Meu amigo e concorrente Mário Reys, da TV1, acaba de publicar uma lista com os 100 melhores filmes de todos os tempos. Alguns vão questionar: O que a Arquitetura de Informação tem a ver com o cinema? Eu acho que a disciplina só tem a aprender com uma arte que em pouco mais de 100 anos nos mostrou como é possível contar histórias de formas tão inovadoras e surpreendentes. No ano passado, inclusive, a Juliana Constantino escreveu aqui um artigo bem interessante sobre o tema – “Narrativas gráficas”.
Voltando à lista, Mário garante que sua seleção é pop, mas desconfio – apesar de bater carteirinha no cinema (ok, não tanto quanto gostaria) vi menos de 40% dos classificados. Ele explica os motivos para assumir tamanha empreitada e bater de frente com listas tão tradicionais, como a do American Film Institute:
Adoro listas. Mas acho que alguém deveria parar, pensar e fazer algo radical. Que tal criar uma nova, com os filmes mais recentes, ou, talvez, uma reservada apenas para os clássicos? Vamos sacar “Cidadão Kane”, “O Poderoso Chefão” e “Casablanca” do pódium. [... ] Nada a ver com arte ou qualidade. Tudo a ver com a sustentabilidade do cinema para as novas gerações.
Para não estragar a descoberta desse delicioso ranking só vou dizer que “Cidadão Kane”, de Orson Welles, ocupa a 10ª posição.