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A morte de Michael Jackson foi -definitivamente- o assunto da semana na mídia. A corrida pelo anúncio oficial do acontecido também foi alvo de acirrada disputa entre os principais sites americanos e, vejam só, o primeiro a conseguir informações a respeito do cantor foi um blog.

No mesmo dia o jornalista Tiago Doria fez uma coleta das homepages dos principais portais de notícias do Brasil e do mundo no exato momento em que anunciavam o acontecido. É impressionante a agilidade das redações e a flexibilidade da arquitetura de informação dos portais (de quase todos) para fazerem, em poucos minutos, verdadeiras obras de arte em tributo ao rei do pop.

Relacionado:

Na ocasião da vitória de Obama nas eleições estadosunidenses, Tiago Dória também fez esse mesmo levantamento de homepages. Vale a pena conferir.

Café com Interação IxDA-SP

No dia 04 de junho de 2009, o capítulo São Paulo do IxDA (Interaction Design Association) realizou seu primeiro Café com Interação no prédio da ESPM, em São Paulo. Desde o início do ano a Amyris Fernandez, o Fábio Palamedi e o Ricardo Seiji estão encabeçando a organização do IxDA-SP e cuidando dos trâmites para que a associação se consolide no estado.

O evento inaugurou um ciclo de encontros mensais do IxDA-SP e trouxe à tona uma discussão bem conhecida dos blogs e listas de discussão da área: como caracterizar cada uma das profissões que existem hoje e que estão relacionadas à experiência do usuário (usabilidade, arquitetura de informação e design de interação) e qual o papel de cada profissional dentro das empresas e agências?

Amyris Fernandez, Rachel Zuanon, Cláudio Bueno e Fabricio Teixeira

Participaram do bate-papo o Prof. Cláudio Bueno (Dr. em Ergonomia e Usabilidade da ESPM), a Profª. Rachel Zuanon (Dra. em Design da Anhembi-Morumbi), o Gil Barros (consultor de design de interfaces e especialista em usabilidade da Try) e eu, Fabricio Teixeira, arquiteto de informação da AgênciaClick. A conversa foi bastante descontraída e acabou percorrendo tanto os assuntos acadêmicos quanto os assuntos mercadológicos sobre a área. No fim, a conclusão à qual chegamos foi que o mercado brasileiro ainda é bastante embrionário e que tais rótulos não se aplicam na prática. Como bem disse Ale Nahra em seu blog, “numa equipe ideal e num mercado maduro, existiria um profissional para cada coisa. A gente aqui no Brasil faz tudo junto porque já é difícil que se contrate um cara de UX, imagine mais de um.”.

Bacana esse formato de evento, onde as pessoas podem bater um papo e realmente interagir, sem restrições. Aqui no Flickr do IxDA tem mais algumas fotos do evento.

Enquanto isso o trabalho continua no IxDA-SP. Veja como você pode contribuir. E o próximo Café com Interação já tem data marcada: dia 30 de Julho, das 19 às 21h30, no Museu da Imagem e do Som (MIS). É só entrar no site e fazer sua inscrição.

Na semana passada o designer de interfaces Dustin Curtis enviou uma carta pública não muito simpática à American Airlines. Ele teve tanta dificuldade em comprar uma passagem no site da companhia aérea que resolveu fazer, por sua própria conta, um redesign no site da empresa.

Veja a carta escrita por Dustin:

Dear AmericanAirlines,
I redesigned your website’s front page, and I’d like to get your opinion.
I’m a user interface designer. I travel sometimes. Recently, I had the horrific displeasure of booking a flight on your website, aa.com. The experience was so bad that I vowed never to fly your airline again.

Abaixo a proposta de redesign anexada à carta:

Proposta de redesign para o site da American Airlines

Proposta de redesign para o site da American Airlines.

Resposta da American Airlines

No dia seguinte veio a resposta. Um user experience architect que trabalha na American Airlines escreveu um e-mail respondendo à crítica de Dustin de forma bastante sincera, argumentando que as melhorias no site dependem menos da competência do time de desenvolvimento do que da burocracia e dos processos internos da companhia.

The group running AA.com consists of at least 200 people spread out amongst many different groups, including, for example, QA, product planning, business analysis, code development, site operations, project planning, and user experience. We have a lot of people touching the site, and a lot more with their own vested interests in how the site presents its content and functionality. (…) I’m saying is that AA.com is a huge corporate undertaking with a lot of tentacles that reach into a lot of interests. It’s not small, by any means.

