Fim de ano irreverente

Todo mundo que trabalha em agência deve ter lido nos últimos meses vários briefings de ações de Fim de Ano. Detalhe, todos eles esperam uma ação emocional, mas diferente, institucional, mas “se der pra colocar um produto” é interessante… enfim, todo mundo sabe que tem natal e ano novo todo ano e deixa tudo pra última hora. O bom é que o resultado é invariavelmente feliz: música, família, presentes e alegria.

Pois bem, achei interessante falar no assunto porque a agência AQKA fez uma ação de final de ano muito simples (típico de quem deixou para última hora), mas acertou na irreverência.

O mais bacana é que eles usam uma ténica simples e funcional de arquitetura. Uma tela com apenas um botão que muda o lable, de acordo com o estágio da ação. Divertidinho!

PS: Os grupos de defesas de animais devem compreender que trata-se de uma piada… ninguém quer maltratar os pobres cães, mas dá vontade de ver todos.

Web 2.0 com muito bom humor

Caiu na minha caixa de e-mail uma discussão muito interessante, de uma das listas que eu participo: um verbete sobre POG na Desciclopédia. Ok, nem todo mundo conhece a Desciclopédia e muito menos gente sabe o que é POG. Vamos esclarecer:

A Desciclopédia é uma enciclopédia online colaborativa, a desserviço da informação útil e em prol da ironia e do bom humor.

POG significa Programação Orientada a Gambiarras. Programação é um assunto que me interessa, porque de vez em quando aparece uma solução nova de código que nos dá novas opções de estrutura e interação. Está aí o famigerado Ajax, do qual todo mundo fala, que não me deixa mentir. Mas o que me chamou atenção no verbete POG foi que dentro do capítulo “Princípios da Programação Orientada a Gambiarra” encontra-se o item:

User Friendly Exception

Consiste na padronização de todas as mensagens de erro do sistema para uma única mensagem amigável ao usuário. Um sistema 100% compatível com esse padrão, nunca trava nem encerra de forma inesperada, mas apenas não atende ao usuário exibindo uma mensagem do tipo “Caro usuário, tente novamente observando as regras de uso do sistema”. Observação: Trata-se da evolução de um padrão amplamente utilizado em sistemas Microsoft com mensagens “Catastrofic Failure” e “Unexpected Error”.

Essa discussão é muito importante porque a documentação padrão de arquitetura não chega a este nível de detalhe. Os mapas de navegação não contemplam todos os casos de uso, tampouco os wireframes detalham todos os fluxos de exceção. E é aí que as mensagens mais cabeludas aparecem.

Decidimos lá na agência que a arquitetura é responsável pelas mensagens de erro sim. Não só informar qual é o erro, mas principalmente orientar o usuário sobre o que fazer diante dele. É evidente que isso obriga todos os arquitetos a estudarem um pouco mais a documentação de especificação técnica dos sistemas, ler use cases e entender todo o emaranhado das regras de negócio, mas isso vale a pena para garantir o acabamento nos projetos.

Pra quem não viu minha palestra na i-masters, fica a aqui a mensagem de erro favorita do Bill Gates e o seu comentário sobre ela, só pra ilustrar o post:

“(…) é impressionante ver quão enigmáticas essas mensagens de erro são. Mesmo eu, olhando para elas, me pergunto o que eu faria se recebesse uma mensagem dessas. Minha favorita é esta que diz “o DHCP client não pode obter um IP adress. Se você quer ver mensagens do DHCP no futuro, escolha “sim”, caso contrário, “não”.
A última parte é muito esclarecedora, em que ela tenta me lembrar da diferença entre sim e não. Mas eu ainda não sei o que é DHCP e o que acontece se eu disser não. É uma coisa ruim? Eu realmente gostaria de ver essa mensagem de novo em algum momento? Eu serei mais esperto da próxima vez para saber do que se trata? Ela é tão enigmática quanto pode ser.”

PS: Mais um detalhe sobre a Desciclopedia, vale a pena olhar na Wikipedia a definição da Desciclopedia e vice versa, i.e., como a Desciclopedia trata o verbete Wikipedia. Paradoxo interessante.