
Conta Cliff Kuang em seu blog que certa vez começou a ouvir reclamações de um amigo sobre uma pessoa meio caótica que trabalhava com ele.
À medida em que o amigo ia fazendo reclamações para Cliff, cada vez mais ele ficava com a sensação de que as reclamações não eram sobre um profissional ruim, mas sim sobre uma interface ruim. Foi então que ele começou a reparar nas semelhanças entre as duas coisas e a traçar alguns paralelos. Veja a lista abaixo:
Uma falta completa de feedback
(Problema de usabilidade)
Meu amigo reclamava que sempre que enviava um email para essa pessoa X, ela nunca respondia. Para cada input que ele dava, a resposta era simplesmente nula. Será que essa pessoa X estava trabalhando naquilo que ele tinha falado? Será que ela sequer tinha recebido o input?
Uma falta completa de hierarquia de informação
(Problema de arquitetura de informação)
Os emails que essa pessoa X mandava… Uma massa de informação não diferenciada, sem nenhum sinal de lógica ou racional. O que era importante nesse email? O que não era? De um certo ponto em diante, ninguém mais prestava informação nesses emails – mesmo quando os emails eram realmente importantes.
Simpatia/distração excessiva
(Problema de falta de foco na tarefa)
Ninguém mais aguentava essa pessoa X enrolando no trabalho. Bolo servido na copa? Ela estava lá! Drinks depois do trabalho? Vamos sair mais cedo! O que parecia faltar nela era a noção de que havia trabalho de verdade a ser feito por ali.
Dedicação de recursos às coisas erradas
(Problema no gerenciamento de tempo)
Quando o projeto precisava ser terminado, lá estava a pessoa X ajustando milimetricamente o tamanho das fontes no PowerPoint. E quando um projeto precisava passar por ajustes, ela nunca sabia o que priorizar. “Ops, aquilo era importante? Eu não fazia ideia!”.
Nenhum acompanhamento
(Problema no work flow)
Quando acontecia algo mais sério em um projeto, ela era a primeira a mandar um email reclamando e depois simplesmente esquecia daquilo. “Eu fiz alguma coisa a respeito, agora não é mais problema meu”. Ela nunca fazia o follow up daquele problema para que ele fosse realmente resolvido.
Cliff termina o artigo com o seguinte trecho:
“When people say that outstanding UI’s have a “soul,” it’s precisely because they’ve been created with human traits, such as friendliness, in mind. By contrast, UI’s that focus purely on usefulness will always leave you cold, just like a person that’s merely “useful” or “efficient” would be a bore.”
E aí? Você já trabalhou com alguém assim?