nada mais é do que uma série de métricas que você pode aplicar ao produto inteiro ou a uma funcionalidade específica que você pretende lançar.

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As funções responsáveis por projetar a Experiência do Usuário (UX)

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User Experience é uma área bastante abrangente dentro do universo de Design. No fim das contas, produtos são desenhados para serem utilizados por alguma pessoa – o usuário – que terá uma experiência ao interagir com o produto, interface ou sistema.

Dificilmente em um projeto haverá uma única pessoa responsável pela Experiência do Usuário. Além dos fatores subjetivos que influenciam na experiência (o perfil demográfico do usuário, seu background cultural, seu estado emocional etc.), existem vários aspectos da forma como o produto foi criado que afetarão o modo como as pessoas interagem e a percepção que têm dele.

No decorrer dos anos, vários autores e designers tentaram criar modelos para ilustrar essa rede inter-relacionada de disciplinas, especializações, métodos e técnicas que são utilizadas para criar produtos e projetar experiências. Um dos modelos mais famosos foi proposto por Dan Saffer em 2006 (e atualizado por ele mesmo em 2009, na segunda edição de Designing for Interaction):

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Repare como o grande círculo de User Experience Design engloba uma série de outras disciplinas: de Arquitetura de Informação a Design Industrial, passando até por Sound Design. Sim, aquele sonzinho que toca quando você inicia seu PC ou Mac também faz parte da experiência do usuário. E como todo elemento da experiência do usuário, também foi projetado por alguém.

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UX em outra língua, Parte 5 – Balanço final

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Já escrevi por aqui sobre os vários aspectos de se trabalhar com User Experience em outro país: a barreira do idioma, as diferenças e semelhanças no ambiente de trabalho e nos projetos, além das diferenças culturais e os “perrengues” de se morar em outras terras.

Baixar o PDF com a série completa (pay with a tweet).

Mas e aí? No fim das contas vale a pena?

Bom, como tudo nessa vida, trabalhar com UX em outro país tem vantagens e desvantagens.

De forma reduzida:

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