Dados atualizados sobre Android versus iOS

Android-versus-iOS

O Android é o sistema operacional móvel mais utilizado no mundo. Ainda assim, o nível de engajamento dos usuários é muito mais baixo do que no iOS.

  • Em 2013, 71% dos smartphones e tablets vendidos no mundo rodam Android, enquanto apenas 21% rodam iOS. Em 2012 o Android tinha uma fatia maior do mercado: 75%.
  • No feriado de Thanksgiving desse ano aqui nos EUA, houve um recorde de vendas online. Usuários de iOS geraram 543 milhões de dólares em vendas online, enquanto usuários de Android geraram 148 milhões – mesmo o Android estando presente na maioria esmagadora dos dispositivos móveis do país.
  • A cada 1 dólar de lucro obtido pelos desenvolvedores na venda de aplicativos para iOS, os mesmos aplicativos de Android geraram apenas 19 centavos.
  • Usuários de iOS gastam em média 19 centavos por aplicativo baixado (considerando os gratuitos e os pagos), enquanto entre os usuários de Android essa média fica na casa dos 6 centavos.

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O que é uma boa UX?

“Imagine que você está com fome e, ao invés de cozinhar, você prefere sair para jantar. Como escolher o restaurante certo? Bom, você pergunta para alguns amigos para recomendarem um bom sushi. Então seus amigos mandam a recomendação deles e logo você chega até o site do tal restaurante. Parece legal. Você checa o menu do restaurante no próprio site e liga para eles para reservar a mesa. Que voz amigável do outro lado da linha! Depois de dois minutos você consegue reservar a mesa mais bem localizada do lugar, com uma vista ótima do terraço. Foi tudo rápido e o cara do outro lado da linha fez você sorrir com seu charmoso sotaque japonês. Parece que eles realmente celebram uma cultura tradicional de culinária japonesa lá.

Você chega no restaurante na hora certa. Você vê o logo de longe, brilhando na parede, que te guia até a entrada principal – então você pega o elevador até o terraço. O interior é fantástico, uma mistura de elementos tradicionais com decoração moderna. Você imediatamente começa a pensar que a comida deve ser excelente ali. O cara não prometeu muito no telefone, e a vista da sua mesa é melhor do que você imaginava. Você olha as opções no menu, perfeitamente organizadas em um papel natural de boa qualidade e com uma tipografia moderna e de fácil leitura. Você pede um dos três pratos principais que parecem ser apetitosos. Eles te servem sushi fresco em pratos grandes e brancos com decorações de muito bom gosto em volta da comida. Sem mencionar que você é servido no timing perfeito entre um prato e outro.

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Por que UX? – por Silvia Melo

Silvia Melo

O urso está de volta com a série Por Que UX, que começamos em 2012 aqui. Trata-se de uma série de breves entrevistas com profissionais do mercado para investigar o motivo deles trabalharem com User Experience. Para quem está chegando no mercado agora, um pouco de inspiração. Para quem já trabalha com UX há um tempo, uma boa oportunidade de conhecer gente nova.

A entrevistada dessa semana foi a Silvia Melo. 

Eu era uma adolescente curiosa que se formou em Jornalismo que virou arquiteta de informação e que acabou se tornando diretora de criação. Só no digital são quase 15 anos de profissão.

Atualmente estou na Isobar Brasil (antiga AgênciaClick), onde tive a oportunidade de trabalhar com grandes marcas e desenvolver plataformas que são usadas diariamente por milhares de pessoas, como os sites da Fiat, Sadia, Cielo e SKY, só para citar os mais recentes.

Apesar de fazer o mesmo trajeto e chegar no mesmo horário todos os dias adoro a falta de rotina e a multidisciplinaridade que o trabalho em UX proporciona. Cada projeto é uma nova história que pode ser feita e contada de uma forma totalmente diferente.

Como começou a trabalhar na área?

Quando a internet chegou pra valer ao Brasil foi através dos provedores AOL, UOL e Compuserve Brasil. Eu comecei nesse último, em 1997. Era jornalista e ia escrever um especial sobre a missão Marte Pathfinder.

Não demorou a descobrir que o mundo digital tinha tanto para ser explorado quanto o planeta vermelho. Gostei do desafio de tornar o ciberespaço um lugar habitável e finquei minha bandeira.

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As implicações do campo de busca na experiência do usuário

O campo de busca é um desses elementos que muita gente considera indispensáveis em qualquer site que possua conteúdo dinâmico – em especial os ecommerces. As boas práticas de usabilidade pregam que a busca deve estar sempre acessível, sempre visível no header do site e claramente identificado com o label correto (‘buscar”, “busque”, “encontre um produto” etc.).

Mas isso é só no front-end do site. Arrisco dizer que o grande problema de 8 a cada 10 mecanismos de busca é o que acontece depois que o usuário digita o termo desejado. Não adianta nada a busca estar acessível, visível e bem identificada se o back-end não está preparado para receber os termos que o usuário digita no campo. Quando isso acontece, a ferramenta que deveria contribuir para que o usuário se localize no site, acaba criando uma experiência extremamente frustrante e muitas vezes cíclica para os usuários, que precisam brincar de adivinhação até encontrar o “jeito certo” de buscar determinado conteúdo.

