
A entrevistada dessa semana na série “Por que UX?” foi a Denise Eler. Só conheço a Denise pelo YouTube (veja a participação dela no IxDA South America 2011 e também essa entrevista dela sobre Co-Criação) e isso foi suficiente para me fazer acompanhar seu trabalho. Ela é precursora em consultoria em Design Thinking no Brasil e atualmente presta consultoria para empresas em people development e business strategy (Fiat, Correios, Sebrae, Gerdau), além de ser professora de MBAs.
Como começou a trabalhar na área?
Sou designer gráfico. Comecei trabalhando com e-learning – roteiro e interface gráfica. Depois fiz Esp em Gestão Estratégica da Informação e Mestrado em Educação Tecnológica. A literacia em Business se deu pela interação com pessoas de RH de diversas empresas que atendi como freelancer e depois como empresária. Hoje atuo levando o Design Thinking para estas organizações que estão ávidas por desenvolver competências em inovação human-centered (Design Driven Innovation). Desde 2000 dou aulas de Design da Informação e Design de Interação.
Por que UX?
O DCU ou como prefiro, design centrado no humano, é o que configura o design thinking de nossa época. Esta abordagem em que o “usuário” de um produto ou serviço é incluído desde o início do projeto, a princípio como fonte de inspiração para a inovação e no decorrer como tester ou até mesmo co-criador da solução representa uma avanço nas metodologias projetuais. Esta relevância se dá porque o cenário cada vez mais complexo (leia-se: hipercompetitividade, o progresso tecnológico gerando comoditização das ofertas, a emergência da Era do Conceito, onde o valor percebido pelo consumidor desloca-se para questoes simbólicas dos bens, e o empoderamento das pessoas pelas tecnologias digitais em rede) elevou os fatores humanos/simbólicos a um papel estratégico na construção de valor econômico. Ou seja, se antes o diferencial tecnológico era suficiente para que o consumidor decidisse por uma marca ou outra, hoje o diferencial encontra-se na experiência completa, que muitas vezes, é fruto de um novo modelo de negócios, como o sistema iPod, iTunes, iPhone, iPad.
Primeiro, o que me excita em Design de Interação é sua orientação para o humano e as infinitas possibilidades que se abrem para a sociedade quando este mindset é apropriado por Empresas. Segundo, UX, historicamente, está ligado às tecnologias digitais, ou seja, algo disruptivo e eu amo trabalhar com conceitos e tecnologias emergentes, com novas propostas. Amo o mundo dos bits e os questionamentos que levanta quanto à forma consolidada de vivermos. Sou apaixonada pela relação tecnologia X comportamento humano.
Um conselho para quem está começando na área: Não leve o usuário para cama. Usuários são apenas uma das três dimensões do negócio.
Citação preferida sobre UX: “Simplicidade consiste em eliminar o óbvio e acrescentar o significativo.” Maeda
Livro favorito de UX: Thoughts on Interaction Design do Kolko.
Profissional de UX que não dá para deixar de seguir: Maeda.
Uma experiência exemplar: Urna eletrônica brasileira e a máquina Pixie da Nespresso.
Onde seguir a Denise: no site www.eler.com.br
Muito obrigado à Denise pela participação :)
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Como designer de interação jr, essa série de postagens me faz sentir no caminho certo. Obrigado!
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