Carta para um designer iniciante, por Cennydd Bowles

Screenshot 2014-04-19 10.39.29

Do “A List Apart“:

“Eu admito: você me intimida. Seu trabalho é vívido e imaginativo, muito superior aos meus trabalhos quando tinha a mesma idade. As coisas que eu apanho para aprender mal fazem você suar. Um dia, você será um designer melhor que eu.

Mas por enquanto, eu posso me aproveitar da minha vantagem, da única coisa que me faz mais valioso: eu consigo resultados. Eu consigo influenciar até os argumentos mais rígidos de um CEO. Eu consigo identificar riscos e complicações meses antes deles acontecerem. Nessa grande bingo que é o design, eu geralmente aposto na cor certa.

Então se me permite, ofereço aqui algumas sugestões para acelerar o inevitável.

Continue lendo »

Tempo também é Design

Busca do Google

“É engraçado, porque eu conto para as pessoas que eu trabalho com Design no Google e elas perguntam ‘Com o que você trabalha lá?’. Eu respondo que trabalho com Busca e elas param por um momento e perguntam, meio receosas: ‘Mas o que tem para desenhar na busca do Google?’.”

No vídeo abaixo Jon Wiley conta um pouco do seu trabalho de designer do Google Search. Por mais que pareça que já muito pouco para ser desenhado ali, Jon lembra que nem tudo que é desenhado é percebido pelos olhos. Tempo, por exemplo, é algo que pode ser desenhado – e um dos maiores pontos de otimização para serem trabalhados em uma ferramenta de busca.

Continue lendo »

Sendo um UI Designer em um mundo de UX – parte 1

como-vir-de-outra-area-pode-diferencia-lo-como-projetista-de-UX-

Enquanto o termo UX Design vem crescendo, cada vez mais vejo profissionais de outros departamentos se interessando pelo estudo da experiência do usuário. Um exemplo disso é o (mito do) UX/UI híbrido. Ao meu ver, parece que há uma tendência em tentar estabelecer que as duas coisas são tão diferentes uma da outra que cada um tem que ficar no “seu quadrado”.

UX é diferente de AI

A experiência do usuário (UX) é como uma pessoa se sente com relação a uma interface e um sistema, sendo assim, o projetista de UX deve estudar como esses usuários se sentem, olhando para usabilidade, utilidade, eficiência na execução de tarefas e assim por diante.

Como um campo multidisciplinar, o estudo da UX envolve inúmeras disciplinas como a psicologia, sociologia, marketing, planejamento, T.I, design de interfaces, design de produto, e entre tantas, a arquitetura de informação.

A Arquitetura de Informação é considerada um dos grandes alicerces do estudo da UX, por explorar a fundo a organização e estrutura dos conteúdos de maneira que o usuário consiga navegar por ele.

Como vir de outra área pode diferenciá-lo como profissional de UX

Vejo muitos profissionais do campo digital querendo ingressar com projetista de UX divididos entre dois sentimentos. O medo em relação à sua aceitação no mercado, e a dúvida por não saber por onde começar exatamente.

A grande questão é que esses profissionais, que geralmente são designers de interface, desenvolvedores, P.O.’s e planners, possuem um conhecimento que talvez um Arquiteto de Informação demore muito mais tempo para adquirir. Essas pessoas estão acostumadas a lidar no seu dia a dia com o outro lado da moeda. Muitas vezes mais centradas nas necessidades de produto e dos stakeholders envolvidos, essa gama de experiência e conhecimento mercadológico pode trazer grandes benefícios quando somados à um design centrado no usuário.

Continue lendo »

A ponte de UX: mobile-digital-retail

Um dos briefings mais comuns que tenho recebido por aqui nos últimos meses é o de “fechar a ponte entre físico e digital”.

Grandes marcas passaram as útimas décadas construindo uma rede de lojas físicas que pudesse atender de forma eficiente à demanda de consumidores interessados em comprar seus produtos. Logística, auto-serviço, merchandising no ponto-de-venda e uma série de iniciativas que fizeram as engrenagens do marketing girar muito bem e manter as marcas rentáveis e interessantes.

Mais recentemente, essas mesmas marcas começaram a investir em construir um ativo digital tão relevante quanto: bancos de dados, listas de email marketing, sites de ecommerce otimizados para conversão, experiências mobile, redes de anúncios, estratégias de SEO e outros itens de uma extensa lista que você, leitor, já deve conhecer muito bem.

Agora o desafio parece ser conectar esses dois mundos.

Screenshot 2014-04-19 11.42.31

Slide lúdico e informativo de um treinamento que aconteceu aqui na agência sobre o assunto.

