Se o meu mouse falasse

No último dia 20 o Google obteve uma patente para “relevância de busca orientada pelo cursor do mouse” (Cursor-Driven Search Relevancy). A ideia é monitorar o movimento do ponteiro do mouse para entender o que é mais ou menos relevante no conteúdo de uma página. Com base nisso, segundo o Google, é possível ser mais certeiro na hora de classificar a relevância dessas páginas em uma busca.

O argumento do Google é que normalmente o usuário move o ponteiro do mouse para a região da página onde está a informação procurada – ou pelo menos próximo a ela. E se o usuário está lendo o conteúdo, existe a tendência do mouse estacionar ali por um tempo. No fim, esses pequenos movimentos do mouse durante a navegação podem se tornar insumo para avaliar o interesse ou desinteresse do usuário por determinado conteúdo da página.

Segundo a empresa, esse tipo de métrica ajuda ainda a resolver o problema do atual click-through rate, já que os usuários não necessariamente precisam clicar em um link para obter a informação que estão procurando – ela pode já estar visível na página.

Na prática, significa que o Google agora pode monitorar o seu mouse.

Pausa dramática.

Nada foi anunciado quanto à implementação desse monitoramento. Mas é fato que o Google está investindo em avanços para suas tecnologias de buscas (vide o Google Caffeine e a recente aquisição da Metaweb), uma vez que o market share do Yahoo! e da Microsoft vêm crescendo nos últimos meses.

E então, o que você acha?

Inteligente? Overrated? Sensato? Promissor? Futurista?

E no iPhone? E no iPad? E quando o mouse acabar?

Sobre Fabricio Teixeira

Fabricio é arquiteto de informação, mas acha que isso tem cura. Vive organizando coisas, nas horas vagas e nas horas pagas. Siga-o em twitter.com/fabriciot
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7 respostas para Se o meu mouse falasse

  1. Jonas Felipe disse:

    “O argumento do Google é que NORMALMENTE o usuário move o ponteiro do mouse para a região da página onde está a informação procurada – ou pelo menos próximo a ela.”

    Esse “normalmente”, a ponto do Google levar em consideração pra criar todo um sistema de interpretação de movimento do mouse, me surpreendeu. Sabia que existiam pessoas com esse comportamento, mas não imaginava que era a maioria a ponto de gerar resultados confiáveis de interesse do usuário. Bacana.

  2. egidiocs disse:

    “A semântica (σημαντικός, derivado de sema, sinal) refere-se ao estudo do significado, em todos os sentidos do termo.”
    “Semantics (from Greek “σημαντικός” – semantikos[1][2]) is the study of meaning, usually in language. The word “semantics” itself denotes a range of ideas, from the popular to the highly technical” wikipedia

    Usei essa introdução pra dizer porque acho essa notícia entusiasmante. Quanto mais novidades e acuidade, melhor a busca do Google fica. Eles mantêm o ritmo de estimular seus usuários lançando inovações e melhorias periódicas, benefícios amplamente bem recebidos por esses usuários. Eu trabalho dessa forma em meus sistemas de informação. Novas funcionalidades e melhorias na interface e nos diversos pontos de sistema, de tempos em tempos. UX levada a sério!

    Acredito que a tecnologia do Cursor-Driven Search Relevancy vai:

    1) ampliar a capacidade de buscar e catalogar semanticamente;

    2) como consequência do item 1 acima, CDSR vai retornar resultados mais relevantes, semanticamente. Afinal, ao lermos um resultado de uma busca, a posição do mouse acompanha nossos olhos, assim como sublinhávamos partes importantes do texto. Isso é um sinal claro de relevância semântica.

    3) por conta disso tudo e por conta da capacidade ímpar do Google de criar horizontes, isso vai ser a escola, ou melhor, Google Labs, para o “eye-driven search relevancy”. (ou seria “iris-driven search relevancy”?) Isso sim é ser futurista!

  3. Ana Martins disse:

    Acho muito bom eles considerarem o que está na página de resultados como um fator de rankeamento. Com isso, fica a cada dia mais claro que sim, SEO está contido em UX.

  4. A ANA FALOU TUDO! Está cada vez mais evidente que SEO não deve ser tratado como uma matéria isolada e sim como parte da experiência do usuário com uma marca.

    Bem interessante a patente e o uso que pode ser feito dela!

  5. Marcel Mouta disse:

    Muito interessante!
    Quem de vocês faz a marcação da linha com o cursor do mouse (não precisa estar selecionado)?

    E indico um programa para fazer o “mousetracker”

    http://iographica.com/

  6. Júlio Barros disse:

    Eu acompanho com o mouse quando estou lendo, porém quando estou no notebook (que não tem ouse com fio) o mouse fica em qualquer lugar. E as pessoas que não tem este costume? E como isso será monitorado? É uma idéia inteligente, porém não trará a princípio um resultado muito seguro.

  7. Pingback: Guilherme Veras » Blog Archive » Se o meu mouse falasse | Arquitetura de Informação

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