Vaga para arquiteto de informação sênior

Ano novo emprego novo, que tal? A Agência Click está com uma vaga para arquiteto de informação sênior – para começar a trabalhar quando o ano realmente começa, logo depois do Carnaval.

O que a AgênciaClick entende por sênior: é um profissional que extrapola as competências técnicas e tem uma boa visão gerencial, além de formação profissional avançada (curso técnico, especialização, pós, entre outras). O sênior não pensa apenas no job que está desenvolvendo, mas também na contribuição que ele pode dar ao mercado com seu trabalho.

Na equipe de Criação da Click o arquiteto sênior participa ativamente da definição da estratégia criativa e da macro arquitetura dos projetos, incluindo a apresentação (e defesa) das mesmas para clientes. O profissional deste perfil também colabora na geração do conhecimento da empresa e no controle de qualidade dos trabalhos desenvolvidos.

QUALIDADES DESEJADAS

  • Orientação a clientes
  • Comunicação clara
  • Compromisso com a alta qualidade
  • Capacidade de assumir desafios
  • Senso de urgência
  • Visão de projetos
  • Inovação
  • Orientação para resultados
  • Avaliação de riscos
  • Trabalho em equipe
  • Noções de Visio, Axure e PowerPoint
  • Inglês avançado
  • Bom humor (sempre)
  • Paciência, pois nem tudo são flores na vida de um AI

Você se encaixa neste perfil? Mande um currículo (e se possível um portifólio com os principais trabalhos realizados) para meu e-mail. ASAP!

Quem tem medo de “busca avançada”?

De vez em quando é muito bom encontrar algo que te chacoalhe um pouco. Eu me sentia muito tranquila em sempre usar um campo de busca, um botão “OK” e um link “Busca avançada” (como no Google ou no Yahoo!). Daria até pra cortar e colar o grupo de elementos de um wireframe para outro. Até que li no Boxes and Arrows um artigo que começa mais ou menos assim: “The people who do use Advanced Search are your most fanatical users, the professional librarians, spooks, and private investigators” (resumindo, quem usa o “Busca avançada” é nerd no assunto).

Opa! Eu até me considero nerd em vários aspectos, mas não lembro quando foi a última vez que cliquei em um link “Avançado”. Normalmente vou à caixa do Google e uso meus conhecimentos de aspas, sinais de mais e de menos. Ou, em sites mais direcionados, uso os filtros que estão já na página de resultados.

Comigo acontece, e já vi acontecer com alguns usuários também: dá preguiça (e até medo!) de encarar aquela batelada de opções que aparece na busca avançada, que às vezes mais parece um formulário chato de preencher. E como o campo de busca já está ali dando sopa, melhor preencher com qualquer coisa e ver no que dá. Nielsen até recomendou assustar os usuários novatos usando o termo “avançado”, mas Stephen Turbek, autor do artigo, faz uma proposta um pouco mais “democrática”.

A idéia não é revolucionária, mas bem arranjada: começar com uma busca simples e ir mostrando as opções de filtros aos poucos, apenas quando são necessárias. Um jeito bom de mostrar aos usuários as maravilhas dos filtros de busca, mas sem assustar. E o diálogo que ele estabelece (literalmente!) com o usuário, na primeira ala de filtros, fica bem simpático:

Bom, a imagem acima é só o começo da proposta. Vale gastar um tempinho para ler tudo e ver os outros exemplos:
Advancing Advanced Search, Stephen Turbek, no Boxes and Arrows.

Bad Usability Calendar 2008

Bad Usability Calendar 2008Há alguns dias saiu a versão 2008 do Bad Usability Calendar. Uso exagerado de elementos “web 2.0″, abuso de navegação por abas e possibilidade de customização levada ao extremo são apenas alguns dos erros apontados no calendário.

E ainda dá para baixar em pdf, imprimir e deixar em cima da mesa, para lembrar sempre de conferir se você não está complicando demais as coisas.

No site tem também o arquivo com os calendários anteriores.

Lost in translation – micos de viagem

Adoro viajar, mas contrariando a preferência da maioria gosto ainda mais de voltar. Aqui tenho minha casa, meus amigos e uma zona de conforto que só é percebida quando se está fora dela. A volta também traz uma deliciosa bagagem de fotos e histórias que serão repetidas ao longo dos anos, muitas vezes encurtando o caminho da próxima viagem. Como ainda estou nessa embriaguez pós-férias vou aproveitar para relatar algumas dessas recordações. Escolhi aquelas que a gente nunca esquece – os micos. E não é que eles geralmente estão relacionados a problemas de usabilidade?