A resposta é bastante extensa, e nela o UX architect (que preferiu não ter seu nome revelado) reforça que a equipe tem plena consciência dos atuais problemas do site e já desenhou várias sugestões de melhoria. E ainda ironiza:

You want a redesign? I’ve got six of them in my archives. It only takes a few hours to put together a really good-looking one, as you demonstrated in your post.

(…) Even a large organization can effect change; it just takes a different approach than the methods found in smaller shops. But it’ll happen because it has to, and we know that. And we’ll keep on keepin’ on, even if most of us really and truly would prefer to throw it all away and start over.

A resposta ao e-mail de Dustin termina dessa forma e levanta um ponto que muitos AIs já vivenciaram em seu trabalho. Raros são os projetos que conseguem ser criados absolutamente do zero, especialmente quando falamos de grandes empresas com sistemas  legados e com grande disputa interna de interesses.

A tréplica de Dustin

Após a resposta do arquiteto, Dustin publicou em seu site algumas reflexões sobre o que chamou de “corporate culture”. Ele lamenta que empresas como a American Airlines mantenham essas políticas arcaicas que “insistem em promover o mau gosto e desencorajar a evolução”, e afirma que isso acaba descendo o nível de inovação esperado de cada funcionário. E que no fim, quem mais sofre é a marca. (e o usuário, né Dustin?)

E a saga continua

Dustin promete que a discussão continua em seu twitter. De um lado, o idealismo quase romântico da inovação e da simplicidade. Do outro a cultura corporativa, que se atém a certas impossibilidades técnicas e se submete aos “tentáculos” de interesses de seus líderes. Como conciliar isso tudo? Qual o papel do UX architect nesse cenário? E o usuário, como fica?

Links

Dica do Renato Campana

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I think there is a world market for maybe five computers.

(Thomas Watson, chairman da IBM, em 1943)


Veja mais previsões furadas sobre o futuro no Oddee.com.

Já estão disponíveis algumas das apresentações do IA Summit 2009, realizado de 20 a 22 de março no Memphis, EUA. O NLC Marketing Blog disponibilizou um compilado de links com as apresentações, e os podcasts de várias delas serão publicados no Boxes and Arrows nas próximas semanas.

E viva o slideshare =]

No twitter

Enquanto a correria não permite posts mais elaborados, seguimos twittando (e sendo retwittados) no @blogdeai:

  1. rogeriopa
  2. Erick Bacchin
    erickbacchin RT: @blogdeai Futures of Learning, o Orkut e o Brasil: http://tinyurl.com/cn55oh
  3. Marcelo Bilibio
  4. Arq. de Informação
    blogdeai 16 ferramentas para protótipos e wireframes: http://tinyurl.com/cnhrmh

Ontem Seth Godin publicou um breve artigo em seu blog falando sobre zíperes, e a Juliana me inspirou a postar algo aqui.

No artigo ele conta que a vida toda usou jeans que fechavam com zíperes. Afinal, zíperes são melhores, mais fáceis de usar e cumprem com exatidão a função para a qual foram desenhados. Pelo menos é o que sempre disseram os marqueteiros e o senso comum. Até o dia em que ele resolveu comprar um jeans com botões e descobriu que, apesar de serem menos práticos, mais arcaicos e mais demorados, eram mais bonitos.  Só isso. E agora ele só usa jeans com botões.

O artigo é só um estalo, um convite à reflexão acerca da subjetividade e do que às vezes consideramos verdade absoluta sem pesar as razões individuais de cada consumidor. Levando isso para as interfaces que desenhamos diariamente, vale questionar até que ponto seguir todas as regras e boas práticas conhecidas irá realmente motivar as pessoas a usarem mais (ou por mais tempo) o seu site. Será que o que elas mais procuram é conforto e praticidade? O ffffound está longe do que o senso comum acredita ser referência em navegação (já ouvi alguns AIs criticando o menu e os labels do site), mas já ouvi vários designers dizendo que acham delicioso navegar por lá. Eu também acho, mesmo que demore alguns segundos a mais para encontrar o link que estou procurando. What does better mean?

Só para não esquecer.

Arquitetura:

Informação:

Do excelente MAYAnMAYA

3° Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação

Está aberta a chamada de trabalhos para o 3° Encontro Brasileiro de Arquitetura de Informação. As datas estimadas são 02 e 03 de outubro, mas o local ainda não foi definido.

