Notas mentais:
1. Priorizar o que é realmente importante, na ordem certa.
2. As pessoas nem sempre utilizam o sistema do jeito que imaginamos.
3. Tomar cuidado com funcionalidades diferentes disputando uma mesma função.
Notas mentais:
1. Priorizar o que é realmente importante, na ordem certa.
2. As pessoas nem sempre utilizam o sistema do jeito que imaginamos.
3. Tomar cuidado com funcionalidades diferentes disputando uma mesma função.
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A expressão é uma mistura bem humorada do termo sketch (esboço, rabisco) com o tão conhecido termo wireframe. Em muitos times de desenvolvimento já se tornou parte essencial do processo de desenho de interfaces, especialmente naquele momento do projeto em que as ideias começam a tomar forma e sair do etéreo mundo do powerpoint. A questão é que muita gente ainda tem receio de assumir o rabiscoframe como etapa da metodologia, seja por não dominar a técnica de desenho, seja por considerar o sketch algo muito imaturo e muitas vezes infiel ao resultado final da interface.
Li esses dias um artigo que tentava quebrar alguns tabus sobre a prática do sketching e salientar os pontos positivos de sua prática. Para mim, começar a utilizar esse método foi um exercício um tanto difícil, já que a comodidade dos softwares de prototipagem acabavam me levando direto à tela do computador na hora de representar uma interface.
Listei abaixo algumas lições aprendidas:
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O primeiro passo para começar a rabiscar uma ideia é se desprender da vergonha de não saber desenhar. Muita gente não nasceu com esse dom e, assim como eu, sempre tirou notas baixas nas tarefas de desenho livre da escola. A questão é que isso tem pouca importância na hora de rabiscar uma tela. Saber expressar ideias no papel se tornou uma questão de sobrevivência para quem quer evitar discussões pouco produtivas, onde cada um dos participantes tem uma imagem diferente na cabeça. O desenho é feito para ilustrar informalmente uma ideia e iniciar uma discussão. E só. Com o tempo os “rabiscadores” vão pegando a prática e perdendo a vergonha. Além disso, os rabiscoframes normalmente circulam apenas entre os próprios membros do time. Se você tem vergonha de mostrar uma ideia para um membro de seu próprio time, então o problema não é a falta de habilidade com desenhos.
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Os rabiscos raramente são entregues ao cliente ou a alguém da diretoria da empresa/agência onde você trabalha. Eles servem apenas para os próprios AIs, designers e desenvolvedores entenderem o que se espera de determinada interface, e não eliminam a necessidade de wireframes mais detalhados sobre seu conteúdo e funcionamento. Normalmente os rabiscos duram apenas alguns dias e, à medida em que as soluções desenhadas vão se aperfeiçoando, são deixados de lado e substituídos por protótipos mais completos.
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Poucas vezes fiz um rabiscoframe sozinho, sentado em minha mesa, tentando ilustrar algo que já estava decidido. A tática do lápis e papel normalmente se mostra necessária nas discussões entre arquitetos e designers no momento em que começam a sugir as primeiras dúvidas e divergências de opiniões sobre o como determinada tela deve se comportar. Se a solução já está definida e você só precisa documentá-la, sugiro ir direto aos softwares de prototipagem.
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Se você sente vontade de corrigir algo que acabou de desenhar, é sinal de que já está em um estágio de detalhamento posterior ao rabiscoframe. Ele exige uma boa dose de abstração de todas as partes envolvidas. Discussões como “menu horizontal ou vertical?” ou “imagem na esquerda ou na direita?” devem ser tomadas mais para frente, ou direto no photoshop.
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Ter um caderno à mão em qualquer discussão ou brainstorm é uma boa dica para começar a fazer dos rabiscoframes um hábito. Instigue o designer a rabiscar aquilo que ele está sugerindo e ofereça a ele seu próprio caderno. Cadernos funcionam melhor do que folhas soltas, já que elas tendem a se perder no misterioso buraco negro das nossas mesas. E no fim há um certo orgulho em guardar aquele caderno cheio de rabiscos maneiros.
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No ano passado desenvolvi um projeto para a Fiat duplando com o Diego Araújo, coordenador de design da agência. Revendo os primeiros rabiscoframes no caderno do Diego fui me dar conta do quanto cada tela mudou com a maturação das ideias. Recolhi alguns desenhos abaixo para ilustrar.