Reservas de hotel pela internet: as pegadinhas aqui estão em toda a parte. As fotos das acomodações raramente correspondem à realidade. E os mapas de localização nunca revelam as verdadeiras atrações dos arredores – mendigos, casas de prostituição, obras barulhentas… Mas a pegadinha mais onerosa encontrei no site da rede Accor. Fiz reservas em dois hotéis distintos – a primeira em pesos argentinos (ARS) e a segunda, que só descobri no momento de pagar, em dólares americanos (USD). Ou seja, uma conta três vezes maior do que a prevista, já que 1 USD = 3 ARS. Não posso dizer que as informações não estavam lá, mas como a primeira transação foi feita em uma moeda, fiz a segunda no automático, totalmente desatenta a este “pequeno” detalhe. Bye-bye free shop!

Cardápios: já comi lingüiça no lugar de filé mignon, milho ao invés de chocolate e torta por pastel. Por que os cardápios não trazem fotos? As traduções geralmente pioram o quadro e viram motivo de piada. Aqui mesmo no Brasil já me diverti com algumas delas: “against filet” (contra-filé) e “colds” (frios). Além dos enganos também há o problema com a quantidade. Quem nunca pediu dois pratos que serviriam a um batalhão? O jeito é embrulhar tudo para viagem

Vending machines: essas máquinas de snacks e bebidas podem salvar vidas. Elas são um verdadeiro oásis no deserto quando a fome aperta em horas impróprias. O grande problema é que elas não têm o botão de “confirma”. Na viagem mais recente lembro de ter gasto minhas últimas moedas com um refrigerante bem açucarado (que eu simplesmente detesto) no auge da sede. Quem mandou teclar 70 ao invés de 60?

Torneiras e vasos sanitários: acho que a humanidade gastou boa parte de sua cota de criatividade no desenvolvimento dessas engenhocas. Já tinha desistido de lavar as mãos antes da refeição em um restaurante quando descobri que a torneira era acionada através de um pedal. Antes disso fiz uma verdadeira performance atrás de sensores que fizessem a água cair. Sem falar em um vaso sanitário que quase deixei transbordar – a descarga, após ativada, deveria ser desligada manualmente

Vou parar por aqui porque a lista é realmente grande. E para mostrar que não estou só neste mundo, seja solidário e conte também os seus micos de viagem!

Privacidade e o medo do Big Brother

(do Orwell, não do Bial!)do filme

Dá medo pensar na quantidade de informações sobre mim a que outras pessoas podem ter acesso sem que eu perceba. E hoje parece que meus feeds de notícias resolveram alimentar minha pequena paranóia.

No Estadão de hoje, “Programa da Microsoft permite vigilância total de funcionários” (matéria original do Times). O software teria a capacidade de monitorar “o ritmo cardíaco, a resposta elétrica da pele, os sinais cerebrais, o registro das correntes elétricas geradas num músculo, as expressões faciais e a pressão sanguínea” e ainda “detectar automaticamente a frustração ou o estresse do usuário e oferecer ajuda quando for necessário”.

Deixando de lado o medo de um futuro sinistro, acho que esse monitoramento tem implicações  interessantes para nós, arquitetos. Se o usuário está frustrado, o site pode se transformar de forma a gerar mais interesse. Um texto institucional chato pode dar lugar a um vídeo bacana que o faça relaxar um pouco e se interessar de novo pelo conteúdo do site. Se ele está em um game, a frustração pode ser a deixa para que o sistema indique sutilmente o que fazer ou a saída.

Na BBC, “Researchers plunder social networks” (Pesquisadores fazem algo entre invadir e saquear redes sociais). Fala sobre como o Facebook pode ser utilizado como uma grande base de dados sobre preferências, hábitos e relacionamentos. O fato de ser uma base de dados não é novidade, mas me impressionei um pouco com o uso oficial disso para mapear os rastros digitais que estamos deixando por aí. E espero que esse tipo de pesquisa não caia em mãos erradas. :|

Top 10 ideas in 2007

Já que arquiteto de informação adora uma boa lista, fica aqui a dica:

O Springwise publicou esta semana sete listas com as melhores business ideas de 2007, separadas por ramo de negócios. É uma ótima chance de relembrar o que foi publicado no site durante o ano, conferir se você não perdeu nada e buscar inspiração para ter boas idéias em 2008:

Catequização 2.0

Um estudo recente do Pew Internet & American Life Project mostra que os jovens estão criando cada vez mais conteúdo online, inspirados no crescente sucesso das redes sociais como MySpace e Facebook. Os resultados do estudo não trazem nenhuma novidade surpreendente, mas confirmam alguns fatos interessantes.

Algumas curiosidades reportadas:

  • Garotas postam muito mais em blogs do que os garotos.
  • Os garotos, por sua vez, preferem subir vídeos em sites de compartilhamento.
  • Pasmem: os teens estão restringindo cada vez mais o acesso de outros usuários a suas fotos e vídeos online, contrariando o pensamento generalizado de que os teens usam essas ferramentas por puro exibicionismo.
  • O e-mail tem se mostrado uma ferramenta típica de pessoas mais velhas. “Eu não uso muito o e-mail porque eu não sei o e-mail dos meus amigos”, diz uma entrevistada. Será que é hora de repensar o “Enviar por e-mail” em sites teen?

