O dia em que uma correspondência “me colocou no lugar do usuário”

(Estou morrendo de sono, mas precisava compartilhar isso aqui.)

Já faz alguns meses que eu estou usando o Buffer. Resumindo: é uma ferramenta para você agendar tweets, ao invés de ter que tuitar um por um. Isso facilita bastante a vida de quem tem que trabalhar longas horas por dia além de manter um blog. Gostei tanto da ferramenta que virei um usuário Pro.

Cheguei em casa hoje e tinha uma carta de Hong Kong me esperando.

Hmm, eu não tenho amigos que estejam em Hong Kong.

Era essa carta aqui:

Carta do Buffer

Carta do Buffer

A carta foi escrita à mão.

Tem rasuras.

Tem o nome do remetente.

Ele não errou meu nome (acreditem, ter o nome que eu tenho e trabalhar fora do país já me rendeu uma dúzia de nomes diferentes).

Ele foi pesquisar para descobrir que sou um UX Designer.

Nas poucas frases que ele escreveu, ele aproveitou para me lembrar da missão da empresa dele (“solve the problems around content sharing in the way we can today”).

E ele me agradeceu pelo simples fato de eu ser um cliente dele.

Pelo “simples fato” de eu ser um cliente dele.

Na hora me veio à mente aquele post onde falei sobre O Sucesso através de UX. Em uma época onde tudo é tão automatizado e digital, receber uma carta escrita à mão fez com que eu me sentisse novamente na pele de um consumidor. E foi uma experiência tão genuína que eu sei que se eu fizesse uma entrevista-com-usuário-comigo-mesmo, eu não conseguiria capturar com precisão aquilo que eu senti ao ler a carta.

Duas conclusões bem pessoais:

Uma delas foi ter mais certeza ainda de que eu sou apaixonado pelo que faço.

A outra foi esse tapa na cara de perceber que “se colocar no lugar do usuário” nunca é o bastante.

5 comentários sobre “O dia em que uma correspondência “me colocou no lugar do usuário”

  1. Escrever uma carta a mão deixa a relação com você (consumidor e usuário) mais humana. Acho legal quando empresas fogem dos modelos tradicionais para tentar criar uma empatia usando um formato tão antigo como a carta a mão.

  2. Algum tempo atrás eu comprei um presente de um site chamado ShanaLogic. Junto com os produtos veio uma carta escrita a mão pela dona do site me agradecendo por ter comprado lá e por apoiar os artistas que vendem seus produtos através do site. Realmente me senti um cliente valorizado e essa atitude dela me fez indicar o site para alguns amigos.

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