Tanto o urso polar do hemisfério norte quanto o do livro do Peter Morville e do Lou Rosenfeld estão em constante perigo. O primeiro pelo aquecimento global, que está derretendo o gelo do círculo polar ártico e afogando centenas deles. O segundo pela ignorância. Infelizmente não são todas as empresas que despertaram a consciência para questões como o design centrado usuário, a usabilidade e a acessibilidade - e nem preciso lembrar do meio ambiente.
Estávamos discutindo o redesign da página e adorei quando o Fabricio Teixeira veio com a idéia de salvar o urso. Vejo em nosso blog o lugar perfeito para uma verdadeira militância pró-arquitetura de informação e o urso não poderia representá-la melhor. Espero que vocês tenham gostado.
Procuramos nos templates do Word Press um que tornasse a leitura dos posts mais fácil e agradável, destacando features como o “RSS” e “enviar comentários”. Nossas “tags” (ou categorias) também estão em mais evidência, embora ainda necessitem de uma boa revisão (isso tem cara de promessa de ano novo). E o “arquivo” vem com toda a força para nos cobrar cada vez mais atualizações.
Depois de todo esse tratamento para o verão 2008, nos resta tirar a canga e abrir ainda mais espaço para que você participe com idéias, críticas e sugestões!

Oi amigos da Click!
Essa conversa sobre o dispertar da consciência me fez lembrar uma história que a Juliana Gaiba me contou hoje:
uma conhecida dela acaba de ser contratada, com registro em carteira e tudo mais, para o cargo de arquiteto de informação de uma empresa/desenvolvedora de interfaces digitais (sites, intranets, softwares etc). Qual é o problema? A menina, cujo sonho distante é ser design de embalagens, nunca desenvolveu nem teve contato próximo com qualquer documentação de arquitetura de informação. Até então, só ouviu dizer e sabe do que do que se trata… Não, ela não terá um tutor ou, sequer, um profissional que entenda do assunto por perto. Vai tocar tudo sozinha.
Agora me respondam, o que esse fulano que anunciou uma vaga “contrata-se arquiteto de informação” e carimbou a tal carteira pensa da nossa profissão? Será que o cliente exigiu que ele tivesse um profissional com esse título lá dentro e ele achou que assim resolveria? Ou será que ele leu na lista Aifia_pt que basta ter bom senso (não é o que muitas vezes é dito lá?) para tomar decisões de fluxos, hierarquia de conteúdo, taxonomia, usabilidade, acessibilidade etc?
Como é o que alguém contrata um profissional sem saber o que ele deve fazer e, pior, sem saber se ele tem conhecimento?
Ai, ai, ai…
Salvem o urso polar, mesmo!!!
Alguém dê um urso polar para essa menina!
Sobre o template do blog, vale comentar que também mudou a localização do link para comentários / comentar. No meu último post (e único, snif) uns amigos tiveram dificuldade com isso. O link ficava no topo do post, do lado do título e, acostumados com o padrão -link embaixo do post- eles se confundiam e acabavam comentando no post errado.
Eu até achava legal ter o número de comentários ali em cima, mas nesse caso a usabilidade vence.
Acontece muito de empresas colocarem pessoas sem experiência somente para preencher vagas… é uma pena…
Gi, que bom te ver por aqui! Bem, acho que isso é um pouco reflexo da falta de cursos de especialização. Aqui na Click costumamos aplicar testes para o cargo porque muita gente, embora nunca tenha trabalhado como AI, tem as qualidades exigidas para a profissão. Mas muitos estão bem longe disso. Quem contrata deve se aprofundar no assunto até mesmo para não vender gato por lebre. No final das contas, o usuário (e não só o cliente) é quem vai pagar o pato.