O nome das coisas
Março 19, 2008 de Silvia Melo
Sempre que perguntam o que eu faço não tenho dúvida: “arquitetura de informação”. É uma resposta tão automática quanto incompleta, pois esconde uma série de outras atividades que também fazem parte do meu dia-a-dia e vão além da categorização e classificação de conteúdos: benchmarks, testes de usabilidade, desenho de interfaces e outras tantas.
O designer de interação Dan Saffer, da Adaptive Path, dedicou um capítulo de seu último livro, Designing for Interaction, para dar nome às coisas. Fica fácil entender porque a confusão das disciplinas do “design de interação” é tão corriqueira: além de estarem sob o mesmo guarda-chuva, elas possuem características semelhantes e, sem dúvida, complementares.

Arquitetura de informação (information architecture): Estruturação e categorização de conteúdos de forma que eles sejam “encontráveis”
Design de comunicação (communication design): Criação de uma linguagem visual para comunicar o conteúdo. Fontes, cores e o layout de websites e impressos são alguns exemplos dessa disciplina
Desenho industrial (industrial design): É a formatação do “produto” de forma que ele comunique a sua utilidade e ao mesmo tempo seja funcional
Fatores humanos (human factors): Faz com que os “objetos” se adaptem às limitações do corpo humano, tanto física quanto psicologicamente
Interação homem-computador (human-computer interaction): É uma disciplina muito próxima do “design de interação”, mas com métodos mais quantitativos. Ao invés de questionar como os homens se relacionam entre si, investiga a relação dos homens com as máquinas. Os sistemas operacionais dos computadores, como o Windows, são um exemplo de IHC
Design centrado no usuário (user-interface engineering): É uma subcategoria tanto do “design de interação” quanto da “interação homem-computador” que foca nos elementos que permitem essa interação. O display da câmera digital, por exemplo, é um exemplo de design centrado no usuário
Engenharia de usabilidade (usability engineering): Testa os produtos de forma que eles façam sentido para seus usuários
Confesso que ainda vou continuar misturando tudo, mas quando precisar, com certeza vai ficar mais fácil saber ao quê recorrer (ou blasfemar).
Muito bacana! Responde um pouco aos questionamentos que levantei no post de 04/03 no meu blog. Valeu pela dica!
“Design de Comunicação”
Enfim uma denominação que funciona!
Agora vem à cabeça.. “como é que nunca pensei nisso antes?!”;
realmente interessante, e esclarecedor.
mas me pergunto após ver isso: O bom AI é o que faz AI bem, ou, que faz de tudo isso ai um pouco?
Da até um “hunfs” de desanimo, saber que isso, aqui no Brasil, esse modelo não vai ser uma pratica de mercado =(
ps.: Gostei do “blasfemar”…rsrs
[],s
Oi Fabio. Acho que o bom profissional tem que fazer bem o seu trabalho e, sem dúvida, ter uma boa noção de todo o resto. Eu mesma sou péssima designer, mas sei dizer quando um layout não atende as necessidades. No próprio livro do Dan Saffer ele comenta que não existe empresa com um profissional exclusivo para cada disciplina. Portanto, não tenha isso como um modelo de trabalho.