Quanto menor o tablet, menos as pessoas navegam na web

Diferentes tamanhos de tablets

Parece um tanto óbvio, mas agora comprovado numericamente pelo excelente blog do Luke W com dados do ComScore.

  • Tablets de 10 polegadas (como o Galaxy Tab da Samsung) tem em média 125 page views mensais por tablet.
  • Tablets de 9 polegadas (como o iPad da Apple) tem em média 116 page views mensais por tablet.
  • Tablets de 7 polegadas (como o Kindle Fire da Amazon) tem em média 90 page views mensais por tablet.
  • Tablets de 5 polegadas (como o Galaxy Note da Samsung) tem em média 79 page views mensais por tablet.

Leia também: Soluções para a multiplicidade de dispositivos

Eyetracking nas novas timelines de marcas no Facebook

Novas timelines do Facebook

O SimpleUsability fez um estudo de eyetracking em algumas timelines de marcas famosas no Facebook e descobriu insights valiosos para nós, designers, que eventualmente trabalhamos em projetos para marcas dentro do Facebook.

Um resumão geral:

1. As cover photos não são tão importantes quanto a gente pensa

Cover photos on facebook

Apesar de ser uma área grande que pode ser usada para contribuir com o look&feel da página da marca, as pessoas não vêem a cover photo como algo notável dentro da timeline.

Elas também não prestam muita atenção ao avatar da marca nem aos aplicativos que estão em destaque logo abaixo do header.

Na verdade, a primeira coisa que a maioria das pessoas faz ao chegar na página é descer a rolagem e começar a ler os posts feitos pela marca.

2. A linha do tempo é uma feature valiosa

TImeline

As pessoas realmente navegam pela história da marca e pelos posts anteriores. Penso que isso se deve, em partes, ao fato da timeline ainda ser novidade dentro do Facebook.

No estudo feito pela SimpleUsability, as pessoas também gostam do fato de que o “About” está sempre visível no topo – o que permite que as pessoas entendam muito facilmente do que se trata a página em que acabaram de chegar. Ainda segundo o report, muitas pessoas acham mais fácil entender a marca ali na timeline do Facebook do que no site institucional da empresa.

3. As pessoas reparam se seus amigos interagem com a marca

Amigos interagindo com marcas

Os usuários ficam mais propensos a interagir com a marca se já possuírem amigos que também interagiram com ela. Na nova timeline, isso fica com bastante destaque na coluna da direita.

4. Usuários raramente interagem ou clicam nos aplicativos

Usuários raramente interagem com aplicativos

Pouquíssimos usuários reparam que existem apps que podem ser clicados logo abaixo do header da fanpage. Quando eles reparam, o olho deles e o ponteiro do mouse vão direto para o app de Photos – que é também o que recebe mais cliques.

via

10 ícones que os usuários mais novos não entendem mais

A lista abaixo mostra alguns ícones que nós (que já passamos dos 20 anos de idade) sabemos o porquê de eles serem assim, mas que talvez os usuários mais novos não saibam. Afinal, quem tem 12 anos hoje nasceu no ano 2000 e não sabe muito bem o que é viver em um mundo onde os arquivos não são digitais. E antes que você pense “ah, mas usuários com essa idade não vão acessar meu site”, lembre-se que sites adultos não são acessados apenas por adultos.

1. Disquetes

Não sei você, mas eu não vejo um desses já faz pelo menos uns 8 anos. E eu não “salvo” arquivos dentro de um desses nem que eu quisesse, porque os arquivos de hoje simplesmente não cabem aí. Você consegue imaginar um ícone de Salvar mais moderno? Um pendrive? Uma nuvem?

2. Clipboard

É a tal da “área de transferência”, aquele limbo onde flutuam as coisas quando você aperta CTRL+C nelas. Se esse usuário de 12 anos já passou por algum médico mais antigão, pode ser que ele já tenha visto uma dessas pranchetas por lá e associe uma coisa e outra.

3. Agenda de contatos e calendários

Até quando a gente vai se enganar achando que as pessoas ainda têm essas agendas ao lado do telefone de casa? Enquanto ícone, ainda funciona. Mas será que por muito mais tempo?

4. Voicemail

Esse eu nem sabia a origem. O aparelho mostrado aí embaixo é o rolo de fitas magnéticas que eram usadas para gravar áudio. A tecnologia não é mais comumente utilizada, mas o ícone sobreviveu e pouca gente sabe de onde vem.

5. Telefone

Convenhamos: ainda que os telefones fixos insistam em sobreviver aos celulares, eles já pararam de ter esse formato faz um bom tempo. Esse formato é coisa da nossa infância, não da infância dos que nasceram depois de 2000. A não ser que você carregue um handset pra cima e pra baixo para plugar no seu celular, como mostra a imagem abaixo.

6. Lupas e binóculos

Ok, esses os mais jovens já devem ter visto em algum desenho animado, talvez até já tenham segurado na mão. Mas certamente eles (nem eu) nunca usaram nenhum dos dois para “Buscar” algo.

7. Televisão

Não, a televisão não deixou de existir. Mas certamente ela se tornou mais wide do que os ícones abaixo, e também deixou de ter aquela antena cafona em forma de “V” em cima dela.

