Quando o Raphael Vasconcellos assumiu a diretoria de Criação da AgênciaClick neste último semestre ele me deu um verdadeiro susto. Afinal de contas uma de suas primeiras resoluções foi “acabar” com a Arquitetura de Informação. Nosso pequeno cardume, que vivia unido com seus mapas e wireframes, foi literalmente dissolvido. E dali em diante, como seria? “Agora tudo é Criação”, explicou o novo big boss.
Na nova organização arquitetos foram posicionados ao lado de designers e de redatores. A integração não só facilitou a troca de conhecimento como também ajudou esses duos e trios a pensarem juntos em estratégia, criação e tudo o que vem antes do wireframe. Na verdade o Rapha não havia eliminado a área de Arquitetura de Informação, mas sim removido as barreiras em torno dela.
Os primeiros resultados foram surpreendentes e mostraram como esses pequenos times dão certo – espero divulgar alguns deles muito em breve. Na última semana, Brandon Schauer (Adaptive Path) publicou um post que ilustra exatamente o que está acontecendo aqui na Click: “rabiscoframes”. Essa é nossa adaptação para o que ele chamou de “sketchboards”.
Em um vídeo de pouco mais de 1 minuto Schauer mostra como sua equipe está criando melhor e mais rápido se utilizando do tradicional papel:
Schauer também destacou alguns pontos negativos do uso de wireframes na fase inicial do projeto. Faço das palavras dele as minhas:
- Wireframes drenam tempo e atenção para as atividades e os detalhes errados
- Restringem a criatividade
- Não incentivam o trabalho de equipe
O “rabiscoframe” é uma metodologia simples e barata que vale a pena ser testada. Mesmo que você faça o múltiplo papel de AI e designer da sua empresa pode envolver outros profissionais que estariam de fora nessa fase inicial.
Cheguei a trabalhar com o Rapha na Click e vi que ele já vinha tentando fazer isso. Estava tentando integras as equipes para que os projetos pudessem ser discutivos em conjunto. No caso seria o arquiteto, o designer e um interface (diga-se profissional de tecnologia).
Inspirado nessa visão que tive e algumas outras discussões com outros profissionais, fiz um post no meu blog falando sobre a nova dupla de criação.
http://www.rogeriopa.com/blog/?p=241
Muito boa a comparação com as tradicionais “duplas criativas” das agências de publicidade, Rogério. É isso mesmo. A maior dificuldade dessa mudança acho que foi fazer o resto da empresa (estou me referindo à área de Negócios) entender que o projeto começa com uma equipe, e não com um profissional de uma célula específica como a Arquitetura de Informação, o Design, ou a Interface.
[...] idias em folhas de papel usando lpis e papel fazendo prottipos de baixa fidelidade. Os famosos rabiscoframes. Como no podemos fazer entregas para os nossos clientes de forma desorganizada, passamos essas [...]
mas esquecem de dizer que o Rabiscoframe é um wireframe.
Oi Osmar. O “rabiscoframe” tem elementos do wireframe sim, mas acho que são coisas distintas. Até mesmo porque os “rabiscos” não constituem uma documentação propriamente dita, e muito menos são entregáveis.