Vez ou outra a pergunta salta no meu MSN: “Silvia, quanto eu peço nesse job?”. Para quem trabalha esporadicamente como freelancer essa talvez seja a parte mais difícil do trabalho: o orçamento. Deve-se cobrar um preço fixo ou por hora? Qual é o valor justo? Que regras precisam ser estabelecidas com o contratante?

O blog Wake Up Later, do designer e desenvolvedor Samuel Ryan, traz algumas dicas para quem trabalha por conta própria (ou simplesmente “costura pra fora”) – dicas para que o negócio valha a pena para os dois lados:

Invista no orçamento. Aqui está o segredo para um bom início de projeto. Muito mais importante que o preço, a proposta deve conter escopo, prazos e descritivo das entregas, além de termos e responsabilidades de ambos os lados. Se você tem dúvidas em relação a alguma funcionalidade ou não tem idéia de como fazê-la, não deixe de sinalizar na proposta

Defina o preço. A cobrança deve ser feita por hora ou por projeto? Ambos os modelos têm prós e contras. Ao cobrar por hora muitas vezes o contratante equipara o seu valor com outros profissionais que talvez não tenham o mesmo nível de qualidade. Apesar de ser a opção mais segura e lucrativa, pode também se tornar inviável economicamente para o cliente. Em arquitetura de informação, por exemplo, não existe um valor tabelado, mas tenho visto colegas de profissão cobrando entre R$ 40 e R$ 70 por hora, dependendo do tamanho do projeto. Uma opção bem interessante é descobrir com o cliente qual a verba disponível para o trabalho e combinar um preço fixo

Coloque uma margem de segurança. Antes de fechar o preço final tenha em mente que o cliente com certeza vai pedir desconto. No decorrer do projeto, ele também pode solicitar um número de ajustes muito maior do que o imaginado. É preciso contemplar esse custo na proposta. Ryan recomenda aqui uma margem entre 10% e 20% do valor

Acerte o adiantamento e o pagamento final. Uma das sugestões de Ryan é a cobrança de uma entrada no aceite da proposta, algo próximo de 1/3 do valor. A prática, apesar de não ser muito aceita pelos clientes brasileiros, pode diminuir a insegurança quanto ao recebimento do pagamento. O importante mesmo é ter uma data final para o pagamento em sua totalidade. “Se você faz websites, agende o pagamento final para o dia em que ele for colocado no ar. Se você faz impressos, cobre assim que a entrega for aprovada”

Mantenha o cliente informado. Ninguém, muito menos o cliente, gosta de surpresas. Sempre o deixe a par do andamento do projeto e principalmente da possibilidade de “estouros” e se eles irão significar custos adicionais

Aja com transparência e ética. Aqui vai uma dica minha: Um dinheirinho extra sempre é bom, mas quando o freelancer já é empregado em uma empresa vale a pena verificar as políticas da mesma em relação a este tipo de trabalho. Se algum projeto for conflitante, é recomendável inclusive pedir autorização de seu superior direto

E você, faz (ou já fez) freelas? Deixe também as suas dicas. Feliz Dia do Trabalho ;o)

Silvia Melo

Silvia Melo

Quando criança eu sonhava em ser escritora, mas acabei virando jornalista e quando fui dar conta do que realmente era o meu trabalho, descobri que estava fazendo arquitetura de informação. No final das contas vi que tudo era muito parecido. Contar uma boa narrativa com início, meio e fim (ou ainda em ordem inversa) é o desafio de quem se comunica com o ser humano, seja através de um livro, de um website ou até mesmo de um aparelho celular. Aqui no Arquitetura de Informação divido algumas histórias do meu dia-a-dia na AgênciaClick de São Paulo, onde tenho a oportunidade de criar experiências interativas para clientes como Citibank, Fiat e Brastemp (só para citar alguns).