8. Envelopes

Os mais jovens até já devem ter recebido envelopes em casa, com propaganda ou encomendas. Mas será que passa pela cabeça deles que é possível escrever uma carta, colocar em um envelope e enviar para alguém (que é o que eles costumam fazer com os e-mails)?

9. Microfones

Esse é outro que ainda funciona bem. Mas cada vez mais os microfones estão se tornando invisíveis, um pequeno orifício no laptop, muitas vezes imperceptível. Ou então é um daqueles microfones convencionais que as bandas usam.

10. Fotografias e máquinas fotográficas antigas

Os ícones desses apps de fotos são bonitos, sim. Mas você precisa ter pelo menos 20 e muitos anos para ter visto uma Polaroid na vida, ou ter manuseado uma dessas câmeras antigas.

A lista foi tirada desse post aqui.

Tem mais alguma sugestão? Envie aí embaixo nos comentários.

Sabe aquele detalhe?

Uma boa interface

Sabe aquele detalhe, quando você está navegando por uma nova interface, que pode ser decisivo para você se encantar pela experiência que está tendo ali – ou que pode ser frustrante e fazer você desistir daquele produto?

É disso que trata a apresentação abaixo, de Johan Ronsse, chamada Designing Better User Interfaces. Nela Johan passa por alguns bons e maus exemplos do que funciona e do que não funciona na hora de desenhar a interação de um usuário com um produto digital.

(Se você estiver lendo este post por RSS e a apresentação acima não abrir, veja-a no blog)

Como tratei recentemente no World Information Architecture Day, existe todo um trabalho de estratégia e entendimento do contexto que pode (e deve) ser feito antes da etapa de wireframes.

Mas quando chega a hora dos wireframes – seja arrastando as caixinhas cinzas na tela do Axure, seja rabiscando interfaces em um pedaço de papel – todo cuidado é pouco. Muitas vezes são esses pequenos cuidados com a interface que, de fato, fazem um potencial usuário se apaixonar pelo seu produto ou abandonar o seu site em uma fração de segundos. Ainda mais em uma época onde o seu produto pode ser usado em tantos contextos diferentes, em tantos e tantos tipos de device.

Código de barras, tremei

Leitor de produtos sem código de barras

A Toshiba está testando um Object Recognition Scanner, que lê e entende os produtos sem a necessidade de códigos de barras.

Ao invés de ler um código de barras uni ou bidirecional, o scanner reconhece os objetos baseado em sua aparência. Inicialmente, o foco é em produtos frescos, onde a aplicação de códigos de barras é responsabilidade do ponto-de-venda e não do fornecedor do produto. O sistema é inteligente o suficiente para distinguir entre dois tipos de maçãs diferentes, por exemplo.

Interessante para este nicho específico de hortifruti e para alguns outros. Será que a moda pega para todo tipo de produto – e consequentemente para todo tipo de varejo?

Entenda Mobile Payments de uma vez por todas (até a próxima semana)

Linha do tempo de mobile paymnet

Muda, muda bastante. Nos últimos meses vimos surgir novas tecnologias e produtos de pagamento pelo celular – tecnologias como o NFC (Near Field Communication) e produtos como o Google Wallet.

E vai continuar mudando.

Diferentes métodos de pagamento mobile

Como é comum em momentos de transição de uma indústria (como esse que estamos vivendo agora), o processo de adoção dessas novas tecnologias é lento e gradual. No meio do caminho, designers e tecnólogos correm para entender como tudo isso funciona, e marcas correm para entender como isso pode afetar os seus negócios.

Pensando nisso, a SapientNitro organizou uma apresentação bastante auto-explicativa sobre essas diferentes tecnologias de mobile payment e já incluiu nela algumas estatísticas de uso.

Estatísticas de mobile payment

O Brasil, inclusive, é um grande player desse novo mercado.

Confira abaixo:

(Se você estiver lendo este post por RSS e a apresentação acima não abrir, veja-a no blog)

Talvez esse post te ajude a entender as diferenças entre um termo e outro. E se você compartilhar, mais gente fica sabendo também :)

Agora as resoluções wide-screen (1366×768) já são maioria! #felicidadeplena

Jakob Nielsen postou um alertbox hoje, em seu site, anunciando que os monitores wide acabaram de ultrapassar o bom e velho 1024×768 na guerra entre os tamanhos de tela.

O gráfico mostrado abaixo retrata a evolução das resoluções de tela mais usadas no mundo, desde 1999 até 2012 – tudo baseado em pesquisas encontradas pelo próprio Jakob.

Resoluções de tela de 1999 a 2012

O que é importante lembrar:

  • A adoção de monitores maiores acontece lenta e gradativamente. Não dá para deixar de pensar nos usuários de 1024×768, já que eles ainda representam mais de 20% do total e já que a quantidade de tablets continua aumentando.
  • O que mudou nos últimos quatro ou cinco anos foi apenas a largura dos monitores. A altura mais usada continua sendo 768.
  • A regra de ouro é: desenhar para 1024×768, otimizar para 1440×768.

Segundo Jakob, as resoluções wide que mantêm os 768 de altura são mais adaptadas para o campo de visão humano. E, mantida essa proporção, a tendência é que monitores ainda maiores comecem a surgir nos próximos anos.

Agora mande esse link para o seu time de UX e de Visual Design e anexe um invite de happy-hour para comemorar :)

Cheers