Navegação por acelerômetros

Há alguns dias surgiu um post muito bacana no Webinsider falando sobre os acelerômetros, dispositivos encontrados em gadgets como o iPhone que permitem que o aparelho adapte a orientação do visor quando rotacionado para a horizontal ou para a vertical.O interessante é que esses acelerômetros evoluíram a ponto de conseguirem transformar os pequenos movimentos do usuário em funções dentro da interface, a exemplo do que acontece com o controle do Wii. Transportando este recurso para o celular, surgem novas experiências e novas metáforas. O vídeo abaixo, do Nokia N95, mostra bem tais possibilidades:

Mas assistindo a esse vídeo me surgiram alguns questionamentos, me corrijam se eu estiver errado.

A experiência fica realmente mais rica girando o aparelho para um lado e para o outro ao invés de apertar botões? Não me imagino chacoalhando meu celular para chegar a um determinado item no menu ou cada vez que eu quiser mudar de música. Será que recursos como estes podem um dia substituir a navegação tradicional por botões? Ou será que funciona apenas para interfaces mais lúdicas como games e brinquedos infantis?

8 thoughts on “Navegação por acelerômetros

  1. Ótimo post Fabricio. Ele nos mostra outras possibilidades que podem ser consideradas no desenho de uma interface. Bem, sobre os acelerômetros (mais uma palavrinha pro meu vocabulário) do Nokia N95, vejo que eles são um complemento a navegação, que pode ser realizada tradicionalmente pelo botão. Até usarmos como um substituto acho que ainda leva um tempo. Teria que haver inteligência para saber que você está chacoalhando o celular para mudar de foto e não para simplesmente mostrá-la ao seu amigo do lado. De qualquer forma, é um interessante recurso que melhora bem a acessibilidade do aparelho – além dos portadores de deficiência, temos os usuários multitask, que usam o celular enquanto comem, dirigem (não recomendado) e saltam de pára-quedas. rs

  2. Não sei se isso é cabivel, mas o que necessita de mais esforço: apertar um botão ou virar o celular para o lado?

    Talvez se observarmos as possibilidades através da ergonomia, o acelerometro auxiliando a navegação pode ser um componente interessante.

  3. Acho que isso funcionou muito bem nos jogos via celular, como mostra o vídeo. Mas fiquei bem perdida quando ele começou a vira o aparelho pra lá e pra cá para avançar a música, mudar de faixa etc. O sujeito devia ser um marioneteiro (minha tradução tosca de puppeteer) para conseguir realizar tantos movimentos diferentes.

    Senti falta de dicas visuais que mostrassem quais os efeitos de cada movimento, sabe? Me deu a impressão de que o sujeito já sabia navegar muito bem pelos botões e adaptou isso para a navegação por acelerômetros. Não? Bom, não sei. Estou meio cabreira com a aplicação disso fora de jogos.

    p.s. Ótimo o cara falando francês e ouvindo um música chamada “Quanta bobeira”. :)

  4. Acho que essa forma de navegação é muito interessante, mas acredito que deve haver um aprendizado por parte do usuário para que ele consiga a se habituar a essa forma de navegação. Ele precisa criar uma mapa mental de como essa navegação irá funcionar.

  5. Acho que por enquanto só é bacana para games e para a câmera saber se está em posição horizontal ou vertical, por exemplo – não sei se é possível, mas seria legal também uma informação, no modo câmera, sobre se o telefone está paralelo ao chão ou torto para algum lado.

    Mas daqui a algum tempo, quem sabe isso não vira uma interface bacana? Ainda mais se juntar com outros recursos, como as câmeras de videoconferência que ficam viradas para o usuário – dessa forma, daria para o celular saber se seu dono está chacoalhando o telefone mesmo ou virando para mostrar para mais alguém, por exemplo :)

  6. Fala fabricio!!!!!
    que irado saber q vc visita meu blog, cara. ainda mais pq ele é muito mais pessoal do que profissional.
    Sinal de que escrevo sobre coisas bacanas…
    Fiquei muito feliz e agora vou ver os seus também.
    Um grande abraço e nos vemos na Click!!!

  7. Pingback: Dez acontecimentos para lembrar de 2007 como um bom ano « Arquitetura de Informação

  8. Achei seu post por acaso mas não pude deixar de notar o diálogo que se segiu… O problema não esta necessariamente nos botões ou no acelerômetro em si mesmo… Creio que devemos olhar para uma possível forma de usar aparelhos que utilize de uma forma mais integrada( e integradora) toda a funcionalidade corporal. Por exemplo, nosso sentido de direção e orientação no espaço esta ligado a nossa propriocepção, ou seja, nossa capacidade de de sentir nossa tensão muscular. Com o acelerômetro temos a chance de usar este sentido tbm para comandar aparelhos. É certo que devemos aprender a usar posto que deve haver uma coordenação entre o gesto e o resultado obtido mas tenho certeza de que as crianças estarão usando isso quase que intantaneamente, mesmo antes de aprender a apertar botões…

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