Entre a idéia e a realidade – o sucesso de Star Wars

Prazos, verba, equipe, recursos, controle de qualidade, questões legais, política, tecnologia, processos, promoção… Afff! Realmente é longo o caminho entre a idéia e o produto final. Stephen Anderson ilustrou esse percurso através de um divertido paralelo com a saga de George Lucas para levar adiante o projeto Star Wars em “Leading the Rebellion”.

Nesta apresentação realizada na Adaptive Path MX Stephen identificou algumas lições que se aplicam ao desenvolvimento de um projeto visionário.

1. Ganhe credibilidade com um projeto comercial
Foi o que Lucas fez em 1973 com American Graffiti, filme que lhe rendeu 5 indicações ao Oscar, incluindo o de melhor direção e melhor roteiro, além de 1 Globo de Ouro

2. Encontre um patrocinador
Antes de achar um investidor para o projeto é preciso encontrar alguém que acredite em você. Essa pessoa pode ser até mesmo um companheiro de equipe, papel que em Star Wars coube a Allan Ladd Jr., VP da Fox na época

3. Molde algo dentro de padrões internacionais
Antes de se tornar o melhor designer é preciso se tornar o melhor estudante de “interações humanas” e incorporar as melhores práticas de design na sua empresa

4. Torne o invisível visível
Protótipos e wireframes são uma boa forma de materializar e clarificar idéias

5. Deixe a visão direcionar a tecnologia
Ao invés de focar na interface é preciso olhar para as pessoas e entender como elas interagem com seu produto. “Desenhe antes, construa depois”, alerta Stephen

6. Seja apaixonado e prepare-se para o pior
Star Wars foi um filme que tinha tudo para dar errado. Poucas pessoas acreditavam no roteiro; no 2º dia de filmagens o deserto do Saara teve a pior tempestade em 50 anos e muitos robôs apresentaram sérios problemas técnicos. O filme ficou muito próximo de ser engavetado e o diretor George Lucas chegou a ser hospitalizado durante a produção por conta de tanto stress

Pronto para se tornar um designer Jedi e liderar a rebelião em sua empresa? De acordo com Stephen as lições não páram por aí – originalmente ele tinha previsto 15 delas, o que significa que “Leading the Rebellion” pode ainda virar uma trilogia.

Recycle TV

Minha relação com a TV mudou há exatos 3 anos, depois de ver a 1º temporada de Lost ainda pelo canal AXN. Como não seria possível esperar mais 6 meses pelos episódios da temporada seguinte, que já estava sendo exibida nos EUA, segui pelo marginal caminho dos downloads. E nunca mais acompanhei um programa sequer pela programação regular da TV, extremamente amarrada a horários que nem sempre combinam com a minha agenda ou vontade.

Um projeto colaborativo bem interessante lançado neste mês pela Isobar ilustra esse novo comportamento do telespectador. O blog Recycle TV propõe novos usos para aquele aparelho quadrado gigante – a TV pode virar uma estante de livros, hostess de bar, peça decorativa e até mesmo um colar.

Recycle TV

“Colors”, estante de livros assinada por Yegustrepo

Recycle TV

“Fashion Geek”, o colar de Giselle Beiguelman e Vera Bighetti

Recycle TV é uma divertida experiência de TV enquanto a IPTV brasileira ainda enfrenta a burocracia da lei civil, direitos de propriedade intelectual, tributação, competição e quadro regulatório, entre outras. Para o arquiteto de informação fica o desafio de se reciclar entender a TV interativa que vem por aí, tema inclusive de um post anterior.

Em tempo: chegamos ao nosso 100º post!

Gráfico interativo: NameVoyager

Gráfico interativo NameVoyager

Utilizado pelos autores do livro The Baby Name Wizard e desenvolvido por Martin Wattenberg, o gráfico interativo NameVoyager mostra em uma única interface os nomes mais populares nos Estados Unidos desde 1880 até 2007. Interessante observar a rapidez da aplicação, a alteração dinâmica da URL e a preocupação com a sinalização visual do gráfico.

