Sketching é um exercício de brainstorm

“Sketching permite que exploremos o problema e definamos a solução ao mesmo tempo. A técnica ajuda a definir melhor o nosso entendimento do problema, ao mesmo tempo em que nos ajuda a pensar nas possíveis soluções.

Enquanto nós rabiscamos aquilo que estamos pensando, novas ideias emergem. A ambiguidade e a falta de detalhes em um sketch geram novas ideias. Aqui, ambiguidade é uma coisa boa, porque nós automaticamente começamos a preencher os espaços vazios na nossa cabeça. É isso que faz do sketch uma técnica “generativa”: ela captura a ideia que nós já temos e ao mesmo tempo desperta novas ideias.

Ao rabiscarmos novas soluções para o problema, podemos explorá-las sem necessariamente nos comprometermos a nenhuma delas. Isso nos dá novos insights e novas perguntas para serem respondidas. Sketching é essencialmente um exercício de brainstorm.”

Daqui.

Bônus: post recentes sobre sketching no Blog de AI :)

5 tendências em ecossistemas de produtos + serviços

Segundo o mais recente relatório FutureVision da R/GA:

Uma nova loja móvel de valor

A personalização de dispositivos móveis ajudou a criar o consumidor “sempre online”. Ao prover ferramentas seguras para descobrir, fazer transações e criar fidelidade, os smartphones se tornaram extensões físicas da identidade dos usuários. Com os consumidores acumulando bibliotecas substanciais de mídias digitais e dados pessoais, existem oportunidades para serem alavancadas nessas novas “lojas móveis de valor” que são os celulares. O investimento inteligente nessa plataforma também cria um incentivo para que o usuário continue em um único sistema e não migre para outros.

A mudança para serviços

Agora nós conseguimos encontrar qualquer coisa que quisermos, a qualquer hora. Por causa disso, consumidores não valorizam apenas a posse de bens físicos; ao invés disso, os consumidores estão cada vez mais valorizando os serviços e experiências que as empresas podem proporcionar. Negócios inovadores começaram a experimentar novos modelos de transação e relacionamento com consumidores, vendendo a eles a noção de tempo ou promovendo sensação de posse através do compartilhamento ao invés da compra.

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Jovens e as redes sociais: pesquisa e estatísticas

Redes Sociais preferidas entre os jovens

Compartilhando uma apresentação interessante sobre os jovens e o uso das redes sociais. Redes como Facebook, Tumblr e MySpace ainda figuram entre as primeiras posições, mas não estão entre as mais “amadas” por eles. Novas redes como Snapchat e Vine conseguiram subir para o topo da lista em poucos meses de existência.

O Facebook, por exemplo, é visto como uma rede “muito cheia”. Pais, mães e avós estão no Facebook, o que faz com que os adolescentes se auto-censurem quando fazem posts por lá. Afinal, provavelmente as melhores festas da sua juventude não foram aquelas nas quais os pais do anfitrião estavam presentes na casa :)

(Se você estiver lendo este post por email ou RSS e a apresentação cima não abrir, veja-a no blog)

O (mito do) híbrido UX/UI designer

UX ou UI

Há algum tempo tenho reparado que vários profissionais estão atualizando o nome do cargo no Linkedin para UX/UI Designer. E esses dias me deparei com esse artigo de Catalina Rusu chamado “Desmascarando o mito de UX”, que fala precisamente sobre esse mesmo assunto.

O artigo começa com o seguinte lembrete:

“Vamos deixar uma coisa clara – se você está querendo que os consumidores comprem seu produto ou usem seu serviço, hoje em dia, você precisará tanto de uma User Experience (UX) quanto de uma User Interface (UI). Mas UX não é igual a UI.”

Depois de um tempo que o nome “UX/UI Designer” começou a surgir por aí, ficou muito mais raro encontrar empresas querendo contratar “apenas” UI Designers. Por que eu vou abrir duas vagas se eu posso pagar um salário só para ter o pacote completo? E foi aí que os designers começaram a perceber que adicionar a barra inclinada no nome do cargo ajudava a torná-los mais atrativos para as empresas contratantes. Dois-em-um. Muito melhor.

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Monday Readings

Monday Readings

Mais uma edição do Monday Readings: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados :)

Monday, 14.04.14

#1

O que eu aprendi assistindo 150 horas de TED talks
Carmine Gallo assistiu o equivalente a 150 horas das apresentações de maior sucesso do TED e compartilhou o que aprendeu no livro Talk Like TED: The 9 Public Speaking Secrets of the World’s Top Minds. Nesse artigo da Harvard Business School, ele faz alguns destaques:

Emoção: histórias que provocam emoção são as que melhor informam, inspiram e movem as pessoas à ação. A maioria das conversas no trabalho todos os dias é pesada em dados e escassa em histórias, ainda assim, você precisa do último para reforçar seu argumento. Então comece a incorporar mais anedotas – a partir de sua própria experiência ou aqueles sobre as outras pessoas, histórias e marcas (sucessos e fracassos) – em suas concorrências e apresentações.