O consumidor que pesquisa na loja virtual é o mesmo que depois de uns dias vai até a loja física verificar o produto de perto. Muitas vezes, com o celular em mãos, o consumidor resolve fazer pesquisas dentro da própria loja. Estou na loja do Ponto Frio vendo o preço de uma geladeira, mas com o site do Buscapé aberto no celular e comparando se eu consigo encontrar a mesma geladeira a um preço mais baixo em algum outro lugar. E convenhamos, se o preço for menor, eu não vou me incomodar em sair dali e ir até uma loja concorrente para aproveitar a oferta – e muitas vezes gastar ainda mais por lá.

Continue lendo »

Sketching é um exercício de brainstorm

“Sketching permite que exploremos o problema e definamos a solução ao mesmo tempo. A técnica ajuda a definir melhor o nosso entendimento do problema, ao mesmo tempo em que nos ajuda a pensar nas possíveis soluções.

Enquanto nós rabiscamos aquilo que estamos pensando, novas ideias emergem. A ambiguidade e a falta de detalhes em um sketch geram novas ideias. Aqui, ambiguidade é uma coisa boa, porque nós automaticamente começamos a preencher os espaços vazios na nossa cabeça. É isso que faz do sketch uma técnica “generativa”: ela captura a ideia que nós já temos e ao mesmo tempo desperta novas ideias.

Ao rabiscarmos novas soluções para o problema, podemos explorá-las sem necessariamente nos comprometermos a nenhuma delas. Isso nos dá novos insights e novas perguntas para serem respondidas. Sketching é essencialmente um exercício de brainstorm.”

Daqui.

Bônus: post recentes sobre sketching no Blog de AI :)

5 tendências em ecossistemas de produtos + serviços

Segundo o mais recente relatório FutureVision da R/GA:

Uma nova loja móvel de valor

A personalização de dispositivos móveis ajudou a criar o consumidor “sempre online”. Ao prover ferramentas seguras para descobrir, fazer transações e criar fidelidade, os smartphones se tornaram extensões físicas da identidade dos usuários. Com os consumidores acumulando bibliotecas substanciais de mídias digitais e dados pessoais, existem oportunidades para serem alavancadas nessas novas “lojas móveis de valor” que são os celulares. O investimento inteligente nessa plataforma também cria um incentivo para que o usuário continue em um único sistema e não migre para outros.

A mudança para serviços

Agora nós conseguimos encontrar qualquer coisa que quisermos, a qualquer hora. Por causa disso, consumidores não valorizam apenas a posse de bens físicos; ao invés disso, os consumidores estão cada vez mais valorizando os serviços e experiências que as empresas podem proporcionar. Negócios inovadores começaram a experimentar novos modelos de transação e relacionamento com consumidores, vendendo a eles a noção de tempo ou promovendo sensação de posse através do compartilhamento ao invés da compra.

Continue lendo »

Jovens e as redes sociais: pesquisa e estatísticas

Redes Sociais preferidas entre os jovens

Compartilhando uma apresentação interessante sobre os jovens e o uso das redes sociais. Redes como Facebook, Tumblr e MySpace ainda figuram entre as primeiras posições, mas não estão entre as mais “amadas” por eles. Novas redes como Snapchat e Vine conseguiram subir para o topo da lista em poucos meses de existência.

O Facebook, por exemplo, é visto como uma rede “muito cheia”. Pais, mães e avós estão no Facebook, o que faz com que os adolescentes se auto-censurem quando fazem posts por lá. Afinal, provavelmente as melhores festas da sua juventude não foram aquelas nas quais os pais do anfitrião estavam presentes na casa :)

(Se você estiver lendo este post por email ou RSS e a apresentação cima não abrir, veja-a no blog)

O (mito do) híbrido UX/UI designer

UX ou UI

Há algum tempo tenho reparado que vários profissionais estão atualizando o nome do cargo no Linkedin para UX/UI Designer. E esses dias me deparei com esse artigo de Catalina Rusu chamado “Desmascarando o mito de UX”, que fala precisamente sobre esse mesmo assunto.

O artigo começa com o seguinte lembrete:

“Vamos deixar uma coisa clara – se você está querendo que os consumidores comprem seu produto ou usem seu serviço, hoje em dia, você precisará tanto de uma User Experience (UX) quanto de uma User Interface (UI). Mas UX não é igual a UI.”

Depois de um tempo que o nome “UX/UI Designer” começou a surgir por aí, ficou muito mais raro encontrar empresas querendo contratar “apenas” UI Designers. Por que eu vou abrir duas vagas se eu posso pagar um salário só para ter o pacote completo? E foi aí que os designers começaram a perceber que adicionar a barra inclinada no nome do cargo ajudava a torná-los mais atrativos para as empresas contratantes. Dois-em-um. Muito melhor.

Continue lendo »

Google+