(do Orwell, não do Bial!)
Dá medo pensar na quantidade de informações sobre mim a que outras pessoas podem ter acesso sem que eu perceba. E hoje parece que meus feeds de notícias resolveram alimentar minha pequena paranóia.
No Estadão de hoje, “Programa da Microsoft permite vigilância total de funcionários” (matéria original do Times). O software teria a capacidade de monitorar “o ritmo cardíaco, a resposta elétrica da pele, os sinais cerebrais, o registro das correntes elétricas geradas num músculo, as expressões faciais e a pressão sanguínea” e ainda “detectar automaticamente a frustração ou o estresse do usuário e oferecer ajuda quando for necessário”.
Deixando de lado o medo de um futuro sinistro, acho que esse monitoramento tem implicações interessantes para nós, arquitetos. Se o usuário está frustrado, o site pode se transformar de forma a gerar mais interesse. Um texto institucional chato pode dar lugar a um vídeo bacana que o faça relaxar um pouco e se interessar de novo pelo conteúdo do site. Se ele está em um game, a frustração pode ser a deixa para que o sistema indique sutilmente o que fazer ou a saída.
Na BBC, “Researchers plunder social networks” (Pesquisadores fazem algo entre invadir e saquear redes sociais). Fala sobre como o Facebook pode ser utilizado como uma grande base de dados sobre preferências, hábitos e relacionamentos. O fato de ser uma base de dados não é novidade, mas me impressionei um pouco com o uso oficial disso para mapear os rastros digitais que estamos deixando por aí. E espero que esse tipo de pesquisa não caia em mãos erradas.
Gostei da idéia do monitoramento emocional do usuário, apesar de achá-lo muito vulnerável a fatores externos. Quando entramos em um site não imergimos tanto a ponto de ignorar o que acontece no mundo real ou de esquecer todos os problemas.
E sim, dá um certo medo do que pode ser feito com informações desse tipo…