Espero que o post encoraje quem ainda tem receio de adotar o rabiscoframe como parte da metodologia. O tempo gasto é irrisório e até agora os resultados têm sido ótimos. Eu e o Diego estamos até pensando em largar a internet e seguir carreira de desenhistas =]
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Passando rapidamente para postar um vídeo que vi esses dias: uma projeção da Cisco System sobre o futuro da compra de roupas feita através de espelhos interativos.
Navegação gestual, simplificada e intuitiva (e mais uma porção desses adjetivos que vemos aos montes em listas de AI).
Pelo que o YouTube nos mostra, o que não falta é iniciativa brasileira em produzir algo similar.
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Li esses dias uma entrevista de Jared Spool, CEO da User Interface Engineering e co-autor de alguns livros sobre User Experience e Testes de Usabilidade. Em uma de suas respostas, Spool explica que testes de usabilidade são mais baratos e simples de serem feitos do que se imagina.
Traduzi abaixo a pergunta de Russell Wilson e a resposta de Spool:
Alguns times de desenvolvedores parecem procurar por formas mais baratas e rápidas de validarem seu design. Usabilidade é frequentemente percebida como sendo muito cara. Você acha que os testes de usabilidade devem ser barateados? Perguntando melhor: teste de usabilidade, hot or not?
Um teste de usabilidade, em sua forma mais básica, custa basicamente nada. É um processo simples. Você senta do lado de alguém e o assiste experimentando seu design.Qualquer custo adicional vem da tentativa de adicionar rigor ao processo. Rigor não precisa ser caro, mas pode ser caro.
Pense que é como pintar uma casa. Uma pessoa pode fazer tudo praticamente sozinha, economizando uma boa quantia, mas provavelmente isso vai tomar muito tempo e, sem as ferramentas adequadas, ela não vai produzir um resultado de alta qualidade. Mas vai ter pintado a casa.
A questão é quanto valem o tempo e a qualidade. Há uma relação entre quanto você investe e a qualidade e velocidade que você vai ter de volta. Compre uma escada, uns pincéis e rolos de melhor qualidade, tintas melhores e peça a ajuda de algum estudante colegial desempregado, e você terá uma pintura melhor em sua casa.
A mesma coisa acontece com testes de usabilidade. Investimentos inteligentes aumentam a qualidade.
Mas há uma coisa que difere de pintar uma casa: pode ser um erro contratar alguém para testar para você.
O principal benefício de qualquer projeto de teste de usabilidade não é o relatório de recomendações que é entregue no final. Nossa pesquisa mostra que o benefício é a exposição que o time tem ao observar usuários reais utilizando seu design. Quanto maior essa exposição, melhores são os produtos entregues.
Se você contrata alguém para fazer o seu teste, bem, é mais ou menos como contratar alguém para curtir suas férias – a tarefa é feita, mas você perde a melhor parte.
Então, o maior investimento em testes de usabilidade não é o dinheiro – que até pode ser não muito caro. É o tempo. Nossa pesquisa mostra que as equipes das organizações mais eficazes gastam pelo menos duas horas a cada seis semanas observando usuários interagirem com seus projetos. Cada membro da equipe.
E a experiência se paga muito rapidamente. O time agora sabe como é usar o design. Eles sabem quais mudanças tiveram o impacto que eles esperavam, e quais delas nem foram notadas. E eles vêem como alguns problemas pequenos e irritantes podem arruinar soluções consideradas inovadoras.
É muito barato começar a praticar testes – se a dúvida é fazer ou não o investimento.
Agora, se você estiver preocupado com os gastos, eu recomendo que você faça um produto realmente de baixa qualidade. Sempre haverá uma solução mais barata. (E é interessante observar que se você quiser realmente fazer um produto de baixa qualidade, você consegue fazer muito rapidamente, também.)
Muito bacana a metáfora que Jared fez sobre a pintura da casa. Aqui na agência temos investido bastante em testes caseiros e mais frequentes, seja com recrutamento de um perfil específico de público-alvo, seja com o colega do lado. Recentemente desenvolvemos um aplicativo de iPhone em que perdi a conta do número de testes de usabilidade que foram feitos com o próprio time da agência, além dos testes que o próprio desenvolvedor fazia para assegurar a estabilidade do aplicativo. No fim, a troca de experiências entre esses dois tipos de teste foi riquíssima, e não custou nada mais do que algumas horas e um pouco de bom senso.