O problema é que o “jeito certo” não existe. O “jeito certo” é o jeito que as pessoas buscam, não o jeito que o sistema entende.

Quão grave é o problema

Um estudo recente divulgado pela Baymard mostra que o problema dos mecanismos de busca dentro dos sites (“in-site search”) é bem maior do que imaginamos.

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Projetos do Google X, longa vida ao e-mail e MoMo, a evolução do FoMo

Monday Readings

Mais uma edição do Monday Readings: um copo de café + 30 minutos da manhã de segunda-feira + 5 links relacionados a design, tecnologia ou comportamento. Para começarem a semana inspirados :)

Monday, 28.07.14

#1

Um papo com Larry Page e Sergey Brin
Em rara entrevista dada juntos, Page (CEO do Google) e Brin (head do Google X, instalação semi-secreta do Google dedicada a fazer grandes avanços tecnológicos) falam sobre os últimos projetos da firma:

  • Carros sem condutor: “Eles podem formar trens. Eles podem ir em alta velocidade, talvez em velocidade muito maior do que as nossas de estrada aqui. Fundamentalmente, eles podem simplesmente fazer um uso mais eficiente do espaço e, portanto, do tempo das pessoas. Então eu acho que pode ser realmente transformador.”
  • Setor de saúde: o Google já investiu em apps como Google Fit, uma vez que o mercado de saúde é um dos maiores nos EUA. Porém, a empresa vê barreiras nos órgãos reguladores: “Eu acho que o peso da regulamentação nos EUA é tão grande que deve dissuadir um monte de empreendedores.”
  • Robôs: com uma sociedade mais produtiva e eficiente auxiliada por máquinas você poderia “apenas reduzir o tempo de trabalho.”, segundo Page, que contou que lançou a ideia de uma semana extra ou duas de férias ou uma semana de trabalho de quatro dias com freqüência no passado com aprovação universal.

#2

Um único carrinho de compra para todos os E-commerces dominar
O carrinho de compras abandonado é o pesadelo do e-commerce. Alguns estudos estimam que cerca de dois terços dos carrinhos de compras são abandonados pouco antes da transação ser concluída.

Seja qual for a razão, as empresas de comércio eletrônico estão sempre em busca de novas maneiras de convencer os clientes a fechar o negócio. Uma startup de Nova York pode ter a resposta: Um único carrinho de compras para toda a internet.

Keep é um aplicativo móvel que funciona um pouco como Pinterest. No mês passado, a empresa lançou um recurso chamado OneCart, um carrinho de compras universal que permite aos usuários do Keep selecionarem qualquer item de qualquer loja online, adicioná-lo a um único carrinho, e fecharem a compra com um único clique.

Começou com a necessidade de bater o Pinterest, mas evoluiu como uma maneira de consertar a Internet. Sua fundadora conta que “toda vez que queria comprar algo no celular, acaba num web browser do varejista, que é um saco. Então pensamos, vamos consertar o checkout mobile para o Keep, e enquanto fazemos isso, vamos consertar a web.”

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Os cases vencedores dos leões de Mobile em Cannes 2014

Cannes Mobile Winners 2014

Um apanhado de video-cases para você ver (e se lembrar) de para onde as coisas estão rumando.

Nivea Protection Ad (Brazil)

Alvio (USA)

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Xplus – Metodologia ágil adaptada para UX

É comum em equipes de desenvolvimento que utilizam metodologias ágeis sentirem alguns ruídos, dificuldades e até atritos quando buscam introduzir UX design nos projetos. Muitas são as soluções propostas por diversos profissionais que utilizaram adaptações de frameworks de gerenciamento de equipe para incluir processos dos designers de experiência de usuário nas iterações de desenvolvimento. Porém, como sempre vale ressaltar, cada equipe e/ou empresa deve encontrar as soluções que melhor atendem às necessidades de suas equipes e às suas culturas empresariais.

Um dos modelos que me chamou bastante a atenção foi o Xplus, uma variação do XP (eXtreme Programming) que introduz versões reduzidas de alguns processos de UX.

O XP é uma metodologia que usa iterações de desenvolvimento com foco no escopo e incentiva o alto controle de qualidade. O Xplus propõe que nas iterações padrões do XP sejam inclusos: prototipação, avaliação heurística, padronização de design de interfaces, testes de aceitação e testes de usabilidade.

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A experiência do usuário e a resistência a mudanças

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“O novo não é o contrário do velho, mas o oposto das prisões que nos impomos.”
– Arthur da Távola

Basta o Facebook anunciar qualquer mudança nas páginas de perfil ou no newsfeed e você já sabe o que vem a seguir: posts de vários de seus amigos (inclusive os que não trabalham com nada relacionado a UX) reclamando das tais mudanças.

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“Pô, agora que eu estava me acostumando, veio o Mark Zuckerberg e mudou tudo”.

Acontece que a resistência a mudanças não é novidade nenhuma na natureza humana. E no Design Digital ela se acentua a cada vez que uma nova versão de um produto é lançada.

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