Hoje li um artigo no webinsider que eu queria que o mundo inteiro lesse. Ou pelo menos os donos de restaurantes, bares e lanchonetes que insistem em utilizar aqueles cardápios antigos, confusos e desorganizados.
O artigo fala sobre a organização do conteúdo dos cardápios, que algumas vezes faz o momento de escolher um prato se tornar cansativo e estressante – quando deveria ser usada para simplificar a vida de quem está com pressa e abrir ainda mais o apetite de quem está com fome. O papel do cardápio é fazer a interface entre o cliente e a cozinha do restaurante. E ninguém gosta de uma cozinha bagunçada, não é mesmo?
Um cardápio não é um amontoado de letras, não é anúncio publicitário. Dê destaque ao que precisa ter destaque.
Há ainda uma espécie de eyetracking dos cardápios, mostrando o caminho percorrido pelo olho do “usuário” até começar a procurar o prato desejado. Segundo o artigo, as áreas mais nobres do cardápio devem ser utilizadas para apresentar os produtos mais lucrativos, assim como em um website.
Achei que fosse neurose demais querer organizar cardápios, mas pelo visto não sou o único que se incomoda. Dá vontade de imprimir esse artigo e entregar em cada restaurante em que me sentir ofendido com a falta de usabilidade do menu – e quem sabe até desenhar um wireframe nas costas do guardanapo.


Muito legal o artigo do webinsider, já havia lido.
Também me questionava se era o único com este tipo de neurose.. =))
Acho que a usabilidade do cardápio podia se estender também para o ambiente.
Eu também me incomodo bastante com isso. Quando pego uma cardápio bagunçado, eu dou risada e vejo o tanto que a empresa preza pelo bom atendimento ao seu cliente.
Como eu gostaria de fazer um mundo mais usável.
Cardápios sempre rendem boas histórias. Já ri muito com um bilíngüe que traduzia “frios” como “colds” (quem quer pegar um resfriado?). E já paguei mico pedindo só para mim um prato que servia bem umas 5 pessoas. rs Mas o que acho ruim mesmo é quando nem o garçom consegue explicar o que está escrito. Aí é dureza!
Lembro de uma história acontecida no Frangó: um cliente pediu uma cerveja “diferentosa” e o garçon ofereceu uma artesanal catarinense com um trem no rótulo, a qual ele chama de Piuiu. O cliente acreditou ser este o nome por conta do trem no rótulo, fazendo alusão à onomatopéia do apito do trem, e eis que abaixo da marca “xpto” da cerveja tinha sua categoria: pale ale ou como dizia o garçom, piuiu.
Então: eu adorei o artigo, e tudo. Mas pra mim ele fala muito mais de lucratividade de cardápios do que de usabilidade. Por que um cardápio que esconde os itens mais pedidos não é muito usável, é? E se a usabilidade defende os direitos do usuário, devia ser legal um cardápio fácil de comparar preços, e não o contrário. Ou não?
Hum. Não passe para o lado mau da força, tá?
Sim, Elisa, o artigo também fala desse lado. Mas o que eu aproveitei de lá foi só a parte “boa” da força, fique tranqüila =]
Cardápios realmente rendem histórias ótimas. Lembro de uma vez me deparar com um daqueles cardápios com nomes-descolados-até-demais e não entender nada. Tive que pedir para o garçom sentar ao meu lado e explicar porque eles chamavam mussarela de “queijinho bom”.
Ótimo!! Vou reencaminhar para os restaurantes aqui de Florianópolis!!
rsrsrs
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Nossa nunca parei para observar isso… Os únicos cardápios que usei até hoje sempre foi de fácil “acesso” rsrs , Até pq sempre sei o que eu quero ,e quando quero algo novo pesso segestão. MAs nunca esqueço dos cardápios em que os nomes eram engraçados e que você realmente precisava pedir SocorrOoo. Bom um nome de uma bebida que nunca esqueço é a tal da “porrinha” me lembro rindo disso e até mesmo ficando sem graça, depois fui saber que era uma tal de uma batida lá, bom quem frequenta sempre o lugar sabe o que é a tal da “porrinha” e quem nunca foi?
Abraço!!!
Sou designer de cardápios e me preocupo muito em orientar meus clientes quanto a concepção da diagramação e arte voltadas à facilidade de escolha pelo cliente (organização), revisão ortográfica dos itens, identificação dos pratos/drinks (descrição dos produtos que tenham identificação própria da casa) e principalmente na qualidade visual e intuitiva dos cardápios. Fico contente por estar seguindo o caminho certo.
Abraços
Eduardo
SP Empresas
Muito o artigo, parabéns!
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