É claro que para determinados tipos de projeto a contratação de especialistas dedicados é indispensável. Mas quando os custos inviabilizam o projeto de testes, o jeito é improvisar. Como bem concluiu a Silvia em nossa última apresentação no Ebai: “Qualquer pesquisa é melhor do que nenhuma pesquisa”.
A entrevista completa de Jared Spool está publicada no UI Trends.
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Confesso que o assunto deste post pouco tem a ver com Arquitetura de Informação. Mas tem muito a ver com a forma que a tecnologia tem influenciado a natureza humana e transformado seu comportamento perante ela. Em uma busca por “tecnologia pervasiva” acabei encontrando o vídeo abaixo, que capta os olhares de crianças enquanto elas assistem televisão – nesse caso ao filme “Dumbo”, da Disney. Apesar de estarem em um ato rotineiro, suas expressões são um tanto quanto febris. Quem trabalha com captura de imagens de testes de usabilidade talvez já esteja familiarizado com esse tipo de expressão, mas foi um recorte bastante novo para mim. O curta, chamado Evidence, já é por si só uma belíssima obra de arte, feita pelos mesmos produtores de Koyaanisqatsi.
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Mais um vídeo do TEDx-SP, sobre um assunto que interessa a maioria dos Arquitetos de Informação que eu conheço: a visualização de dados. Em sua palestra no evento, Fernanda Viegas mostra como as novas ferramentas de visualização de dados estão driblando o excesso de informações e extraindo delas conclusões palpáveis, acessíveis a cada vez mais pessoas. Vale cada minuto de vídeo.
Link para o vídeo
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Este post talvez não tenha muito a ver com arquitetura de informação, mas certamente tem a ver com inspiração e com pessoas capazes de buscar referências em lugares inimagináveis. Foi isso que Jarbas Agnelli apresentou este sábado em uma das palestras do TEDx-SP – versão paulistana do famoso evento mundial que acontece em Oxford e na Califórnia desde 1984. Ele observou a disposição dos pássaros em um fio elétrico e criou uma música inspirada nessa aleatoriedade, como se fossem notas espalhadas por uma partitura musical.
O resultado, além de belíssimo, faz pensar sobre o quanto não deixamos passar despercebido em nosso dia-a-dia e sobre o quanto as referências estão espalhadas nas imagens mais inusitadas. Muito bacana saber que existe um evento como esses no Brasil, que reúna pessoas incríveis para falarem sobre coisas incríveis. Pelo visto ainda teremos muitos vídeos do TEDx-SP por aqui.
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Muita gente entra em contato através do blog para se informar mais a respeito de cursos de especialização em Arquitetura de Informação, livros-referência e blogs interessantes sobre o assunto. A maioria dos contatos são de pessoas que desejam iniciar na área e sentem falta de boas referências em AI.
Por isso resolvi compilar em uma lista esses vários blogs, livros e cursos sobre Arquitetura de Informação, Usabilidade, User Experience (UX) e afins. A lista é uma seleção minha voltada ao profissional que está começando a trabalhar com AI, e não tenho qualquer pretensão de que seja uma lista definitiva ou avançada sobre o tema. Por favor, enviem suas próprias sugestões e comentários caso tenham algo a acrescentar.
Lendo o conteúdo do blog já dá para ter uma ideia do que faz o profissional de Arquitetura de Informação, mas este não é o foco deste post. Para quem ainda tem dúvidas, recomendo o bem humorado artigo de Hélio Costa, Afinal, o que faz o Arquiteto de Informação?, ou ainda a página sobre AI na Wikipedia.
A Arquitetura de Informação é uma carreira multidisciplinar, o que acaba trazendo para o mercado uma diversidade muito rica de profissionais, formados em diversas áreas do conhecimento. Jornalistas, bibliotecônomos, publicitários, designers e até cientistas moleculares – o que conta mesmo é a organização, a capacidade de abstração e o bom senso. Em 2008 o Guilhermo fez uma pesquisa para levantar o perfil dos arquitetos de informação brasileiros: características demográficas, formação, cargo, salários, job description e interesses. Vale a pena dar uma olhada nos resultados e entender um pouco mais sobre mercado no qual você está pensando em entrar.