No entanto, acredito que o dado mais importante do estudo seja a constatação que os adolescentes estão dominando as ferramentas online cada vez mais cedo, o que mais pra frente poderá lhes conferir vantagens na vida social e profissional.

No Brasil não é diferente. Redes sociais como o Orkut estão ensinando os usuários, em doses homeopáticas, a formatarem recados em html, embedarem vídeos e widgets, montarem slideshows, cadastrarem feeds e até a realizarem funções mais simples, como organizar fotos em álbuns. Sempre existem os mais conservadores que dizem que “o orkut está ficando muito complicado”, mas no geral a aceitação é boa. Se não fosse boa, sua página de recados não estaria tão recheada de scraps automáticos, vídeos do youtube e irritantes slideshows musicais =)

Motivados pelas redes sociais, os jovens estão aprendendo a gerar e gerenciar conteúdos cada vez mais ricos, o que acaba demandando interfaces que prezem pela simplicidade e facilidade de uso. Se utilizadas com cautela e dosadas com muita usabilidade, redes sociais e outras ferramentas “2.0″ podem se tornar grandes democratizadores e catequizadores da internet, levando recursos que antes eram complicadíssimos e típicos de nichos geeks da web a cada vez mais usuários. Não é só de lucro que vive a internet, não é mesmo?

Via SFGate.com

De arquiteta de informação a diretora de criação

Juliana ConstantinoDesde que comecei a escrever aqui tenho comentado muito sobre a valorização do arquiteto de informação no segmento web, principalmente por conta dos resultados de pesquisas como a da revista A List Apart e do próprio IA Institute.

Agora volto novamente ao tema, mas desta vez com base em uma experiência mais próxima. Neste último mês de dezembro a ex-coordenadora de arquitetura de informação Juliana Constantino foi oficialmente nomeada diretora de criação da AgênciaClick, um dos cargos de maior destaque em empresas dessa natureza.

A promoção não é nenhuma surpresa. Já faz tempo que o nome de Juliana aparece nas fichas técnicas de diversas campanhas, algumas inclusive premiadas em festivais internacionais como o Cannes Lions e The One Show. O fato inusitado é que pela primeira vez uma arquiteta de informação, pelo menos no Brasil, assume um cargo tradicionalmente ocupado por redatores e diretores de arte.

Na entrevista a seguir Juliana fala um pouco sobre arquitetura de informação, criatividade e de seu novo desafio para 2008:

Arquitetura de Informação é uma disciplina técnica ou criativa?

Juliana Constantino - Criativa, sem dúvida. Aliás, criatividade se aplica a diversas áreas. As pessoas tendem a confundir técnica com automatização de soluções, por isso todo mundo acaba polarizando o técnico e o criativo, como se fossem habilidades específicas e excludentes, mas na verdade não são.

Outro dia mesmo eu estava lendo um livro chamado “Interface Culture“, de Steven Johnson, no qual ele discute justamente essa cisão cultural das habilidades que não existiam na época do renascimento e agora, na nossa era digital e colaborativa fazem muito pouco sentido também.

Como o arquiteto de informação pode alcançar posições de destaque e valorizar o trabalho de AI dentro de uma empresa?

Juliana Constantino – Acho que o arquiteto tem uma “vantagem competitiva” em relação aos outros profissionais, pois tem uma visão completa do projeto e participa desde a sua concepção. Acho que o melhor caminho para valorizar o trabalho de AI é aproveitar esta condição de domínio da informação e participar de todas as etapas do projeto.

Além disso, voltando na questão da polarização, acho que o arquiteto não pode se limitar a 10-leis-de-sei-lá-quem para desenvolver seu trabalho. O arquiteto deve ter em mente que o internauta evolui e demanda cada vez mais experiências sedutoras e isso é um trabalho de comunicação.

Apesar de as referências serem importantes, não dá para partir do princípio que tudo de melhor já foi desenhado. Temos que inovar, criar. Afinal, os testes estão aí para nos ajudar a descobrir o que funciona e o que não funciona.

É novidade um arquiteto de informação virar diretor de criação. Existe preconceito com essa formação não-ortodoxa?

Juliana Constantino - Olha, a maioria dos diretores de criação que conheço é diretor de arte ou redator. Acho que é sim uma coisa meio nova um arquiteto dirigir um time criativo, até por causa dessa visão simplista que o mercado tem sobre a disciplina. Acho que falta um pouquinho as pessoas entenderem a arquitetura como uma peça fundamental para que o diálogo interativo aconteça com eficiência.

Com relação a preconceito, acho que o mercado conhece muito pouco ainda o trabalho de arquitetura, mas não posso reclamar da AgênciaClick. Lá a disciplina sempre foi parte chave do processo criativo, tanto que todos os diretores de criação que passaram por lá têm muito carinho e um bom conhecimento na área.

Parabéns Juliana! Estamos torcendo por você. Vamos também aqui tentar tirar proveito dessa “vantagem competitiva” que temos em relação aos demais profissionais ;o)