Como a internet está mudando o cérebro humano

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Mais um vídeo garimpado do Big Think. Segundo Nicholas Carr, autor do livro The Big Switch, a internet está mudando a forma como o cérebro humano se relaciona com o consumo de informação. À medida em que nos adaptamos ao ambiente da internet – esse ambiente super populado e repleto de distrações – nosso cérebro adquire novas habilidades e acaba perdendo outras.

Estudos mostram que o uso frequente das mídias digitais aumenta nossa habilidade de visão, de distinguir novos padrões e de perceber quando muitas coisas acontecem simultaneamente em uma única tela.

Mas ao mesmo tempo, esse novo hábito de consumir informações paralelas faz com que percamos o foco e a capacidade de prestar atenção com profundidade a uma única tarefa. Isso influencia também nossa habilidade de armazenar informações, o que acaba enfraquecendo nossa memória.

Segundo ele, o ser humano está perdendo a capacidade do “solitary thinking”. A web força as pessoas a utilizarem o scanning, o multitasking – e a deixarem de lado o pensamento em profundidade. Os sintomas incluem também adaptações físicas: novos neurônios são formados e os neurônios que já existem adquirem novas terminações nervosas por causa desses novos hábitos.

A boa notícia é que o cérebro humano tende a aperfeiçoar aquilo que ele faz com frequência. Será que a internet está formando apenas uma geração de craques em usar a internet?

Sobre Fabricio Teixeira

Fabricio é arquiteto de informação, mas acha que isso tem cura. Vive organizando coisas, nas horas vagas e nas horas pagas. Siga-o em twitter.com/fabriciot
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3 respostas para Como a internet está mudando o cérebro humano

  1. Concordo com isso sim. Só acho que cabe a nós mesmos nos forçarmos à concentração.
    Com o uso das redes sociais e o update contínuo de informações no Twitter / Facebook / RSS Readers e afins, a gente se sente sempre desatualizado. Afinal a cada minuto são 40, 50, +1000 mensagens não lidas.

    Mas acho que existem momentos e momentos.
    Tem horas em que ficar nesse ritmo de superficialidade frenética é válido, você lê tudo e filtra o que te interessa.

    Já em outros momentos, a melhor coisa é ler um livro, ou minimizar as janelas do browser ou desligar o seu smartphone pra se concentrar direito em um trabalho complexo. Até mesmo pegar um assunto específico e usar a web pra se aprofundar.

    A missão é manter sempre o equilíbrio.

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