Lembrou-me da tendência apontada por Stephen Levitt em Freakonomics, de que a popularidade dos nomes de bebês aparece em ondas e é influenciada pela cultura pop, por músicas, filmes, artistas, por fatos históricos e pela classe social dos pais da criança. Já existem arquitetos de informação e planejadores utilizando a ferramenta na hora de escolher nomes para suas personas, já que a ferramenta permite localizar os nomes mais populares em determinada década.

Link: NameVoyager

Desafios e idéias para o arquiteto de informação

No último sábado acordei um pouquinho mais cedo do que eu gostaria para falar com muito mais gente do que eu imaginava sobre user experience. Participei, junto com o Guilhermo Reis, da aula inaugural do curso de Pós-Graduação em Arquitetura de Informação da Faculdade Impacta de Tecnologia.

É bacana ver o nascimento de uma nova geração de AIs com formação especializada. Eu, particularmente, comecei a trabalhar na área antes mesmo de saber o que era Arquitetura de Informação – definitivamente um caminho muito mais penoso e cheio de tropeços.

Na palestra fiz um apanhado das principais idéias que tenho trazido aqui diariamente – Arquitetura de Informação cada vez mais aliada a estratégia. Também selecionei alguns cases da AgênciaClick que acompanham esse pensamento:

Conforme prometido, a palestra já está disponível no Slideshare (ainda sem o áudio):

Formulários

Eu já havia achado exagero do James Kalbach escrever um livro apenas sobre navegação. O que dizer então de uma publicação dedicada a formulários?  “Web Form Design: Filling in the Blanks” é o novo livro de Luke Wroblewski, um dos diretores de Design do Yahoo!, ex-Ebay e fundador da LukeW Interface Designs.

Luke mostra como o formulário é crucial nas interações online. Em um processo de checkout, por exemplo, um cadastro mal desenhado pode acabar com a venda.  Nas comunidades virtuais ele é um verdadeiro portal de entrada – apenas no MySpace cerca de 150 milhões de usuários começaram seu relacionamento preenchendo essas caixinhas quadradas. E são os formulários que permitem hoje toda a colaboratividade que existe na web – para colocar um vídeo no You Tube ou compartilhar um link no Del.icio.us é inevitável o preenchimento deles.

O autor disponibilizou no Flickr todos os prints utilizados no livro. Pela loja da Rosenfeld Media é possível comprar a versão digital da publicação por um preço camarada (US$ 19 ou cerca de R$ 33) e, o melhor ainda, sem longas esperas nem custo de frete.

As escolhas do dia-a-dia

Não faz muito tempo que publiquei um post carregado de lamúrias sobre a organização da biblioteca de padrões aqui na Click. Depois disso comecei a receber uma série de dicas que facilitaram muito o meu trabalho e possibilitaram a criação de uma “versão beta” (existe um nome mais bacana pra designar o que ainda não está pronto?).

É dessa leva de dicas que destaco a tese de mestrado de Christian Behrens, entitulada “The Form of Facts and Figures”. O trabalho, realizado para o programa de Design de Interfaces da Universidade de Ciências Aplicadas de Potsdam, na Alemanha, reúne uma série de 55 design patterns com indicações de uso, layout e exemplos reais de aplicação.

Behrens descreve os aspectos funcionais de componentes gráficos conhecidos – sliders, filtros e tooltips, entre outros tantos. Um ótimo material para auxiliar arquitetos de informação e designers nas escolhas do dia-a-dia.

Dia do RSS

Na última semana uma data que passou despercebida foi o RSS Awareness Day, ou o Dia da Consciência do RSS. Também não dá pra competir com o feriadão do 1º de maio, né? A iniciativa, da Blog Daily Tips, visa disseminar o uso da really simple sindycation. Estima-se que apenas 5,4% dos usuários de internet no mundo utilizem o recurso – cálculo feito com base no número de assinantes do Feedburner, atualmente na casa dos 60 milhões (a pesquisa da Avenue A | Razorfish, feita com o público norte-americano, tem números mais otimistas).

E você, usa leitores de RSS? Eu não vivo sem. Um dado curioso: 2/3 dos acessos do Arquitetura de Informação provêm de feeds.

Abaixo, um vídeo da Common Craft Store sobre o assunto: