Luke mostra como o formulário é crucial nas interações online. Em um processo de checkout, por exemplo, um cadastro mal desenhado pode acabar com a venda. Nas comunidades virtuais ele é um verdadeiro portal de entrada – apenas no MySpace cerca de 150 milhões de usuários começaram seu relacionamento preenchendo essas caixinhas quadradas. E são os formulários que permitem hoje toda a colaboratividade que existe na web – para colocar um vídeo no You Tube ou compartilhar um link no Del.icio.us é inevitável o preenchimento deles.
O autor disponibilizou no Flickr todos os prints utilizados no livro. Pela loja da Rosenfeld Media é possível comprar a versão digital da publicação por um preço camarada (US$ 19 ou cerca de R$ 33) e, o melhor ainda, sem longas esperas nem custo de frete.
Não faz muito tempo que publiquei um post carregado de lamúrias sobre a organização da biblioteca de padrões aqui na Click. Depois disso comecei a receber uma série de dicas que facilitaram muito o meu trabalho e possibilitaram a criação de uma “versão beta” (existe um nome mais bacana pra designar o que ainda não está pronto?).
É dessa leva de dicas que destaco a tese de mestrado de Christian Behrens, entitulada “The Form of Facts and Figures”. O trabalho, realizado para o programa de Design de Interfaces da Universidade de Ciências Aplicadas de Potsdam, na Alemanha, reúne uma série de 55 design patterns com indicações de uso, layout e exemplos reais de aplicação.
Behrens descreve os aspectos funcionais de componentes gráficos conhecidos - sliders, filtros e tooltips, entre outros tantos. Um ótimo material para auxiliar arquitetos de informação e designers nas escolhas do dia-a-dia.
Na última semana uma data que passou despercebida foi o RSS Awareness Day, ou o Dia da Consciência do RSS. Também não dá pra competir com o feriadão do 1º de maio, né? A iniciativa, da Blog Daily Tips, visa disseminar o uso da really simple sindycation. Estima-se que apenas 5,4% dos usuários de internet no mundo utilizem o recurso – cálculo feito com base no número de assinantes do Feedburner, atualmente na casa dos 60 milhões (a pesquisa da Avenue A | Razorfish, feita com o público norte-americano, tem números mais otimistas).
E você, usa leitores de RSS? Eu não vivo sem. Um dado curioso: 2/3 dos acessos do Arquitetura de Informação provêm de feeds.
Mais uma campanha em vídeo feita pela galera aqui da Agência Click, desta vez para a Drogalar Drugstore. Tá combinando com o feriadão aqui em São Paulo, frio e chuvoso. rs
E sobre viralidade, um post publicado há um tempinho pela Juliana Constantino: Home do You Tube.
Vez ou outra a pergunta salta no meu MSN: “Silvia, quanto eu peço nesse job?”. Para quem trabalha esporadicamente como freelancer essa talvez seja a parte mais difícil do trabalho: o orçamento. Deve-se cobrar um preço fixo ou por hora? Qual é o valor justo? Que regras precisam ser estabelecidas com o contratante?
O blogWake Up Later, do designer e desenvolvedor Samuel Ryan, traz algumas dicas para quem trabalha por conta própria (ou simplesmente “costura pra fora”) – dicas para que o negócio valha a pena para os dois lados:
Invista no orçamento. Aqui está o segredo para um bom início de projeto. Muito mais importante que o preço, a proposta deve conter escopo, prazos e descritivo das entregas, além de termos e responsabilidades de ambos os lados. Se você tem dúvidas em relação a alguma funcionalidade ou não tem idéia de como fazê-la, não deixe de sinalizar na proposta
Defina o preço. A cobrança deve ser feita por hora ou por projeto? Ambos os modelos têm prós e contras. Ao cobrar por hora muitas vezes o contratante equipara o seu valor com outros profissionais que talvez não tenham o mesmo nível de qualidade. Apesar de ser a opção mais segura e lucrativa, pode também se tornar inviável economicamente para o cliente. Em arquitetura de informação, por exemplo, não existe um valor tabelado, mas tenho visto colegas de profissão cobrando entre R$ 40 e R$ 70 por hora, dependendo do tamanho do projeto. Uma opção bem interessante é descobrir com o cliente qual a verba disponível para o trabalho e combinar um preço fixo
Coloque uma margem de segurança. Antes de fechar o preço final tenha em mente que o cliente com certeza vai pedir desconto. No decorrer do projeto, ele também pode solicitar um número de ajustes muito maior do que o imaginado. É preciso contemplar esse custo na proposta. Ryan recomenda aqui uma margem entre 10% e 20% do valor
Acerte o adiantamento e o pagamento final. Uma das sugestões de Ryan é a cobrança de uma entrada no aceite da proposta, algo próximo de 1/3 do valor. A prática, apesar de não ser muito aceita pelos clientes brasileiros, pode diminuir a insegurança quanto ao recebimento do pagamento. O importante mesmo é ter uma data final para o pagamento em sua totalidade. “Se você faz websites, agende o pagamento final para o dia em que ele for colocado no ar. Se você faz impressos, cobre assim que a entrega for aprovada”
Mantenha o cliente informado. Ninguém, muito menos o cliente, gosta de surpresas. Sempre o deixe a par do andamento do projeto e principalmente da possibilidade de “estouros” e se eles irão significar custos adicionais
Aja com transparência e ética. Aqui vai uma dica minha: Um dinheirinho extra sempre é bom, mas quando o freelancer já é empregado em uma empresa vale a pena verificar as políticas da mesma em relação a este tipo de trabalho. Se algum projeto for conflitante, é recomendável inclusive pedir autorização de seu superior direto
E você, faz (ou já fez) freelas? Deixe também as suas dicas. Feliz Dia do Trabalho ;o)
Desculpem, mas não resisti ao sensacionalismo da notícia. Um erro de digitação causado por um problema no teclado do celular causou a morte de um casal em Ancara, na Turquia. Vejam o post do Ivo Gomes (no português de Portugal):
Um simples problema de usabilidade no teclado de um telemóvel teve consequências muito graves. Na Turquia, os teclados dos telemóveis (ou pelo menos o do telemóvel em questão - não foi divulgada a marca) não têm todas as letras do alfabeto turco, nomeadamente o “i” turco (existe o “i” normal e um “i” sem ponto).
Ao não dispor do “i” turco no seu teclado, um homem escreveu uma mensagem SMS à sua namorada (enquanto tinham uma discussão) usando outra letra em substituição. Assim, em vez de escrever a palavra “sIkIsInca” (tradução: quando ficas sem argumentos), escreveu “sikisince” (tradução: quando te fod*m).
O resultado, um assassínio e um suicídio. A história completa está disponível no site noticioso espanhol “20 Minutos.es”
Pesquisa realizada em março deste ano pela Guidance/Synovate com 1.000 consumidores mostrou que os recursos de social media são um importante diferencial para quem realiza compras online.
Mais de 60% dos entrevistados mencionaram as ferramentas web 2.0 como o provável motivo de seu retorno a uma determinada loja. Veja as principais respostas para a pergunta “O que te faz voltar a uma loja virtual?”:
Recomendações de produtos ou serviços (35%)
Uma “experiência única” a cada compra (26%)
Possibilidade de avaliar produtos ou serviços adquiridos (18%)
Boas-vindas (16%)
Os consumidores são tratados como membros de uma comunidade (6%)
Lindsay Wong, do Digital Design Blog, destacou três lojas que estão em plena lua-de-mel com a social media. Como você vai notar, nem cara de loja elas têm.
Ultimamente eu estava olhando para os menus de navegação com certo desgosto e preconceito. Minha impressão era a de que o Google e os sistemas inteligentes de busca como o da Apple deixaram todos eles obsoletos.
Mas ao me deparar com o gato-maracajá da O’Reilly (o livro “Designing Web Navigation” de James Kalbach) percebi que obsoletos são os sites que subutilizam este importante elemento de interação.
