Já faz um tempo que o Georges Boris (leitor do blog) me indicou um artigo muito legal sobre os perigos do Design de Persuasão quando ele é mais voltado a atender a demandas de Marketing do que a atender às necessidades do usuário.
Segundo o autor do artigo, os dois lados são perigosos quando extremistas.

O Design Centrado no Usuário, quando radical demais, acaba se tornando economicamente irrealista e inviável. O Design de Persuasão, por outro lado, pode forçar mudanças de comportamento que não são naturais para os usuários do produto.
É o eterno dilema do designer, né?
Mas esse post aqui é só um aperitivo. Se você se interessou, vale a pena ler o artigo completo.
Achei perfeito você levantar esta questão, até pq as pessoas que realizam estes projetos tende a ser cada vez mais novo, e a consequência é que eles podem não ter toda esta visão do depois. Além disto muitas novidades de interfaces estão vindo aí, e a questão da ética precisa estar bem esclarecida para se tomar as decisões mais corretas. ;)
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É um pouco forçado relacionar essas vertentes do Design (se é que podem ser assim separadas) à posições políticas de esquerda ou de direita. Isso só reflete as posições políticas do próprio autor. Ele, provavelmente, é um “leftist” e vê no UCD algo positivo, ao passo que vê no marketing algo negativo (ou perigoso). Logo, a associação de valores é automática entre as coisas que ele acha boas. Tanto é assim, que o título do post é “the perils of persuasion”, e não “the perils of extremes”.
O esquema proposto por ele é cheio de relações no mínimo esquisitas: de onde ele tirou que esquerda é eticamente “neutra”? Como ele pode sequer sugerir que de um esforço sério de marketing não possa surgir inovação? (Apple? iPhone?). Marketing não é só promoção, marketing também é “produto”.
E não custa lembrar que o “design de persuasão”, como ele chama, teve seu ápice em regiões dominadas por ditaduras de esquerda. Basta pensar em cartazes soviéticos de “propaganda” (no sentido inglês da palavra) por exemplo.
Além do mais, afirmar que UX não é marketing é uma grande ingenuidade. UX é marketing de médio e longo prazo. Experimente colocar um produto ruim no mercado e veja o quanto ele dura. Ele até pode vender baseado em campanhas de marketing promocional, mas não vai durar no mercado. E hoje até podemos dizer que UX é marketing promocional também. Será que ele nunca viu o slogan do Galaxy S III? “Designed for humans”?
Enfim, é um texto cheio de correlações muito fracas, ilógicas, sem base histórica e bastante tendencioso. Ainda que, ao problematizar os extremos, tente passar por imparcial.
De toda forma, obrigado por compartilhar e parabéns pelo ótimo blog. Abs!
O termo “UX” concordo sem duvida alguma que é marketing, agora o conceito e tudo que significa, dificilmente. Este é o ponto de vista do autor, o marketing e a voracidade capitalista tendem a ignorar completamente conceitos e pessoas em prol do lucro. Design, como na propria marketada da samsung, precisa ser humano.
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