O número de Arquitetos de Informação espalhados pelo país ainda é relativamente pequeno, então não é muito comum encontrar um deles na fila do supermercado ou na padaria perto de sua casa. Para saber onde é que os AIs se escondem você pode consultar o Mapa da Arquitetura de Informação no Brasil, criado pelo Anderson Sales, com várias empresas, agências, institutos e consultorias que empregam arquitetos de informação em todo o país. O mapa é colaborativo e aceita contribuições de novos lugares. É bacana para ter uma ideia da concentração dos profissionais pelas grandes cidades.
Grande parte do conteúdo disponível sobre Arquitetura de Informação está na internet, no formato de blogs. A agilidade das mudanças do mercado digital exige um meio condizentemente ágil para divulgá-las, e nada melhor do que a internet para fazê-lo. Compilei na lista abaixo os que considero os principais blogs nacionais sobre o assunto. Vale a pena assinar os feeds desses blogs e acompanhar diariamente o conteúdo que é postado ali.
O IAI (Information Architecture Institute) possui uma lista de discussão em português onde participam grande parte dos profissionais da área. Nessa lista são discutidas referências, estudos de caso, novas tecnologias, processos, metodologia, vagas, eventos e outros assuntos relacionados à profissão, incluindo a organização de animados happy hours e outros encontros regionais entre AIs. Nesta página é possível se inscrever para receber os e-mails e participar das discussões. A lista conta com um grande número de entusiastas e profissionais da área, então é importante ter bom senso na hora de participar.
Há também a lista de discussão internacional do IxDA, com um volume ainda maior de participantes e de discussões, todas realizadas em inglês.
Há quem acredite que não seja possível se aprofundar no assunto senão trabalhando durante muitos anos com Arquitetura de Informação ou então seguindo carreira acadêmica. Mas caso você esteja pensando em entrar de cabeça, há uma série de livros, cursos e eventos recomendados para quem deseja refletir um pouco mais sobre a disciplina – e no caso dos workshops, até colocar a mão na massa.
Listei abaixo os principais deles, mas vale pesquisar outros títulos caso você esteja procurando uma orientação mais específica (sobre mecanismos de busca, search engine optimization, testes de usabilidade etc.). Alguns deles possuem também uma versão em português.
Information Architecture for the World Wide Web
Louis Rosenfeld e Peter Morville
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Ambient Findability
Peter Morville
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Information Anxiety 2
Richard Saul Wurman
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Designing Web Usability
Jakob Nielsen
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Infotopia: How Many Minds Produce Knowledge
Cass R. Sunstein
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Cibercultura
Pierre Lévy
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Everything is Miscellaneous
David Weinberger
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Ergodesign e Arquitetura da Informação
Luiz Agner
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Information Architecture: Blueprints for the Web
Christina Wodtke
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Homepage Usability: 50 Websites Deconstructed
Jakob Nielsen e Marie Tahir
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The Design of Everyday Things
Donald Norman
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The Elements of User Experience
Jesse James Garrett
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Designing Interactions
Bill Moggridge
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The Laws of Simplicity
John Maeda
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Design para a Internet: Projetando a Experiencia Perfeita
Felipe Memória
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Sketching User Experiences: Getting the Design Right and the Right Design
Bill Buxton
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Don’t Make me Think
Steve Krug
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Emotional Design: Why We Love Everyday Things
Donald Norman
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Designing the Obvious
Robert Hoekman Jr
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Apesar de grande parte dos profissionais que trabalham na área serem autodidatas, um dos assuntos mais procurados por quem visita o blog são os cursos e especializações em Arquitetura de Informação. Infelizmente, são poucos os cursos disponíveis aqui no Brasil – e eles não estão muito bem distribuídos geograficamente. Reuni abaixo uma lista com os cursos que eu conheço. Por favor, indiquem outros cursos dos quais tenham conhecimento.
Ainda não são muitos os eventos, especialmente os nacionais, mas todos os eventos em que estive presente foram sempre muito bem organizados. Frequentemente acontecem palestras e eventos irregulares, que não estão listados aqui. A lista de discussão do IAI é uma boa forma de ficar informado quando eles estão para acontecer.
