
“No médio prazo, ainda precisaremos dos nossos sentidos para dialogar com sistemas computacionais?
Em breve, vamos publicar um trabalho descrevendo o envio do sinal de uma máquina diretamente ao tecido neural de um animal, sem mediação dos sentidos: na prática, criamos um sexto sentido. Vai ser uma novidade explosiva, mas não posso dar mais detalhes, pois o artigo ainda não foi publicado. A internet como conhecemos vai desaparecer. Teremos uma verdadeira rede cerebral. A comunicação não será mediada pela linguagem, que deixará de ser o principal canal de comunicação. Para entender isso, basta pensar que toda linguagem é um comportamento motor – como mexer o braço. Esse comportamento motor também poderá ser decodificado e transmitido. Grandes empresas – como Google, Intel, Microsoft – já tem suas divisões de interface cérebro-máquina.”
Miguel Nicolelis em entrevista ao Estadão, dica do Georges Boris.
Boa pedida Fabricio, já li algumas entrevistas dele na Carat Capital, inclusive está do Estadão e outras. É um conteúdo bem extenso geralmente, mas muito bom. Parabéns!
Tô pensando aqui… se essa conexão da máquina direta com o tecido neural conseguir fixar uma informação no cérebro e não só dialogar, em algum tempo teríamos um aparelho pra inserir conhecimento… imagine só, você escolhe o que quer aprender, vai ao médico, ele pluga a máquina com o conteúdo na sua cabeça e pimba!, você acaba de ganhar o conteúdo de todos os livros de história da arte na cuca. Medonho…
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