Na última semana a Universidade John Hopkins programou seus computadores para ignorar as buscas pelo termo “aborto” (notícia do New York Times). A decisão causou controvérsia, já que restringe o acesso a informações sobre um tema de saúde pública tão relevante.
David Weinberg, autor de A Nova Desordem Digital, comentou o caso em seu blog: “Censurar termos de busca é igual a censurar metadados que, por sua vez, é o mesmo que censurar informação. Quando os chineses fazem algo do tipo nós ficamos escandalizados. Espero que na nossa vez nós fiquemos mais escandalizados ainda”.
E você, acha que as ferramentas de busca deveriam banir termos polêmicos como construção de bombas, pedofilia e consumo de drogas, por exemplo?
Sobre Silvia Melo
Quando criança eu sonhava em ser escritora, mas acabei virando jornalista e quando fui dar conta do que realmente era o meu trabalho, descobri que estava fazendo arquitetura de informação. No final das contas vi que tudo era muito parecido. Contar uma boa narrativa com início, meio e fim (ou ainda em ordem inversa) é o desafio de quem se comunica com o ser humano, seja através de um livro, de um website ou até mesmo de um aparelho celular.
Aqui no Arquitetura de Informação divido algumas histórias do meu dia-a-dia na AgênciaClick de São Paulo, onde tenho a oportunidade de criar experiências interativas para clientes como Citibank, Fiat e Brastemp (só para citar alguns).
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A John Hopkins parte do pressuposto que quem busca por um termo como “aborto” está mal intencionado, o que nem sempre é verdade. Acho que o mesmo se aplica aos termos citados por você Silvia. Em uma busca por pedofilia no Google, o que mais se vê são reportagens e artigos contra ela. Acho difícil que quem faça uso da internet para o mal se esconda em metadados populares e tão óbvios.