O mito da rolagem
Fevereiro 21, 2008 de Silvia Melo
Quem nunca tentou espremer o conteúdo ao máximo para que ele ficasse acima da linha de rolagem que atire a primeira pedra. E quem nunca refez uma diagramação quando descobriu que era impossível evitar o inevitável scroll? Também não devem ter sido poucas as vezes em que foi preciso justificar para o cliente o uso da malfadada rolagem.
O estudo feito pela ClickTale com 120 mil páginas da web entre novembro e dezembro de 2006 traz algumas justificativas e respostas para que seus sites não fiquem limitados a uma determinada resolução. Importante destacar que a pesquisa incide apenas sobre a rolagem vertical. Seguem alguns números, como o cliente gosta:
- 96% das páginas da web possuem rolagem
- 76% dos usuários que encontram páginas com rolagem fazem uso da mesma, pelo menos pelas 2 ou 3 páginas abaixo da resolução
- 23% dos usuários costumam fazer a rolagem até o final, independente do tamanho da página
O estudo ainda faz algumas recomendações:
Não tente espremer a página para deixá-la mais compacta. O benefício para os visitantes é mínimo. Caso a página tenha scroll, a maioria irá usá-lo
Já que a rolagem é um mal necessário, invista em um layout que facilite o escaneamento das áreas mais baixas da página (essa também é uma dica de outro estudo, o Eye Track III)
MAIS SOBRE O TEMA
Unfolding the fold
Blasting the mith of the fold
The fold is an unecessary limitation
Agora é navegar e rolar (não resisti ao trocadilho)!
Eba! Estamos livres!
Acho que tem mais um fator que contribui pra gente desencanar desse mito: as pessoas cada vez mais usam telas de tamanhos diferentes para acessar a web (monitores do tamanho de uma televisão, notebooks pequeninos, computadores de mão etc.) E ainda por cima cada um usa a resolução que bem entende!
Logo:
- fica mais difícil definir onde fica a rolagem
- menos relevante essa preocupação com a “dobra”
- e mais importante criar sites de adaptáveis para todos os formatos e tamanhos.
Sem falar Elisa nos mouses com rollers com tração nas 4 rodas e amortecedores q facilitam mto o “trabalho” do usuário…..
Concordo plenamente Elisa. Se formos levar em conta cada resolução, vamos nos limitar cada vez mais. Caroline, foi bem legal você ter citado aquela “rodinha” do mouse. Neste último artigo que mencionei, “The fold is unecessary limitation”, o autor Rod MacQuarrie lembra que ela existe desde 1996.
Concordo também! Só acho perigoso se alastrar uma das modas de web 2.0, que é colocar uma fotooona imensa na home, fazendo o usuário ter de rolar pra ver o conteúdo de verdade.
E vale lembrar que o pé da página também faz sentido - é um bom lugar pra links como política de privacidade, contato etc.
No meu ponto de vista o scroll não é um “mal” necessário, é uma ferramenta, já que não é grande o número de usuários de telas de 19″ com resolução de 1280×960, e os que são usuários nesses moldes se depararão com um site “vazio”.
Sites em flash com resolução fixa de 800×600 devem dar uma sensação de “vazio” já na resolução de 1024×768, ou seja, dá impressão de falta de informação…
Pessoalmente, se o site é feito em flash eu não passo mais de 2 minutos no site, mesmo que precise da informação, pois site em flash é mais informação visual que textual. Sites em html sem scroll também não me despertam muito interesse pela pouca quantidade de informação textual que há nele, geralmente textos divididos e subdivididos em milhares de links, com cara de manual web não me despertam interesse.
Sou totalmente fã do scroll enquanto não couber uma página inteira de pdf totalmente legível no meu monitor!
[...] Silvia Melo postou uma [excelente] pesquisa da Click Tale sobre o mito da rolagem. Depois que o Chuck Norris da [...]