Conta Whitney Hess em seu blog sobre a história de quando a P&G percebeu que precisava criar um produto de limpeza para o chão, em meados da década de 80.
A empresa colocou os melhores de seus cientistas para desenvolverem uma fórmula de produto de limpeza que fosse mais forte que a de seus concorrentes e pudesse ganhar o mercado rapidamente. Eles tinham certeza que aqueles profissionais, super qualificados, conseguiriam resolver o problema. E conseguiram, em partes.
O problema é que o sabão que eles desenvolveram era tão forte que começou a irritar a pele das pessoas. O que por si só já é um pesadelo de PR negativo.
Somente depois de anos de tentativas e erros é que a P&G resolveu tentar algo diferente: chamou Designers para ajudarem com o problema.
E os Designers, de Designers que são, resolveram ir até a casa das pessoas, ouvir o que elas tinham a dizer, e observar como elas limpavam o chão de suas residências.
Algo que os cientistas nunca tinham feito.

Foi ali que apareceu o insight que acabou criando o segundo produto de maior sucesso na história da empresa.
Uma das donas-de-casa pesquisadas contou que uma vez derrubou um pouco de café no chão da sala e resolveu a limpeza molhando um pedaço de papel e passando sobre a região afetada.
Não, ela não usou o esfregão e um balde. Ela usou apenas um pedaço de papel umedecido.
Nasceu então o Swiffer: um pedaço de papel retangular encharcado com um produto de limpeza comum, que poderia ser facilmente preso na ponta de um “rodo” especial.

No fim das contas, o que as pessoas precisavam não era de um sabão mais forte. Já existiam inúmeras marcas de sabão para limpeza de chão no mercado. O que as pessoas precisavam era de um jeito de limpar o chão que não envolvesse esfregão, balde, água, sabão – e no mínimo 1 hora de trabalho.
O Swiffer atinge, atualmente, US$ 500 milhões em vendas por ano.
Que lindo *_*, hehe
Isso prova a importancia da pesquisa de campo como metodologia de design.
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É engraçado como os gestores pensam diferente dos profissionais com foco no cliente, quando se ver apenas números não conseguem chegar a um resultado tão prático quanto este.
Exatamente, Fabio… E esse problema é bem mais comum do que a gente imagina.
Valeu pela visita e pelo comentário!
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Perfeito, fazendo outra analogia. Morreu o MSN e nasceu o WhatsApp porque as pessoas queriam algo semelhante no mobile. Quando se fala em trocar mensagens de graça todos veem isso como um grande benefício, que na verdade é um MSN em um app. Claro que com melhor usabilidade e alguns recursos a mais, mas a essência é a mesma.
Belo post, conteúdo de excelência sobre AI e UX. Absss
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