Seja original: todos nós gostamos de ouvir algo novo. Uma diretriz que o TED dá a seus apresentadores é fornecer informações que sejam únicas, surpreendentes, inesperadas ou originais.

Enfatize o visual: pesquisas mostram que a maioria de nós aprende mais quando a informação é apresentada em imagens e texto, ao invés de apenas texto. Quando as ideias são entregues verbalmente, sem imagens, o ouvinte retém cerca de 10% do conteúdo. Adicione uma imagem e retenção sobe para 65%.

#2

O que você acha que sabe sobre a Web está errado
Pancada da Times:
“Se você é um leitor médio, eu tenho a sua atenção por 15 segundos, então aqui vai: estamos tirando muitas conclusões erradas sobre a web nos dias de hoje. Nós confundimos o que as pessoas clicam pelo que elas leem. Confundimos compartilhamento com leitura. Corremos em direção a novas tendências como publicidade nativa sem consertar o que estava errado com as coisas antigas e cometemos os mesmos erros novamente.
(…)
Aqui é onde nós começamos a fazer errado: em 1994, um comerciante de mala direta chamado Ken McCarthy surgiu com o clicktrough como a medida de desempenho do anúncio na web. A partir desse momento, o clique se tornou a ação que define a publicidade na web. O domínio natural do clique construiu grandes empresas como Google e prometeu um mundo totalmente novo para a publicidade, onde os anúncios podiam ser diretamente ligados à ação do consumidor.

No entanto, o clique teve alguns efeitos colaterais ruins. Ele inundou a web com o spam, linkbait, design doloroso e truques em que os usuários eram tratados como ratos de laboratório. Onde TV pediu sua atenção, a web não se importava, desde que você clicasse, clicasse, clicasse.
(…)
Estimulado pelas novas tecnologias e queda das taxas de clickthrough, o que acontece entre os cliques está se tornando cada vez mais importante e o mundo da mídia está lutando para se adaptar. Sites como o New York Times estão se redesenhando de forma que a colocar menos ênfase no todo-poderoso clique. Novas empresas iniciantes como Medium e Upworthy estão evitando pageviews e cliques em favor do desenvolvimento de suas próprias métricas com foco em atenção. Publicidade Nativa, a publicidade projetado para manter sua atenção em vez de simplesmente ter uma ideia, está crescendo num ritmo incrível.

Eles não querem mais apenas o seus cliques, mas também seu tempo e atenção. Bem-vindo à Web da Atenção.”

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Links básicos para quem está começando em UX

Links básicos Arquitetura de Informação

Para facilitar a vida dos leitores que estão chegando agora aqui no blog, reuni uma série de links e posts básicos sobre User Experience que podem ajudá-los a entrar em contato com a disciplina e começar a se familiarizar com alguns termos.

Se você conhece alguém que está começando ou querendo começar na área, passe o link adiante :)

Link: Introdução à Arquitetura de Informação/UX

A experiência do usuário pró-ativa

Quando um vôo da Delta é cancelado por motivos climáticos, eles não mandam simplesmente uma notificação de cancelamento pelo aplicativo de celular. Na verdade, eles mandam a notificação com um link para uma lista com os próximos vôos disponíveis. Os passageiros só precisam escolher o vôo desejado e responder. Vôo reagendado.

“What’s amazing about this experience isn’t so much the technology that makes it possible, but the shift in thinking required to create experiences such as this in the first place.”

Outros exemplos de Experiências do Usuário pró-ativas:

  • O termostato Nest se programa baseado na sua atividade dentro de casa, condições metereológicas atuais e outros fatores. Ele inclusive ajusta o aquecimento e resfriamento baseado nos seus hábitos no decorrer das quatro estações do ano.
  • Google Now aprende sua rotina diária e mescla com informações de trânsito e clima antes mesmo de você precisar. A antecedência dos lembretes de reuniões é ajustada de acordo com essas informações.
  • Fabricantes de carros como Mercedes-Benz e Hyundai possuem uma função “smart key” em seus automóveis que trava ou destrava o carro simplesmente ao detectar a proximidade entre o dono do carro e o veículo.

Nest Thermostat

Link para o artigo completo: Proactive Experiences and the Future of UX >

Interfaces que eu queria ter feito

Ou melhor: que um dia eu quero fazer.

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