Kalbach não promove nenhuma guerra entre caixas de busca e menus, mas argumenta que o emprego de ambos deve estar totalmente relacionado com os objetivos e estratégias do negócio. Ou seja, não existe menu certo ou errado, mas sim o mais adequado a determinado tipo de site. Parece óbvio, mas em quase 400 páginas são mostrados exemplos de sites que passaram muito longe disso.
O autor cita um teste de usabilidade realizado por Jared M. Spool, da User Interface Engineering, com 30 usuários de e-commerce. O intuito era investigar o que acontecia com o consumidor após encontrar o que procurava. Os resultados mostram que a busca não é necessariamente a melhor aliada para este tipo de site:
dos usuários que iniciaram o processo de compra pela busca, apenas 20% continuaram a navegação atrás de algo mais
dos usuários que iniciaram a compra pelos menus de categorias, 62% permaneceram “circulando” pela loja
os usuários que começaram pelo menu também trafegaram 10 vezes mais a outras seções não previstas inicialmente
A busca da Apple
E se você ainda precisa de algumas razões para olhar com mais atenção para os menus, Kalbach dá várias delas:
navegar e buscar são ações totalmente diferentes
a navegação provê contexto e entendimento
o menu é um importante aliado da marca: ele comunica quais são as prioridades e valores da empresa através de categorias, ordenação e até mesmo tons de cores
o desenho de um menu de navegação é um esforço multidisciplinar, que deve considerar objetivos do negócio, as restrições tecnológicas e o conteúdo
a navegação revela a temática do site e como ela é relevante para uma necessidade específica
Busca ou navegação? As duas, com certeza. Independente do meio escolhido, o resultado deve ser o mesmo: o encontro da informação.
Quando falo de arquitetura de informação muita gente associa a disciplina ao exclusivo processo de estruturação de homepages. Com a AgênciaClick, o lugar onde trabalho, acontece o mesmo - para alguns é uma empresa que faz apenas sites e banners. Mas muitas vezes a idéia - e até mesmo a necessidade do cliente - extrapolam esse formato. É o caso dessa campanha assinada por Rodrigo Venkli, um filme de 1′30 para a… (não vou falar o nome para não estragar a surpresa).
Os resultados da pesquisa deixam claro que a web 2.0, que tem a colaboratividade como principal característica, deixou de ser moda – é um sucesso mais do que consolidado, mas ao mesmo tempo um vasto campo a ser explorado. Entenda um pouco melhor o comportamento digital dos entrevistados:
60% já customizaram páginas com RSS, agenda ou outro aplicativo
70% lêem blogs
40% escrevem em blogs
44% consomem conteúdo via RSS
35% já usaram tag clouds
85% guiam sua navegação pelos mais populares ou mais enviados
55% iniciam o processo de compra pela busca
Resumindo: a homepage não é mais o principal ponto de contato digital do consumidor com a marca. A Avenue A | Razorfish traduziu algumas tendências deste novo usuário em 5 recomendações básicas:
1. Torne o seu conteúdo portátil. Permita que os usuários levem-no para onde acharem melhor consumi-lo. RSS e widgets são um bom caminho para a portabilidade
2. Permita aos usuáriosavaliar e comentar o conteúdo. Isso dará mais credibilidade a ele
3. Invista em videos online. Eles são a próxima grande onda de crescimento no segmento. Descubra como ganhar dinheiro com eles para monetizar o investimento
4. Pense além da homepage – elas não têm mais um papel central na experiência online do consumidor. Pense em como explorar o seu conteúdo em ferramentas de busca, publicidade, blogs e social media
5. Aproxime-se do celular, mesmo que com pequenos passos, e fique de olho nos avanços da área. O iPhone da Apple é um ótimo alvo
A apresentação de Garrick Schmitt (abaixo) mostra algumas empresas que já entenderam este caminho. Eu, particularmente, vejo no novo site da BBC um ótimo exemplo dessa transformação. E por que não incluir também o azedinho Limão nessa lista?