Antes do wireframe

Quando o Raphael Vasconcellos assumiu a diretoria de Criação da AgênciaClick neste último semestre ele me deu um verdadeiro susto. Afinal de contas uma de suas primeiras resoluções foi “acabar” com a Arquitetura de Informação. Nosso pequeno cardume, que vivia unido com seus mapas e wireframes, foi literalmente dissolvido. E dali em diante, como seria? “Agora tudo é Criação”, explicou o novo big boss.

Na nova organização arquitetos foram posicionados ao lado de designers e de redatores. A integração não só facilitou a troca de conhecimento como também ajudou esses duos e trios a pensarem juntos em estratégia, criação e tudo o que vem antes do wireframe. Na verdade o Rapha não havia eliminado a área de Arquitetura de Informação, mas sim removido as barreiras em torno dela.

Os primeiros resultados foram surpreendentes e mostraram como esses pequenos times dão certo – espero divulgar alguns deles muito em breve. Na última semana, Brandon Schauer (Adaptive Path) publicou um post que ilustra exatamente o que está acontecendo aqui na Click: “rabiscoframes”. Essa é nossa adaptação para o que ele chamou de “sketchboards”.

Em um vídeo de pouco mais de 1 minuto Schauer mostra como sua equipe está criando melhor e mais rápido se utilizando do tradicional papel:

Schauer também destacou alguns pontos negativos do uso de wireframes na fase inicial do projeto. Faço das palavras dele as minhas:

  • Wireframes drenam tempo e atenção para as atividades e os detalhes errados
  • Restringem a criatividade
  • Não incentivam o trabalho de equipe

O “rabiscoframe” é uma metodologia simples e barata que vale a pena ser testada. Mesmo que você faça o múltiplo papel de AI e designer da sua empresa pode envolver outros profissionais que estariam de fora nessa fase inicial.

Sobre Silvia Melo

Quando criança eu sonhava em ser escritora, mas acabei virando jornalista e quando fui dar conta do que realmente era o meu trabalho, descobri que estava fazendo arquitetura de informação. No final das contas vi que tudo era muito parecido. Contar uma boa narrativa com início, meio e fim (ou ainda em ordem inversa) é o desafio de quem se comunica com o ser humano, seja através de um livro, de um website ou até mesmo de um aparelho celular. Aqui no Arquitetura de Informação divido algumas histórias do meu dia-a-dia na AgênciaClick de São Paulo, onde tenho a oportunidade de criar experiências interativas para clientes como Citibank, Fiat e Brastemp (só para citar alguns).
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8 respostas para Antes do wireframe

  1. Cheguei a trabalhar com o Rapha na Click e vi que ele já vinha tentando fazer isso. Estava tentando integras as equipes para que os projetos pudessem ser discutivos em conjunto. No caso seria o arquiteto, o designer e um interface (diga-se profissional de tecnologia).

    Inspirado nessa visão que tive e algumas outras discussões com outros profissionais, fiz um post no meu blog falando sobre a nova dupla de criação.

    http://www.rogeriopa.com/blog/?p=241

  2. Silvia Melo disse:

    Muito boa a comparação com as tradicionais “duplas criativas” das agências de publicidade, Rogério. É isso mesmo. A maior dificuldade dessa mudança acho que foi fazer o resto da empresa (estou me referindo à área de Negócios) entender que o projeto começa com uma equipe, e não com um profissional de uma célula específica como a Arquitetura de Informação, o Design, ou a Interface.

  3. Pingback: Rogrio Pereira - Arquiteto de Informao » Blog Archive » Problemas de interpretao do wireframe

  4. osmar disse:

    mas esquecem de dizer que o Rabiscoframe é um wireframe.

  5. Silvia Melo disse:

    Oi Osmar. O “rabiscoframe” tem elementos do wireframe sim, mas acho que são coisas distintas. Até mesmo porque os “rabiscos” não constituem uma documentação propriamente dita, e muito menos são entregáveis.

  6. Rafael disse:

    Hi Peoples,
    pessoal trabalho com design de multimídia a um bom tempo,
    gostaria de saber se alguem pode me indicar um bom programa de Wireframa please.

    Thanks

  7. Pingback: Problemas de interpretação do wireframe « Rogério Pereira – Arquiteto de Informação

  8. Pingback: Wireframes, Rabiscoframes e Sketchboards… « Theodozio

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