
Li no Design Mind um artigo sobre a estratégia de design do Facebook e sobre como funciona o laboratório criativo dentro da empresa. Em tempos onde só se fala em Google+ e onde se tenta vilanizar o Facebook a todo custo, vale a pena aprender algumas lições com o time de design do site mais acessado do mundo em 2010.
Um dos pontos mais abordados no artigo é a “invisibilidade” do design do site. A principal missão do Facebook é viabilizar as relações humanas, e por isso a empresa quer que elas aconteçam de forma natural, sem barreiras.
Christopher Cox, vice-presidente de produto, compara o design do ambiente virtual com o design de um ambiente real: “Você pode construir um local com janelas incríveis, ou arcadas realmente lindas, mas isso não significa que as pessoas vão querer sentar nesses locais e ficar por lá”. E completa: “O problema ou desafio que enfrentamos ao criar produtos online é que a invisibilidade das tarefas é o que as faz confortáveis para as pessoas“.
A invisibilidade também se reflete nos nomes dos produtos dentro do Facebook:
“In 2005, we decided to create a photo product that we called Photos. Other people at the time were using names like Flickr, Picasa, Photobucket, right? Very niche-y,” diz ele. “Instead, we use common words. We recede into the background. We design a place where there aren’t new objects to trip over. Photos are photos. Chat is chat. Groups are groups. Everything just is.”
Cox ainda cita o botão de “like” (“curtir”) como um bom exemplo dessa filosofia. Segundo ele, o “like” é uma solução tão óbvia e tão elegante que o design é praticamente invisível; ao mesmo tempo é fácil de entender, esteja você usando o Facebook no Cairo, em Madrid ou em San Francisco.

O artigo ainda fala sobre a metodologia usada no dia-a-dia da empresa e na forma como os designers e os tecnólogos trabalham de forma realmente integrada. “Os engenheiros trabalham diretamente conosco [criativos]. Nós não enviamos documentos para eles com as especificações das funcionalidades. Nós todos focamos na experiência do usuário, ao invés de focar na especificação ou no código“.
Quanto às pesquisas, o time utiliza focus groups para entender as questões mais abrangentes da marca e também para entender o hábito dos usuários de diferentes grupos demográficos – como mercados internacionais ou usuários acima de 50 anos. Além, é claro, de analisar as métricas do próprio site. As novas funcionalidades são testadas com usuários do dia-a-dia, que são convidados a irem ao laboratório e darem feedback pessoalmente após testarem protótipos de papel.
Cox dix que hoje em dia o maior desafio das empresas web, e não só do Facebook, é ajudar as pessoas a fazerem o que elas já faziam na vida real, mas agora na tela.
“It’s extraordinarily powerful to help people take something in their heads and instantly give it to the world around them. It’s about focusing on what we do in our real lives and not whether a menu bar will pop up. And that needs to be designed, because it’s a new experience.”
Para saber mais sobre a estratégia de design do Facebook, recomendo a leitura: Facebook’s Design Strategy: A Status Update
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