Nacionais
Internacionais
Por enquanto é isso. Espero que essa lista ajude a orientar os novos Arquitetos de Informação e também aqueles que já trabalham na área e que não têm muito contato com outros AIs. Contribuições positivas são sempre bem vindas =]
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Eu e o Fabricio Teixeira estivemos mais uma vez presentes no Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação (Ebai) com um case da AgênciaClick. Nesta 3ª edição do evento mostramos a saga de criar, testar e acertar no redesign do portal da FIAT Brasil, a montadora líder de vendas no país (tema inclusive de um post anterior).
Atendendo a pedidos, segue a apresentação:
Publicado em Arquitetura de informação | Tagged ebai, Ebai09, Fiat | 5 Comentários »
Dois infográficos de fontes diferentes chamaram minha atenção essa semana. Apesar do formato similar dos dois gráficos, eles trazem óticas bastante distintas sobre a mudança de comportamento do novo consumidor digital.
O primeiro deles, publicado pela Wired, mostra como o consumidor está lidando com a nova “dieta de consumo de mídia” dentro das 24 horas de seu dia. Segundo o artigo, tão importante quanto manter uma alimentação balanceada ao longo do dia, é manter um consumo saudável de mídia, mesclando quantidade e qualidade de informações e percorrendo diferentes telas. O excesso de informação aqui é controlado, diversificado, producente.
O segundo gráfico, publicado no Information is Beautiful, hierarquiza em diferentes níveis as distrações digitais às quais estamos sujeitos ao longo do dia, e mostra como o acúmulo de alertas acaba nos distanciando das tarefas que realmente precisamos executar.
Ao mesmo tempo em que o excesso do consumo de mídia permite aos AIs explorarem novas plataformas, novas interfaces e novas situações de consumo, também exige que tudo seja projetado com cautela redobrada. A quantidade de distrações é perturbadora. Foi-se o tempo onde o usuário navegava em seu site sujeito a ruídos apenas externos ao digital. O ruído agora está na própria máquina e vem do próprio usuário. Navegação multi-abas, plugins nos navegadores, alertas de aplicativos e notificações de redes sociais – além dos gadgets que ficam sempre à mesa, vibrando e apitando freneticamente ao longo do dia. Quantas vezes você já não se pegou com o browser aberto tentando lembrar o que iria fazer?
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O vídeo é antigo, mas nunca é demais relembrar. Hans Rosling, em palestra do TED, mostrando como estatísticas podem ser deliciosas quando apoiadas por uma interface inteligente.
(Se o vídeo não abrir, veja aqui)
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Vídeo interessante da Nokia mostra como eles estão pensando a interação gestual com os celulares em um futuro próximo. Reparem o que Younghee Jung diz logo no início do vídeo.
“You might be surprised to learn how much time we spend studying people. (…) People are great source of our inspiration for design, but also they guide us to design the right thing.“
A lista de possibilidades é imensa, se pararmos para pensar em todos os gestos que fazemos diariamente. Talvez no início as pessoas se sintam constrangidas, mas é uma questão de hábito. Hoje eu já estou acostumado a chacoalhar o iphone para trocar de música, mesmo passando por louco para quem olha de longe.
via IATV
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O portal de “marketing para músicos” TheIndieDigest.com criou uma versão do gráfico da Cauda Longa, de Chris Anderson, adaptada para o mercado de músicos e fãs. O autor do gráfico, Owen Kelly, divide os fãs em True Fans, Regular Fans e Casual Fans, e reafirma a lei de Pareto ao mostrar que 80% da renda de um músico provêm de 20% dos fãs.
Há ainda um post bem interessante sobre como a cantora inglesa Imogen Heap colocou seus fãs para trabalharem para ela de graça. A cantora pediu aos fãs e seguidores do twitter que a ajudassem a escrever sua própria biografia. Como em toda boa troca, ambos os lados saem ganhando: o fã que participa recebe uma cópia autografada de seu novo álbum, além do reconhecimento da artista; e a cantora conquista, além da biografia finalizada, a confiança de mais e mais propagadores de seu trabalho.
Isso mega funciona com marcas.
Links:
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