Aproveite para ler o que já foi publicado aqui sobre as edições anteriores do Ebai.

O mapa do tesouro da UX

Dica do Peter Morville no findability.org

User Experience Treasure Map

Há algumas semanas encontrei o vídeo abaixo enquanto navegava no Vimeo Explore, com uma palestra de Dan Saffer sobre as mudanças que o touch screen e a interação gestual estão provocando no desenvolvimento de interfaces. O vídeo é longo e está em inglês, mas vale o tempo investido. Foi publicado há mais ou menos um mês, então muita gente já deve ter visto. Fica a dica para quem não viu =]

This introduction to designing gestural interfaces will cover the basics: usability and ergonomics; a brief history of the technology; some elemental patterns of use; prototyping and documenting; and how to communicate that a gestural interface is present to users.

Hoje li um artigo no webinsider que eu queria que o mundo inteiro lesse. Ou pelo menos os donos de restaurantes, bares e lanchonetes que insistem em utilizar aqueles cardápios antigos, confusos e desorganizados.

O artigo fala sobre a organização do conteúdo dos cardápios, que algumas vezes faz o momento de escolher um prato se tornar cansativo e estressante – quando deveria ser usada para simplificar a vida de quem está com pressa e abrir ainda mais o apetite de quem está com fome. O papel do cardápio é fazer a interface entre o cliente e a cozinha do restaurante. E ninguém gosta de uma cozinha bagunçada, não é mesmo?

Um cardápio não é um amontoado de letras, não é anúncio publicitário. Dê destaque ao que precisa ter destaque.

Há ainda uma espécie de eyetracking dos cardápios, mostrando o caminho percorrido pelo olho do “usuário” até começar a procurar o prato desejado. Segundo o artigo, as áreas mais nobres do cardápio devem ser utilizadas para apresentar os produtos mais lucrativos, assim como em um website.

Achei que fosse neurose demais querer organizar cardápios, mas pelo visto não sou o único que se incomoda. Dá vontade de imprimir esse artigo e entregar em cada restaurante em que me sentir ofendido com a falta de usabilidade do menu – e quem sabe até desenhar um wireframe nas costas do guardanapo.

Link: Comendo com os olhos: como montar um cardápio

Objectified é um documentário independente dirigido por Gary Hustwit e que fala sobre desenho industrial e sobre o fascinante mundo dos objetos. O filme, que tem sua estréia prevista para março, conta com a participação de profissionais da Apple, New York Times e IDEO, entre outros.

Parece que vem coisa boa por aí. Enquanto o filme não chega ao Brasil, vale acompanhar o blog dos produtores.

Já que estamos falando em botões e em como pequenas mudanças são capazes de fazer uma loja virtual aumentar suas vendas em 300 milhões de dólares, aproveito para indicar um estudo feito em 2008 sobre a evolução do botão de compra da Amazon.

Bryan Eisenberg, da FutureNow, acompanhou durante muitos anos o botão de “Add to Shopping Cart” presente nas páginas dos produtos da loja virtual, e analisou como as pequenas mudanças na interface refletiam mudanças estratégicas da empresa. No início, na ocasião do surgimento do e-commerce, o botão vinha sempre acompanhado de uma mensagem de segurança e de um aviso que o usuário poderia removê-lo mais tarde. Nessa época “as pessoas temiam que a Terra implodiria caso clicassem no botão errado”, então todo cuidado era pouco.

Um das primeiras versões do botão de compra da Amazon

Com o passar do tempo aumentou a confiança das pessoas nas compras online. Nas versões seguintes do botão, a Amazon aproveitou para oferecer outros serviços: o método de compra “1-Click”, a busca A9.com, as listas de desejos e ainda a compra e venda de itens usados. Vale a pena ler o artigo completo para entender cada mudança.

Evolução dos botões de compra da Amazon

Bryan aproveita para reforçar a importância dos testes na hora de verificar a eficácia das lojas virtuais. As lojas que mais aumentam suas taxas de conversão são as que promovem algum tipo de teste antes de alterar a interface. Mas o cenário ainda não é dos mais animadores: segundo pesquisa feita com as 500 maiores lojas virtuais do mundo, 75% delas não fazem nenhum tipo de teste para otimização de vendas.

Os escandinavos da Netlife Research lançaram a nova edição do Bad Usability Calendar, tradicional calendário da usabilidade que desde 2005 traz as gafes mais comuns quando o tema é design de interfaces:

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