Começa segunda-feira (19 de janeiro) a segunda edição brasileira do Campus Party - um dos maiores encontros de tecnologia e conteúdo digital do mundo. Realizado há mais de 12 anos na Espanha, o evento chegou ao Brasil no ano passado e surpreendeu pela receptividade e pelo número de participantes. Este ano a expectativa é ainda maior. São mais de quatro mil “campuseiros” acampados no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, participando de uma programação que inclui palestras, oficinas, exposições – e uma conexão Wi-Fi de alta velocidade 24 horas por dia.
Este ano a AgênciaClick aproveita a oportunidade do evento para aplicar um novo conceito em comunicação interativa: o Open Source Branding. A agência acredita que a comunicação de uma marca não deve ficar concentrada nas mãos de poucos representantes, mas sim das pessoas que recebem e interagem com a mensagem.
A onipresença de blogs, comunidades digitais, microblogs, comunicadores instantâneos e tecnologias móveis criou um habitat para a inteligência coletiva, onde imagens, ideias e palavras são continuamente assimiladas, reelaboradas e desenvolvidas pelas pessoas com quem interagem.
Interessante. Há pouco tempo as marcas zelavam fervorosamente pela integridade de sua imagem e tinham receio até de publicar seus logotipos no brandsoftheworld.com. Hoje já existem empresas fazendo campanha para estimular releituras, mashups e afins.
Open Source Branding na prática
Uma das novidades do Campus Party 2009 é o CP Labs, uma área dedicada a empreendedorismo e inovação, onde os próprios participantes do evento apresentam seus projetos e são premiados por isso. A AgênciaClick, em parceria com dois de seus clientes – Credicard Citi e Ale Combustíveis – propõe um experimento de criação coletiva: o laboratório de Open Source Branding. Ali, os campuseiros poderão responder a desafios criativos que envolvem produtos e serviços dessas duas marcas.
No site da AgênciaClick está disponível o Manifesto pelo Open Source Branding, na íntegra.

A Click é uma agência muito boa, mas dessa vez eles pisaram na bola ao criar esse conceito de Open Source Branding.
Achei isso medíocre, diria até ridículo! Desde que a Internet é Internet, toda e qualquer empresa sempre teve a oportunidade de se se comunicar com seus usuários, desde um simples formulário de “fale conosco” até a criação das redes sociais que ganharam uma força incrível nos últimos anos.
Na minha humilde opinião a Click tá querendo “aparecer” reiventando um termo que já existe e que é conhecido como Social Media Marketing, que age dentro do mesmo conceito. Eles querem empurrar isso goela abaixo no mercado como se eles fossem “OS CARAS”… :(
Olá, Pablo.
Acho que são dois conceitos um pouco diferentes: Social Media Marketing são as marcas agindo em redes sociais, como você bem exemplificou; Open Source Branding é uma marca abrindo suas portas para que qualquer pessoa crie ou desenvolva algo para ela.
No Campus Party, por exemplo, a Credicard Citi convidou os campuseiros a pensarem “como as pessoas pagarão contas daqui a 10 anos?”. Deixar os consumidores influenciarem o branding dessa forma é algo relativamente novo.
No Open Source Branding, os consumidores estão livres para criar o que quiserem para uma marca, com carta branca da empresa. Há algum tempo atrás isso era inimaginável – as empresas queriam ter 100% de controle sobre tudo o que era dito / feito / criado para sua marca.
[ ]‘s
Atrasado como quase sempre ;), mas pera lá:
“Social Media Marketing é a publicidade…” ???
De onde saiu isso? Quer dizer que agora marketing se resume a publicidade?
Beira o ridículo esta barra forçada para inventar termos. Acho que o sonho da agência click era ser o O’really. Concordo. Medíocre.
Branding dentro de social media marketing, ou social marketing, como preferir, ainda é branding. Por favor.
Mas acho que o papel deles de certa forma é esse. Não colou. Talvez na próxima. Boa sorte.